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Cliff Curtis explica porque Fear the Walking Dead é mais do que uma série sobre zumbis

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Quando uma série sobre zumbis não é uma série sobre zumbis? Quando for chamada Fear the Walking Dead. Para ficar claro, zumbis estarão na série paralela de The Walking Dead. Muitos. Mas de acordo com o astro Cliff Curtis, os zumbis são meramente um artifício para mostrar o que poderia acontecer caso a sociedade entrasse em colapso por qualquer desastre.

A Entertainment Weekly conversou com Curtis para saber a opinião dele sobre o personagem Travis, o quando ele sabe sobre a série original e os quadrinhos, como ele se sente com a comparação entre as séries, e por que ele não fala a palavra com “Z”.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Como você descreveria o personagem Travis?

CLIFF CURTIS: Eu o vejo como um cara do dia-a-dia, um professor de ensino médio, professor de inglês, apaixonado pela sua comunidade e pela família. Ele é meio que um cara comum nesse sentido, sabe? Ele está entre duas famílias agora, ele é divorciado, e conheceu alguém que ama e está se tornando parte dessa família. Assim, ele tem uma família nova e uma antiga. Ele está tentando criar uma coisa de família misturada. O mundo dele é bem a mulher que ele ama, os filhos que ele ama, e o trabalho que ele ama, e então esse mundo meio que vira de cabeça para baixo.
Gosto da ideia dele meio que ser um anti-herói no sentido de que ele não está muito preparado para isso e ele não está equipado nesse sentido. Você sabe, ele não é um cara de tipo “herói ambulante”, e por isso há espaço para que ele evolua e descubra o que ele vai ser nesse novo mundo.

É interessante você dizer que ele não está pronto para isso porque eu falei com Robert Kirkman e ele comentou que professores provavelmente estão bem equipados para ao apocalipse zumbi sendo que eles precisam lidar com certas situações estressantes e com problemas mesmo sem que isso aconteça, talvez por isso ele tenha adquirido algumas habilidades.

Cliff Curtis: Sim, e essas habilidades são transferíveis no sentido de que ele está muito focado em ajudar as pessoas e cuidar das pessoas, e ele também é um cara que arruma as coisas. Ele é um otimista, ele gosta de consertar coisas, ele gosta de identificar situações controladas em que haja um problema que ele possa consertar, por isso ele vê a vida de maneira que ele seja útil. Por isso ele não é um fraco, ou um frouxo, e ele tem um senso claro de propósito com relação às suas prioridades. Por isso mesmo que ele não esteja preparado para o apocalipse, há essas habilidades transferíveis que inesperadamente serão úteis no sentido de se comunicar com as pessoas. E ele é um cara confiável – ele fala o que pensa e tem intenção naquilo que diz. Ele é um cara destacado e não muito complicado, o que ajuda.

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Como ele vai assumir o controle e se tornar um líder quando toda essa situação de zumbis emergir?

Cliff Curtis: Se há um trabalho para ser feito, ele vai fazê-lo. É algo que faz parte dele. É que estamos em uma situação tão bizarra em que a escala do que está acontecendo é muito além do que ele parece estar preparado e das coisas que ele precisa enfrentar. Ele tem uma bússola moral muito sólida também. Por isso a ideia de matar e de violência gratuita – ele passou sua carreira tentando fazer com que jovens se comportassem e acreditassem na bondade da humanidade e na bondade do homem e em ser socialmente consciente e cuidar um do outro e construir uma comunidade. Em um apocalipse, tudo isso desmorona, a cadeia de comando se perde, tudo, é cada um por si. É como se todas as regras mudassem. Os criadores me deram esse papel fenomenal no sentido de que ele é um homem bom em uma situação impossível. Então como se mantém a bondade da humanidade quando tudo está sendo perdido? É um desafio duro, e há complicadores que, para mim são ótimos porque estão enraizados na bondade e eu estou curtindo muito isso.

O mais fácil de se dizer é que esta é uma série de zumbis, e obviamente é, mas vocês todos veem isso como algo mais não é?

Cliff Curtis: Nem usamos essa palavra. Não usamos a palavra com “Z”. Tipo, nem é o que fazemos, e quando li o roteiro eu pensava dessa maneira. Era algo do tipo, “O que? O que é isso? Que série é essa que todo mundo adora? Todos estão falando dessa série!” E quando li o roteiro não parecia ser algo assim. Parecia uma série/drama de uma família da vida real sobre a vida comum das pessoas, e eu fiquei meio confuso. “Não era o que eu esperava.” É algo muito normal e um drama muito bom, e com isso eu fiquei meio “Ok, ótimo. Eu topo. Parece muito interessante.”

