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Entrevistas

Dave Erickson fala sobre o episódio “Pilot” e sobre a 2ª temporada de Fear the Walking Dead

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ATENÇÃO: Esta matéria contém spoilers do primeiro episódio da primeira temporada de Fear the Walking Dead, S01E01 – “Pilot” (Piloto). Leia por sua conta e risco. Você foi avisado.

Bem-vindos ao novo mundo.

Fear the Walking Dead – série do AMC derivada do sucesso de público criado por Robert Kirkman – apresentou no último domingo uma nova perspectiva sobre como a humanidade começou a ruir.

Para os fãs da série original e dos quadrinhos, a série que se passa em Los Angeles ofereceu um aguardado olhar sobre os primeiros dias antes do mundo como o conhecemos no apocalipse. O piloto, escrito pelo criador da série Robert Kirkman e Dave Erickson, apresentou uma família destruída e uma nova e assustadora ameaça que muitos no primeiro episódio – com exceção do filho mais velho drogado Nick (Frank Dillane) – não conseguiram aceitar.

O jovem é o primeiro a encontrar um zumbi, mas sua família, o que inclui sua mãe orientadora Madison (Kim Dickens) e seu namorado Travis (Cliff Curtis) bem como sua irmã mais nova Alicia (Alycia Debnam-Carey), acha que ele está delirando.

Nick – hospitalizado depois de correr da vista de um zumbi se alimentando de um corpo – escapa e Travis e, eventualmente, Madison veem por si próprios que a história de carnificina não é tão fictícia. Eles veem o amigo de Nick, Calvin, virando zumbi e “revivendo” depois de ser brutalmente atropelado pelo carro deles – duas vezes.

Aqui, o showrunner Erickson fala sobre o primeiro episódio da nova série e sobre o que está por vir no restante da temporada.

Quanto que a decisão de contar a história do ponto de vista de um drogado influenciou em querer provar para a audiência que aquilo estava realmente acontecendo e que ele não estava louco?

Dave Erickson: Bastante. Nós fizemos uma versão do piloto que foi bem mais acelerada. Nós cortamos muitas histórias logo. Fiz uma passagem e mandei para Robert que gostou, mas que pensou em um personagem diferente com uma dinâmica semelhante. No conceito original da série, antes de eu entrar, o personagem de Nick era um viciado, e isso pareceu uma janela interessante onde você está vivendo em um mundo onde não necessariamente é um mundo de julgamentos e, para a maioria das pessoas, se você vê alguém se comportando dessa forma você não pensa, “Isso é um zumbi”. Você acha que ele está doente ou drogado, e que deve haver alguma explicação racional e razoável para isso. O que é interessante é o fato de ter um personagem cujo prisma é um pouco distorcido, que vê algo e mesmo quando ele confessa que viu as pessoas acham que eram ilusões das drogas. Tudo se torna uma busca de Nick para saber o que ele viu era real ou estava apenas em sua mente. Foram as drogas ou realmente aconteceu? Para Nick, Travis e Madison isso não parece possível. Para nós, e isso é constante com o desenvolver da série, o personagem que acredita que eles viram algo, eles estão aos poucos puxando uns aos outros para a realidade que aquilo realmente aconteceu.

Além de nos dar um ponto de vista para apresentar a história isso apresenta um conflito com esse personagem e sua relação com sua mãe, que é algo que vai ser bem explorado durante a temporada e além dela. Quando começarmos a segunda temporada, e as seguintes, a personalidade dele não vai mudar, e vai ser interessante ver como será o Nick longe das drogas. Como ele vai se comportar? Existem ótimas oportunidades para esse personagem.

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A Madison demorou um pouco mais que Travis para acreditar em Nick – e ver por si mesma o que aconteceu com Calvin. O que Madison, Travis e Nick farão agora com essa informação?

