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NOS4A2 | Nova série de terror sobrenatural da AMC promete conquistar o público

Confira as primeiras informações de NOS4A2: Sinopse, trailer, data de lançamento e a cobertura da passagem da série pela WonderCon 2019.

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Os fãs de The Walking Dead e Fear the Walking Dead já sabem que a AMC não brinca em serviço. No último sábado (30/03), o canal provou mais uma vez que sabe fazer televisão com o painel de NOS4A2 na WonderCon.

A nova série NOS4A2 (leia-se NOSfourAtwo – Nosferatu) é baseada em um dos livros de Joe Hill e terá dez episódios de uma hora. Quem não conhece as obras do autor precisa fazer uma visita imediata à livraria: Hill é filho de Stephen King e um dos grandes escritores de terror/sobrenatural da atualidade.

Na série e livro, acompanhamos a história de Vic McQueen, uma garota comum que sonha em fazer faculdade de artes e que possui certo talento para localizar objetos perdidos.

Vic acaba descobrindo que consegue abrir portais para encontrar estes objetos. Seu poder acaba levando-a ao encontro de Charlie Manx, um imortal que se alimenta das almas de crianças e as prende em Christmasland, onde a infelicidade é proibida. Agora, Vic tem de tentar impedir Manx ao mesmo tempo em que precisa sobreviver a ele.

NOS4A2 é protagonizada pelo ator e produtor indicado ao Emmy, Zachary Quinto (“Star Trek” e “American Horror Story”), e pela atriz Ashleigh Cummings (The Goldfinch, Predadores do Amor). A série é produzida por Joe Hill, Jami O’Brien (“Fear the Walking Dead” e “Hell On Wheels”), que criou o programa para a televisão e atuará como showrunner, e Lauren Corrao, Presidente Adjunta da Tornante Television. No elenco também estão Olafur Darri Olafsson (“Lady Dynamite”) como Bing Partridge, Virginia Kull (“The Looming Tower”) no papel de Linda McQueen, Ebon Moss-Bachrach (“The Punisher”) como Chris McQueen, e Jahkara Smith (também conhecida como Sailor J) interpreta Maggie Leigh.

A convite da AMC, tivemos o prazer de assistir o painel de NOS4A2 na WonderCon e participar da coletiva de imprensa com o elenco. Hoje, compartilho com vocês alguns dos motivos pelos quais NOS4A2 é imperdível!

DESTAQUES DO PAINEL

Os fãs presentes na WonderCon vibraram com a exibição do piloto de NOS4A2!

No episódio, acompanhamos o sequestro de Daniel Moore (responsabilidade, claro, de Charlie Manx) e também o dia a dia da adolescente Vic. Enquanto o livro mostra o primeiro contato de Vic com Manx ainda na infância, a série optou por iniciar com a realidade de Vic na juventude. Aos 18 anos, Vic vive em meio a uma mãe que não acredita em seu potencial, um pai que bebe em excesso e uma situação financeira que não contribui para seu sonho de cursar artes.

Sem dar spoilers, vou apenas dizer que o piloto faz com que os expectadores se apaixonem por Vic, fiquem divididos sobre o dilema de seu pai e curiosíssimos para saber mais sobre o imortal Manx. Ou seja: todos deixaram o painel de NOS4A2 ansiosos para conferirem a continuidade da história!

Ao final da exibição, o autor Joe Hill, a produtora executiva Jami O’Brien e o elenco responderam perguntas dos fãs e anunciaram a data de estreia de NOS4A2 nos EUA: 02 de junho, logo após a exibição do retorno de Fear the Walking Dead.

DESTAQUES DA COLETIVA DE IMPRENSA

Joe Hill, Jami O’Brien e os atores Zachary Quinto (Charlie Manx), Ashleigh Cummings (Vic McQueen), Ólafur Darri Ólafsson (Bing Partridge), Ebon Moss-Bachrach (Chris McQueen) e Jahkara Smith (Maggie Leigh) foram extremamente gentis e passaram mais de quarenta minutos respondendo perguntas da imprensa.

Joe Hill, que cria mundos extraordinários e repletos de detalhes em seus livros, afirmou que não é muito protetor de suas histórias e que está gostando de ver o mundo de NOS4A2 pelos olhos de Jami O’Brien. A produtora, por sua vez, ressaltou que ama as obras do autor e que está tentando fazer jus ao livro.