O que também é muito bom na série é que no nosso mundo nem sabemos da outra série. Não sabemos o que está por vir ou o que todo esse fenômeno é. Por isso o público sabe muito mais do que nós e é meio como se estivéssemos seguindo em frente, tentando levar nossa vida de forma normal – tipo, pegar as crianças na escola. Ah, a escola não é mais uma escola de verdade. Ah, precisamos pegar umas coisas e ir para a biblioteca, e a biblioteca está tomada, e ah, temos que ir para a ala de emergência. Então isso é descoberta, é mais uma configuração do tipo de um desastre natural onde há um desastre natural, o que quer que esse vírus seja ou essa doença que de alguma forma tomou a nação.

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Então os zumbis são figurantes para algum tipo de crise ou desastre?

Cliff Curtis: Pode ser qualquer coisa. Pode ser influenza. Pode ser catapora. Acabou sendo uma doença misteriosa sobre a qual não temos conhecimento, a não ser o quão rápido nossa civilização e tudo o que não valorizamos podem colapsar. E levamos isso a sério, então nesse sentido é muito interessante dizer, bem, como uma família comum lida com o fato de não poder se comunicar por telefone ou entrar em uma situação de emergência se a estrada está bloqueada por essas manifestações? E essas são coisas reais que acontecem agora. Por isso, não é tão forçado. Não é tão distante de se imaginar. E então o lance é, o que acontece se a rede ficar fora do ar ou travada e não sabemos o que está acontecendo? Não sabemos o que está acontecendo no resto do país. Não sabemos o que está acontecendo fora do nosso bairro e não temos como adquirir informação.

É como se o mundo rapidamente se tornasse um lugar assustador, e aí você não necessariamente lida com os infectados ou com a doença. Você lida como o próprio medo e a paranoia sobre o que está lá fora e o que está acontecendo e como lidar com a situação. E essa é meio que a forma como o drama é guiado por impulsos e emoções humanas muito naturais e reais, e é nisso que a série se fixa e se faz interessante para executar.

O quão familiarizado você estava, ou está, com a outra série de The Walking Dead ou os quadrinhos originais?

Cliff Curtis: Eu perguntei aos idealizadores da série se isso era importante, e eles disseram que não importava nem um pouco. Eu sei que é um fenômeno, é uma franquia forte, e eu dei uma olhada e pensei que deveria manter uma certa distância dela porque eu não devo saber o que está acontecendo no mundo. Além disso, acho que precisamos de um pouco de espaço para recriar o que tudo isso é e definir a série da maneira que queremos. Poderíamos criar um mundo totalmente diferente e um público diferente para essa série em contraponto à outra.

Há uma integridade na maneira com que as pessoas estão lidando e criando a série e como eles estão de acordo que nós não devemos tentar agradar ou apaziguar o outro público. Nós temos a liberdade de criar nosso próprio público e criar um universo inteiramente diferente e uma série diferente. Por isso, acho que é bom ter um pouco de espaço que mesmo sendo originário de, você sabe, um criador, e como ele coloca alguns limites que devemos seguir, mas por fora disso é cada um por si. Podemos criar praticamente tudo o que queremos com isso.

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Há pontos positivos e negativos em ser uma série paralela ao maior fenômeno da televisão. De um lado, vocês automaticamente geram todo um interesse. Mas novamente, as pessoas vão naturalmente comparar as duas séries.

Cliff Curtis: É isso que eu realmente gosto em todos da série, dos criadores até a AMC – eles não estão preocupados com isso. Essa é uma série solitária. A outra é um colosso. Não vamos competir com o colosso. Seríamos tolos em tentar superar o colosso, sabe? Seria inútil. Tipo, a AMC está indo muito bem com Better Call Saul. Eles fizeram a primeira aposta arriscada com ela, e por isso acho que é ótimo ter essa clareza de que não estamos buscando esse outro público, e está tudo bem se uma parte do público da outra série não necessariamente quiser nos acompanhar. Está tudo certo porque haverá um público para esta série, e não sabemos necessariamente quem eles são agora, mas vamos descobrir quando entrarmos no ar. Mas se você gosta de uma série boa, então provavelmente vai gostar da nossa. Parece uma série muito legal. Há um sentimento muito bom. Nunca se sabe. Nunca se sabe com certeza, mas é possível saber que o sentimento é bom, tipo criativamente está muito bom. Está muito bem coordenada.

