Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do décimo quarto episódio, S02E14 – “Wrath”, da segunda temporada de Fear the Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

O décimo quarto episódio da segunda temporada de Fear the Walking Dead foi exibido na noite de domingo, 02 de outubro. Esse episódio veio para iniciar o encerramento de todo o enredo criado desde o retorno da segunda temporada.

Ofelia nos deu poucas chances de imaginarmos e prevermos seu futuro na série. Na fronteira, sem carro, munida de uma simples faca, a jovem mulher segue seu caminho rumo aos Estados Unidos. Depois de perder a caminhonete que dirigia adentra a área isolada entre México e Estados Unidos. Um homem faz alguns disparos contra ela que consegue correr e se esconder atrás de uma árvore. Acaba sendo capturada por ele e saudada com: “Bem-vinda aos Estados Unidos da América”. Então, não podemos imaginar exatamente para onde sua história irá caminhar e se terá relação com os demais personagens (mais precisamente com Nick).

Madison se depara com um grande problema: dois jovens americanos acabam indo parar junto aos sobreviventes da garagem e estão causando complicações para os demais. Ela, como líder titular, acaba se responsabilizando por conversar com os garotos, onde descobre que se tratam dos jovens que estavam com Chris e que, conforme relatos, após um acidente o jovem Manawa havia morrido.

Sem saber o que fazer, Maddy procura por Strand que lhe diz que se Travis descobrisse que o filho estava morto iria acabar perdendo a necessidade de sobreviver e que o melhor a se fazer em dada situação era expulsar os garotos do hotel. Madison segue piamente as instruções de Strand, mas Travis (com uma visão de ave de rapina) acaba vendo da sacada de seu quarto o movimento e alcança Madison e os garotos. Reconhecendo os dois, ele pergunta por seu filho.

Primeiramente, Brandon e seu comparsa contam a mesma história contada mais cedo para Madison: Chris estava dirigindo o carro, os dois descansavam, quando por desatenção de Chris acabaram capotando. Chris foi lançado pelo parabrisa e foi encontrado morto pelos dois. Travis estava aceitando bem a história, até a parte em que questionou os garotos quanto ao que fizeram com o corpo do filho. Brandon diz “Retiramos ele do carro e o enterramos junto a uma árvore”. Nesse momento a identidade Sherlock Holmes de Travis ascende e ele vê o desencontro de informações quando numa parte da história Chris morre por ser lançado pelo parabrisa e noutra eles o retiram do carro.

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Travis perde o controle e se tranca junto aos garotos na sala e começa uma sessão de espancamento. Os garotos acabam confessando que Chris capotou o carro, não havia morrido, mas eles o mataram como haviam feito com James anteriormente. Mais descontrolado, Travis começa uma luta em busca de vingança. Oscar (irmão de Andrés) tenta intervir arrombando a porta, mas acaba sendo atingido e perdendo a consciência. Travis, com as próprias mãos mata os dois garotos.

Em Tijuana, a tensão entre Nick, Luciana e Alejandro está grande. Nick resolve por conta própria tentar ir negociar oxy com Marcos e a gangue do supermercado, mas tem a negociação negada. Ao descobrir, Alejandro não está nada contente com as atitudes do jovem Clark. A pequena reunião dos três acaba sendo interrompida por um infectado que morde Alejandro no braço e parte para cima de Nick, que caí para os andares inferiores do prédio onde o infectado acaba fazendo mais vítimas. Nick acaba com o walker (podemos usar esse nome aqui?) pressionando seus olhos com os dedos até encontrar o cérebro – uma das melhores cenas da série, em meu julgamento.

Luciana parece despreocupada com a situação de Alejandro, quando Nick interfere e pede para que Alejandro conte a verdade sobre sua imunidade. Ele, Alejandro, confessa que não é imune e que o que Luciana viu foi na verdade um dependente químico o morder e não um infectado. Revoltada, Luciana sai do trailer e deixa Nick e ele sozinhos. Alejandro, agora, antes de morrer possui a obrigação de contornar a situação de risco que está à colônia, e Luciana o encoraja a manter a mentira acesa para que as pessoas morram acreditando.

Bem, a meu ver o episódio possuiu um bom desempenho. O despertar de Travis trouxe um alívio quanto ao personagem. Pela primeira vez não senti uma sensação de monotonia ao acompanhar o Manawa em cena. Espero que a morte de Chris traga uma forma mais “durona” para Travis e que ele deixe de acreditar tanto na moral e nos valores do mundo anterior ao apocalipse.

