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Entrevistas

Frank Dillane fala sobre como Harry Potter o preparou para Fear the Walking Dead

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Ser um novo descendente da série mais popular da TV a cabo automaticamente significa que haverá muita atenção em cima de Fear the Walking Dead, mesmo que a série da AMC ainda não tenha exibido nenhum episódio. Mas se há uma pessoa que deve estar preparada para a avalanche de atenção dos fãs, este alguém é Frank Dillane. Não somente por ele ser filho da estrela de Game of Thrones, Stephen Dillane, mas ele também interpreta ninguém menos que Tom Riddle, pré-Voldermort em “Harry Potter e o Enigma do Príncipe” – outra franquia com seguidores frenéticos.

A Entertainment Weekly conversou com Dillane sobre interpretar o junkie Nick na nova série, sua familiaridade com The Walking Dead, indo fundo no personagem, e os pesadelos que tem ocorrido desde que conseguiu este papel.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Quão familiarizado você estava com o outro programa, The Walking Dead e este mundo quando você conseguiu este papel?

FRANK DILLANE: Bem, eu não estava nada familiarizado. Não tinha visto nada. Estou tentando deixar isso claro o máximo que puder. Meu entendimento é que é um programa bem diferente e certamente, com muito personagens diferentes, então fiquei bem com isso. Também acho que seria prejudicial se começasse a ver algo do qual eu iria fazer parte, se eu começasse a imitar pelo menos o estilo do programa ou sei lá, então eu fiquei tranquilo.

Como você se sente sobre assistir seu próprio trabalho?

Frank Dillane: Ah, muito, muito, muito mal. Eu não assisti. Eu digo que poderia. Eu não sei, eu realmente não quero assistir, mas eu acho que estou chegando a uma idade agora como ator na qual é hora de começar a realmente analisar e observar, tipo “Bem, ok, isso não deu certo,” ou “Isso deu certo”.

Como você se sente sobre ser um spin-off ou uma série companheira ou qualquer coisa que você queira chamar de The Walking Dead? A vantagem é a atenção automática que a série recebe, mas as inevitáveis comparações que podem vir a ser uma desvantagem em potencial.

Frank Dillane: Bem, as pessoas esquecem as coisas muito rápido, não é mesmo? Então, eu imagino que em 10 anos quando as pessoas lembrarem a era de The Walking Dead, ou a franquia, eles verão apenas The Walking Dead. É como Star Wars, não é? Eu lembro quando começaram a fazer remakes de Star Wars, a fúria que rodeava a coisa toda, e como eles se atreveram? Mas agora é apenas um denominador comum. As pessoas vão continuar fazendo coisas. Coisas terão spin-offs. E também, você sabe, é algo no qual o criador está envolvido. Eu certamente estava preocupado sobre isso no começo, mas estou tentando não pensar muito sobre isso.

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É interessante, Frank, porque você é uma das poucas pessoas neste novo programa que tem alguma experiência com uma base de fãs intensa depois de interpretar “Você Sabe Quem” em Harry Potter. Você acha que isto te deixou um pouco preparado para o que está por vir com esta audiência intensa?

Frank Dillane: É. Você sabe, é interessante. Eu acho que deve ser. Eu acho que é porque estive exposto a aquele tipo de histeria muito cedo, então é o que se espera disto. Não vai ser uma surpresa, de toda forma. Eu não gosto tanto, mas é o que se espera.

Quando você diz que não necessariamente gosta disto, em que sentido você fala, porque você sente todo o barulho que tira a atenção do carro chefe?