Colaborativamente todos trabalham muito bem juntos e há uma leveza nos bastidores. Há uma confiança silenciosa de que estamos fazendo um bom trabalho, e ao final do dia é isso que levamos para a casa, quando você termina o trabalho e vai para a casa. Se vai ou não ganhar a guerra de audiência ou qualquer coisa do tipo, acho que todos podemos ir para a casa no final do dia de trabalho e dizer que fizemos um bom dia de trabalho, e estamos fazendo isso a cada dia e a cada semana. Vamos seguindo. “Foi um bom dia de trabalho.” E assim, temos essa confiança silenciosa em termos do que estamos fazendo, uma confiança calma do tipo que adultos têm. Não precisamos nos vangloriar demais e isso pode dar errado, mas eu me sinto bem por fazer parte disso e parte de uma equipe muito boa, com roteiristas e atores talentosos e pessoas muito gentis e reconhecedoras também, o que ajuda muito em um dia de trabalho.

Fear the Walking Dead estreia mundialmente em 23 de agosto pela AMC. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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Fonte: Entertainment Weekly
Tradução: @Felipe Tolentino / Staff Fear The Walking Dead Brasil

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Entrevistas

Jenna Elfman fala sobre peixes fedidos e zumbis voadores no episódio de retorno de Fear the Walking Dead

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A quarta temporada de Fear the Walking Dead encontrou nossos sobreviventes ainda lutando para seguir em frente após as mortes de Madison (Kim Dickens) e Nick Clark (Frank Dillane) e lidar com uma nova ameaça na forma de um furacão que chegou nos momentos finais do episódio.

June (Jenna Elfman) – anteriormente conhecida como “Laura” e “Naomi” – está morando em um ônibus escolar com John Dorie (Garret Dillahunt) e Charlie (AlexaNisenson) em uma espécie de unidade familiar. É legal, mas nem tudo está bem. Charlie ficou tão traumatizada com as coisas que ela fez e viu que ela mal fala e quase se permitiu ser comida por um andador, enquanto June está lutando com quem ela é. John quer voltar para sua cabana onde ele e “Laura” viveram antes dela fugir, e June se preocupa que ela pode não ser capaz de se estabilizar e então John descobre que ela realmente é uma desistente.

“Eu não sou Laura”, ela diz a Al (Maggie Grace). “Eu sou a mulher que ficou com medo e fugiu. Não só de John, de todos.” Mas Al diz a ela que a pessoa que ela é com John é a pessoa que ela é agora. Seu passado não precisa mais ditar seu futuro. E esta nova e melhorada June será testada enquanto ela e Al resistem à tempestade que barrou o caminhão da SWAT de Al. A tempestade está forçando June a ficar parada e se confrontar consigo mesmo, o que veremos no episódio 12 desta temporada.

Aquele era um peixe real que você estripou?

Jenna Elfman: Sim, foi! Repetidamente! Tomada após tomada! E sinto como se a tomada que eles usaram foi a que eu disse “Tem algo de errado. Esse peixe não está bem.” O mais repugnante e fedorento – todos os outros estavam normais e cheiravam frescos, mas aquele tinha algo errado. Suas entranhas eram tão nojentas e fedorentas. Foi terrível.

Você teve alguma experiência anterior com evisceração de peixe?

Jenna Elfman: Eu aprendi como estripar um peixe no episódio 4×05, “Laura”, com Garret Dillahunt, que foi onde eu tive um pescador que me deu uma lição oficial sobre como estripar um peixe. Então isso foi um bom retorno para esse episódio.

Você pode me contar mais sobre o relacionamento de June com Charlie? Elas desenvolveram um relacionamento mais próximo que nós realmente não vimos quando elas estavam com os Abutres, e é por isso que June a adotou?

Jenna Elfman: Eu acho que por padrão, June é mãe. Ela tinha uma garotinha. E eu acho que quando você é pai, você é pai ou mãe, é isso aí. Você é sempre um pai. E June também é enfermeira, e acho que cuidar faz parte de seu DNA. E acho que também é cura. E há um pouco de unidade lá com ela e John, em seus pequenos estágios exploratórios. Eu acho que provavelmente é só por padrão, por instinto. Meio que faz sentido ela cuidar de Charlie.