Dave Erickson: Esse é o próximo episódio. Você chega ao final do episódio piloto e eles passam esse trauma horrível com Calvin, que já havia sido baleado e então é atropelado duas vezes e arremessado no canal seco do L.A. River e ainda assim não ‘morre’. A nossa meta no final do episódio é validar aquilo que Nick disse que viu no começo do episódio. Travis e Madison agora ouviram o que ele disse antes; Tobias teve aquela conversa com Madison. Eles viram os vídeos feitos pela polícia no acontecido da estrada. De alguma forma tudo está começando a convergir. Por isso quando eles chegam àquele final eles sabem que algo está errado. Eles assumem que deve haver um vírus por aí. Ninguém vira zumbi. Qualquer pai nessa situação ficaria em silêncio e tentaria omitir o que aconteceu – eles poderiam tentar ligar para a polícia, mas falhariam e descobriremos porque no final da segunda temporada – mas aqui eles focam em tentar unir a família e proteger os mais próximos. Então uma vez que isso tenha sido feito como eles vão explicar aos filhos o que está acontecendo e como se virar agora. Seus objetivos depois do episódio piloto serão bem específicos e pessoais. O foco dessa temporada e das futuras vai ser em histórias de famílias e o que elas fazem para se proteger.

Falando nisso, Alicia ainda não sabe o quão perigoso isso está sendo – e seu namorado Matt está sumido. Mais do que qualquer um, ela já tem um futuro planejado e não ver a hora de sair de casa. Como essa crise vai impactar a personagem e no fato dela ter que ficar com sua família?

Dave Erickson: Tudo vai mudar radicalmente. Tudo que acontece na primeira temporada vai guiar para que a família se isole de tudo. Vai haver todo um novo mundo de descobertas para eles na segunda temporada. Vejamos a relação dos irmãos Nick e Alicia, Nick já está vivendo uma vida conturbada e seu apocalipse já começou há algum tempo, e Alicia é o contrário disso tudo. Ambos reagiram de formas diferentes à morte de seu pai há seis anos, eles resolveram seguir de formas diferentes e ambos já tiveram experiência com a morte antes, o que será interessante de ser explorado mais à frente. As pessoas que parecem ter tudo sob controle, que parecem ser mais independentes, competentes e prontas pra tudo geralmente são as que mais sofrem quando o mundo começa a ruir. Ela tinha toda uma vida planejada para ela: ela começaria uma vida só dela e não abandonaria a família, mas colocaria uma distância entra ela e seu irmão com seus problemas. Alicia, ao contrário de Madison cuja prioridade é proteger e salvar seu filho, tem um forte detector de mentiras. A gente vê isso naquela cena em Nick fala com a irmã sobre ficar sóbrio e ela o corta. É uma reação visceral porque ela já ouviu e viu aquilo outras vezes e sabe que ele está mentindo. Vai ter que ser algo incrivelmente traumático e violento para colocar a cabeça de Nick no lugar. Até que vem o apocalipse e algumas coisas bem traumáticas e violentas acontecerão de verdade.

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Alicia também viu o tiro final no vídeo dos policiais e sabe o que é necessário para matar um zumbi. Isso será algo útil mais à frente?

Dave Erickson: É esperar para ver. Quando ela assiste ao vídeo ela não grava sabendo que terá que usar aquilo mais adiante. Haverá uma cena em que um dos nossos personagens testemunhará algo desse tipo e será parte da educação apocalíptica: descobrir que tiros no corpo não trarão resultados.

Nós ouvimos que a gripe, toxinas transportadas pelo ar, algo na água ou vírus de algum tipo podem ser causas em potencial. Nós sabemos que a série não revelará o que causou/está causando o estopim, mas vocês conversaram sobre isso? Quais as opções que vocês levantaram?

Dave Erickson: Robert e eu trocamos boas ideias na primeira vez em que sentamos e eu apresentei uma história sobre o um “paciente zero”, ele ouviu e disse, “É… não, não é sobre isso que essa série se trata.” Algumas coisas com certeza nós nunca teremos: nunca saberemos a causa, a cura e as chances das histórias dessa série se cruzarem com a original é praticamente zero. Esse é o tipo de coisa que já foi bastante explorada em vários filmes do gênero. Não posso partilhar das minhas ideias porque um dia talvez eu possa voltar a elas – se eu estiver vivo daqui a cinco temporadas e Robert estiver num estado mental que permita se abrir ao assunto. Mas teve um artigo de jornal alguns anos atrás que me deu uma ideia e pensei que poderia ser um bom ponto de início, mas talvez eu guarde pra outra série.

