O ator Lorenzo James Henrie viu seu personagem, Chris Manawa, embarcar em uma jornada muito sombria na série de Robert Kirkman que faz parte do universo de The Walking Dead, Fear the Walking Dead da AMC.

Com a segunda metade de segunda temporada, os fãs vão acompanhar os sobreviventes de Los Angeles por dentro do pós-apocalipse-zumbi do México. (Nota: spoiler sérios da primeira temporada e primeira parte da segunda temporada a seguir, então continua por seu próprio risco.) Depois de passar a maior parte da primeira metade da segunda temporada a bordo de um iate de luxo chamado Abigail, o personagem de Henrie, Chris Manawa e seus companheiros continuaram presos à terra pelo resto da temporada. Em uma entrevista exclusiva com o Digital Trends, Henrie explica o que está por vir na segunda metade da segunda temporada de Fear the Walking Dead, como esse papel mudou sua vida, seu mentores no set e mais.

Digital Trends: Como foi pisar pela primeira vez nesse universo, especialmente tendo o grande sucesso de The Walking Dead pairando sobre você?

Lorenzo James Henrie: No início o elenco estava meio preocupado, porque ficamos tipo, “Cara, e se os fãs da nave mãe odiar a gente?” Mas agora, olhando para trás para o sucesso do que aconteceu com a primeira temporada… nós estamos extremamente gratos pela plataforma que The Walking Dead proporcionou para nós. Traz a mente o que a Marvel está fazendo com todas essas series spinoff em Agents of SHIELD e na Netflix como Daredevil – Shane de The Walking Dead é o Justiceiro. The Walking Dead é uma plataforma incrível, não apenas para o nosso show, mas para atores que estão tendo sucesso em tantas outras áreas fora do show. Olha o Norman Reedus, que tem seu próprio show na AMC, o Ride with Norman Reedus. A AMC e os produtores tem sido incríveis para nós.

Como sua vida mudou desde que Fear the Walking Dead estreou na televisão?

Lorenzo James Henrie: É bem diferente. Na minha primeira Comic-Con, todos estavam notando Cliff (Curtis), Alycia (Debnam-Carey) e Kim (Dickens), mas eu não era reconhecido. Agora, na segunda temporada e praticamente em qualquer lugar que eu vá, alguém vai me ver por cinco ou dez segundos e falar, “Você é o Chris de Fear the Walking Dead!” Principalmente na Comic Con, todos sabem quem nós somos. Teve tanto amor esse ano porque as pessoas podiam nos perguntar coisas relacionadas ao show, e isso tem sido tão bem executado com todos nós.

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As pessoas te olham diferente depois que Chris foi um pouco Norman Bates nessa temporada?

Lorenzo James Henrie: As pessoas realmente se associam ao show, então é muito legal ver a interação dos fãs. Meu momento favorito é quando as pessoas chegam até mim e dizem, “Eu realmente te amo, mas eu realmente te odeio.” Essa é minha reação favorita – a relação amor/ódio.

Como foi para você explorar o lado sombrio de Chris?

Lorenzo James Henrie: Foi um pouco complexo. Nós só recebemos os roteiros semana por semana, então eu estava vendo meu personagem evoluir semana por semana sem saber que tipo de decisão fazer em um episódio anterior que faça sentido no próximo. Foi algo onde a mudança aconteceu gradualmente. É difícil como ator não saber o objetivo final, mas foi uma boa curva de aprendizado sobre como realmente flexionar seus músculos. Eu sou muito grato por trabalhar com o Cliff Curtis porque ele tem sido ótimo e me ensinado muito. Ele é muito mais experiente que eu, então ele é como meu mentor.

O que está por vir para a segunda metade de segunda temporada explorando o México e saindo o iate?

Lorenzo James Henrie: É uma boa mudança de cenário. O Abigail foi divertido, mas os horários de gravação foram um pouco complexos, porque você tem que virar o barco para o outro lado para ter cenas diferentes e é um pouco mais difícil de manobrar a tripulação. Foi bom sair do barco e ir para terra, mas também explorar coisas diferentes que nós iríamos encontrar. Indo a esse lugar diferente você conhece muita gente, uma nova cultura e vocês vão ver alguns personagens novos. A terra nós dá mais exploração.

Como vocês estão aumentando o quociente de violência neste show?

Lorenzo James Henrie: A parte da violência é definitivamente um grande fator agora. É loucura.

O trailer da Comic-Con mostrou uma cultura de sacrificar humanos ao zumbis.

Lorenzo James Henrie: Sim. No México existe essa coisa chamada de Día de Muertos. É do Dia dos Mortos e eles basicamente adoram e sacrificam através dos mortos. É também o inverso do que o Cristianismo é com os mortos. É uma coisa bem assustadora. E agora, existe toda uma cultura que vai ser introduzida a vocês que realmente explora isso. Nós temos um ótimo escritor e produtor no show, Alan Page, que é na verdade da Cidade do México e realmente tem uma boa compreensão disso. Ele tem sido realmente capaz de capturar a autenticidade da cultura mexicana.

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O que você pode nos dizer sobre a evolução que Chris esta passando na segunda metade dessa temporada?

Lorenzo James Henrie: Se você olhar logicamente da primeira temporada à segunda, faz sentido onde Chris está, porque naturalmente, um pai guiaria seu filho – como Madison fez com Nick, mas Travis negligenciou seu filho na primeira temporada. Ele deu toda a afeição e amor para ajudar Nick, e Chris nunca recebeu isso. Antes disso, seus pais se divorciaram. Chris testemunha seu pai matar sua mãe, e ele teve que se ajustar ao apocalipse zumbi. Então você vai ver o produto disso nessa segunda metade. Chris fez algo bom pela primeira vez. Ele fugiu. Então você vai ver essa jornada com seu pai e ele se tornar seu próprio homem, mas ele também ensina uma coisinha ao seu pai. Pessoas tem essa relação de amor e ódio com Chris porque eles entendem o que aconteceu com ele psicologicamente. Eles estão vendo todos esses personagens durões em The Walking Dead e eles estão tipo, “Cara, apenas supere isso!” Mas se você olhar para a psicologia do que está acontecendo, é muito difícil de superar o que acabou de acontecer no curso desses meses.

Que tipo de camaradagem existe entre o seu elenco e o elenco de The Walking Dead quando vocês se encontram na Comic Con ou qualquer evento de fãs?

Lorenzo James Henrie: O que é tão especial é que esses caras são tão legais. Ninguém é diva, ninguém é dramático. Eu conheci praticamente todos eles. Eu os vejo nesses eventos chamados Walker Stalkers. Toda vez que cruzamos com eles, eles são tipo, “Cara, nós amamos assistir o show de vocês,” o que é insanamente legal. Eu tive a chance de conversar com Chandler Riggs e Josh McDermitt e há muita camaradagem. Todo mundo quer que o outro tenha sucesso. Eles são como o Poderoso Chefão. Eles são os Corleone. Eles são os primeiros, e nós estamos seguindo seus passos. Mas, o nosso show também é muito diferente do deles, e nós estamos em um ponto em que podemos dizer que somos um show completamente diferente.

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Fonte: Digital Trends


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