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REVIEW FEAR THE WALKING DEAD S02E02 – We All Fall Down: Não estamos prontos para o fim do mundo

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ATENÇÃO: Este review contém spoilers do segundo episódio da segunda temporada de Fear the Walking Dead, S02E02 – “We All Fall Down” (Todos nós caímos). Leia por sua conta e risco. Você foi avisado.

O episódio de número dois da segunda temporada de Fear the Walking Dead foi ao ar ontem trazendo uma continuidade nas perspectivas do casal central quanto ao novo mundo. Durante todo o episódio vemos Madison e Travis colidirem com a realidade para começarem a tomar ciência do peso verdadeiro contido na palavra “sobrevivência”. Os dois são levados a encararem o futuro e o quão longe terão que chegar para manterem a eles próprios e os filhos vivos.

Ainda sendo perseguidos pela embarcação que – provavelmente – Alicia chamou ao encontro de Abigail, o grupo se obriga a ancorar na ilha californiana de Catalina. Na ilha, encontram uma família que se mantém reclusa ao local para se guardarem vivos. Um pai totalmente ciente dos acontecimentos em todo o mundo, uma mãe atormentada pelo medo da reserva do futuro aos filhos, um primogênito totalmente levado pelo sofisma do pai e duas crianças totalmente desinformadas sobre a realidade dos fatos.

A família Clarke/Manawa se responsabiliza em desenvolver um laço amistoso com a família, enquanto os demais continuam reclusos à Abigail. Travis acaba descobrindo por meio de seu novo amigo que não há, até onde se foi possível acompanhar, lugar totalmente seguro e que toda a costa oeste dos Estados Unidos foi bombardeada com napalm (interessante citar a ligação entre as duas séries, visto que esse composto é citado na primeira e segunda temporada de The Walking Dead, quando se fala na destruição de Atlanta). Madison desenvolve um apreço pela mãe de família, mas algo a deixa duvidosa quanto as reais intenções da família como um todo. Alicia, Nick e Chris são recepcionados pelas duas crianças. Nick consegue desenvolver rapidamente uma ligação com o garotinho, enquanto Alicia e Chris não parecem totalmente confortáveis com o ambiente.

Finalmente, ainda a bordo de Abigail, vemos um desfecho para a história mal terminada entre Daniel e Ofelia. Ofelia tem uma conversa com o pai, e demonstra total desprezo pelo passado do pai e o fato de ter vivido enganada durante toda a vida. Daniel continua irredutível e parece estar disposto a fazer qualquer coisa, com a aprovação ou não da filha, para mantê-la em segurança.

Ainda em Abigail, vemos Daniel em sua missão de descobrir as reais intenções de Strand. Strand parece desconfortável com o modo que Daniel lhe olha, mas, tenta manter um clima harmonioso, dizendo que ele – Daniel – é uma adição valiosa ao grupo, visto que sabe pescar com maestria e manteria todos alimentados.

Na casa, Travis deixa claro que passarão ancorados na ilha apenas durante aquela noite e que no dia seguinte partirão. A família, em geral, não parece totalmente incomodada com a presença do grupo central da série. Nick ouve do garotinho que ele é capaz de ser imune a doença, visto que possui pílulas que o farão não ficar doente jamais.
Na manhã seguinte, Chris vê o primogênito da família se distanciando da casa, e decide segui-lo. Questionado sobre o que faria, o rapaz mostra para Chris uma cerca levantada na beira da praia que deixa os infectados que chegam pelo mar (boiando e impulsionados pela maré) impedido de invadirem a residência. O rapaz fala para Chris que três vezes ao dia (de manhã cedo, após o almoço e antes do jantar) ele é responsável por fazer a “manutenção” (matar) dos infectados. Chris parece encantado pela ideia e acaba oferecendo ajuda ao integrante da família da ilha Catalina. Travis observa de longe a ação do filho e parece assombrado com a facilidade com que Chris lida com a situação.
Mais tarde, ao ajudar George (o pai da família), Travis o questiona sobre o porquê de expor o filho a ação e lhe confidencia que está incomodado com o que viu Chris fazer. George o informa que isso é parte do novo mundo e que apenas está evitando que sua família respire o mesmo ar que os infectados (ao que tudo indica, eles creem que a patologia se propaga pelo ar).

