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Dave Erickson defende polarizar as mortes dos personagens em Fear the Walking Dead

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ATENÇÃO: Esta matéria contém spoilers do segundo episódio da primeira temporada de Fear the Walking Dead, S01E02 – “So Close, Yet So Far” (Tão perto e, ainda assim, tão longe). Leia por sua conta e risco. Você foi avisado.

Fear the Walking Dead pode ter apenas dois episódios até agora, mas a quantidade de mortes na série já está começando a aumentar.

A série companheira de The Walking Dead matou o diretor da escola, Artie, conforme o surto continuou a se espalhar e os mortos-vivos ficaram mais violentos. A morte do diretor da escola marcou o terceiro personagem afro-americano a ser morto, junto de Matt, o namorado de Alicia, e de Calvin, o amigo de Nick e traficante de drogas.

A morte de Artie veio depois que Madison (Kim Dickens) voltou à escola em busca de remédios para ajudar seu filho, Nick (Frank Dillane), a lidar com a abstinência das drogas. Ela foi forçada a matar seu antigo chefe, que tinha se transformado depois de ser esfaqueado.

Em outro lugar da cidade, o episódio mostrou um tumulto em tiroteios envolvendo policiais – que espectadores bem informados reconhecem como uma inútil, já que as pessoas não permanecerão mortas depois do misterioso surto.

Isso levou a um protesto e uma consequente rebelião, quando a civilização rapidamente começa a desmoronar. Travis (Cliff Curtis) sai em busca de sua ex esposa, Liza (Elizabeth Rodriguez), e do filho deles, Chris (Lorenzo James Henrie), para deixá-los em segurança em meio ao apocalipse que está por vir.

Ainda que consiga se reunir com sua família, ele não consegue escapar do tumulto e o trio se refugia em uma barbearia, cujos donos são Daniel Salazar (Ruben Blades) e sua família. Juntas, as duas famílias aguardam a loucura acabar – apesar de haver um incêndio na casa vizinha que provavelmente fará com que todos precisem sair do prédio.

Do grupo central dos personagens, parece que apenas Alicia está de fora do que está acontecendo no mundo.

Aqui, o showrunner Dave Erickson conversa com o The Hollywood Reporter sobre polarizar as mortes dos personagens, qual o segredo que Madison está escondendo de seu passado e porque ninguém quer contar para Alicia o que está acontecendo.

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Por que foi importante ilustrar os tiroteios envolvendo policiais na série depois de eventos como Ferguson?

Dave Erickson: No fim das contas, não estamos tentando polemizar; a série não é polêmica. O que tentamos pensar é como isso se manifestaria. Se as pessoas estivessem se transformando, atacando outras pessoas nas ruas, qual seria a resposta para isso? Se a polícia e o exército fossem lidar com um problema, qual seria a resposta deles quando estivessem lidando com um walker que obviamente não iria recuar. Há alguma coisa sobre a percepção de que as pessoas estão tentando compreender o que está acontecendo. Éramos nós tentando descobrir qual seria a progressão lógica, focalizando nesse tempo em que Rick estava em coma. Quais foram as etapas que levaram os policiais a aparecerem? Quais foram as etapas que levaram ao aparecimento das equipes da SWAT, da Guarda Nacional – que é algo que vamos explorar – e qual seria a política mais ampla e a resposta do exército quando as coisas começassem a desmoronar.

Contando com Artie, com Matt, o namorado de Alicia, e com Calvin, as três mortes centrais na série até agora foram de personagens afro-americanos. Isso foi algo de que vocês tinham consciência durante a produção? Considerando que a série original passou por críticas por problemas similares, por que vocês optaram por tomar essas decisões?

Dave Erickson: Quando estávamos escrevendo o piloto, isso não foi algo que surgiu em nossas conversas na sala ou com a emissora. No fim das contas, aconteceu quando estávamos selecionando o elenco para aqueles papéis, nós não sabíamos quem viveria, quem morreria ou quais os arcos que seriam e os que não seriam usados. Para nós, teve a ver com selecionar quem parecia um reflexo da comunidade e escolher o melhor ator, e esse foi o fator determinante no final.

Quando decidiram matar todos os três personagens, vocês pensaram em mudar isso de alguma maneira? É muita coisa em dois episódios.

