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Fear the Walking Dead S01E04: Dave Erickson fala sobre nova ameaça e sobre por quanto tempo ela durará

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ATENÇÃO: Esta matéria contém spoilers do quarto episódio da primeira temporada de Fear the Walking Dead, S01E04 – “Not Fade Away” (Não Desapareça). Leia por sua conta e risco. Você foi avisado.

Existe uma nova ameaça em Fear the Walking Dead – e é uma ameaça familiar para os fãs de The Walking Dead, a série dramática original de zumbis da qual Fear the Walking Dead se derivou.

O episódio do último domingo mostrou um notório salto temporal para exibir a família central da série presa numa zona de segurança e rígida recentemente na vizinhança deles, agora que a Guarda Nacional assumiu o controle. Do lado de fora das cercas patrulhadas pelos guardas, todas as pessoas de Los Angeles ou deixaram a cidade ou foram mortas a tiro, já que os militares consideram todos aqueles que não buscam voluntariamente abrigo em uma de suas 12 comunidades como ameaças para os sobreviventes.

Enquanto isso, Chris (Lorenzo James Henrie), o filho de Travis (Cliff Curtis) e de Liza (Elizabeth Rodriguez), está certo de que existe algo vivo para além dos muros. Contudo, acaba sendo um grupo que está matando os doentes, os quais estão sendo levados pela recém-chegada Dra. Exner (Sandrine Holt) em uma proposta de proteger a comunidade. Por falar em Exner, ela recruta Liza para se juntar a um grupo a que se refere como sendo uma iniciativa do governo para ajudar a tomar conta dos doentes – que agora incluem Griselda (Patricia Reyes Spindola), a esposa de Daniel (Ruben Blades), e Nick (Frank Dillane), o filho de Madison (Kim Dickens), que foi levado contra sua própria vontade.

Aqui, o showrunner de Fear the Walking Dead, Dave Erickson, fala com o The Hollywood Reporter sobre a Guarda Nacional e sobre como a ameaça humana é similar àquela de The Walking Dead, bem como sobre o que esperar do futuro conflito, conforme a série se dirige aos dois episódios finais dessa temporada.

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Então Chris estava certo, existe algo vivo à distância. Só que não é um hospital, certo? É o “governo” – ou pelo menos é isso que somos levados a acreditar que seja – levando as pessoas que estão feridas e aquelas que apresentam risco de morrer e de infectar a comunidade e matando-as. Isso está correto?

Dave Erickson: Quando Madison se aventura para além da cerca e se depara com o massacre, trata-se essencialmente do grupo de pessoas que não quis ir embora. São as pessoas que ou viram algum motivo para desconfiar, ou queriam ficar em suas respectivas casas ou se recusaram a evacuar. É uma dinâmica interessante em que você vê os civis que estão tentando adequadamente sobreviver diante do que está acontecendo, mas também existe a Guarda Nacional, um grupo de soldados que, primordialmente, não são pessoas que foram endurecidas pela batalha. Existe muito medo. Quando você está lidando com a população do jeito que as coisas estão se desenrolando, os soldados acreditam que os militares sabem mais do que a nossa família sabe. Ainda existem perguntas – não se sabe como isso é transmitido, não se sabe como as pessoas adquirem a infecção – e isso cria muita tensão e pode deixar as pessoas agressivas, com as armas engatilhadas. O massacre não necessariamente tem que ser uma forma de “limpar” a vizinhança. Era um grupo de soldados que encontrou algum antagonismo e alguma resistência enquanto tentava fazer seu trabalho e, infelizmente, uma coisa levou à outra. Na cena final, temos uma dinâmica semelhante. Para muitos dos soldados, existe um sentimento de suspeita; se alguém estiver se recusando a vir para o interior das cercas, [é] porque provavelmente está doente e, por consequência, é uma ameaça.

É realmente a Guarda Nacional ou poderia ser um grupo não afiliado que está tentando manter alguma aparência de autoridade?

Dave Erickson: O grupo do Tenente Moyers (Jamie McShane), eles são a Guarda Nacional. Nós não exploramos aquela ideia sobre outros elementos falsos que estão patrulhando as áreas externas e realizando suas próprias atividades, mas, para todos os efeitos, esta é uma presença militar, e de militares que estão lidando com algo que nunca viram antes. Não existe nada na cartilha que ensine como lidar com o apocalipse zumbi. Então, não, mas isso é algo que eu agora poderia usar na segunda temporada.