É interessante que Travis esteja ensinando seus estudantes sobre sobrevivência, se baseando em Jack London. O quanto de Jack London essa temporada terá como influência – ou talvez a série como um todo?

Dave Erickson: Algumas das coisas que Travis articulou naquela cena, para mim, em relação ao tema, eu gosto de ver acontecer durante a série. O argumento de que “a natureza sempre vence”, que não é o mais original dos sentimentos ou pensamentos, é interessante de se analisar quando vemos o caso do cão-lobo e do homem na história. Minha pergunta é: Quem de nossos personagens é o cão-lobo? Quem se tornará o quê quando o apocalipse começar? Quem será a natureza e estará apto a sobreviver?

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A essa altura, quem é o cão-lobo?

Dave Erickson: Se você assistir àquela cena, Travis encerra dizendo que a natureza sempre vence e voltamos para o hospital e há uma enfermeira falando com Nick com um penico, e ela fala “Eu levo meu cachorro para passear quando eu quero,” e Nick responde, “Oh, eu sou o cachorro?” É uma referência a “Harry & Sally: Feitos um para o Outro” e é também um conectivo com a cena anterior. Fundamentalmente, é uma das maiores perguntas da série: Quem está pronto para sobreviver ao novo mundo e o que eles estão dispostos a fazer? É um dos motivos pelos quais escolhemos centrar numa família problemática: O que é uma família? Ao final do piloto original de The Walking Dead vemos uma família estruturada e um grupo de sobreviventes que cria esse outro tipo de família do lado de fora de Atlanta, e então Rick os encontra. Começamos aqui com uma família bem bagunçada e haverão muitas perguntas à medida em que seguimos em frente como quem temos que salvar? São as pessoas que temos vínculos biológicos? São as pessoas com quem você cria laços durante o apocalipse e dividem com você os perigos e traumas? Onde estão suas alianças e lealdade? Está tudo ali dentro.

Você disse antes que a série se passaria em LA por um motivo: a reinvenção do tema. Como nós veremos esses quatro personagens principais se envolverem com esse novo mundo?

Dave Erickson: Nós terminamos o episódio piloto e Madison e Travis não têm as ferramentas para entender o que acabaram de testemunhar. Nick é esperto quase da mesma forma que Tobias: Nick se provou verdadeiro no final do episódio e descobriu que não foram as drogas e que ele não está louco. A loucura é outro tema que exploraremos também na série. O que vai ser um desafio para Nick é fazer com que as pessoas acompanhem seus pensamentos. Ele estava vivendo seu próprio apocalipse e agora o verdadeiro apocalipse chegou. Inicialmente a proteção dos seus é o que importa. Alicia não está com eles quando o episódio termina. Ela estava procurando por Matt, que não foi ao encontro marcado. Eles tentarão encontrá-la e trazê-la de volta. Em relação a Travis, ele vai querer encontrar seu filho, Chris (Lorenzo James Henrie), e sua ex-esposa, Liza (Elizabeth Rodriguez). Eles sabem que está acontecendo algo errado, mas eles não imaginam as proporções que isso vai tomar. Para Travis deve haver uma explicação e isso se torna um processo de encontrar uma salvação para as coisas ficarem bem. Vai ser um grande desafio, sobretudo para Travis. Para Madison, a partir do segundo episódio, ela precisará proteger Alicia e Nick, e isso vai se manifestar de maneiras diferentes porque eles têm problemas específicos e diferentes com os quais estão lidando.

Para finalizar, como os zumbis se chamarão nessa temporada? A série primária os chama de “walkers” e nunca disseram “zumbi”.

Dave Erickson: Por hora, partindo da ideia que eles acham ser uma coisa viral e algo que pode ser transmitido, eles os chamarão de “os infectados”, o que lembra O Extermínio. Não vamos chegar a um momento da série em que vão começar a sugerir nomes. Seja mordedores, andarilhos ou zumbis, nossos personagens nessa temporada ainda acham que essas pessoas são humanos e estão doentes faz um bom tempo. “Infectados” fez sentido na nossa história, e a medida em que a série for evoluindo nós vamos pensando em novos nomes.


