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Entrevistas

Elizabeth Rodriguez fala sobre como suas habilidades de enfermagem serão úteis no apocalipse zumbi

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Depois de uma temporada em que mostrou as habilidades maternais não-tão-brilhantes-assim de Aleida em “Orange is the New Black”, Elizabeth Rodriguez tem a chance de se redimir como Liza, a ex esposa de Travis (Cliff Curtis) e mãe solteira do filho dos dois, Chris, em Fear the Walking Dead. No Television Critics Association, Rodriguez tirou um tempo para se sentar com o Vulture e conversar sobre as habilidades de enfermagem no apocalipse, prisão vs. zumbis e a tristeza do desespero existencial.

Nós vimos pouquinho de Liza e vimos muito mais sobre ela no segundo episódio. Você poderia nos falar sobre a personagem dela?

Elizabeth Rodriguez: Liza é uma mulher que não aceita besteira e é predominantemente mãe solteira. Ela se casou com o personagem de Cliff Curtis, Travis. Os dois tiveram um filho cedo, então, ela colocou seus sonhos de fazer medicina em segundo plano. Agora, doze anos depois, Liza e Travis não estão juntos, então ela volta a estudar, mas não sabe se terá tempo de se tornar médica. Então, em vez disso, vai estudar enfermagem. Basicamente, ela é uma espécie de pessoa que trabalha muito, não tem tempo para descansar e não suporta besteira. E, obviamente, é muito protetora do filho.

Naturalmente.

Elizabeth Rodriguez: Ela só quer que Travis seja um homem de palavra quando se trata do filho. Então, o fato de que ela é uma estudante de enfermagem acaba fazendo com que tenha um papel enorme nos episódios subsequentes.

Essa seria uma habilidade realmente boa de se ter.

Elizabeth Rodriguez: É, é uma habilidade realmente boa. Então, em um certo ponto, eu acabo tendo mais informação do que os outros têm.

Como você chegou a esse papel? Como se envolveu nesse projeto?

Elizabeth Rodriguez: Bem, originalmente, eu participei de um teste para o episódio piloto. Não tinha sequer lido o piloto. Eu acho que só li algumas cenas, já que elas são muito secretas. Originalmente, o personagem do Cliff deveria ser latino, então eu fui fazer o teste da personagem da Kim, estando totalmente ciente de que não conseguiria o papel. Porque pareceu que aquilo era muito importante, que era ele que estava entrando nessa família muito específica. Mas eu fiz o teste antes porque era uma grande fã da série, do trabalho de Dave Erickson e de Adam Davidson, então, não tinha nada a perder.

Então, quando fui, já tinha conhecido Dave, mas não conhecia Adam. Dave nem sabia que eu estaria lá porque era aberto a todas as etnias, sem o conhecimento dele. Eu fiz o teste porque queria que eles soubessem o que eu podia fazer. E eu entrei na sala e disse, “Ei, caras, eu sei que isso não sairá como eu quero, mas, o que quer que aconteça, eu sou realmente uma grande fã do trabalho de vocês.”

Então, “corta” para a parte insana: eu recebi esse papel, que também não foi escrito para uma latina. Acabou dando certo com Orange devido ao timing, que é sempre algo de enorme importância.

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Já que a programação de Orange é sempre tão agitada.

Elizabeth Rodriguez: Simplesmente aconteceu que todos terminaram se falando e querendo que desse certo. Eu fiquei meio louca, e estou inacreditavelmente grata e chocada por ter dado certo.

E esse elenco… Eu sei que todos sempre falam que o elenco com quem trabalham é ótimo, mas esse não é o caso! Quero dizer, você sempre diz o que deve dizer; de qualquer forma, eu não poderia falar o suficiente sobre esse elenco. Antes de tudo, eu era uma grande fã do trabalho de Kim e de Cliff durante anos. Então, encontrá-los e descobrir que são seres humanos tão incríveis foi impressionante. Todos nós, de cima para baixo, de Dave e de Adam até todos os outros, todos buscaram tornar o trabalho o melhor possível em todos os níveis. É uma bênção, e o mais incrível é que acabei me tornando parte disso, realmente.