Frank Dillane: Bem, tem isso. Também, você sabe, estou certo de que vai chegar uma hora que você não vai poder, você sabe, caminhar tão facilmente, às vezes, ou são apenas coisas que eu não quero, necessariamente. E não quero, necessariamente, ser famoso. Isso afasta um pouco, mas eu acho que é parte do trabalho hoje em dia, parece ser. Mas mais do que apenas em nível pessoal, eu sou muito facilmente influenciado, então não quero começar a acreditar nesta merda porque você deve temer um pouco a loucura que está por vir. Entende o que eu quero dizer? É como se eu fosse perder tudo e acabar na Terra do Nunca ou algo assim. Você nunca sabe se você irá me encontrar com quatro prostitutas mortas ou algo do tipo na terceira temporada? [Risos]

E sobre seu pai [Stephen Dillane]? Quero dizer, ele obviamente já enfrentou um fandom intenso recentemente com Game of Thrones. Ele te disse algo sobre a pressão da mídia e a atenção dos fãs ou te preparou pra isto?

Frank Dillane: Meu velho não é tão diferente de mim. Ele tem anos de experiência e anos fazendo tudo isto antes e nem mesmo se preocupou sobre Game of Thrones. Então ele somente se estabeleceu como ator sem se preocupar em ter uma personalidade. Eu comecei em uma geração diferente, então tudo isso sobre fandoms, você sabe, entrevistas antes dos programas começaram e tudo isto, eu acho que seria injusto comparar ao meu pai. Ele tem uma carreira diferente desta.

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Você está trabalhando neste show super sombrio e seu personagem tem um fundo super desolador. É difícil sempre se desvencilhar? Você está trabalhando intensamente neste personagem e a montanha-russa de emoções que Nick está sentindo. É sempre difícil se desligar no final do dia?

Frank Dillane: Sim, acho que sim. Como a série passou, depois que filmamos o primeiro episódio, é uma espécie de tornar-se cada vez menos. É sentida mais como trabalho. Mas quando comecei a trabalhar para o piloto estava tendo um momento muito infeliz nisto. É difícil, porém, você sabe, porque personagens se aproximam de você. Eu nunca vou aprender. Vou trabalhar no personagem e eu vou fazer coisas e você sabe, duas semanas em que, é como, “Porra, eu posso realmente usar heroína!” Ou como eu posso realmente gostar de tudo que o personagem é. Você começa a realmente querer isso sem perceber que é apenas seu personagem falando, como o controle da tomada do personagem ou algo assim. Então, é uma questão interessante. Nick certamente se aproximou de mim e não se aproxima de mim, às vezes, mas eu tenho perspectiva suficiente para saber. Quero dizer, estamos no fluxo total, não estamos? Estamos em uma temporada agora. Eu não posso estar andando por aí todos os dias quando eu tenho, você sabe, três dias de folga aqui e ali.

É interessante porque eu conheço algumas pessoas em The Walking Dead que tem pesadelos com zumbis. Porque sonhar com seu trabalho é inevitável então isto acontece com eles.

Frank Dillane: Eu tive um noite passada! Foi tão estranho. Eu tive um noite passada. Eu tive um sonho. Sonhei que estava nesta ilha e haviam dois hotéis, e um dos hotéis estava cheio de pessoas mortas enquanto o outro não estava, e eu estava no hotel cheio de gente morta.

O que aconteceu no hotel?

Frank Dillane: Tinham muitos mortos ao redor. Eles eram somente mortos andando por aí. Tinha este garotinho com uma arma e tinha um cadáver lá, e ele cortava o cadáver, ele tomava a carne do zumbi e colocava sua pequena arma, esta pequena arma de carne, e atirava nas pessoas, então você podia zumbificar pessoas de longe. Espera, isto daria um ótimo episódio!

É a terceira temporada!

Frank Dillane: É, é a terceira temporada!

Fear the Walking Dead estreia mundialmente em 23 de agosto pela AMC. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

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Fonte: Entertainment Weekly
Tradução: Jany Caetano / Staff Fear the Walking Dead Brasil

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Entrevistas

Jenna Elfman fala sobre peixes fedidos e zumbis voadores no episódio de retorno de Fear the Walking Dead

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A quarta temporada de Fear the Walking Dead encontrou nossos sobreviventes ainda lutando para seguir em frente após as mortes de Madison (Kim Dickens) e Nick Clark (Frank Dillane) e lidar com uma nova ameaça na forma de um furacão que chegou nos momentos finais do episódio.