Zachary Quinto falou sobre a complexidade de Charlie Manx e afirmou que acredita que não existem pessoas boas ou más: somos apenas uma mistura de emoções e responsabilidades. Quinto mencionou que Manx acredita estar ajudando as crianças ao tirá-las de lares em que não recebem atenção e leva-las para Christmasland.

Ashleigh Cummings falou sobre a importância de protagonistas femininas como exemplo e afirmou que admira Vic porque sua força não vem de superpoderes. Ela é uma heroína que sente medo, mas que tem coragem, criatividade e age com o coração.

Ólafur Darri Ólafsson disse que espera que os fãs não vejam seu personagem como um monstro e que saibam que, como qualquer pessoa, ele tem seus motivos para fazer o que faz.

Da coletiva de imprensa, o maior destaque foi ver o carinho e consideração que os atores têm uns pelos outros. Cummings e Smith parecem melhores amigas e todos passaram o tempo da coletiva brincando e dando risadas. Se a energia do time de NOS4A2 for transmitida para a tela como esperamos, a série promete vida longa e muito sucesso!

TRAILER DE NOS4A2

PAINEL COMPLETO

NOS4A2 vai estrear em 2 de Junho nos EUA. O canal AMC, que está disponível na NET e na Sky, assim como em operadoras regionais, ainda não divulgou quando a série vai ser lançada no Brasil.

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AMC apresenta The Terror: Infamy no ATX Television Festival

Confira as primeiras informações de The Terror: Infamy: Fotos, teaser, data de lançamento e a cobertura da passagem da série pelo ATX 2019.

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Realizado anualmente em Austin (Texas), o ATX Television Festival é reconhecido por reunir lançamentos, séries atuais e até mesmo produções canceladas que deixaram saudades nos fãs. Através de screenings e painéis com atores, produtores e especialistas da indústria, o festival concentra as programações favoritas dos viciados em televisão em quatro dias de muita diversão!

No primeiro dia da edição 2019 do ATX, a AMC apresentou uma programação muito especial: o lançamento da segunda temporada de The Terror.

A primeira temporada da série, que foi exibida no Brasil em 2018, fez grande sucesso com os fãs do gênero. Com um roteiro totalmente novo, a segunda temporada – batizada de Infamy – promete conquistar ainda mais o público.

The Terror: Infamy se passa durante a segunda guerra mundial e tem um foco histórico nos campos de concentração dos Estados Unidos, que detiveram cerca de 110.000 pessoas de etnia nipo-americana após os ataques de Pearl Harbor. Na temporada, acompanharemos a história de uma família de pescadores que tem de enfrentar a realidade do campo de concentração enquanto luta contra uma entidade malévola que está causando várias mortes.

FOTOS DO PAINEL DE THE TERROR:

O primeiro episódio completo da temporada de dez capítulos impressionou (e aterrorizou!) o público do ATX! Vale dar uma atenção especial à primeira cena: geralmente, não estamos tão concentrados quando começamos a assistir um episódio, mas ela é uma das melhores do episódio de abertura e dá o tom para tudo o que será visto em seguida.

É fato que o roteiro do episódio 1 foi mais focado em ambientar a história do que em apresentar momentos de terror. Entretanto, a série conseguiu balancear a medida certa de terror e mistério para deixar os fãs intrigados e garantir aplausos entusiasmados ao final da exibição!

Após a estreia, acompanhamos um Q&A com o showrunner Alexander Woo, o ator George Takei, o diretor de fotografia John Conroy e J.R. Hawbaker, que faz parte do time de figurino.

Woo explicou que o aspecto histórico da série é muito importante para a produção e que ele queria representá-lo fielmente. Para isso, ele contou com a ajuda de George Takei, que foi também consultor de The Terror. Takei entende bem do assunto: ele foi preso nos campos de concentração americanos durante a infância.

O depoimento de Takei foi, inclusive, a parte mais impactante do Q&A. O ator contou que foi levado para o campo de concentração com sua família quando tinha apenas cinco anos, “simplesmente porque seus rostos se pareciam com aqueles das pessoas que bombardearam Pearl Harbor”. Takei ficou detido no campo dos cinco aos oito anos de idade e, felizmente, não foi separado de sua família durante o período.