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Quanto à morte de Chris, não me conquistou. Sim, eu torcia desenfreadamente para que ele morresse, mas a forma como isso foi elucidado no episódio não me agradou em nada. Querendo ou não, Chris é um dos personagens centrais da série e a sua morte precisava ser mais impactante. A representação em flashback acabou tirando um pouco da magia da morte e a tornando bem mais simplória do que realmente deveria ser. Fora que ter sido contada pelos garotos acabou adicionando certa infidelidade de testemunho, desconfiei que fossem mentira nas primeiras duas versões contadas à Madison e depois para Travis, e continuei desconfiado na versão final, sempre parecendo que há algo a mais a se saber sobre a morte. A morte em flashback acaba causando essa eterna falta de concretude.

Ofelia continua a ser uma incógnita enorme na série. Às vezes parece que ela está caminhando para se tornar uma grande personagem, mas logo após sua história se desfaz e já não parece fazer sentido algum. Ela é a única personagem até esse episódio rumando para os Estados Unidos. Como funcionará essa dinâmica de alguns núcleos mais alocados ao sul do México, outro na fronteira, outro nos Estados Unidos? Em dado momento eles precisarão se reunir novamente – ao menos os sobreviventes – e é difícil de, trazendo para o mundo real, explicar a facilidade com que esses encontros ocorrem. Não se tratam de cidades próximas, são quilômetros de distância.

Nick é outro personagem que começou muito bem na série e ao longo do tempo vem se desgastando. Esse enredo arraigado à fé tem sido maçante e despertado certo incomodo em quem assiste. Fora sua rápida afeição por Luciana ser tamanha que o faça sempre querer lutar pela colônia quando se trata de um personagem que alguns episódios atrás abandonou a mãe e a irmã.

Logo mais apresentarei a Review do episódio final da temporada com mais comentários da segunda temporada como um todo. Enquanto isso, discuta conosco sua análise e teorias a cerca dos acontecimentos do décimo quarto episódio.

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Comentários

  • Lucas Marinho (ZombieBoss)

    los muertos ficaria mais legal

  • Ci

    Eu gostei bastante do episódio, mas como dito a morte do cris foi um pouco vazia por ele ser um personagem central, se não fosse pelo Talking Dead eu ainda acreditaria na possibilidade de ele estar vivo. O morte dele fez o Travis dar uma guinada radical, ansiosa para ver como ele vai lidar com o que ele se tornou por causa dessa situação na terceira temporada. O Nick é um personagem que gostava no começo porém caiu no meu desgosto. Ele sempre mostra se importar e fazer de tudo para que estranhos se sintam bem, foi assim com Strand com ele sempre se propondo a fazer as coisas que ele pedia, foi assim com a Celia, ela contou que os mortos não eram mortos e ele acreditou na história buscou o filho dela para ela se sentir bem e se voltou contra a própria família por conta disso, agora com a Luciana e o pessoal da colonia acontece a mesma coisa. Ele fez de tudo para salvá-los e mostrou tanta afeição pela Luci tão rapidamente que chega a incomodar a falta desse sentimento em relação a própria família. Novamente tem ele dando preferência para o mundo à mãe e irmã, ele não pensou duas vezes em voltar para a colonia e levar todos para a fronteira se afastando ainda mais de Madison e Alicia, é como se elas já não existissem mais para ele. Quero ver como vai ser um reencontro na terceira temporada ainda mais em termos de Alicia que parece estar farta de ser colocada vigésimo plano quando o assunto é o Nick que escolhe todos menos ela e Madison fazendo com que ela seja marginalizada.

    • Carlos Alfredo Knewitz

      A morte de Chris era necessária e eu estava com torcida organizada faz semanas esperando pra que isso ocorresse. Mas, como eu disse no texto, achei totalmente morna a forma que abordaram. Por ser um personagem central, precisava de maior emoção. Ao menos serviu para fazer Travis acordar.
      Sobre Nick, é isso mesmo, infelizmente. Ainda não entendi qual é a dele. Não que eu espero um exemplo de filho, defendendo sua mãe e sua irmã até a última consequência. Mas poxa, é um mundo apocalíptico, onde você perdeu tudo e é um dos poucos que tem a oportunidade de ter sua família por perto, e o que você faz? Vai embora, sem motivo aparente. Ficou incoerente essa questão de ele ter abandonado a mãe e a irmã porque acreditava que os mortos eram a salvação e daí quando ele chega em Tijuana, julga o pessoal de lá pela fé deles (que é basicamente a mesma que ele tinha quando estava com Celia).