Fonte: Hollywood Reporter
Tradução: @OAvilaSouza / Staff Fear the Walking Dead Brasil

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Entrevistas

Jenna Elfman fala sobre peixes fedidos e zumbis voadores no episódio de retorno de Fear the Walking Dead

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A quarta temporada de Fear the Walking Dead encontrou nossos sobreviventes ainda lutando para seguir em frente após as mortes de Madison (Kim Dickens) e Nick Clark (Frank Dillane) e lidar com uma nova ameaça na forma de um furacão que chegou nos momentos finais do episódio.

June (Jenna Elfman) – anteriormente conhecida como “Laura” e “Naomi” – está morando em um ônibus escolar com John Dorie (Garret Dillahunt) e Charlie (AlexaNisenson) em uma espécie de unidade familiar. É legal, mas nem tudo está bem. Charlie ficou tão traumatizada com as coisas que ela fez e viu que ela mal fala e quase se permitiu ser comida por um andador, enquanto June está lutando com quem ela é. John quer voltar para sua cabana onde ele e “Laura” viveram antes dela fugir, e June se preocupa que ela pode não ser capaz de se estabilizar e então John descobre que ela realmente é uma desistente.

“Eu não sou Laura”, ela diz a Al (Maggie Grace). “Eu sou a mulher que ficou com medo e fugiu. Não só de John, de todos.” Mas Al diz a ela que a pessoa que ela é com John é a pessoa que ela é agora. Seu passado não precisa mais ditar seu futuro. E esta nova e melhorada June será testada enquanto ela e Al resistem à tempestade que barrou o caminhão da SWAT de Al. A tempestade está forçando June a ficar parada e se confrontar consigo mesmo, o que veremos no episódio 12 desta temporada.

Aquele era um peixe real que você estripou?

Jenna Elfman: Sim, foi! Repetidamente! Tomada após tomada! E sinto como se a tomada que eles usaram foi a que eu disse “Tem algo de errado. Esse peixe não está bem.” O mais repugnante e fedorento – todos os outros estavam normais e cheiravam frescos, mas aquele tinha algo errado. Suas entranhas eram tão nojentas e fedorentas. Foi terrível.

Você teve alguma experiência anterior com evisceração de peixe?

Jenna Elfman: Eu aprendi como estripar um peixe no episódio 4×05, “Laura”, com Garret Dillahunt, que foi onde eu tive um pescador que me deu uma lição oficial sobre como estripar um peixe. Então isso foi um bom retorno para esse episódio.

Você pode me contar mais sobre o relacionamento de June com Charlie? Elas desenvolveram um relacionamento mais próximo que nós realmente não vimos quando elas estavam com os Abutres, e é por isso que June a adotou?

Jenna Elfman: Eu acho que por padrão, June é mãe. Ela tinha uma garotinha. E eu acho que quando você é pai, você é pai ou mãe, é isso aí. Você é sempre um pai. E June também é enfermeira, e acho que cuidar faz parte de seu DNA. E acho que também é cura. E há um pouco de unidade lá com ela e John, em seus pequenos estágios exploratórios. Eu acho que provavelmente é só por padrão, por instinto. Meio que faz sentido ela cuidar de Charlie.

O que está acontecendo com ela?

Jenna Elfman: Bem, vejamos, ela tem 11 anos e perdeu os dois pais e assassinou uma pessoa. Eu acho que isso pode deixar uma garotinha traumatizada, não é?

Bem, quando você coloca dessa forma…

Jenna Elfman: Eu acho que, às vezes, quando as pessoas estão vendo, estão tão acostumadas com o apocalipse, que esquecem quais são os efeitos reais de estar em torno de tanta violência e de pessoas tão malvadas umas para as outras. A personagem, e Alexa, quando ela estava filmando, tinha 11 anos.

É uma coisa pesada até para um ator tão jovem lidar.

Jenna Elfman: Ela é incrível, no entanto. Ela é uma alma muito saudável. É uma moça sensacional.

Naquela última cena, como eles fizeram os zumbis voadores? Tinham dublês em estilingues ao lado do caminhão? Como foi isso?

