Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do segundo episódio, S02E02 – “We All Fall Down” (Todos nós caímos), da segunda temporada de Fear the Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Os sobreviventes de Fear the Walking Dead perceberam que o oceano não era tão seguro quanto a terra quando eles escaparam da cidade no barco de Strand, a Abigail. No episódio dessa semana, eles descobriram que Los Angeles não foi a única área infestada pelos infectados. Eles também encontraram uma família abastecida com suprimentos que aparentava estar em boa forma numa ilha.

Mas as aparências enganam, e o plano do pai para sua família de aceitar a morte em seus termos e em seu terreno levou a caóticos minutos finais, onde Madison tentou levar o pequeno garoto com eles no barco antes de seu irmão mais velho buscá-lo a mão armada. No entanto, como o diretor Dave Erickson explica, enquanto um confronto entre Madison e Strand por causa do garoto foi evitado, já que o irmão ordenou que ele retornasse, ainda pode haver um conflito surgindo, pois as motivações verdadeiras de Strand só começaram a se materializar agora. Erickson fala sobre isso e muito mais em sua revisão do último episódio.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Começamos o episódio com os sobreviventes tentando esconder Abigail de uma embarcação que os seguia, então se encaminharam para essa ilha, viram uma luz e foram checar, mas Daniel e Ofelia ficaram para trás para ficar de olho em Strand. Falamos sobre isso na semana passada, mas Salazar ainda não confia nesse cara, não é mesmo?

DAVE ERICKSON: É exatamente isso, e o que aprendemos nesse episódio é que San Diego não é segura. Strand disse a nossa família que San Diego era seu destino, agora sabem que isso não é mais viável, e eu acho que a maior preocupação de Daniel é que se todos saíssem do barco e deixassem Strand sozinho, ele talvez os deixasse para trás. Então, ele fica com uma intenção de tentar entendê-lo mais e ter uma melhor visão de seu plano, e ele pressiona Strand um pouco nesse episódio. Ele o pergunta diretamente “quem você vai deixar para trás?” e eu acho que há uma dinâmica interessante entre Strand e Salazar porque os dois são sobreviventes. Acho que eles conseguem ver isso um no outro e Daniel não tem medo de desafiá-lo, o que é engraçado.

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Encontramos essa família na ilha, e eles são sustentáveis, o que faz com que eles estejam em boa forma. Mas o pai, George, só faz isso para manter sua família a salvo, e isso significa só ficar lá até os infectados invadirem seu perímetro eventualmente. Qual foi a inspiração para essa história?

Dave Erickson: Com as diferentes abordagens para o apocalipse, acho que estamos acostumados a ver pessoas que se fortificam e decidem que vão sobreviver a qualquer custo, ou pessoas que fogem em busca de algum santuário. A ironia aqui é que você tem uma família que tá em boas condições, tem água, suprimentos, comida.

Mas George é alguém conectado a seu território e não quer sair dali, e também enxerga a extensão desse surto e é a primeira pessoa a dizer “Está feito, está acabado. Isso não ficará melhor. Não voltaremos disso e eu cuidarei da minha família o máximo que puder, mas quando as cercas caírem e os infectados entrarem, eu não vou correr deles. Vou morrer, vou morrer aqui e vou aceitar isso.”

Ele vê isso como um curso natural, e acho que isso desafia e abre a cabeça de Travis um pouco, porque ele não vai parar. Ele fará tudo a seu alcance para proteger sua família e seu filho, e esse confronto com sua filosofia meio que abre sua mente.

É interessante porque enquanto as pessoas se dão bem na vida, como essa família que conhecemos, o jeito que eles querem lidar com a morte ou com o ato de sobrevivência pode ser vastamente diferente, certo?

Dave Erickson: Melissa compreendeu que eles têm três filhos, sendo duas crianças, Harry e Willa, e até certo ponto, ela entende a filosofia de seu marido. Ela entende o que ele diz, mas ela também olha para seus filhos pequenos e não consegue imaginar um mundo onde não há futuro para eles, um mundo sem esperanças. Quando ela vê Abigail se aproximando da ilha, ela vê esperança. Ela vê esse barco, e depois quando conhece Madison, ela vê nela alguém que foi uma conselheira e tem seus próprios filhos, trabalhou com crianças por toda sua vida, e ela vê possibilidade. Acho que Melissa enxerga Abigail como um escape e uma oportunidade.

Sua intenção não é sair, mas quer que os pequenos saiam. Ela olha para seu filho mais velho, Seth, que é devoto a filosofia de seu pai, e sabe que ele nunca sairá, então faz esse esforço para salvar seus filhos mais novos.

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Vemos Nick revirando o armário de remédios, o que naturalmente nos faz pensar: Esse cara, que era um forte viciado em drogas há alguns dias, ainda está fissurado? Ele se encontra em qual tipo de estágio?

Dave Erickson: Ele passou um ou dois dias na pior, e a realidade é que se estenderia por mais tempo que isso, mas quando ele estava preso, acho que o vimos quase desistindo quando encontrou Strand pela primeira vez, e o que tentamos fazer é dar um pouco mais de tempo. Ele ainda não está saudável, mas teve seu momento de claridade. Sua constatação no final da temporada foi a ideia de que ele vinha vivendo seu próprio apocalipse por anos e agora o mundo finalmente o alcançou, e ele é fascinado por isso.

O que veremos de Nick no curso da temporada é um cara que desenvolve essa fascinação, fixação, e esse nível de conforto com o mundo do apocalipse e com a morte, e isso refletirá no que Strand viu nele, porque acho que Strand reconhece que Nick sempre foi alguém que conseguia sobreviver pelas bordas. Ele morou na rua por um bom tempo, ele já sabe como sobreviver. Foi isso que Strand reconheceu e o que achou que poderia ser valioso, mas ele teve que encontrar um novo foco para concentrar sua personalidade de viciado, e vocês verão isso nos próximos episódios.

Então quando ele estava naquele armário de medicamentos, ele procurava por drogas ou por pistas e respostas sobre essa família?

Dave Erickson: Ele procurava por respostas. Ele ouviu sobre pílulas do poder e viu com a família funcionava, acho que ficou preocupado. E acho que uma das coisas mais interessantes sobre Nick é que ele não tem agenda, ele é puro em suas intenções, pode ser pela sua velha obsessão por heroína, ou pela sua atual devoção a pessoas, mas ele olha para essas duas crianças e se preocupa. Ele quer saber qual é o poder das pílulas, quer saber o que esse cara planejou para o futuro de sua família, e algo parece estar errado para ele.

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Fonte: Entertainment Weekly


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