  • Leo Pensamento Livre

    Chris precisou morrer para Travis agir como o Chris, eita enredo fraco. Madison confessa ser inescrupulosa, mas ao invés de tomar o hotel prefere fugir. Ofélia é tipicamente desenhada como uma migrante latina, ou seja, sensual e em busca dos EUA. Já o Nick se recuperou milagrosamente das drogas, está curado, é Deus na causa e uma mexicana gostosa.
    Agora, sinceramente, que final mais TWD foi aquele? Bandidos atirando pra todo lado, muita dúvida besta no ar. FTWD não é tão forte assim para manter alta a expectativa. No geral achei a segunda temporada um easter eggs de TWD.

    • Carlos Alfredo Knewitz

      Também achei que eles não precisavam de cliffhanger… não para a atual parte da temporada. Tanto é que quando apareceu a cena do pessoal de Tijuana andando com Nick nas ruas, felizes, rumo ao norte, eu acreditava que o episódio terminaria ali, com uma músiquinha que faz a gente sentir esperança… mas aí continuou, e veio algumas cenas totalmente equívocas.

    • Daryl O’rily

      Pois é… cada uma!… Mas se vc considerar como uma “noveleta xicana”, fica até legal…!
      Não considere a série como algo “sério”…pois assim vc vai se divertir mais!

  • Marcel Souza

    Se é que o Cris morreu realmente dessa maneira que seus “amigos” contaram…

    • Carlos Alfredo Knewitz

      Olha, seria um baita furo se na próxima ou próximas temporadas ele reaparecer vivo. Até porque não seria coerente os meninos, sabendo que Travis os lincharia, contar que o mataram se ele estivesse vivo.
      Mas, se ele não foi morto daquela forma, infelizmente não saberemos. Os únicos que presenciaram sua morte foram mortos por Travis.

  • Ramsés

    pRA SER SINCERO, ACHO A MORTE DO cHRIS EQUIVOCADA. Apesar dele ser irritante, era um dos poucos personagens diferentes. Seria muito mais interessante se ele virasse um vilão. Nunca vimos em detalhes no universo TWD, a não ser em flashbacks do governador, a formação mde um vilão. Isso ai sim seria um diferencial da série.

    A propósito, porque pararam de fzer o podcast na parte final da temporada? To ouvindo o da concorrência, mas é muito ruim. Só sabem meter o pau na série.

    Um abraço!

    • Carlos Alfredo Knewitz

      Boa tarde, Ramsés.
      Realmente, eu também havia teorizado sobre Chris se tornando um grande vilão e se voltando contra o grupo do pai mais pra frente. Mas odiava tanto o personagem, que tudo bem ele ter morrido.

      Quanto aos podcast, tivemos algumas questões que estamos trabalhando e faremos uma review geral em forma de podcast da segunda parte da temporada inteira. Obrigado pela preferência.

      • Royal Maat

        seu site esta muito bom
        fico muito frustrado quando demora pra sair materias sobre o ep da semana e preciso procurar na concorrencia…
        eles soh sabem falar mal da serie

  • Queliom Assis

    O bando de gente ignorante pior que mulher vendo novela que só reclamava da série viu que série não é pancadaria e desordem o tempo todo. Tem hora certa pra tudo.

  • Daryl O’rily

    Pois é… parece que Todo Mundo Odeia o Chris de novo!!! kkkk…. Mas realmente poderiam ter aproveitado melhor o personagem para fazer uma morte mais elaborada, mais crua, selvagem para ele sentir na própria pele cada minuto de suas decisões erradas, das suas mudanças de valores mas aí sempre fica aquela dúvida pois sendo “aborrecente”, talvez nunca iria entender nada ou entender tudo errado como vinha fazendo (mas em séries, td é possível!) Mas tal filho… tal pai… Travis pagando caro pela sua hipocrisia; fazendo o mesmo ou até pior que o filho! Aquele velho discurso: “Faça o q eu falo mas não faça o q eu faço”… A série está bem divertida mas poderia ter assumido desde o início a linha trash ( um epi mais ridículo q outro) mas ainda assim seria inferior à linha Z-Nation. Talvez um equívoco da produção pois seria improvável para um pessoal tão experiente errar tanto na escala do elenco e enredo. Tb há a possibilidade de mirarem em uma coisa e acabarem acertando em outra… ou seja, um erro grosseiro mesmo!
    Estou curtindo…