Ambos os elencos de Orange Is the New Black e Fear the Walking Dead são muito profundos. Como é fazer parte de tais grupos?

Elizabeth Rodriguez: Eu sempre brinco dizendo que as coisas só podem ficar mais fáceis. Como você pode estar em duas séries diametralmente opostas, trabalhar com essas pessoas e estar nesse momento? E como isso poderia se comparar com outra coisa no futuro?

Para onde vamos a partir daqui?

Elizabeth Rodriguez: Eu ganhei na loteria duas vezes seguidas. Não dá para ficar melhor do que isso. Continuo tendo de lembrar a mim mesma sobre isso.

Como você conheceu e desenvolveu a personagem da Liza?

Elizabeth Rodriguez: Eu tive que deixar uma peça mais cedo para participar da série, então tive que compreender a Liza rapidamente. Adam Davidson ajudou muito. Todos nós nos encontramos durante um dia inteiro, o elenco conversou detalhadamente sobre nossa história inicial e sobre o que é esse mundo. É incrível ter esse apoio e estar por perto de pessoas que querem fazer isso. Foi tão intenso que, no final do dia, eu estava estressada. Porque estamos falando sobre isso, e com o que poderíamos comparar esse cenário? Eu só consigo compará-lo ao furacão Katrina ou aos eventos do 11 de setembro, em que o caos aconteceu e não conseguimos atribuir sentido àquilo. Quem você é? Quem você se torna? E descobrir isso com pessoas que estão tão comprometidas em viver nesse mundo, eu não poderia ter tido mais apoio para compreender quem ela era e compreender esse mundo.

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O mais angustiante em relação à série se localizar em Los Angeles é que provavelmente demoraria muito tempo para descobrir que existe um surto zumbi, pois a cidade é tão grande e existem sempre excentricidades e instabilidades. Existem sempre bolsões de violência.

Elizabeth Rodriguez: Com tudo o que aconteceu nesse ano passado, com a violência e com as barbaridades cometidas por policiais, cada segundo do dia, você acha que é mais uma dessas coisas…

Certo! Como alguém levar um tiro na Sunset Boulevard.

Elizabeth Rodriguez: Isso aconteceu há duas semanas em Ventura. Ou então há uma perseguição de carro. Isso acontece a cada cinco minutos; chato. Nós consideramos totalmente normal.

Eu acho que o segundo episódio mostra especialmente um entendimento do mundo em que estamos vivendo atualmente e quais seriam as ramificações da vida real em um surto.

Elizabeth Rodriguez: Sim! E vivenciar isso sem ter tanta consciência do que está havendo, isso poderia acontecer, e como aconteceria, isso afeta o seu dia-a-dia enquanto estamos gravando, e mesmo depois das gravações.

Uma coisa que eu adoro nas duas personagens, Aleida e Liza, é que ambas estão muito preocupadas em serem mães, mas de maneiras diferentes. Como você encontra aquele instinto maternal em personagens tão divergentes?

Elizabeth Rodriguez: Bom, eu sou muito mais parecida com Liza. Não tenho filhos, mas Liza é muito atenciosa. Quero dizer, eu compartilho outra qualidade com elas duas, que é não aguentar besteira.

É, você realmente não aceita.

Elizabeth Rodriguez: Mas, com Liza, eu pesquisei as qualidades que uma pessoa precisa ter para ser enfermeira. Então, embora eu jamais pudesse lidar com o sangue, há muitas qualidades que eu tenho, sim, como sentir empatia e ser bastante atenciosa. Eu acho que foi mais fácil me tornar Liza do que me tornar Aleida, ainda que eu seja ótima sendo Aleida. [Risos] Mas com Aleida, entre os takes, eu ficava constantemente me desculpando com os filhos. Eu dizia, “Você está bem, baby?”. Quando eu exagerava, perguntava “Tudo bem, querido? Como você está?”. O menino que interpreta meu filho na série, ele é tão lindo e carinhoso que foi fácil demais gostar dele.