Jenna Elfman: Aquilo foi uma loucura! Eu estava sentada dentro da van da SWAT com Maggie (Al) observando esses zumbis passando e batendo na van bem na frente dos nossos rostos, essas dublês passando por isso. Eles trabalharam nisso por um bom tempo imaginando como tudo seria. Eu realmente tenho um pequeno vídeo que vou postar na hora certa, que foi meu ponto de vista de dentro da van com esses dublês batendo na janela contra o carro. Literalmente voando pela janela. Foi tão real e tão assustador de uma forma divertida.

Então, eles estavam pulando de trampolins? Como isso estava acontecendo?

Jenna Elfman: Eu acho que eles tinham arreios e estavam sendo puxados.

Fear the Walking Dead vai ao ar as segundas-feiras, às 22h30, no AMC Brasil. Consulte sua operadora de TV para mais informações.

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Fonte: TV Guide

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Facebook Live de Fear the Walking Dead com Alycia Debnam-Carey e Colman Domingo no Brasil (LEGENDADO)

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Como já mencionado aqui no Fear the Walking Dead Brasil, os atores da série e intérpretes de Alicia Clark e Victor Strand estiveram no Brasil. A vinda de ambos era motivada pela anunciação da estreia da segunda parte da 4ª temporada de Fear.

Um dos compromissos mais aguardados pelos fãs era a live no Facebook do canal AMC Brasil. Nesse momento ambos responderam perguntas prévias enviadas pelos fãs brasileiros sobre seus personagens, o quarto ano da série, despedidas de elenco e curiosidades afins. Uma interatividade totalmente despojada e confortável. Ambos se mostraram ligados um ao outro e dispostos a atender os fãs da melhor forma possível.

Entretanto, houve muita reclamação nos comentários devido ao fato de não haver tradução simultânea (já que os astros têm como língua nativa o inglês). Mas, como nosso trabalho é dar acessibilidade aos fãs da série ao material produzido por eles, aqui está a live com legenda para você poder ver as respostas dadas pelos atores:

E então, o que você achou das respostas dadas por eles? O que você perguntaria para eles caso pudesse? Deixe um comentário abaixo.

Fear the Walking Dead vai ao ar as segundas-feiras, às 22h30, no AMC Brasil. Consulte sua operadora de TV para mais informações.

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Entrevistas

Morgan vai voltar para The Walking Dead? Os showrunners Andrew Chambliss e Ian Goldberg falam sobre o assunto!

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do nono episódio, S04E09 – “People Like Us”, da quarta temporada de Fear the Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

O personagem de Lennie James, Morgan, finalmente conectou os dois universos de The Walking Dead quando ele passou da nave mãe de The Walking Dead para Fear the Walking Dead. Mas ele poderia cruzar de volta?

No começo do episódio de retorno de Fear, Morgan anunciou sua intenção de voltar para Virginia e para seu amigo Rick Grimes. Ele até providenciou transporte para o norte, cortesia de Althea e seu S.W.A.T. móvel. “Eu nunca deveria ter ido embora”, explicou Morgan a John Dorie. “Meu amigo, acho que ele estava certo. É onde eu pertenço. É onde eu deveria estar.”

Mas será que ele vai chegar lá? Uma tempestade gigantesca já estava começando a causar estragos, e Alicia tinha algumas palavras sábias para Morgan sobre o pessoal que ele estaria deixando para trás aqui se ele fugisse novamente. Então Morgan vai voltar para Alexandria? (Ou para o Lixão? Ou para o Reino? Ou onde quer que ele esteja planejando chamar de lar?)

A Entertainment Weekly conversou com Andrew Chambliss e Ian Goldberg, os showrunners de Fear the Walking Dead, para obter informações sobre este último desenvolvimento, bem como todos os outros acontecimentos na estreia da midseason. Confira:

ENTERTAINMENT WEEKLY: Vamos começar com a tempestade, porque você começa este episódio com zumbis voando, essencialmente. Como vocês colocaram isso juntos? Foi tudo CGI, foram atores dublês em fios? Como você faz zumbis no ar?