Agora que Nick e Griselda foram levados, como veremos os grupos de Madison e de Daniel buscando trazê-los de volta e tentando descobrir para onde eles foram levados?

Dave Erickson: Eles vão trabalhar juntos, absolutamente. Uma das coisas interessantes desse episódio é a abordagem que Travis tem com o guarda e a abordagem que Madison tem com o guarda. Madison tem um nível de desconfiança e Travis quer acreditar e quer ter fé. Ele quer ver algum tipo de retorno e de conserto da civilização. Aproximadamente no fim do episódio, ambos sabem que isso não é verdade. O que será interessante no quinto episódio é como eles procedem em relação a tentar recuperar Griselda, Liza e Nick. Nós veremos algumas maneiras únicas e específicas de recuperar seus entes queridos – e veremos como essa abordagem se dará.

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Quão mortal será o quinto episódio? Será que veremos Madison e Daniel assumirem o controle da Guarda Nacional e do “governo”?

Dave Erickson: Tudo chegará a um ponto crítico, pois o quinto é o nosso penúltimo episódio e, depois, chegamos à finale e a temporada se encerra. Será um confronto. Pode não ser necessariamente um confronto do nosso grupo contra a Guarda Nacional, mas a tensão se elevará e pode haver armas envolvidas.

É realmente o governo, ou um grupo falso ou uma extensão da Guarda Nacional?

Dave Erickson: Não, é a Guarda Nacional. A ideia era que, já que um estado de emergência tornou-se claro em vários estados e ficou evidente que não era algo com que a polícia local ou os xerifes saberiam lidar, é essencialmente um estado de sítio. A Guarda Nacional é trazida para ajudar, para proteger os civis e para tentar lidar com os infectados. Em níveis superiores, e nós nunca contamos as histórias através desse filtro, mas fica claro para as pessoas que estão no comando que os mortos são os mortos e que não há como trazê-los de volta. Tudo o que você pode fazer é atirar neles, porque não há cura, não há como fazer as coisas melhorarem e, infelizmente, isso leva a algumas medidas severas.

Então por que juntar as pessoas que estão doentes? Quero dizer, como Nick – ele é um viciado, está definitivamente roubando morfina do vizinho da porta ao lado – isso é uma atitude muito baixa – mas, ao mesmo tempo, porque eles estão levando essas pessoas? Eles estão recolhendo as pessoas que veem como ameaças?

Dave Erickson: Eles querem levar essas pessoas para um hospital e tratá-las, porque, se conseguirem evitar que morram, elas não vão se transformar [em walkers]. Mas não podem deixar essas pessoas com a população não infectada porque, se elas se transformarem, então, de repente, Nick morde Madison, Madison morde Travis e aí não temos mais uma série. (Risos)

Então, como as execuções estão acontecendo à distância, esses são os pacientes que não sobreviveram e se transformaram?

Dave Erickson: São os indivíduos resistentes a irem para o hospital, mas essa questão também tem a ver com a paranoia e com o medo que alguns dos nossos soldados inexperientes podem sentir. Existem os walkers, as pessoas que estão infectadas também estão lá. Existem pessoas que se aconchegam e que não necessariamente querem ir embora, ou pessoas que testemunharam o massacre que ocorreu do lado de fora da cerca, que Madison descobriu. O elemento atuante é o medo e o medo do desconhecido. Muitos dos soldados ainda veem qualquer civil que esteja do lado de fora da cerca como alguém que pode ser perigoso. E alguns civis do lado de fora da cerca viram evidências, não apenas do que os infectados podem fazer, mas viram o que alguns membros seletos dos militares fizeram.

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É semelhante em The Walking Dead, quando os personagens estão lidando com uma ameaça dupla – os mortos-vivos e os vivos, que podem ser horríveis.

Dave Erickson: Rick (Andrew Lincoln) acorda no hospital e existe a triagem do lado de fora, bem como evidências dos militares. Ele vê as consequências de uma batalha que foi perdida. Então, temos o flashback com Shane (Jon Bernthal) tentando fazer Rick acordar. Você vê Shane fugindo do hospital, construindo uma barricada diante da porta do quarto em que Rick se encontra. Enquanto ele olha para o corredor, você vê um número de soldados atirando em pessoas que não parecem estar infectadas. Em certo ponto, tem muito a ver com o perigo que o “outro” representa e o “outro” não está necessariamente infectado.