Hoje, o ator é reconhecido como um ativista de direitos humanos e acredita que muito disso se deve à experiência que viveu na infância. A vivência de Takei certamente contribuiu para o roteiro de The Terror: Infamy, que representa este momento da história americana com sensibilidade sem perder o foco no aspecto do terror.

Os fãs de The Walking Dead e Fear the Walking Dead certamente vão curtir este sucesso da AMC. A segunda temporada de The Terror estreia na AMC Brasil em 12 de agosto, simultaneamente aos Estados Unidos. Enquanto este momento não chega, quem gosta de terror de qualidade pode maratonar a primeira temporada e se preparar para este grande lançamento!

FOTOS DA 2ª TEMPORADA DE THE TERROR:

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FTWD x TWD – Conheça alguns números das séries

Um spin-off de sucesso, por melhor que seja, nunca tem os mesmos números que aquele que o originou.

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Um spin-off de sucesso, por melhor que seja, nunca tem os mesmos números que aquele que o originou. Historicamente, muito poucos conseguiram chegar aos mesmos índices de audiência ou lucro, o normal é que ele tenha um público diferenciado, mais especializado e conhecedor do universo das séries.

Fear the Walking Dead começou com todo o jeito de ser mais um seriado caça-níquel, os produtores só querendo se aproveitar do absurdo sucesso do programa original. A primeira temporada só veio a confirmar este fato. Mas, em uma grata surpresa, a partir da segunda temporada, ela melhorou e – segundo alguns espectadores – até superou a original.

Com roteiros e ritmos diferenciados, FTWD apresentou bons personagens – consistentes e verossímeis – enquanto o seriado que lhe deu origem só descia ladeira a baixo, para a tristeza de seus fãs. Chegou a acontecer o tão esperado crossover, mas ela conseguiu caminhar com suas próprias pernas tranquilamente.

Em 2018, FTWD teve um aumento substancial de audiência, aproximadamente 32% a mais do que no ano anterior, chegando a estar na quarta colocação entre os programas mais assistidos da TV americana. Ela só perdeu para a serie original e para duas partidas da NBA. Mas no final da temporada, os números já não foram tão generosos.

A crítica tem sido positiva, na maioria das vezes, e atestou a melhora do programa com alguns textos elogiosos – ao contrário do que acontece com TWD – com nota 7 no IMDB (já chegou a 7,2) e 77% no Rotten Tomatoes (onde chegou a alcançar 90%). Isso é muito louvável, em se tratando de um spin-off.

A 5ª temporada vai voltar para o Texas, fotos com a presença de Dwight (Austin Amelio) já foram divulgadas e uma nova integrante. Interpretada pela atriz Karen David (de Legacies),o nome da nova personagem será Grace, mas informações mais detalhadas sobre ela ainda não foram divulgadas oficialmente pela produção.

Custos de The Walking Dead

Quando foi criada pelo grande produtor Frank Darabont, TWD custava aproximadamente 3,4 milhões por episódio, uma quantia exorbitante para o canal AMC. Na segunda temporada, este custo caiu para 2,75 milhões, aproximadamente, e as temporadas seguintes ficaram sempre em torno destes números.

Se você pensar no custo total por temporada, os números são equivalentes a um filme médio de Hollywood, algo impensável para a TV há até poucos anos. Os números de FTWD não foram divulgados, mas boatos dizem que varia entre 1/3 a ½ do valor de TWD. O que não é nada desprezível. Para melhor comparar é preciso olhar outras séries.

Cada episódio da épica Game of Thrones custa até 10 milhões de dólares, ou seja, uma temporada regular do grande sucesso da HBO equivale a 30x vezes mais que um prêmio da Quina daqui do Brasil, um valor impressionante para um programa de TV.

Embora a audiência das duas séries de zumbi mais importantes da TV não sejam mais as maiores dos Estados Unidos, nas últimas temporadas, este custo ainda é suportável e ambas as séries dão lucro aos seus produtores, cada uma com seus números proporcionais ao investimento recebido.

O fôlego da série original, no entanto, já não é mais o mesmo. Com a perda de diversos personagens fundamentais da história, resta ver se ela ainda continuará por muito tempo. Alguns fãs, saudosistas, até preferem o seu término. Seria um final digno para eles, mas, é claro, nem todos concordam com isso, apesar das inúmeras críticas sofridas nas últimas temporadas.