ANDREW CHAMBLISS: É um pouco de cada coisa. Eu diria tudo acima. Aquela cena com a qual abrimos o episódio é uma combinação muito cuidadosa de várias cenas. Fizemos muito da tempestade praticamente com barras de chuva, ventiladores gigantes e artistas em catracas que os puxaram para fora do quadro, e então fizemos muitos aprimoramentos, elementos digitais e combinamos algumas placas diferentes e camadas de chuva digital para realmente parecer como se fosse um furacão. A ideia começou com o desejo de ver um wallker entrar em cena e depois ser jogado, e conseguimos isso mais de uma vez. Ficamos super animados com os resultados no final do dia.

A maior manchete para mim saindo desse episódio acontece no início, quando Morgan diz que quer voltar para a Virgínia. O que neste momento o levou a essa decisão, de que ele deveria estar voltando?

IAN GOLDBERG: Como vimos na primeira metade da temporada, o Morgan está em uma grande jornada. Ele começou como alguém que fugiu de Alexandria, de todos que ele era próximo, porque ele acreditava que a melhor maneira para ele viver neste mundo era estar por conta própria. Ele não queria estar perto de pessoas. Isso mudou na primeira metade da temporada, e no final da metade da quarta temporada, ele está sentado em volta de uma fogueira com pessoas – algumas das quais eram amigas, algumas eram inimigas que se tornaram amigas. Foi uma reviravolta inesperada de eventos para Morgan.

Mas ainda há uma grande parte do Morgan que está ligado às pessoas que ele deixou para trás. Vamos ver que ele também está lutando com alguns outros demônios emocionais que vamos revelar quando a segunda metade dessa temporada continuar. E ele pode dizer que está voltando para Alexandria, mas a jornada para chegar lá será preenchida de muitas reviravoltas inesperadas. Estamos ansiosos para saber como as pessoas reagem a essa jornada.

Vamos falar sobre onde todo mundo está emocionalmente aqui enquanto retomamos as coisas, começando com John e June. Ele quer se aposentar para a cabana, ela está preocupada que ela não é a mulher que ele se apaixonou, o que, em relação ao seu nome, pelo menos, é certamente verdade. Isso é algum tipo de acordo em que June não tem certeza se pode simplesmente se permitir ser feliz com tudo o que aconteceu?

CHAMBLISS: Eu acho que é um pouco disso, mas acho que alternativamente no final do dia, é quase como se June talvez nem saiba qual versão do personagem que vimos até agora ela realmente é. Nós a vimos como uma mãe muito reservada que está apenas tentando se proteger. Nós a vimos como a pessoa que se apaixonou, e então a vimos como uma Abutre. Eu acho que seu mal em estar com Dorie é que ela tem que se perguntar quem ela é, e isso não é necessariamente uma pergunta fácil, especialmente quando você fez coisas que você se arrependa. Ela tem muita procura de alma para fazer por si mesma, antes que consiga se abrir totalmente para estar com John.

Vamos entrar na situação de Charlie. Ela aparentemente ficou muda. Achei que no início isso tenha acabado com a perda da família Abutre, mas quando ela retorna o livro O Pequeno Príncipe para Luciana, isso parece indicar que ela está lutando com o assassinato de Nick.

GOLDBERG: Sim, como você disse. Charlie passou por muita coisa por muita gente, mas particularmente por uma criança tão jovem. Sim, ela perdeu sua família Abutre, mas também está lutando com a culpa de ser a primeira Abutre que estava dentro dos portões do estádio e alertou os Abutres sobre a presença no estádio. E matando Nick. Ela carrega muita culpa e bagagem emocional. Existe muita coisa não resolvida em Charlie que ela não sabe como conciliar.

Uma das nossas cenas favoritas no episódio é Dorie tentando se conectar com Charlie como alguém que se isolou em um ponto, como vimos no episódio 4×05. Ele se escondeu em uma cabana porque sentiu muita culpa sobre o que tinha feito e não podia se perdoar por isso e tentou apelar para Charlie para se abrir da melhor maneira que Dorie sabe, através do Scrabble. Mas Dorie pode se identificar com isso e ele sabe que não foi fácil para ele voltar ao mundo, e foi preciso o amor de June, e depois Laura, para fazê-lo se reconectar com as pessoas e perdoar a si mesmo. Charlie ainda não descobriu isso. E vai ser difícil para ela se perdoar.