Nós deveríamos nos preocupar por Liza ter ido com a Dra. Exner? Esse é um lugar no estilo do Grady Memorial [em The Walking Dead], para o qual ela está indo com uma mulher tipo a Dawn?

Dave Erickson: Liza vai com a expectativa de que não será algo permanente. Griselda é sua paciente. Ela nota que Nick foi levado, que isso é culpa dela e se sente responsável por isso. Antes dessa pergunta ser respondida, outras coisas acontecerão. As coisas ficarão complicadas muito rapidamente.

Agora que todos vemos que tipo de papel a Guarda Nacional vem desempenhando, essa série se torna um cenário do tipo “nós contra eles”?

Dave Erickson: Não será uma batalha a longo prazo com os militares. Um dos motivos pelos quais fizemos esse salto temporal entre o terceiro e o quarto episódios – e abrimos a cerca e criamos a zona de segurança – foi porque queríamos ficar com a nossa família misturada dentro de nossa vizinhança e continuar mantendo os personagens, em certa medida, isolados da realidade absoluta do apocalipse. Isso também permite que a história siga por um caminho em que, quando chegarmos ao fim de nossa temporada, não estaremos exatamente no lugar em que Rick está quando ele acorda do coma. Ainda há aspectos reais a se explorar, há algumas descobertas para nossos personagens em termos do quanto o apocalipse progrediu, quanto dano foi feito, e essa é a nova realidade que nós abraçaremos. Há uma mudança com os militares, no sentido de que não haverá uma batalha contínua entre a população civil e a população militar.

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Sabemos que se passaram nove dias desde que as luzes acabaram e a civilização caiu. Realmente demoraram nove dias para extinguir uma cidade grande como Los Angeles? Todo mundo realmente morreu ou eles “foram para o leste”?

Dave Erickson: Eles morreram ou se foram para o leste – ou foram para o oeste ou para o norte. Foi algo semelhante a um êxodo. Nós sabemos que existem 12 zonas de segurança ao sul de San Gabriel Mountains. Essa é a política instituída por cada estado. Há bolsões de pessoas que estão por trás das cercas e que estão seguras, por enquanto. E então existe uma batalha acontecendo do lado de fora, na qual a Guarda Nacional e o Exército estão tentando matar os infectados. Infelizmente, isso está acontecendo nesse ponto – o apocalipse domina tudo total e deliberadamente. E a audiência sabe que, em quatro ou cinco semanas, quando Rick acordar, o mundo terá caído. Realmente tem a ver com tentar mostrar as coisas de uma maneira que, quando chegarmos a essa marca das cinco semanas, estaremos mantendo a realidade dos quadrinhos e alcançaremos nosso ritmo com isso.

Existe 12 zonas de segurança por perto. Nós veremos alguma delas ou conheceremos as pessoas dessas comunidades?

Dave Erickson: Não. Provavelmente não nessa temporada, porque nossa história está indo em uma direção específica, mas essa seria uma ótima pergunta para a segunda temporada. Nossos personagens, quando chegarmos na segunda temporada, estarão em uma situação muito similar à de Rick. Eles podem optar por mudar de localidade [no final da primeira temporada]; podem ter que fugir e ainda não sabem como as coisas estão ruins. Eles já ouviram – ouvimos transmissões no rádio nessa temporada nas quais falamos sobre o estado de emergência e sobre os outros estados, mas não nos referimos muito à dimensão internacional do fenômeno. Ainda existe a ideia de, “Talvez esteja melhor em outro lugar?” ou “Talvez esteja melhor noutro estado ou noutro país?” A ideia de nossos personagens mais ou menos no final da temporada é a de que o mundo todo foi dizimado, e eles não conseguem entender isso. De fato, a única razão pela qual temos essa informação na primeira temporada do original é o enredo do Centro de Controle de Doenças. Eles terão que juntar as peças de uma forma um pouco mais cuidadosa.