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Então, em relação ao assunto, você preferiria ficar na prisão ou fugir dos zumbis?

Elizabeth Rodriguez: Eu acho que tenho que dizer ficar na prisão, porque você sabe quais são as regras. E que, especialmente numa prisão com requisitos mínimos de segurança, é possível sair dela. Você conhece as regras, pode manipulá-las. E você sabe que é parte de um clã, você sabe qual é a sua posição. Nesse caso, não há regras. É o medo do desconhecido. Eu não sei como qualquer um de nós agiria, tipo, como é que conseguiríamos dormir?

Eu sempre fico impressionado com séries apocalípticas porque eu frequentemente subestimo o quanto as pessoas querem sobreviver. Particularmente, suspeito que eu seria mais indiferente. “Será que eu quero virar um zumbi? Será que eu não quero virar um zumbi?”

Elizabeth Rodriguez: O que eu acho incrível em relação a isso é que nós nunca nos fazemos essas perguntas. Nós pensamos, “Ah, em uma situação assim, nós nunca faríamos isso. Nós nunca mataríamos, nunca faríamos isso.”, porque pensamos que sabemos quem somos e quais são nossos valores, e queremos nos agarrar a eles. Mas eu acredito que a vida e a necessidade de sobreviver sob quaisquer circunstâncias, independentemente, são maiores do que qualquer coisa. Então nós fazemos coisas que jamais poderíamos imaginar para sobreviver e para tomar conta das pessoas que amamos.

O que leva à parte interessante, então, como viver com as escolhas que você fez?

Elizabeth Rodriguez: Exatamente. E é isso. Partes de você morrem com cada decisão que você precisa tomar. Trata-se de escolher tomar decisões ruins ou decisões ainda piores.

Então, depois de gravar algo assim, como você relaxa? Porque são coisas muito pesadas.

Elizabeth Rodriguez: Eu tenho certeza de que tudo vai voltar quando os episódios forem exibidos. Eu poderei reviver isso. Mas agora, estou andando pela rua com um olhar diferente. Ando pela rua observando, especialmente em Vancouver, eu andaria por aí pensando, “Todas essas pessoas poderiam ser walkers.” Existe definitivamente um fator de baixo nível de stress com que estou vivendo agora. E não estava ciente do que estaria por vir ou como o governo reagiria a isso em níveis locais, federais ou mundiais.

Isso é muito intenso.

Elizabeth Rodriguez: Eu também brinquei sobre não ter filhos, mas, se eu tivesse, eu seria a pior mãe, a mãe mais paranoica de todas, depois da série.

Como as pessoas criam filhos sem telefones? Simplesmente os deixam desligados e vão fazer as coisas?

Elizabeth Rodriguez: Eu não tenho ideia. E depois da série, eu mandaria tantas mensagens que meus filhos iriam querer fugir.

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Fonte: Vulture
Tradução: Lalah / Staff Fear the Walking Dead Brasil

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Jenna Elfman fala sobre peixes fedidos e zumbis voadores no episódio de retorno de Fear the Walking Dead

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A quarta temporada de Fear the Walking Dead encontrou nossos sobreviventes ainda lutando para seguir em frente após as mortes de Madison (Kim Dickens) e Nick Clark (Frank Dillane) e lidar com uma nova ameaça na forma de um furacão que chegou nos momentos finais do episódio.