June (Jenna Elfman) – anteriormente conhecida como “Laura” e “Naomi” – está morando em um ônibus escolar com John Dorie (Garret Dillahunt) e Charlie (AlexaNisenson) em uma espécie de unidade familiar. É legal, mas nem tudo está bem. Charlie ficou tão traumatizada com as coisas que ela fez e viu que ela mal fala e quase se permitiu ser comida por um andador, enquanto June está lutando com quem ela é. John quer voltar para sua cabana onde ele e “Laura” viveram antes dela fugir, e June se preocupa que ela pode não ser capaz de se estabilizar e então John descobre que ela realmente é uma desistente.

“Eu não sou Laura”, ela diz a Al (Maggie Grace). “Eu sou a mulher que ficou com medo e fugiu. Não só de John, de todos.” Mas Al diz a ela que a pessoa que ela é com John é a pessoa que ela é agora. Seu passado não precisa mais ditar seu futuro. E esta nova e melhorada June será testada enquanto ela e Al resistem à tempestade que barrou o caminhão da SWAT de Al. A tempestade está forçando June a ficar parada e se confrontar consigo mesmo, o que veremos no episódio 12 desta temporada.

Aquele era um peixe real que você estripou?

Jenna Elfman: Sim, foi! Repetidamente! Tomada após tomada! E sinto como se a tomada que eles usaram foi a que eu disse “Tem algo de errado. Esse peixe não está bem.” O mais repugnante e fedorento – todos os outros estavam normais e cheiravam frescos, mas aquele tinha algo errado. Suas entranhas eram tão nojentas e fedorentas. Foi terrível.

Você teve alguma experiência anterior com evisceração de peixe?

Jenna Elfman: Eu aprendi como estripar um peixe no episódio 4×05, “Laura”, com Garret Dillahunt, que foi onde eu tive um pescador que me deu uma lição oficial sobre como estripar um peixe. Então isso foi um bom retorno para esse episódio.

Você pode me contar mais sobre o relacionamento de June com Charlie? Elas desenvolveram um relacionamento mais próximo que nós realmente não vimos quando elas estavam com os Abutres, e é por isso que June a adotou?

Jenna Elfman: Eu acho que por padrão, June é mãe. Ela tinha uma garotinha. E eu acho que quando você é pai, você é pai ou mãe, é isso aí. Você é sempre um pai. E June também é enfermeira, e acho que cuidar faz parte de seu DNA. E acho que também é cura. E há um pouco de unidade lá com ela e John, em seus pequenos estágios exploratórios. Eu acho que provavelmente é só por padrão, por instinto. Meio que faz sentido ela cuidar de Charlie.

O que está acontecendo com ela?

Jenna Elfman: Bem, vejamos, ela tem 11 anos e perdeu os dois pais e assassinou uma pessoa. Eu acho que isso pode deixar uma garotinha traumatizada, não é?

Bem, quando você coloca dessa forma…

Jenna Elfman: Eu acho que, às vezes, quando as pessoas estão vendo, estão tão acostumadas com o apocalipse, que esquecem quais são os efeitos reais de estar em torno de tanta violência e de pessoas tão malvadas umas para as outras. A personagem, e Alexa, quando ela estava filmando, tinha 11 anos.

É uma coisa pesada até para um ator tão jovem lidar.

Jenna Elfman: Ela é incrível, no entanto. Ela é uma alma muito saudável. É uma moça sensacional.

Naquela última cena, como eles fizeram os zumbis voadores? Tinham dublês em estilingues ao lado do caminhão? Como foi isso?