Madison deu uma grande surra em Nick. Agora que ele foi levado e que essa foi a última interação que ela teve com o filho, ainda existe alguma esperança para ele?

Dave Erickson: Existe esperança para todos nós. Você pode fazer duas escolhas no apocalipse: ou você pode se render a ele ou pode manter sua esperança e manter a possibilidade de algum tipo de mudança. Nick, em vários sentidos, tem vivido seu próprio apocalipse por bastante tempo. Ele é um daqueles personagens que parecem estar além da salvação, mas a vida que ele tem vivido nos últimos seis anos pode ser exatamente o treinamento necessário para sobreviver. As pessoas que eram mais centradas antes do apocalipse acontecer são aquelas que provavelmente sofrerão mais. As pessoas que já estão vivendo à margem, é quase como se fosse mais fácil para elas.

Como você acha que o resto da temporada se desenvolverá? Comente abaixo.

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Fonte: The Hollywood Reporter
Tradução: Lalah / Staff Fear the Walking Dead Brasil

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Jenna Elfman fala sobre peixes fedidos e zumbis voadores no episódio de retorno de Fear the Walking Dead

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A quarta temporada de Fear the Walking Dead encontrou nossos sobreviventes ainda lutando para seguir em frente após as mortes de Madison (Kim Dickens) e Nick Clark (Frank Dillane) e lidar com uma nova ameaça na forma de um furacão que chegou nos momentos finais do episódio.

June (Jenna Elfman) – anteriormente conhecida como “Laura” e “Naomi” – está morando em um ônibus escolar com John Dorie (Garret Dillahunt) e Charlie (AlexaNisenson) em uma espécie de unidade familiar. É legal, mas nem tudo está bem. Charlie ficou tão traumatizada com as coisas que ela fez e viu que ela mal fala e quase se permitiu ser comida por um andador, enquanto June está lutando com quem ela é. John quer voltar para sua cabana onde ele e “Laura” viveram antes dela fugir, e June se preocupa que ela pode não ser capaz de se estabilizar e então John descobre que ela realmente é uma desistente.

“Eu não sou Laura”, ela diz a Al (Maggie Grace). “Eu sou a mulher que ficou com medo e fugiu. Não só de John, de todos.” Mas Al diz a ela que a pessoa que ela é com John é a pessoa que ela é agora. Seu passado não precisa mais ditar seu futuro. E esta nova e melhorada June será testada enquanto ela e Al resistem à tempestade que barrou o caminhão da SWAT de Al. A tempestade está forçando June a ficar parada e se confrontar consigo mesmo, o que veremos no episódio 12 desta temporada.

Aquele era um peixe real que você estripou?

Jenna Elfman: Sim, foi! Repetidamente! Tomada após tomada! E sinto como se a tomada que eles usaram foi a que eu disse “Tem algo de errado. Esse peixe não está bem.” O mais repugnante e fedorento – todos os outros estavam normais e cheiravam frescos, mas aquele tinha algo errado. Suas entranhas eram tão nojentas e fedorentas. Foi terrível.

Você teve alguma experiência anterior com evisceração de peixe?

Jenna Elfman: Eu aprendi como estripar um peixe no episódio 4×05, “Laura”, com Garret Dillahunt, que foi onde eu tive um pescador que me deu uma lição oficial sobre como estripar um peixe. Então isso foi um bom retorno para esse episódio.

Você pode me contar mais sobre o relacionamento de June com Charlie? Elas desenvolveram um relacionamento mais próximo que nós realmente não vimos quando elas estavam com os Abutres, e é por isso que June a adotou?

Jenna Elfman: Eu acho que por padrão, June é mãe. Ela tinha uma garotinha. E eu acho que quando você é pai, você é pai ou mãe, é isso aí. Você é sempre um pai. E June também é enfermeira, e acho que cuidar faz parte de seu DNA. E acho que também é cura. E há um pouco de unidade lá com ela e John, em seus pequenos estágios exploratórios. Eu acho que provavelmente é só por padrão, por instinto. Meio que faz sentido ela cuidar de Charlie.

O que está acontecendo com ela?

Jenna Elfman: Bem, vejamos, ela tem 11 anos e perdeu os dois pais e assassinou uma pessoa. Eu acho que isso pode deixar uma garotinha traumatizada, não é?