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2ª Temporada

Google Hangout de Fear the Walking Dead com Cliff Curtis e Dave Erickson

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A AMC convidou fãs de algumas partes do mundo para participar de um google hangout para falar sobre a segunda temporada de Fear the Walking Dead, com Cliff Curtis (Travis) e Dave Erickson (showrunner). O bate-papo foi totalmente fechado para fãs selecionados a dedo pela emissora. E, como não poderia ser diferente, nós estávamos lá para representar o Brasil. Infelizmente, não podemos divulgar o vídeo da entrevista, mas abaixo preparamos toda a transcrição do mesmo. Confira:

MEDIADORA: Estou aqui com Cliff Curtis, que interpreta Travis Manawa, e com Dave Erickson, co-criador, escritor e produtor executivo de uma de nossas séries favoritas.

Dave e Cliff: Oi gente!

MEDIADORA: Oito de vocês. Vou falar seus nomes bem rápido para que possamos nos apresentar e saber quem cada um é, se vocês puderem levantar sua mão ou só dizer “oi” para ter certeza que todos estão aqui. Temos Miriam da Holanda, Nandor da Hungária, Daniel da República Checa, Mana Samui da Tailândia, Gerard de Singapura, Jason do Reino Unido, Morgan também do Reino Unido, Jarret da África do Sul e Laís do Brasil. Estamos aqui tão empolgados como já mencionei, por que a gente não começa com Nandor, que tem uma pergunta sobre o que esperar dessa temporada?

Nandor: Eu gostei bastante da primeira temporada, pude notar que vocês tomaram riscos, poderíamos esperar por uma história mais relaxada, calma? Ou vai haver alguma grande reviravolta nos seis primeiros episódios?

Cliff: Vamos passar protetor solar, por óculos escuros e relaxar no mar. (Risadas) Não, não vai ser assim.

Dave: (Risadas) não será uma temporada relaxante para ninguém. Estaremos na Abigail, no mar, mas rapidamente descobriremos que “ela” não é mais segura que a terra. Então veremos mais reviravoltas, e as coisas serão tensas.

Cliff: Com bem mais ação, eu achei. Você acha?

Dave: Sim, sim.

MEDIADORA: É possível ter mais ação?

Dave: Estamos dentro do apocalipse, e na primeira temporada, a família esteve isolada até certo ponto, e houve um momento onde perceberam o que estava acontecendo, a Guarda Nacional apareceu e eles acabaram passando dois episódios atrás de grades e confiando nas informações que recebiam. Agora, tudo foi arrancado, acho que quanto mais eles entrarem no apocalipse, mais treinados ficarão, e ainda não estamos no ponto onde Rick Grimes acorda na série original de The Walking Dead, mas estamos chegando mais perto.

Cliff: Estamos chegando perto.

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MEDIADORA: Daniel da República Checa quer saber mais sobre como foi filmar no México.

Dave: Já sabíamos que gravaríamos a série em um barco, e nosso produtor de design, Bernardo, que é da Cidade do México, fez o design e construiu a Abigail em seis semanas, e fomos para um estúdio em Rosarito porque foi onde James Cameron construiu seu estúdio para filmar Titanic. Eles têm um tanque gigante onde nosso barco vive agora, além de terem outros três tanques com água, então pareceu o lugar certo para a ação e os elementos que queríamos na segunda temporada.

MEDIADORA: A Mana Samui quer saber se algum personagem vai sair da série ou ser mordido nessa temporada, e se sim, se vocês podem dar alguma dica de quem será.

(Todos riem)

Cliff: Essa é uma pergunta excelente, eu sempre pergunto isso pro Dave, tipo “Cara, quem morre? Só conte para mim, cara! Eu vou ser mordido? Por favor!” mas ele nunca conta nada.

Dave: Eu não vou mesmo, desculpa. Qualquer um pode ser mordido a qualquer hora, e como vocês já sabem pela série original e pelos quadrinhos de Robert Kirkman, não são só os zumbis que são o perigo, mas também as pessoas que eles conhecem. Eu não posso contar, desculpa.

MEDIADORA: Não dói tentar perguntar!

Cliff: Por favor, nos conte se você descobrir quem morre.

