Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do décimo segundo episódio, S02E12 – “Pillar of Salt”, da segunda temporada de Fear the Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

O grupo continua separado… Mas, por quanto tempo? Nós vimos os primeiros passos de possíveis reuniões no episódio de Fear the Walking Dead do último domingo. Enquanto coletavam suprimentos médicos para Strand, que foi esfaqueado, a mamãe Clark [Madison] ouviu alguém descrever uma figura parecida com a de Nick, e agora, ela sabe que ele está por perto. Ela acionou todas as suas forças para tentar atraí-lo de volta mas, em vez disso, todo esse empenho talvez esteja trazendo Travis (e possivelmente, Chris?) para perto.

Enquanto isso, Marco encontrou a Colônia, o que significa que, iminentemente, haverá um confronto ali, e Ofelia está voltando para os Estados Unidos para encontrar uma antiga paixão. É suficiente dizer que há muito para ser digerido desse último episódio, e por isso, a Entertainment Weekly foi até o showrunner Dave Erickson para obter respostas.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Nós começamos com Francisco fugindo da Colônia com sua família. Essa fuga ocorreu pelo fato de sua filha estar doente e ele não querer assisti-la se tornar parte da “ala dos zumbis”?

DAVE ERICKSON: Isso teria sido um passo muito melhor, mas na verdade, isso se deve mais ao fato de que a Colônia está lentamente se degradando, mais pessoas estão ficando doente, e encontrar água tem sido cada vez mais assustador. Francisco é um dos escoltas, ele é leal. Ele é muito próximo ao Alejandro, e acreditava nessa comunidade. Além disso, ele é um dos caras que vai até as cercas e sabe que há outros lugares onde ele e sua família poderiam recomeçar. Então, eu acho que o abandono à Colonia é apenas uma questão de temer que aquele lugar comece a desmoronar, mas, para Luciana e Alejandro, isso soa como um golpe.

Vamos falar sobre Ofelia. Nós a vimos indo embora no carro e conseguimos compreender coisas de seu passado através de flashbacks. Eventualmente, vimos também sua trajetória de volta aos Estados Unidos. O que está acontecendo com ela e o que ela espera encontrar por lá?

Dave Erickson: Ela está sendo guiada cegamente pela esperança. Ofelia abriu mão da melhor parte de sua vida para cuidar de seus pais. Então ela descobriu, na primeira temporada, que seu pai não era quem ela achava que era, e nesse momento, ela não tem sua mãe e nem seu pai, e está num lugar onde ela não enxerga que tem muito tempo de sobra. Ela não acha que eles irão sobreviver. E eles não são a sua família, por mais que, na minha opinião, Alicia queira incluí-la na família Manawa/Clark, Ofelia reconhece o fato de que eles não são de seu sangue, e esse pulo cego que ela dá é em busca de encontrar algo que importava pra ela antes do apocalipse.

Ela está indo em busca de encontrar o homem que perdeu, e claramente haverá alguns desvios pelo caminho, mas ela está atrás da última coisa boa que ela pensa ainda ter no mundo. Francamente, eu acho que ela prefere morrer tentando encontrá-lo do que apenas esperar naquele hotel pelo fim dos tempos.

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Strand pensou que estava fazendo um favor aos outros quando matou Jessica, a noiva zumbi, mas Ilene, a mãe da noiva, decidiu esfaquear Strand como forma de agradecimento. Isso coloca Madison numa posição diplomática bem complicada, em termos de como lidar com essa situação e manter a paz no grupo, não é?

Dave Erickson: Com certeza, e esse é um episódio interessante para Madison, porque é como dar um passo a frente e dois para trás. Mas ela persiste, como uma verdadeira líder, nessa oportunidade de comandar as coisas. Ela define uma das regras do hotel, que a violência não é aceita, e que se essa regra for quebrada, você pagará por isso de alguma maneira. Isso é algo que talvez volte para assombrá-la, por isso, ela precisa andar na linha. Eu acho que Ilene claramente está perdida. Quero dizer, ela assistiu seu marido morrer e se transformar, e pouco depois, o assistiu morder e matar sua filha.

Então, ela não está num bom estado mental. Oscar e Ilene estavam protegendo Jessica e tentando mantê-la longe da horda na semana passada. Quando Strand chegou e tomou conta de Jessica, foi uma maneira dele lidar com seu próprio luto pela perda de Thomas, e para Oscar, foi como misericórdia. Eu acho que Ilene não vê isso claramente.

Isso coloca um grande fardo nos ombros de Madison, porque agora ela precisa descobrir como equilibrar a aliança frágil que agora existe entre os convidados do hotel e o resto do grupo. É uma situação precária para ela, e que vai necessitar de um acerto de contas mais tarde.

Ao longo do episódio, vemos Alicia tendo conversar com várias pessoas sobre seu irmão e sua mãe, se sentindo negligenciada, e então, ela finalmente confronta Madison sobre isso, dizendo “Eu sou a sua filha” e “Eu nunca mudei de ideia. Eu estou aqui. Porque isso não é o suficiente?”. Isso muda alguma coisa em termos da abordagem de Madison para com seus filhos?

Dave Erickson: Muda, sim, e eu acho que veremos mais disso pelos próximos dois episódios. Mas sim, Alicia tem uma cena muito íntima com Strand. Ela está cuidando dele, e ele meio que aponta a direção correta para ela. Mas, Alicia está apenas afirmando o óbvio, o que ela está tentando entender é “Porque você dá tanta atenção ao meu irmão viciado? Ele não quer estar conosco. Ele nos abandonou, permanentemente pelo visto, e você continua apegada a isso”. E esse confronto nos levará à solução nos próximos episódios, onde Madison dará à Alicia um senso melhor das coisas, e uma explicação do porque de sua devoção por Nick parece ser mais importante do que sua devoção pela filha.

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Madison liga o gerador esperando que isso atraia Nick à ela. Ao invés disso, Travis vê o gerador e começa a caminhar em direção a ele, na última cena. Ele está sozinho, Dave?

Dave Erickson: Esse é o mistério a ser resolvido. Descobriremos no episódio 13.

Me parece que Marco, do cartel do supermercado, encontrou a Colônia. É seguro dizer que, de alguma forma, um confronto é iminente?

Dave Erickson: Sim, um confronto é iminente. Nós estabelecemos a Colônia como uma fortaleza. Existe apenas um jeito de entrar, e um de sair. E para um cara como Marco, que esteve vivendo de sua perspicácia e está cercado por seus inimigos, pode ser de valor para ele ter uma fortaleza tão alta que ele mal poderá enxergar o que o cerca. Então, sim, eu acho que haverá um confronto final entre Marco e seu grupo, e Nick e Alejandro, mais para frente.

O que mais você pode nos contar sobre o que virá a seguir em Fear the Walking Dead? Nós temos Travis tentando voltar ao hotel, temos um confronto na Colônia chegando. O que mais pode nos dizer?

Dave Erickson: Nós veremos um ajuste estrutural em termos da narrativa no próximo episódio. As perguntas que você me fez – Quero dizer, você está certo de que não vimos Chris naquela cena em que Travis chega à porta do hotel, então teremos uma resposta para isso. E, em seguida, em última análise, estamos construindo algo um pouco mais cataclísmico. Eu acho que as duas forças que Marco e Alejandro representam, terão um acerto de contas a ser feito.

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Fonte: Entertainment Weekly


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