Bem, quando você coloca dessa forma…

Jenna Elfman: Eu acho que, às vezes, quando as pessoas estão vendo, estão tão acostumadas com o apocalipse, que esquecem quais são os efeitos reais de estar em torno de tanta violência e de pessoas tão malvadas umas para as outras. A personagem, e Alexa, quando ela estava filmando, tinha 11 anos.

É uma coisa pesada até para um ator tão jovem lidar.

Jenna Elfman: Ela é incrível, no entanto. Ela é uma alma muito saudável. É uma moça sensacional.

Naquela última cena, como eles fizeram os zumbis voadores? Tinham dublês em estilingues ao lado do caminhão? Como foi isso?

Jenna Elfman: Aquilo foi uma loucura! Eu estava sentada dentro da van da SWAT com Maggie (Al) observando esses zumbis passando e batendo na van bem na frente dos nossos rostos, essas dublês passando por isso. Eles trabalharam nisso por um bom tempo imaginando como tudo seria. Eu realmente tenho um pequeno vídeo que vou postar na hora certa, que foi meu ponto de vista de dentro da van com esses dublês batendo na janela contra o carro. Literalmente voando pela janela. Foi tão real e tão assustador de uma forma divertida.

Então, eles estavam pulando de trampolins? Como isso estava acontecendo?

Jenna Elfman: Eu acho que eles tinham arreios e estavam sendo puxados.

Fear the Walking Dead vai ao ar as segundas-feiras, às 22h30, no AMC Brasil. Consulte sua operadora de TV para mais informações.

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Fonte: TV Guide

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Destaque

Facebook Live de Fear the Walking Dead com Alycia Debnam-Carey e Colman Domingo no Brasil (LEGENDADO)

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Como já mencionado aqui no Fear the Walking Dead Brasil, os atores da série e intérpretes de Alicia Clark e Victor Strand estiveram no Brasil. A vinda de ambos era motivada pela anunciação da estreia da segunda parte da 4ª temporada de Fear.

Um dos compromissos mais aguardados pelos fãs era a live no Facebook do canal AMC Brasil. Nesse momento ambos responderam perguntas prévias enviadas pelos fãs brasileiros sobre seus personagens, o quarto ano da série, despedidas de elenco e curiosidades afins. Uma interatividade totalmente despojada e confortável. Ambos se mostraram ligados um ao outro e dispostos a atender os fãs da melhor forma possível.

Entretanto, houve muita reclamação nos comentários devido ao fato de não haver tradução simultânea (já que os astros têm como língua nativa o inglês). Mas, como nosso trabalho é dar acessibilidade aos fãs da série ao material produzido por eles, aqui está a live com legenda para você poder ver as respostas dadas pelos atores:

E então, o que você achou das respostas dadas por eles? O que você perguntaria para eles caso pudesse? Deixe um comentário abaixo.

Fear the Walking Dead vai ao ar as segundas-feiras, às 22h30, no AMC Brasil. Consulte sua operadora de TV para mais informações.

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Entrevistas

Morgan vai voltar para The Walking Dead? Os showrunners Andrew Chambliss e Ian Goldberg falam sobre o assunto!

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do nono episódio, S04E09 – “People Like Us”, da quarta temporada de Fear the Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

O personagem de Lennie James, Morgan, finalmente conectou os dois universos de The Walking Dead quando ele passou da nave mãe de The Walking Dead para Fear the Walking Dead. Mas ele poderia cruzar de volta?

No começo do episódio de retorno de Fear, Morgan anunciou sua intenção de voltar para Virginia e para seu amigo Rick Grimes. Ele até providenciou transporte para o norte, cortesia de Althea e seu S.W.A.T. móvel. “Eu nunca deveria ter ido embora”, explicou Morgan a John Dorie. “Meu amigo, acho que ele estava certo. É onde eu pertenço. É onde eu deveria estar.”

Mas será que ele vai chegar lá? Uma tempestade gigantesca já estava começando a causar estragos, e Alicia tinha algumas palavras sábias para Morgan sobre o pessoal que ele estaria deixando para trás aqui se ele fugisse novamente. Então Morgan vai voltar para Alexandria? (Ou para o Lixão? Ou para o Reino? Ou onde quer que ele esteja planejando chamar de lar?)