O que está acontecendo com ela?

Jenna Elfman: Bem, vejamos, ela tem 11 anos e perdeu os dois pais e assassinou uma pessoa. Eu acho que isso pode deixar uma garotinha traumatizada, não é?

Bem, quando você coloca dessa forma…

Jenna Elfman: Eu acho que, às vezes, quando as pessoas estão vendo, estão tão acostumadas com o apocalipse, que esquecem quais são os efeitos reais de estar em torno de tanta violência e de pessoas tão malvadas umas para as outras. A personagem, e Alexa, quando ela estava filmando, tinha 11 anos.

É uma coisa pesada até para um ator tão jovem lidar.

Jenna Elfman: Ela é incrível, no entanto. Ela é uma alma muito saudável. É uma moça sensacional.

Naquela última cena, como eles fizeram os zumbis voadores? Tinham dublês em estilingues ao lado do caminhão? Como foi isso?

Jenna Elfman: Aquilo foi uma loucura! Eu estava sentada dentro da van da SWAT com Maggie (Al) observando esses zumbis passando e batendo na van bem na frente dos nossos rostos, essas dublês passando por isso. Eles trabalharam nisso por um bom tempo imaginando como tudo seria. Eu realmente tenho um pequeno vídeo que vou postar na hora certa, que foi meu ponto de vista de dentro da van com esses dublês batendo na janela contra o carro. Literalmente voando pela janela. Foi tão real e tão assustador de uma forma divertida.

Então, eles estavam pulando de trampolins? Como isso estava acontecendo?

Jenna Elfman: Eu acho que eles tinham arreios e estavam sendo puxados.

Fear the Walking Dead vai ao ar as segundas-feiras, às 22h30, no AMC Brasil. Consulte sua operadora de TV para mais informações.

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Fonte: TV Guide

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Destaque

Facebook Live de Fear the Walking Dead com Alycia Debnam-Carey e Colman Domingo no Brasil (LEGENDADO)

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Como já mencionado aqui no Fear the Walking Dead Brasil, os atores da série e intérpretes de Alicia Clark e Victor Strand estiveram no Brasil. A vinda de ambos era motivada pela anunciação da estreia da segunda parte da 4ª temporada de Fear.

Um dos compromissos mais aguardados pelos fãs era a live no Facebook do canal AMC Brasil. Nesse momento ambos responderam perguntas prévias enviadas pelos fãs brasileiros sobre seus personagens, o quarto ano da série, despedidas de elenco e curiosidades afins. Uma interatividade totalmente despojada e confortável. Ambos se mostraram ligados um ao outro e dispostos a atender os fãs da melhor forma possível.

Entretanto, houve muita reclamação nos comentários devido ao fato de não haver tradução simultânea (já que os astros têm como língua nativa o inglês). Mas, como nosso trabalho é dar acessibilidade aos fãs da série ao material produzido por eles, aqui está a live com legenda para você poder ver as respostas dadas pelos atores:

E então, o que você achou das respostas dadas por eles? O que você perguntaria para eles caso pudesse? Deixe um comentário abaixo.

Fear the Walking Dead vai ao ar as segundas-feiras, às 22h30, no AMC Brasil. Consulte sua operadora de TV para mais informações.

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Entrevistas

Morgan vai voltar para The Walking Dead? Os showrunners Andrew Chambliss e Ian Goldberg falam sobre o assunto!

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do nono episódio, S04E09 – “People Like Us”, da quarta temporada de Fear the Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

O personagem de Lennie James, Morgan, finalmente conectou os dois universos de The Walking Dead quando ele passou da nave mãe de The Walking Dead para Fear the Walking Dead. Mas ele poderia cruzar de volta?

No começo do episódio de retorno de Fear, Morgan anunciou sua intenção de voltar para Virginia e para seu amigo Rick Grimes. Ele até providenciou transporte para o norte, cortesia de Althea e seu S.W.A.T. móvel. “Eu nunca deveria ter ido embora”, explicou Morgan a John Dorie. “Meu amigo, acho que ele estava certo. É onde eu pertenço. É onde eu deveria estar.”