June (Jenna Elfman) – anteriormente conhecida como “Laura” e “Naomi” – está morando em um ônibus escolar com John Dorie (Garret Dillahunt) e Charlie (AlexaNisenson) em uma espécie de unidade familiar. É legal, mas nem tudo está bem. Charlie ficou tão traumatizada com as coisas que ela fez e viu que ela mal fala e quase se permitiu ser comida por um andador, enquanto June está lutando com quem ela é. John quer voltar para sua cabana onde ele e “Laura” viveram antes dela fugir, e June se preocupa que ela pode não ser capaz de se estabilizar e então John descobre que ela realmente é uma desistente.

“Eu não sou Laura”, ela diz a Al (Maggie Grace). “Eu sou a mulher que ficou com medo e fugiu. Não só de John, de todos.” Mas Al diz a ela que a pessoa que ela é com John é a pessoa que ela é agora. Seu passado não precisa mais ditar seu futuro. E esta nova e melhorada June será testada enquanto ela e Al resistem à tempestade que barrou o caminhão da SWAT de Al. A tempestade está forçando June a ficar parada e se confrontar consigo mesmo, o que veremos no episódio 12 desta temporada.

Aquele era um peixe real que você estripou?

Jenna Elfman: Sim, foi! Repetidamente! Tomada após tomada! E sinto como se a tomada que eles usaram foi a que eu disse “Tem algo de errado. Esse peixe não está bem.” O mais repugnante e fedorento – todos os outros estavam normais e cheiravam frescos, mas aquele tinha algo errado. Suas entranhas eram tão nojentas e fedorentas. Foi terrível.

Você teve alguma experiência anterior com evisceração de peixe?

Jenna Elfman: Eu aprendi como estripar um peixe no episódio 4×05, “Laura”, com Garret Dillahunt, que foi onde eu tive um pescador que me deu uma lição oficial sobre como estripar um peixe. Então isso foi um bom retorno para esse episódio.

Você pode me contar mais sobre o relacionamento de June com Charlie? Elas desenvolveram um relacionamento mais próximo que nós realmente não vimos quando elas estavam com os Abutres, e é por isso que June a adotou?

Jenna Elfman: Eu acho que por padrão, June é mãe. Ela tinha uma garotinha. E eu acho que quando você é pai, você é pai ou mãe, é isso aí. Você é sempre um pai. E June também é enfermeira, e acho que cuidar faz parte de seu DNA. E acho que também é cura. E há um pouco de unidade lá com ela e John, em seus pequenos estágios exploratórios. Eu acho que provavelmente é só por padrão, por instinto. Meio que faz sentido ela cuidar de Charlie.

O que está acontecendo com ela?

Jenna Elfman: Bem, vejamos, ela tem 11 anos e perdeu os dois pais e assassinou uma pessoa. Eu acho que isso pode deixar uma garotinha traumatizada, não é?

Bem, quando você coloca dessa forma…

Jenna Elfman: Eu acho que, às vezes, quando as pessoas estão vendo, estão tão acostumadas com o apocalipse, que esquecem quais são os efeitos reais de estar em torno de tanta violência e de pessoas tão malvadas umas para as outras. A personagem, e Alexa, quando ela estava filmando, tinha 11 anos.

É uma coisa pesada até para um ator tão jovem lidar.

Jenna Elfman: Ela é incrível, no entanto. Ela é uma alma muito saudável. É uma moça sensacional.

Naquela última cena, como eles fizeram os zumbis voadores? Tinham dublês em estilingues ao lado do caminhão? Como foi isso?

Jenna Elfman: Aquilo foi uma loucura! Eu estava sentada dentro da van da SWAT com Maggie (Al) observando esses zumbis passando e batendo na van bem na frente dos nossos rostos, essas dublês passando por isso. Eles trabalharam nisso por um bom tempo imaginando como tudo seria. Eu realmente tenho um pequeno vídeo que vou postar na hora certa, que foi meu ponto de vista de dentro da van com esses dublês batendo na janela contra o carro. Literalmente voando pela janela. Foi tão real e tão assustador de uma forma divertida.

Então, eles estavam pulando de trampolins? Como isso estava acontecendo?