A Entertainment Weekly conversou com Andrew Chambliss e Ian Goldberg, os showrunners de Fear the Walking Dead, para obter informações sobre este último desenvolvimento, bem como todos os outros acontecimentos na estreia da midseason. Confira:

ENTERTAINMENT WEEKLY: Vamos começar com a tempestade, porque você começa este episódio com zumbis voando, essencialmente. Como vocês colocaram isso juntos? Foi tudo CGI, foram atores dublês em fios? Como você faz zumbis no ar?

ANDREW CHAMBLISS: É um pouco de cada coisa. Eu diria tudo acima. Aquela cena com a qual abrimos o episódio é uma combinação muito cuidadosa de várias cenas. Fizemos muito da tempestade praticamente com barras de chuva, ventiladores gigantes e artistas em catracas que os puxaram para fora do quadro, e então fizemos muitos aprimoramentos, elementos digitais e combinamos algumas placas diferentes e camadas de chuva digital para realmente parecer como se fosse um furacão. A ideia começou com o desejo de ver um wallker entrar em cena e depois ser jogado, e conseguimos isso mais de uma vez. Ficamos super animados com os resultados no final do dia.

A maior manchete para mim saindo desse episódio acontece no início, quando Morgan diz que quer voltar para a Virgínia. O que neste momento o levou a essa decisão, de que ele deveria estar voltando?

IAN GOLDBERG: Como vimos na primeira metade da temporada, o Morgan está em uma grande jornada. Ele começou como alguém que fugiu de Alexandria, de todos que ele era próximo, porque ele acreditava que a melhor maneira para ele viver neste mundo era estar por conta própria. Ele não queria estar perto de pessoas. Isso mudou na primeira metade da temporada, e no final da metade da quarta temporada, ele está sentado em volta de uma fogueira com pessoas – algumas das quais eram amigas, algumas eram inimigas que se tornaram amigas. Foi uma reviravolta inesperada de eventos para Morgan.

Mas ainda há uma grande parte do Morgan que está ligado às pessoas que ele deixou para trás. Vamos ver que ele também está lutando com alguns outros demônios emocionais que vamos revelar quando a segunda metade dessa temporada continuar. E ele pode dizer que está voltando para Alexandria, mas a jornada para chegar lá será preenchida de muitas reviravoltas inesperadas. Estamos ansiosos para saber como as pessoas reagem a essa jornada.

Vamos falar sobre onde todo mundo está emocionalmente aqui enquanto retomamos as coisas, começando com John e June. Ele quer se aposentar para a cabana, ela está preocupada que ela não é a mulher que ele se apaixonou, o que, em relação ao seu nome, pelo menos, é certamente verdade. Isso é algum tipo de acordo em que June não tem certeza se pode simplesmente se permitir ser feliz com tudo o que aconteceu?

CHAMBLISS: Eu acho que é um pouco disso, mas acho que alternativamente no final do dia, é quase como se June talvez nem saiba qual versão do personagem que vimos até agora ela realmente é. Nós a vimos como uma mãe muito reservada que está apenas tentando se proteger. Nós a vimos como a pessoa que se apaixonou, e então a vimos como uma Abutre. Eu acho que seu mal em estar com Dorie é que ela tem que se perguntar quem ela é, e isso não é necessariamente uma pergunta fácil, especialmente quando você fez coisas que você se arrependa. Ela tem muita procura de alma para fazer por si mesma, antes que consiga se abrir totalmente para estar com John.

Vamos entrar na situação de Charlie. Ela aparentemente ficou muda. Achei que no início isso tenha acabado com a perda da família Abutre, mas quando ela retorna o livro O Pequeno Príncipe para Luciana, isso parece indicar que ela está lutando com o assassinato de Nick.

GOLDBERG: Sim, como você disse. Charlie passou por muita coisa por muita gente, mas particularmente por uma criança tão jovem. Sim, ela perdeu sua família Abutre, mas também está lutando com a culpa de ser a primeira Abutre que estava dentro dos portões do estádio e alertou os Abutres sobre a presença no estádio. E matando Nick. Ela carrega muita culpa e bagagem emocional. Existe muita coisa não resolvida em Charlie que ela não sabe como conciliar.