Enquanto conversamos sobre pessoas que estão claramente confusas, vamos conversar sobre Alicia. Por um lado, ela se isolou de seus melhores amigos. Por outro lado, ela tem o desejo ardente de ajudar um completo estranho que está em perigo. O que está acontecendo com ela e como isso tudo está relacionado à perda da mãe dela?

GOLDBERG: Alicia quer muito continuar como Madison, ela quer levar adiante esse propósito. E seu fracasso em fazer isso é esmagador para ela. Alicia ainda está realmente processando sua dor pela perda de sua mãe e sentindo, como todo mundo, um pouco à deriva e sem propósito. A coisa mais nobre que ela acha que pode fazer é continuar com a força de Madison, e a parte mais trágica do episódio é que, apesar de seus esforços, ela não consegue fazer isso. E isso a deixa questionando: o que eu faço agora se não posso levar isso adiante? O que eu vou fazer? Quem eu vou ser? Essa será sua luta pela segunda metade da temporada.

E ela tem aquela fala depois de tudo que Morgan falou para ela, “Você pode estar lá para eles,” e então ela diz, “Você poderia estar aqui para nós também”. Então você tem essa enorme tempestade agora, e você tem Alicia dizendo para Morgan, “Você seria útil para nós”. Como tudo isso pode potencialmente mudar os planos de Morgan e sua mentalidade sobre voltar para Virgínia?

CHAMBLISS: É uma ótima pergunta que Alicia faz para Morgan e não acho que é algo com o que ele esteja necessariamente lutando de forma consciente. Como ele disse para Alicia no início do episódio, ele deixou muitas pessoas com as quais se importava em Virgínia sem se despedir. E é como se Morgan sequer estivesse processando o fato de que ele agora está fazendo a mesma coisa novamente com esse grupo de pessoas, das quais ele se tornou tão próximo. Quando Alicia joga o conselho que ele deu de volta e diz, “Você está me dizendo que eu deveria ajudar as pessoas a minha volta, bom, você devia fazer a mesma coisa” – essa é realmente a primeira vez que Morgan está percebendo que, de certa forma, ele pode voltar para as pessoas que ele deixou em Virgínia e fazer com essas pessoas a mesma coisa que ele fez no início da temporada. Ele está fugindo de pessoas.

Acho que muito disso deriva do fato de que ele não sabe como ajudar essas pessoas. Exatamente pela mesma razão que Alicia não está vivendo na casa com Luciana e Strand – eles a lembram de todas essas coisas sombrias que ela fez, mas eu não acho que ela tem uma resposta pronta para nenhum deles sobre como prosseguir. É mais fácil abaixar a cabeça e focar em uma missão como seguir esses pedidos de ajuda. Prosseguir, tanto Alicia quanto Morgan terão que encarar essas questões sobre como eles podem ajudar as pessoas a sua volta. Obviamente não vai ser fácil, porque lá pelo final do episódio, Alicia e Morgan seguem caminhos separados enquanto a tempestade se aproxima e aumenta de intensidade.

Okay, o que mais você pode nos contar em termos do que está por vir em Fear the Walking Dead?

GOLDBERG: Podemos dizer que viemos falando da Alicia, e vimos Alicia ser testada muitas vezes antes, de formas muito diferentes. Mas não acho que já tenhamos visto ela ser testada desse jeito, como veremos no próximo episódio. Isso é um nível emocional completamente novo para Alicia.

CHAMBLISS: E vai ter água. Vai ter muita água.

Fear the Walking Dead vai ao ar as segundas-feiras, às 22h30, no AMC Brasil. Consulte sua operadora de TV para mais informações.

Fiquem ligados no FEAR the Walking Dead Br e em nossas redes sociais @FearWalkingDead (twitter) e FEAR the Walking Dead Brasil (facebook) para ficar por dentro de tudo que rola no universo de Fear the Walking Dead.


Fonte: Entertainment Weekly

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