Dave Erickson: Uma vez que a história estivesse elaborada, seria a história. Uma vez que a história está se desenvolvendo de uma forma específica, essa é a linha que você quer seguir. Não era como se estivéssemos escrevendo aqueles personagens e depois selecionando aqueles personagens com a intenção de “Essa será a cena de morte para esse episódio”. Para aquele episódio, tratava de como refletiria nos próprios personagens e como as coisas se desenvolveriam no curso da temporada. Eu percebo que isso claramente se tornou um problema e é algo de que estamos conscientes. Mas, no fim das contas, trata-se de tentar contar a história da melhor maneira que conseguirmos e selecionar as melhores pessoas que conseguirmos. Eu não voltaria atrás e faria novamente a seleção do elenco só para evitar isso… se não parecer verdadeiro para o personagem ou para a relação – a relação de Alicia e Matt ou de Calvin e Nick – trata-se realmente da realidade do mundo que estamos tentando habitar e de tentar ter os melhores atores para interpretar esses papéis. Quando você está lidando com uma série com um elenco tão diverso quando o nosso, é inevitável que personagens negros sejam mordidos, se transformem e morram. Se você olhar no escopo mais amplo dessa temporada, o que as pessoas verão é que existe igualdade. Nós queremos contar história da melhor maneira que conseguirmos e queremos que os melhores atores interpretem esses papéis. Teria sido um erro ter atores ingleses para esses papéis em particular porque não acho que isso seja honesto com o mundo da série.

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Estamos começando a ver Madison e Travis reunirem os indícios – uma mordida, um ferimento à faca – e as pessoas não estão morrendo. E os rumores estão se espalhando conforme Liza e Chris descobrem o que realmente está acontecendo. Como as respostas para esse surto vão variar conforme mais pessoas fora do grupo central descobrirem o que está acontecendo?

Dave Erickson: A maneira que as pessoas vão reagir é essencialmente uma mentalidade lutar ou fugir. Travis e Madison, no segundo episódio, queriam fugir da cidade. Eles percebem que algo realmente terrível está acontecendo, que as pessoas estão ficando violentas e que precisam fugir disso. Se pudessem juntar todo mundo no primeiro ato, teriam partido em direção ao deserto e aguardado. Você vê versões diferentes disso. O personagem do vizinho que vemos no segundo episódio está fazendo as malas e se preparando para ir embora e há coisas interessantes que acontecem com ele na estrada. Os vizinhos do outro lado da rua sabem que algo está acontecendo mas estão onde Madison e Travis estavam no piloto – sabem que há algo errado, mas não compreendem totalmente o que é. O segundo episódio, em certa medida, tem a ver com todos estarem na mesma página e alcançarem um lugar em que reconhecem que as coisas estão desmoronando e não vão melhorar tão cedo. As pessoas estão tentando fugir; as estradas estão bloqueadas e, para alguns, quando perceberem o que está acontecendo, será tarde demais para ir para qualquer lugar.

Travis vê os policiais e os vizinhos estocando água. Por que ele não faz o mesmo?

Dave Erickson: Para Travis, quando ele vê o policial carregando seu carro com água, percebe, “Certo, as primeiras pessoas a responderem a isso agora sabem um pouco mais do que nós sabemos. Isso é mais sério do que eu esperava.” Mas ver uma pessoa com autoridade que está pronta “para abandonar o navio” e Travis ter de ir tomar conta de sua própria família é um desconforto, para dizer o mínimo. Isso torna as coisas muito mais reais. Existem evidências disso no piloto também. O médico que aparece para tratar o senhor ao lado de Nick e a enfermeira, algo aconteceu e ambos os personagens percebem que algumas pessoas sofreram uma parada cardíaca, morreram no hospital, se transformaram, foram levadas para o necrotério e voltaram de lá. Eles estão em uma situação em que, quando qualquer pessoa tem uma parada cardíaca, eles querem levar essa pessoa para baixo imediatamente e mantê-la separada do resto dos pacientes do hospital. Há um assentimento sobre isso e esse é um outro momento em que alguém que reflete nossas instituições está respondendo à questão de uma maneira muito séria. O fato de que esse cara claramente não planeja ficar na cidade aumenta o sentimento de urgência de Travis em encontrar Chris. Porque, se os policiais estão começando a fugir, então é somente uma questão de tempo antes das coisas começarem a desmoronar, então ele precisa encontrar Chris e Liza e levá-los para junto do resto da família, para levá-los para o deserto, onde estarão mais seguros.

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A procura por sua família e a tentativa de reunir todos me fez lembrar um pouco da busca por Sophia em The Walking Dead. Por quanto tempo Madison e Travis ficarão separados?