MEDIADORA: Gerald também tem perguntas sobre os diferentes elementos entre as duas temporadas.

Gerald: A primeira temporada teve poucos episódios, queria saber se existe algum elemento que vocês tiveram que remover na primeira temporada que veremos na segunda temporada?

Dave: Na verdade, não. Sinto que a primeira temporada fechou um capítulo, introduzimos os personagens no apocalipse, eles aprenderam como os infectados agiam, especialmente Travis. Será uma temporada dividida em 2 partes, a primeira com 7 episódios e a segunda com 8, para mim são 3 capítulos de uma novela. Para mim não houve nada que não conseguimos fazer na primeira temporada que não fizemos na segunda, exceto pelo barco, não tínhamos um barco na primeira.

MEDIADORA: Jarret quer saber o papel de Travis na segunda temporada.

Cliff: Gosto bastante de Travis, acho que ele é um ótimo cara, ele é um bom amigo, um ótimo professor de ensino médio, se dá bem com as crianças e tudo mais. Porém, num apocalipse zumbi, ele não está entendendo nada. Há outros personagens que se adaptam melhor ao apocalipse zumbi, como Strand e Salazar, Madison e Nick. Não tenho certeza se Travis é capaz de se adaptar pelo fato de ter que matar para sobreviver. Eu quero continuar no meu emprego, o que significa que quero sobreviver o apocalipse (risadas). Quero que meu personagem evolua e consiga sobreviver. Acho que ele está um pouco atrás dos outros personagens.

Dave: O que acho interessante em Travis na primeira temporada era o compasso moral da série, e no final da temporada ele percebe que qualquer boa ação que ele tenta fazer, qualquer esforço para se manter agarrado em sua moralidade se tornou um compromisso nesse mundo. Acho que isso se estende para a segunda temporada, mas pode dizer que está bem mais confortável com isso.

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MEDIADORA: Jason, você tem uma pergunta sobre como as pessoas reagiriam ao apocalipse.

Jason: Fear the Walking Dead se passa em um universo onde os zumbis nunca existiram na cultura popular, como vocês acham que o mundo moderno lidaria com um mundo parecido com o de Fear?

Cliff: Acho que muitas pessoas começaram a pensar nisso nos últimos 5 anos graças a essa série e sabem exatamente o que fariam nessa situação. Tenho certeza que muitos de vocês tem uma ideia clara do que fariam, eu tenho. Acho que o mundo é um lugar amargo nessa franquia, ou na possibilidade de ter um apocalipse zumbi. (Risadas)

MEDIADORA: A série deixa vocês mais paranoicos?

Dave: Paranoico? Sim. Fico analisando os lugares que frequento para saber se são seguros ou não.

Cliff: Com certeza não me sentiria seguro em Los Angeles, me sentiria bem mais seguro na Nova Zelândia. Tenho uma ideia clara de como organizaria minha comunidade, seríamos capazes de cultivar comida, sei exatamente como fazer. Já em Los Angeles acho que ninguém consegue chegar muito longe.

Morgan: Queria saber o que vocês podem falar sobre alguns dos novos personagens da segunda temporada.

Dave: É uma boa pergunta, infelizmente. (Risadas) Posso dizer que vamos encontrar pessoas na terra, no mar, acho difícil falar disso porque posso estragar algo da história que será desenvolvida nas próximas semanas, mas vamos por desse jeito: não somos os únicos que tiveram a brilhante ideia de ir para o mar, rapidamente perceberemos que haverá competição no oceano.

Cliff: Quero dizer algo: não há muitos amigos. Alguns são amigos em potencial, mas na verdade não são.

Nandor: Salazar disse uma frase muito interessante, que as pessoas boas são as que morrem primeiro, você acha que você seria o que morreria primeiro?

Cliff: Sim! Por isso mesmo que acredito que Travis é a pessoa que tem menos potencial de sobreviver no apocalipse, ele é o “gente boa”. Já Strand e Salazar são os mais capazes de sobreviver, e Madison e Nick são os mais capazes de se adaptarem rapidamente para sobreviver. Ser um cara gente boa não te favorece nesse mundo, é meio que um problema. (Risadas)

Nandor: E ele evolui?

Cliff: Você tem que perguntar a Dave.