Jenna Elfman: Aquilo foi uma loucura! Eu estava sentada dentro da van da SWAT com Maggie (Al) observando esses zumbis passando e batendo na van bem na frente dos nossos rostos, essas dublês passando por isso. Eles trabalharam nisso por um bom tempo imaginando como tudo seria. Eu realmente tenho um pequeno vídeo que vou postar na hora certa, que foi meu ponto de vista de dentro da van com esses dublês batendo na janela contra o carro. Literalmente voando pela janela. Foi tão real e tão assustador de uma forma divertida.

Então, eles estavam pulando de trampolins? Como isso estava acontecendo?

Jenna Elfman: Eu acho que eles tinham arreios e estavam sendo puxados.

Fear the Walking Dead vai ao ar as segundas-feiras, às 22h30, no AMC Brasil. Consulte sua operadora de TV para mais informações.

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Fonte: TV Guide

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Facebook Live de Fear the Walking Dead com Alycia Debnam-Carey e Colman Domingo no Brasil (LEGENDADO)

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Como já mencionado aqui no Fear the Walking Dead Brasil, os atores da série e intérpretes de Alicia Clark e Victor Strand estiveram no Brasil. A vinda de ambos era motivada pela anunciação da estreia da segunda parte da 4ª temporada de Fear.

Um dos compromissos mais aguardados pelos fãs era a live no Facebook do canal AMC Brasil. Nesse momento ambos responderam perguntas prévias enviadas pelos fãs brasileiros sobre seus personagens, o quarto ano da série, despedidas de elenco e curiosidades afins. Uma interatividade totalmente despojada e confortável. Ambos se mostraram ligados um ao outro e dispostos a atender os fãs da melhor forma possível.

Entretanto, houve muita reclamação nos comentários devido ao fato de não haver tradução simultânea (já que os astros têm como língua nativa o inglês). Mas, como nosso trabalho é dar acessibilidade aos fãs da série ao material produzido por eles, aqui está a live com legenda para você poder ver as respostas dadas pelos atores:

E então, o que você achou das respostas dadas por eles? O que você perguntaria para eles caso pudesse? Deixe um comentário abaixo.

Fear the Walking Dead vai ao ar as segundas-feiras, às 22h30, no AMC Brasil. Consulte sua operadora de TV para mais informações.

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Entrevistas

Morgan vai voltar para The Walking Dead? Os showrunners Andrew Chambliss e Ian Goldberg falam sobre o assunto!

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do nono episódio, S04E09 – “People Like Us”, da quarta temporada de Fear the Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

O personagem de Lennie James, Morgan, finalmente conectou os dois universos de The Walking Dead quando ele passou da nave mãe de The Walking Dead para Fear the Walking Dead. Mas ele poderia cruzar de volta?

No começo do episódio de retorno de Fear, Morgan anunciou sua intenção de voltar para Virginia e para seu amigo Rick Grimes. Ele até providenciou transporte para o norte, cortesia de Althea e seu S.W.A.T. móvel. “Eu nunca deveria ter ido embora”, explicou Morgan a John Dorie. “Meu amigo, acho que ele estava certo. É onde eu pertenço. É onde eu deveria estar.”

Mas será que ele vai chegar lá? Uma tempestade gigantesca já estava começando a causar estragos, e Alicia tinha algumas palavras sábias para Morgan sobre o pessoal que ele estaria deixando para trás aqui se ele fugisse novamente. Então Morgan vai voltar para Alexandria? (Ou para o Lixão? Ou para o Reino? Ou onde quer que ele esteja planejando chamar de lar?)

A Entertainment Weekly conversou com Andrew Chambliss e Ian Goldberg, os showrunners de Fear the Walking Dead, para obter informações sobre este último desenvolvimento, bem como todos os outros acontecimentos na estreia da midseason. Confira:

ENTERTAINMENT WEEKLY: Vamos começar com a tempestade, porque você começa este episódio com zumbis voando, essencialmente. Como vocês colocaram isso juntos? Foi tudo CGI, foram atores dublês em fios? Como você faz zumbis no ar?