De contrapartida, Maddy aproxima-se da mãe da família e a questiona sobre sua intenção real com o jogo de luz que havia feito na noite anterior, o que atraiu os tripulantes de Abigail para o local. Pressionada, ela revela que o marido é irredutível e jamais deixaria o local e que o filho mais velho estava totalmente contaminado com as ideias do pai, já ela era portadora de uma doença terminal e a qualquer momento morreria. Ela explica para Madison que fez o que fez para que os dois filhos menores tivessem a oportunidade de fugirem dali e serem mantidos em segurança.
No iate, Strand percebe que a embarcação que tentava alcança-los, desistiu de Abigail. Visto isso, decide que é hora de partirem do local. Strand sai do iate para avisar aos outros e Daniel aproveita o momento para inspecionar o local. Acaba encontrando um fuzil [Nota do redator: aos que conhecem e entendem de armas, favor corrigir o escritor caso haja algum equívoco] e algumas anotações em um mapa. O mapa parece apontar para o México. Nesse mesmo instante acompanhamos Strand em um local reservado, falando ao telefone com algum estranho e dizendo que logo mais estaria chegando ao local combinado.

Nick está dentro da casa e acaba encontrando algo que, pelo seu conhecimento de medicações e drogas, o faz temer pela sanidade da família da ilha. É interrompido por Willa (a garotinha) que requer que Nick a ajude a desenhar. Assim que consegue se livrar da garota, Nick fala para Madison e Travis que as pílulas que havia encontrado na casa e que provavelmente seriam dadas para cada integrante da família pelo pai, eram totalmente nocivas e matariam a todos. Travis e Madison então compreendem que o jogo de luz da mãe na verdade foi um ato de desespero da mesma, e vão até o local para dar procedência ao pedido que a mesma havia feito para Madison mais cedo.

Entretanto, são surpreendidos por George. A esposa tenta explicar os motivos por ter feito o que fez, mas são interrompidos pelo filho mais novo que desce as escadas informando que há algo de errado com a irmã. Ao chegarem ao quarto da garota, Willa parece estar desacordada, mas logo abre os olhos que estão leitosos e acaba por atacar a própria mãe. George ordena que Travis e Madison deixem o local e permite que eles levem o filho caçula.

Ao chegarem ao iate, entram em discussão com Strand que nega abrigo ao garoto, justificando que a criança seria um peso morto ao grupo. Em meio à discussão, o primogênito da família invade Abigail e pede que Madison devolva seu irmão. Após alguns minutos de tensão e não conseguindo convencer o rapaz, os tripulantes entregam o garoto ao familiar. Ao partirem, observam de longe a mãe já infectada andar sobre o trapiche ao encontro dos dois filhos.
Enfim, o episódio foi cheio de pequenas referencias sobre o que pode formar grandes enredos. Nunca é tarde para lembrar que até o momento a série possui apenas sete episódios lançados (contando com a primeira temporada), o que justifica a ausência de desenrolamentos para vários eventos.

Mas, foi extremamente brilhante o desentranhamento de Strand. Agora, de uma vez por todas, ficou exatamente claro que há algo de ameaçador no dono – se é que ele realmente é dono – de Abigail. Por que o México? Por que ao falar ao telefone, Strand fala que “já está tudo pronto”? Será que seu ato de bondade pela familia Clarke/Manawa e agregados na verdade faz parte de um grandioso plano que colocará os sobreviventes em iminente perigo?

Além disso, talvez os sobreviventes ainda não se deram conta, mas já foi possível perceber que a doença não é transmitida pela mordida ou ferimento causado por um infectado, e que, todos eles já portam o vírus, visto que Willa, ao morrer pela ingestão das pílulas acabou retornando a vida. Talvez eles não tenham tido tempo para refletir sobre o fato, mas aos fãs é necessária a percepção de que agora, ao menos, eles já foram expostos à realidade (abrindo vantagem ao grupo de Rick, que demorou um bocado de tempo para descobrir).

Ainda é cômico ver o despreparo de todos. Por exemplo, Alicia andando com fones nos ouvidos, despreocupada pela ilha. Rick Grimes sabe que a audição é algo extremamente importante para que a sobrevivência tenha continuidade, e provavelmente teria muito a ensinar para a jovem. Esse e diversos fatos envolvendo outros personagens demonstra que, como Ofelia disse o grupo ainda irá demorar em acostumar-se com o que o novo mundo oferece. No fim, nenhum deles está preparado para o novo mundo, o que traz um ar de maior realidade para a série do que o encontrado em The Walking Dead, que demonstra personagens já adaptados com as situações (salvo alguns desavisados).

O que você achou do segundo episódio da segunda temporada de Fear the Walking Dead? Quais são suas expectativas para os próximos episódios? Compartilhe todos os seus pensamentos nos comentários abaixo!

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