Dave: Travis está evoluindo, ele aprendeu muito no quesito de como sobreviver nesse mundo, e terminamos a primeira temporada com um cara que foi forçado a atirar na cabeça da mãe de seu filho, então isso não é algo que vai embora rápido. Fundamentalmente, a série é um grande drama familiar, e só fica mais e mais complicado na segunda temporada. Não se preocupem com Travis, sua habilidade de enfrentar a morte será abordada, vocês verão isso claramente. Mas há um nível totalmente diferente de complexidade em sua relação com seu filho, Madison e o resto das pessoas que estão presas no barco.

Cliff: A segunda temporada se trata do que você precisa desapegar para se tornar um sobrevivente, tem que desapegar de sua moralidade, seus valores, seu senso de identidade por ser um cara bonzinho, o que você precisa fazer para sobreviver. E Travis não é muito um sobrevivente, é mais um cara idealista. Seu foco se mantém na segunda temporada, mas sua família é mais importante que sua própria sobrevivência, o que é algo que se distingue bem. E agora sua família é Madison, Nick e Alicia e seu próprio filho, mas ele simplesmente não é um sobrevivente. Acho que isso é o mais interessante sobre personagens como Salazar e Strand nesse mundo, porque eles são sobreviventes puros. Claro que Salazar tem sua família, mas ele não vai demorar muito tempo de luto, ele sabe quais são as prioridades. Strand é um personagem bem atrativo nesse mundo, talvez não na vida real, não queremos um Strand na vida real, mas ele é bem prestativo num apocalipse zumbi. Ele tem uma ideia clara do que o mundo virou e como operar nele. Mas Travis ainda não está nesse nível, e tem que passar por uma grande mudança para ser capaz de oferecer a sua família, seja a Madison, Nick, Alicia ou a seu próprio filho, tudo que seja prestativo ou útil para eles, se ele será capaz de ser um homem capaz de prover para sua família.

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Dave: Fundamentalmente, é isso que é atraente no personagem. Não queríamos na primeira temporada e evitamos fazer na segunda o fato das pessoas já saberem matar, lutar, e queremos contar uma história onde as pessoas não peguem um atalho, que elas precisem lutar com a realidade que estão lidando. O que foi um dos motivos para a primeira temporada ter um ritmo mais lento, mas há uma aceleração nessa próxima temporada.

Cliff: Há uma grande pergunta que não sei direito qual a resposta para ela, grandes dúvidas surgiram nessa segunda temporada, e vão levar a temporada inteira para serem respondidas. Estamos na metade das gravações, então não dá para responder isso ainda, desculpa! (Risadas)

LAÍS (do Fear the Walking Dead Brasil): Cliff, a temporada passada teve um desfecho chocante, que foi a morte de Liza. Como você acha que Travis reagirá a isso baseado no fato de que ele também tem que lidar com seus próprios sentimentos por causa da morte de sua ex-esposa, e ainda tem que descobrir como agir na frente de seu filho e do grupo.

Cliff: Acho que Travis, no mundo normal, provavelmente ficaria bêbado, choraria por um mês e se sentiria bem mal por ter feito isso. Mas estamos no apocalipse zumbi, não há tempo para ficar de luto. Nós voltamos na segunda temporada bem nesse ponto. Uma das coisas interessantes sobre Travis é que na primeira temporada é que ele não matou nenhum zumbi ou infectado, mesmo em perigo e com uma escopeta em mãos. E a primeira vez que matou foi a mãe de seu filho e a mulher que já amou. Basicamente, ele vai internalizar isso, ele não vai ficar de luto, não terá uma chance verdadeira de se comportar de uma maneira normal. E essa é uma das grandes perguntas dessa temporada, o que acontecerá com Travis? A primeira coisa é que ele entendeu que precisa matar, mas acontece tão rápido que talvez ele ainda tenha tido a chance de entender que precisa matar diariamente.

MEDIADORA: Nandor perguntou sobre o papel do governo na primeira temporada.

Nandor: Vocês não são tão bons com o governo, já que ele lidou muito mal com o manejo da crise. Qual nota você daria para o governo de 1 a 10? E isso vai continuar na próxima temporada?