ANDREW CHAMBLISS: É um pouco de cada coisa. Eu diria tudo acima. Aquela cena com a qual abrimos o episódio é uma combinação muito cuidadosa de várias cenas. Fizemos muito da tempestade praticamente com barras de chuva, ventiladores gigantes e artistas em catracas que os puxaram para fora do quadro, e então fizemos muitos aprimoramentos, elementos digitais e combinamos algumas placas diferentes e camadas de chuva digital para realmente parecer como se fosse um furacão. A ideia começou com o desejo de ver um wallker entrar em cena e depois ser jogado, e conseguimos isso mais de uma vez. Ficamos super animados com os resultados no final do dia.

A maior manchete para mim saindo desse episódio acontece no início, quando Morgan diz que quer voltar para a Virgínia. O que neste momento o levou a essa decisão, de que ele deveria estar voltando?

IAN GOLDBERG: Como vimos na primeira metade da temporada, o Morgan está em uma grande jornada. Ele começou como alguém que fugiu de Alexandria, de todos que ele era próximo, porque ele acreditava que a melhor maneira para ele viver neste mundo era estar por conta própria. Ele não queria estar perto de pessoas. Isso mudou na primeira metade da temporada, e no final da metade da quarta temporada, ele está sentado em volta de uma fogueira com pessoas – algumas das quais eram amigas, algumas eram inimigas que se tornaram amigas. Foi uma reviravolta inesperada de eventos para Morgan.

Mas ainda há uma grande parte do Morgan que está ligado às pessoas que ele deixou para trás. Vamos ver que ele também está lutando com alguns outros demônios emocionais que vamos revelar quando a segunda metade dessa temporada continuar. E ele pode dizer que está voltando para Alexandria, mas a jornada para chegar lá será preenchida de muitas reviravoltas inesperadas. Estamos ansiosos para saber como as pessoas reagem a essa jornada.

Vamos falar sobre onde todo mundo está emocionalmente aqui enquanto retomamos as coisas, começando com John e June. Ele quer se aposentar para a cabana, ela está preocupada que ela não é a mulher que ele se apaixonou, o que, em relação ao seu nome, pelo menos, é certamente verdade. Isso é algum tipo de acordo em que June não tem certeza se pode simplesmente se permitir ser feliz com tudo o que aconteceu?

CHAMBLISS: Eu acho que é um pouco disso, mas acho que alternativamente no final do dia, é quase como se June talvez nem saiba qual versão do personagem que vimos até agora ela realmente é. Nós a vimos como uma mãe muito reservada que está apenas tentando se proteger. Nós a vimos como a pessoa que se apaixonou, e então a vimos como uma Abutre. Eu acho que seu mal em estar com Dorie é que ela tem que se perguntar quem ela é, e isso não é necessariamente uma pergunta fácil, especialmente quando você fez coisas que você se arrependa. Ela tem muita procura de alma para fazer por si mesma, antes que consiga se abrir totalmente para estar com John.

Vamos entrar na situação de Charlie. Ela aparentemente ficou muda. Achei que no início isso tenha acabado com a perda da família Abutre, mas quando ela retorna o livro O Pequeno Príncipe para Luciana, isso parece indicar que ela está lutando com o assassinato de Nick.

GOLDBERG: Sim, como você disse. Charlie passou por muita coisa por muita gente, mas particularmente por uma criança tão jovem. Sim, ela perdeu sua família Abutre, mas também está lutando com a culpa de ser a primeira Abutre que estava dentro dos portões do estádio e alertou os Abutres sobre a presença no estádio. E matando Nick. Ela carrega muita culpa e bagagem emocional. Existe muita coisa não resolvida em Charlie que ela não sabe como conciliar.

Uma das nossas cenas favoritas no episódio é Dorie tentando se conectar com Charlie como alguém que se isolou em um ponto, como vimos no episódio 4×05. Ele se escondeu em uma cabana porque sentiu muita culpa sobre o que tinha feito e não podia se perdoar por isso e tentou apelar para Charlie para se abrir da melhor maneira que Dorie sabe, através do Scrabble. Mas Dorie pode se identificar com isso e ele sabe que não foi fácil para ele voltar ao mundo, e foi preciso o amor de June, e depois Laura, para fazê-lo se reconectar com as pessoas e perdoar a si mesmo. Charlie ainda não descobriu isso. E vai ser difícil para ela se perdoar.