Mas será que ele vai chegar lá? Uma tempestade gigantesca já estava começando a causar estragos, e Alicia tinha algumas palavras sábias para Morgan sobre o pessoal que ele estaria deixando para trás aqui se ele fugisse novamente. Então Morgan vai voltar para Alexandria? (Ou para o Lixão? Ou para o Reino? Ou onde quer que ele esteja planejando chamar de lar?)

A Entertainment Weekly conversou com Andrew Chambliss e Ian Goldberg, os showrunners de Fear the Walking Dead, para obter informações sobre este último desenvolvimento, bem como todos os outros acontecimentos na estreia da midseason. Confira:

ENTERTAINMENT WEEKLY: Vamos começar com a tempestade, porque você começa este episódio com zumbis voando, essencialmente. Como vocês colocaram isso juntos? Foi tudo CGI, foram atores dublês em fios? Como você faz zumbis no ar?

ANDREW CHAMBLISS: É um pouco de cada coisa. Eu diria tudo acima. Aquela cena com a qual abrimos o episódio é uma combinação muito cuidadosa de várias cenas. Fizemos muito da tempestade praticamente com barras de chuva, ventiladores gigantes e artistas em catracas que os puxaram para fora do quadro, e então fizemos muitos aprimoramentos, elementos digitais e combinamos algumas placas diferentes e camadas de chuva digital para realmente parecer como se fosse um furacão. A ideia começou com o desejo de ver um wallker entrar em cena e depois ser jogado, e conseguimos isso mais de uma vez. Ficamos super animados com os resultados no final do dia.

A maior manchete para mim saindo desse episódio acontece no início, quando Morgan diz que quer voltar para a Virgínia. O que neste momento o levou a essa decisão, de que ele deveria estar voltando?

IAN GOLDBERG: Como vimos na primeira metade da temporada, o Morgan está em uma grande jornada. Ele começou como alguém que fugiu de Alexandria, de todos que ele era próximo, porque ele acreditava que a melhor maneira para ele viver neste mundo era estar por conta própria. Ele não queria estar perto de pessoas. Isso mudou na primeira metade da temporada, e no final da metade da quarta temporada, ele está sentado em volta de uma fogueira com pessoas – algumas das quais eram amigas, algumas eram inimigas que se tornaram amigas. Foi uma reviravolta inesperada de eventos para Morgan.

Mas ainda há uma grande parte do Morgan que está ligado às pessoas que ele deixou para trás. Vamos ver que ele também está lutando com alguns outros demônios emocionais que vamos revelar quando a segunda metade dessa temporada continuar. E ele pode dizer que está voltando para Alexandria, mas a jornada para chegar lá será preenchida de muitas reviravoltas inesperadas. Estamos ansiosos para saber como as pessoas reagem a essa jornada.

Vamos falar sobre onde todo mundo está emocionalmente aqui enquanto retomamos as coisas, começando com John e June. Ele quer se aposentar para a cabana, ela está preocupada que ela não é a mulher que ele se apaixonou, o que, em relação ao seu nome, pelo menos, é certamente verdade. Isso é algum tipo de acordo em que June não tem certeza se pode simplesmente se permitir ser feliz com tudo o que aconteceu?

CHAMBLISS: Eu acho que é um pouco disso, mas acho que alternativamente no final do dia, é quase como se June talvez nem saiba qual versão do personagem que vimos até agora ela realmente é. Nós a vimos como uma mãe muito reservada que está apenas tentando se proteger. Nós a vimos como a pessoa que se apaixonou, e então a vimos como uma Abutre. Eu acho que seu mal em estar com Dorie é que ela tem que se perguntar quem ela é, e isso não é necessariamente uma pergunta fácil, especialmente quando você fez coisas que você se arrependa. Ela tem muita procura de alma para fazer por si mesma, antes que consiga se abrir totalmente para estar com John.

Vamos entrar na situação de Charlie. Ela aparentemente ficou muda. Achei que no início isso tenha acabado com a perda da família Abutre, mas quando ela retorna o livro O Pequeno Príncipe para Luciana, isso parece indicar que ela está lutando com o assassinato de Nick.

GOLDBERG: Sim, como você disse. Charlie passou por muita coisa por muita gente, mas particularmente por uma criança tão jovem. Sim, ela perdeu sua família Abutre, mas também está lutando com a culpa de ser a primeira Abutre que estava dentro dos portões do estádio e alertou os Abutres sobre a presença no estádio. E matando Nick. Ela carrega muita culpa e bagagem emocional. Existe muita coisa não resolvida em Charlie que ela não sabe como conciliar.