Uma das nossas cenas favoritas no episódio é Dorie tentando se conectar com Charlie como alguém que se isolou em um ponto, como vimos no episódio 4×05. Ele se escondeu em uma cabana porque sentiu muita culpa sobre o que tinha feito e não podia se perdoar por isso e tentou apelar para Charlie para se abrir da melhor maneira que Dorie sabe, através do Scrabble. Mas Dorie pode se identificar com isso e ele sabe que não foi fácil para ele voltar ao mundo, e foi preciso o amor de June, e depois Laura, para fazê-lo se reconectar com as pessoas e perdoar a si mesmo. Charlie ainda não descobriu isso. E vai ser difícil para ela se perdoar.

Enquanto conversamos sobre pessoas que estão claramente confusas, vamos conversar sobre Alicia. Por um lado, ela se isolou de seus melhores amigos. Por outro lado, ela tem o desejo ardente de ajudar um completo estranho que está em perigo. O que está acontecendo com ela e como isso tudo está relacionado à perda da mãe dela?

GOLDBERG: Alicia quer muito continuar como Madison, ela quer levar adiante esse propósito. E seu fracasso em fazer isso é esmagador para ela. Alicia ainda está realmente processando sua dor pela perda de sua mãe e sentindo, como todo mundo, um pouco à deriva e sem propósito. A coisa mais nobre que ela acha que pode fazer é continuar com a força de Madison, e a parte mais trágica do episódio é que, apesar de seus esforços, ela não consegue fazer isso. E isso a deixa questionando: o que eu faço agora se não posso levar isso adiante? O que eu vou fazer? Quem eu vou ser? Essa será sua luta pela segunda metade da temporada.

E ela tem aquela fala depois de tudo que Morgan falou para ela, “Você pode estar lá para eles,” e então ela diz, “Você poderia estar aqui para nós também”. Então você tem essa enorme tempestade agora, e você tem Alicia dizendo para Morgan, “Você seria útil para nós”. Como tudo isso pode potencialmente mudar os planos de Morgan e sua mentalidade sobre voltar para Virgínia?

CHAMBLISS: É uma ótima pergunta que Alicia faz para Morgan e não acho que é algo com o que ele esteja necessariamente lutando de forma consciente. Como ele disse para Alicia no início do episódio, ele deixou muitas pessoas com as quais se importava em Virgínia sem se despedir. E é como se Morgan sequer estivesse processando o fato de que ele agora está fazendo a mesma coisa novamente com esse grupo de pessoas, das quais ele se tornou tão próximo. Quando Alicia joga o conselho que ele deu de volta e diz, “Você está me dizendo que eu deveria ajudar as pessoas a minha volta, bom, você devia fazer a mesma coisa” – essa é realmente a primeira vez que Morgan está percebendo que, de certa forma, ele pode voltar para as pessoas que ele deixou em Virgínia e fazer com essas pessoas a mesma coisa que ele fez no início da temporada. Ele está fugindo de pessoas.

Acho que muito disso deriva do fato de que ele não sabe como ajudar essas pessoas. Exatamente pela mesma razão que Alicia não está vivendo na casa com Luciana e Strand – eles a lembram de todas essas coisas sombrias que ela fez, mas eu não acho que ela tem uma resposta pronta para nenhum deles sobre como prosseguir. É mais fácil abaixar a cabeça e focar em uma missão como seguir esses pedidos de ajuda. Prosseguir, tanto Alicia quanto Morgan terão que encarar essas questões sobre como eles podem ajudar as pessoas a sua volta. Obviamente não vai ser fácil, porque lá pelo final do episódio, Alicia e Morgan seguem caminhos separados enquanto a tempestade se aproxima e aumenta de intensidade.

Okay, o que mais você pode nos contar em termos do que está por vir em Fear the Walking Dead?

GOLDBERG: Podemos dizer que viemos falando da Alicia, e vimos Alicia ser testada muitas vezes antes, de formas muito diferentes. Mas não acho que já tenhamos visto ela ser testada desse jeito, como veremos no próximo episódio. Isso é um nível emocional completamente novo para Alicia.

CHAMBLISS: E vai ter água. Vai ter muita água.

Fear the Walking Dead vai ao ar as segundas-feiras, às 22h30, no AMC Brasil. Consulte sua operadora de TV para mais informações.

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Fonte: Entertainment Weekly

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