Jenna Elfman: Eu acho que eles tinham arreios e estavam sendo puxados.

Fear the Walking Dead vai ao ar as segundas-feiras, às 22h30, no AMC Brasil. Consulte sua operadora de TV para mais informações.

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Fonte: TV Guide

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Facebook Live de Fear the Walking Dead com Alycia Debnam-Carey e Colman Domingo no Brasil (LEGENDADO)

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Como já mencionado aqui no Fear the Walking Dead Brasil, os atores da série e intérpretes de Alicia Clark e Victor Strand estiveram no Brasil. A vinda de ambos era motivada pela anunciação da estreia da segunda parte da 4ª temporada de Fear.

Um dos compromissos mais aguardados pelos fãs era a live no Facebook do canal AMC Brasil. Nesse momento ambos responderam perguntas prévias enviadas pelos fãs brasileiros sobre seus personagens, o quarto ano da série, despedidas de elenco e curiosidades afins. Uma interatividade totalmente despojada e confortável. Ambos se mostraram ligados um ao outro e dispostos a atender os fãs da melhor forma possível.

Entretanto, houve muita reclamação nos comentários devido ao fato de não haver tradução simultânea (já que os astros têm como língua nativa o inglês). Mas, como nosso trabalho é dar acessibilidade aos fãs da série ao material produzido por eles, aqui está a live com legenda para você poder ver as respostas dadas pelos atores:

E então, o que você achou das respostas dadas por eles? O que você perguntaria para eles caso pudesse? Deixe um comentário abaixo.

Fear the Walking Dead vai ao ar as segundas-feiras, às 22h30, no AMC Brasil. Consulte sua operadora de TV para mais informações.

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Entrevistas

Morgan vai voltar para The Walking Dead? Os showrunners Andrew Chambliss e Ian Goldberg falam sobre o assunto!

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do nono episódio, S04E09 – “People Like Us”, da quarta temporada de Fear the Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

O personagem de Lennie James, Morgan, finalmente conectou os dois universos de The Walking Dead quando ele passou da nave mãe de The Walking Dead para Fear the Walking Dead. Mas ele poderia cruzar de volta?

No começo do episódio de retorno de Fear, Morgan anunciou sua intenção de voltar para Virginia e para seu amigo Rick Grimes. Ele até providenciou transporte para o norte, cortesia de Althea e seu S.W.A.T. móvel. “Eu nunca deveria ter ido embora”, explicou Morgan a John Dorie. “Meu amigo, acho que ele estava certo. É onde eu pertenço. É onde eu deveria estar.”

Mas será que ele vai chegar lá? Uma tempestade gigantesca já estava começando a causar estragos, e Alicia tinha algumas palavras sábias para Morgan sobre o pessoal que ele estaria deixando para trás aqui se ele fugisse novamente. Então Morgan vai voltar para Alexandria? (Ou para o Lixão? Ou para o Reino? Ou onde quer que ele esteja planejando chamar de lar?)

A Entertainment Weekly conversou com Andrew Chambliss e Ian Goldberg, os showrunners de Fear the Walking Dead, para obter informações sobre este último desenvolvimento, bem como todos os outros acontecimentos na estreia da midseason. Confira:

ENTERTAINMENT WEEKLY: Vamos começar com a tempestade, porque você começa este episódio com zumbis voando, essencialmente. Como vocês colocaram isso juntos? Foi tudo CGI, foram atores dublês em fios? Como você faz zumbis no ar?

ANDREW CHAMBLISS: É um pouco de cada coisa. Eu diria tudo acima. Aquela cena com a qual abrimos o episódio é uma combinação muito cuidadosa de várias cenas. Fizemos muito da tempestade praticamente com barras de chuva, ventiladores gigantes e artistas em catracas que os puxaram para fora do quadro, e então fizemos muitos aprimoramentos, elementos digitais e combinamos algumas placas diferentes e camadas de chuva digital para realmente parecer como se fosse um furacão. A ideia começou com o desejo de ver um wallker entrar em cena e depois ser jogado, e conseguimos isso mais de uma vez. Ficamos super animados com os resultados no final do dia.