Uma das nossas cenas favoritas no episódio é Dorie tentando se conectar com Charlie como alguém que se isolou em um ponto, como vimos no episódio 4×05. Ele se escondeu em uma cabana porque sentiu muita culpa sobre o que tinha feito e não podia se perdoar por isso e tentou apelar para Charlie para se abrir da melhor maneira que Dorie sabe, através do Scrabble. Mas Dorie pode se identificar com isso e ele sabe que não foi fácil para ele voltar ao mundo, e foi preciso o amor de June, e depois Laura, para fazê-lo se reconectar com as pessoas e perdoar a si mesmo. Charlie ainda não descobriu isso. E vai ser difícil para ela se perdoar.

Enquanto conversamos sobre pessoas que estão claramente confusas, vamos conversar sobre Alicia. Por um lado, ela se isolou de seus melhores amigos. Por outro lado, ela tem o desejo ardente de ajudar um completo estranho que está em perigo. O que está acontecendo com ela e como isso tudo está relacionado à perda da mãe dela?

GOLDBERG: Alicia quer muito continuar como Madison, ela quer levar adiante esse propósito. E seu fracasso em fazer isso é esmagador para ela. Alicia ainda está realmente processando sua dor pela perda de sua mãe e sentindo, como todo mundo, um pouco à deriva e sem propósito. A coisa mais nobre que ela acha que pode fazer é continuar com a força de Madison, e a parte mais trágica do episódio é que, apesar de seus esforços, ela não consegue fazer isso. E isso a deixa questionando: o que eu faço agora se não posso levar isso adiante? O que eu vou fazer? Quem eu vou ser? Essa será sua luta pela segunda metade da temporada.

E ela tem aquela fala depois de tudo que Morgan falou para ela, “Você pode estar lá para eles,” e então ela diz, “Você poderia estar aqui para nós também”. Então você tem essa enorme tempestade agora, e você tem Alicia dizendo para Morgan, “Você seria útil para nós”. Como tudo isso pode potencialmente mudar os planos de Morgan e sua mentalidade sobre voltar para Virgínia?

CHAMBLISS: É uma ótima pergunta que Alicia faz para Morgan e não acho que é algo com o que ele esteja necessariamente lutando de forma consciente. Como ele disse para Alicia no início do episódio, ele deixou muitas pessoas com as quais se importava em Virgínia sem se despedir. E é como se Morgan sequer estivesse processando o fato de que ele agora está fazendo a mesma coisa novamente com esse grupo de pessoas, das quais ele se tornou tão próximo. Quando Alicia joga o conselho que ele deu de volta e diz, “Você está me dizendo que eu deveria ajudar as pessoas a minha volta, bom, você devia fazer a mesma coisa” – essa é realmente a primeira vez que Morgan está percebendo que, de certa forma, ele pode voltar para as pessoas que ele deixou em Virgínia e fazer com essas pessoas a mesma coisa que ele fez no início da temporada. Ele está fugindo de pessoas.

Acho que muito disso deriva do fato de que ele não sabe como ajudar essas pessoas. Exatamente pela mesma razão que Alicia não está vivendo na casa com Luciana e Strand – eles a lembram de todas essas coisas sombrias que ela fez, mas eu não acho que ela tem uma resposta pronta para nenhum deles sobre como prosseguir. É mais fácil abaixar a cabeça e focar em uma missão como seguir esses pedidos de ajuda. Prosseguir, tanto Alicia quanto Morgan terão que encarar essas questões sobre como eles podem ajudar as pessoas a sua volta. Obviamente não vai ser fácil, porque lá pelo final do episódio, Alicia e Morgan seguem caminhos separados enquanto a tempestade se aproxima e aumenta de intensidade.

Okay, o que mais você pode nos contar em termos do que está por vir em Fear the Walking Dead?

GOLDBERG: Podemos dizer que viemos falando da Alicia, e vimos Alicia ser testada muitas vezes antes, de formas muito diferentes. Mas não acho que já tenhamos visto ela ser testada desse jeito, como veremos no próximo episódio. Isso é um nível emocional completamente novo para Alicia.

CHAMBLISS: E vai ter água. Vai ter muita água.

Fear the Walking Dead vai ao ar as segundas-feiras, às 22h30, no AMC Brasil. Consulte sua operadora de TV para mais informações.

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Fonte: Entertainment Weekly

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