Enquanto conversamos sobre pessoas que estão claramente confusas, vamos conversar sobre Alicia. Por um lado, ela se isolou de seus melhores amigos. Por outro lado, ela tem o desejo ardente de ajudar um completo estranho que está em perigo. O que está acontecendo com ela e como isso tudo está relacionado à perda da mãe dela?

GOLDBERG: Alicia quer muito continuar como Madison, ela quer levar adiante esse propósito. E seu fracasso em fazer isso é esmagador para ela. Alicia ainda está realmente processando sua dor pela perda de sua mãe e sentindo, como todo mundo, um pouco à deriva e sem propósito. A coisa mais nobre que ela acha que pode fazer é continuar com a força de Madison, e a parte mais trágica do episódio é que, apesar de seus esforços, ela não consegue fazer isso. E isso a deixa questionando: o que eu faço agora se não posso levar isso adiante? O que eu vou fazer? Quem eu vou ser? Essa será sua luta pela segunda metade da temporada.

E ela tem aquela fala depois de tudo que Morgan falou para ela, “Você pode estar lá para eles,” e então ela diz, “Você poderia estar aqui para nós também”. Então você tem essa enorme tempestade agora, e você tem Alicia dizendo para Morgan, “Você seria útil para nós”. Como tudo isso pode potencialmente mudar os planos de Morgan e sua mentalidade sobre voltar para Virgínia?

CHAMBLISS: É uma ótima pergunta que Alicia faz para Morgan e não acho que é algo com o que ele esteja necessariamente lutando de forma consciente. Como ele disse para Alicia no início do episódio, ele deixou muitas pessoas com as quais se importava em Virgínia sem se despedir. E é como se Morgan sequer estivesse processando o fato de que ele agora está fazendo a mesma coisa novamente com esse grupo de pessoas, das quais ele se tornou tão próximo. Quando Alicia joga o conselho que ele deu de volta e diz, “Você está me dizendo que eu deveria ajudar as pessoas a minha volta, bom, você devia fazer a mesma coisa” – essa é realmente a primeira vez que Morgan está percebendo que, de certa forma, ele pode voltar para as pessoas que ele deixou em Virgínia e fazer com essas pessoas a mesma coisa que ele fez no início da temporada. Ele está fugindo de pessoas.

Acho que muito disso deriva do fato de que ele não sabe como ajudar essas pessoas. Exatamente pela mesma razão que Alicia não está vivendo na casa com Luciana e Strand – eles a lembram de todas essas coisas sombrias que ela fez, mas eu não acho que ela tem uma resposta pronta para nenhum deles sobre como prosseguir. É mais fácil abaixar a cabeça e focar em uma missão como seguir esses pedidos de ajuda. Prosseguir, tanto Alicia quanto Morgan terão que encarar essas questões sobre como eles podem ajudar as pessoas a sua volta. Obviamente não vai ser fácil, porque lá pelo final do episódio, Alicia e Morgan seguem caminhos separados enquanto a tempestade se aproxima e aumenta de intensidade.

Okay, o que mais você pode nos contar em termos do que está por vir em Fear the Walking Dead?

GOLDBERG: Podemos dizer que viemos falando da Alicia, e vimos Alicia ser testada muitas vezes antes, de formas muito diferentes. Mas não acho que já tenhamos visto ela ser testada desse jeito, como veremos no próximo episódio. Isso é um nível emocional completamente novo para Alicia.

CHAMBLISS: E vai ter água. Vai ter muita água.

Fear the Walking Dead vai ao ar as segundas-feiras, às 22h30, no AMC Brasil. Consulte sua operadora de TV para mais informações.

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Fonte: Entertainment Weekly

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