A maior manchete para mim saindo desse episódio acontece no início, quando Morgan diz que quer voltar para a Virgínia. O que neste momento o levou a essa decisão, de que ele deveria estar voltando?

IAN GOLDBERG: Como vimos na primeira metade da temporada, o Morgan está em uma grande jornada. Ele começou como alguém que fugiu de Alexandria, de todos que ele era próximo, porque ele acreditava que a melhor maneira para ele viver neste mundo era estar por conta própria. Ele não queria estar perto de pessoas. Isso mudou na primeira metade da temporada, e no final da metade da quarta temporada, ele está sentado em volta de uma fogueira com pessoas – algumas das quais eram amigas, algumas eram inimigas que se tornaram amigas. Foi uma reviravolta inesperada de eventos para Morgan.

Mas ainda há uma grande parte do Morgan que está ligado às pessoas que ele deixou para trás. Vamos ver que ele também está lutando com alguns outros demônios emocionais que vamos revelar quando a segunda metade dessa temporada continuar. E ele pode dizer que está voltando para Alexandria, mas a jornada para chegar lá será preenchida de muitas reviravoltas inesperadas. Estamos ansiosos para saber como as pessoas reagem a essa jornada.

Vamos falar sobre onde todo mundo está emocionalmente aqui enquanto retomamos as coisas, começando com John e June. Ele quer se aposentar para a cabana, ela está preocupada que ela não é a mulher que ele se apaixonou, o que, em relação ao seu nome, pelo menos, é certamente verdade. Isso é algum tipo de acordo em que June não tem certeza se pode simplesmente se permitir ser feliz com tudo o que aconteceu?

CHAMBLISS: Eu acho que é um pouco disso, mas acho que alternativamente no final do dia, é quase como se June talvez nem saiba qual versão do personagem que vimos até agora ela realmente é. Nós a vimos como uma mãe muito reservada que está apenas tentando se proteger. Nós a vimos como a pessoa que se apaixonou, e então a vimos como uma Abutre. Eu acho que seu mal em estar com Dorie é que ela tem que se perguntar quem ela é, e isso não é necessariamente uma pergunta fácil, especialmente quando você fez coisas que você se arrependa. Ela tem muita procura de alma para fazer por si mesma, antes que consiga se abrir totalmente para estar com John.

Vamos entrar na situação de Charlie. Ela aparentemente ficou muda. Achei que no início isso tenha acabado com a perda da família Abutre, mas quando ela retorna o livro O Pequeno Príncipe para Luciana, isso parece indicar que ela está lutando com o assassinato de Nick.

GOLDBERG: Sim, como você disse. Charlie passou por muita coisa por muita gente, mas particularmente por uma criança tão jovem. Sim, ela perdeu sua família Abutre, mas também está lutando com a culpa de ser a primeira Abutre que estava dentro dos portões do estádio e alertou os Abutres sobre a presença no estádio. E matando Nick. Ela carrega muita culpa e bagagem emocional. Existe muita coisa não resolvida em Charlie que ela não sabe como conciliar.

Uma das nossas cenas favoritas no episódio é Dorie tentando se conectar com Charlie como alguém que se isolou em um ponto, como vimos no episódio 4×05. Ele se escondeu em uma cabana porque sentiu muita culpa sobre o que tinha feito e não podia se perdoar por isso e tentou apelar para Charlie para se abrir da melhor maneira que Dorie sabe, através do Scrabble. Mas Dorie pode se identificar com isso e ele sabe que não foi fácil para ele voltar ao mundo, e foi preciso o amor de June, e depois Laura, para fazê-lo se reconectar com as pessoas e perdoar a si mesmo. Charlie ainda não descobriu isso. E vai ser difícil para ela se perdoar.