Dave: Posso dizer que daria um 6 na escala de 1 a 10. É interessante porque a Guarda Nacional acabou sendo um pouco malvada. Acho que alguns guardas que conhecemos tinham um pouco mais de humanidade, temos 3 no fim da temporada que estão em rumo a San Diego, porque eles também não conseguem processar o que está acontecendo e estão procurando suas famílias. No mundo de The Walking Dead, o jeito que Robert Kirkman estabeleceu, nunca contamos a história na perspectiva dos militares ou instituições governamentais. Tivemos uma ideia do que aconteceu com o governo e como eles tentaram conter o surto na última temporada, mas vamos colocar isso de lado na segunda temporada, vamos focar mais na nossa família e em tentar sobreviver agora que todas as instituições falharam.

Daniel: Sou um grande fã dos filmes de Romero, qual seu filme favorito de tema zumbi?

Cliff: Gosto muito do filme de Danny Boyle chamado “28 days later” (Extermínio), achei que ele montou bem o cenário, e gostei bastante de como ele nos deu uma razão plausível do porque o surto começou, com um tipo de experimento médico que deu errado. Também gosto da escala, que foca só em um personagem que está correndo e morrendo de medo, que não sabe o que está acontecendo. Também lida com a questão militar no segundo filme, então esse é o meu favorito.

Morgan: Como o que vimos na websérie “Flight 462” vai se incorporar na segunda temporada de Fear the Walking Dead?

Dave: Vai se juntar a segunda temporada, mas não posso dizer quando e como, provavelmente veremos alguns personagens que conhecemos naquele avião, vão reemergir em algum ponto. Talvez isso aconteça, talvez. (risadas)

Cliff: Tem certeza que isso vai acontecer? Talvez aconteça.

Dave: É muito difícil responder a essas perguntas porque sempre perguntam sobre os pontos importantes. Mas eu gosto bastante da ideia de juntar as narrativas, especialmente hoje em dia que você pode usar múltiplas plataformas para contar uma história, como um filme, um jogo ou uma websérie. Isso é muito divertido, e estamos pensando em fazer outra websérie entre a segunda e a terceira temporada de Fear. Alguns personagens que achamos que deixamos para trás na primeira temporada que talvez tenham uma vida nova.

Cliff: Isso, Lincoln!!! (Tobias)

MEDIADORA: Vocês podiam fazer uma série “Vida após Fear the Walking Dead”.

(Risadas)

Cliff: O que mais gosto agora é que temos terra, água e ar se juntando. Acho que eles tem que ir para o espaço na próxima. (Risadas) Fiz esse filme com Danny Boyle.

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LAÍS (do Fear the Walking Dead Brasil): Quais são os maiores desafios quando se trata desse novo jeito de contar uma história, como foi no “Flight 462”?

Dave: Primeiramente, tivemos que ser contidos ao contar essa história, porque ela só tem 16 minutos no total quando juntamos todas as partes. Os maiores desafios de potencialmente juntar Flight 462 a narrativa principal nesse mundo de Fear the Walking Dead foi tentar encontrar uma maneira de juntar as duas histórias. Depois que descobrimos, tudo meio que se encaixou.

Gerard: Algum dia veremos The Walking Dead se juntando com Fear the Walking Dead?

Dave: A resposta mais curta é não. Em termos de geografia, fica bem difícil eles atravessarem o continente inteiro para chegar a Costa Leste. Também acho que por mais original que The Walking Dead seja, eles estão seguindo a narrativa dos quadrinhos. Se isso acontecesse, meio que quebraria a narrativa, o que não acho que seria algo que Robert se interessaria em fazer. E o outro desafio é que eles estão indo para sétima temporada da série, e ainda falta muito para gente alcançar eles, a linha de tempo provavelmente nunca vai se encaixar, infelizmente.

Cliff: Outra coisa é que agora que estamos indo para a segunda temporada, consigo ver nossa série como sendo uma diferente da original. Na primeira temporada ainda havia elementos da outra, mas na segunda temporada nossos personagens e as histórias foram bem desenvolvidas e temos nossa própria série agora. Acho isso ótimo, sou um pouco suspeito para falar, mas está ficando muito boa.

Gerard: Hipoteticamente falando, como vocês acham que seria esse encontro?

Cliff: Acho que Travis é um cara bem ciumento e acho que Rick Grimes ficaria muito atraído por Madison e Travis teria que matá-lo.

A segunda temporada de Fear the Walking Dead estreia no AMC Brasil no dia 10 de Abril, às 22h.

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