Enquanto conversamos sobre pessoas que estão claramente confusas, vamos conversar sobre Alicia. Por um lado, ela se isolou de seus melhores amigos. Por outro lado, ela tem o desejo ardente de ajudar um completo estranho que está em perigo. O que está acontecendo com ela e como isso tudo está relacionado à perda da mãe dela?

GOLDBERG: Alicia quer muito continuar como Madison, ela quer levar adiante esse propósito. E seu fracasso em fazer isso é esmagador para ela. Alicia ainda está realmente processando sua dor pela perda de sua mãe e sentindo, como todo mundo, um pouco à deriva e sem propósito. A coisa mais nobre que ela acha que pode fazer é continuar com a força de Madison, e a parte mais trágica do episódio é que, apesar de seus esforços, ela não consegue fazer isso. E isso a deixa questionando: o que eu faço agora se não posso levar isso adiante? O que eu vou fazer? Quem eu vou ser? Essa será sua luta pela segunda metade da temporada.

E ela tem aquela fala depois de tudo que Morgan falou para ela, “Você pode estar lá para eles,” e então ela diz, “Você poderia estar aqui para nós também”. Então você tem essa enorme tempestade agora, e você tem Alicia dizendo para Morgan, “Você seria útil para nós”. Como tudo isso pode potencialmente mudar os planos de Morgan e sua mentalidade sobre voltar para Virgínia?

CHAMBLISS: É uma ótima pergunta que Alicia faz para Morgan e não acho que é algo com o que ele esteja necessariamente lutando de forma consciente. Como ele disse para Alicia no início do episódio, ele deixou muitas pessoas com as quais se importava em Virgínia sem se despedir. E é como se Morgan sequer estivesse processando o fato de que ele agora está fazendo a mesma coisa novamente com esse grupo de pessoas, das quais ele se tornou tão próximo. Quando Alicia joga o conselho que ele deu de volta e diz, “Você está me dizendo que eu deveria ajudar as pessoas a minha volta, bom, você devia fazer a mesma coisa” – essa é realmente a primeira vez que Morgan está percebendo que, de certa forma, ele pode voltar para as pessoas que ele deixou em Virgínia e fazer com essas pessoas a mesma coisa que ele fez no início da temporada. Ele está fugindo de pessoas.

Acho que muito disso deriva do fato de que ele não sabe como ajudar essas pessoas. Exatamente pela mesma razão que Alicia não está vivendo na casa com Luciana e Strand – eles a lembram de todas essas coisas sombrias que ela fez, mas eu não acho que ela tem uma resposta pronta para nenhum deles sobre como prosseguir. É mais fácil abaixar a cabeça e focar em uma missão como seguir esses pedidos de ajuda. Prosseguir, tanto Alicia quanto Morgan terão que encarar essas questões sobre como eles podem ajudar as pessoas a sua volta. Obviamente não vai ser fácil, porque lá pelo final do episódio, Alicia e Morgan seguem caminhos separados enquanto a tempestade se aproxima e aumenta de intensidade.

Okay, o que mais você pode nos contar em termos do que está por vir em Fear the Walking Dead?

GOLDBERG: Podemos dizer que viemos falando da Alicia, e vimos Alicia ser testada muitas vezes antes, de formas muito diferentes. Mas não acho que já tenhamos visto ela ser testada desse jeito, como veremos no próximo episódio. Isso é um nível emocional completamente novo para Alicia.

CHAMBLISS: E vai ter água. Vai ter muita água.

Fear the Walking Dead vai ao ar as segundas-feiras, às 22h30, no AMC Brasil. Consulte sua operadora de TV para mais informações.

Fiquem ligados no FEAR the Walking Dead Br e em nossas redes sociais @FearWalkingDead (twitter) e FEAR the Walking Dead Brasil (facebook) para ficar por dentro de tudo que rola no universo de Fear the Walking Dead.


Fonte: Entertainment Weekly

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