Dave Erickson: Não será por muito tempo. Você começa no piloto com um casal que se ama. Ele teve uma relação que não deu certo antes e ela perdeu seu marido; essa é a primeira relação que eles têm depois disso e eles a valorizam. O fato de que começaram a morar juntos recentemente diz muito sobre a relação deles. Lá para o fim do segundo episódio, a audiência quer que eles se reúnam e que as duas famílias estejam juntas, e eu não quero adiar essa reunião. Definitivamente, não é um arco que tem a duração de uma temporada ou de metade de uma temporada em que essas duas pessoas estão tentando desesperadamente se encontrar; vai ser mais curto do que isso.

Nick teve uma convulsão quando Alicia estava tentando sair de casa. Foi verdadeiro ou ele estava fingindo para proteger Alicia?

Dave Erickson: Quando você está passando por uma crise de abstinência, isso é algo que pode acontecer. Nick, quando ele conta mais tarde para Madison que Alicia tentou sair mas ele a impediu, é preciso ter em mente que ele é um viciado e tenta manipular as pessoas. E isso é o que ele pode estar tentando fazer no momento: convencer sua mãe de que fez a coisa certa, e isso é um esforço, depois de ter causado tanto sofrimento para se reconectar com ela e tentar usar sua irmã de uma maneira para se aproximar de Madison. Mas eu acho que ele não é digno de confiança. A convulsão foi verdadeira. Ele a viu saindo de casa e percebeu, baseado no que viu, que, mesmo que seja muito egoísta, ele ama sua irmã, e isso o levou a um nível emocional que desencadeou alguma coisa.

Madison chega em casa com o sangue de Artie em seu casaco e não está muito bem. Por que Madison não conta a Alicia o que está acontecendo? Essa parece outra pista para o que Madison pode estar escondendo de Alicia de seu passado.

Dave Erickson: É uma pista. Madison faz referência a uma história mais sombria no piloto, e é uma história violenta. Ela passa por um momento no episódio em que está horrorizada, apavorada e destruída pelo que fez. Isso ecoa algo que aconteceu há muito tempo – algo que ela não quer que sua filha saiba. O que Madison faz, conforme avançamos para o fim do episódio, não é um gesto típico de heroína. Ela percebe que sua vizinha do outro lado da rua e a família dela estão em perigo e que seu vizinho do lado se transformou. O primeiro instinto de Alicia é ir lá e tentar ajudar, já que ela não sabe o que está acontecendo lá fora porque não se deparou com isso. É a mesma coisa de Nick estar tentando protegê-la mais cedo no episódio. Em vez de correr pelo quintal e tentar fazer algo, Madison fica tão traumatizada pelo que teve que fazer no episódio – e ela está tão desesperada para proteger sua filha, já que Alicia ainda não viu nada – que ela bate a porta com força diante do apocalipse e tenta manter todos dentro de casa. Isso é algo que exploramos no terceiro episódio: se você tem filhos que está tentando proteger e eles não testemunharam esses fatos não naturais – e Alicia não viu nenhuma dessas pessoas ainda – o instinto de Madison é fechar a porta e esperar que as coisas melhores antes de Alicia precise se deparar com isso. O que, no fim das contas, é uma atitude equivocada.

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Nós conhecemos a família Salazar. Além de fornecer abrigo para Travis, Chris e Liza, que papel eles desempenharão daqui para a frente?

Dave Erickson: Os Salazar serão muito importantes. Eles são de El Salvador e vieram para os Estados Unidos nos anos 80, depois da guerra civil em El Salvador, e existe uma história interessante que acompanha isso. Ofelia (Mercedes Mason) cresceu aqui e, quando nós os conhecemos, ela é quem toma de conta de seus pais. Ela os vê sendo um pouco retrógrados e “com comportamentos de seu antigo país”; eles não assimilaram; sua mãe não fala bem inglês. Ofelia se orgulha de ser sua guia e sua defensora quando as coisas mudam, ela perceberá que eles são muito mais confiantes e fortes do que ela imaginava. Eles aprenderão mais uns sobre os outros no curso da temporada.

Por que foi importante ver Griselda (Patricia Reyes Spindola), a esposa de Daniel, rezar em meio ao caos?

Dave Erickson: Ela é uma católica devota e está encontrando certo consolo e certa paz naquele momento e é muito importante notar que, fora ela, Daniel (Ruben Blades), seu marido, não está encontrando esses sentimentos. Ele teve a religião em um momento, perdeu-a e, naquela cena, Ruben fez uma observação porque, quando as coisas estavam desmoronando do lado de fora, ele disse que Daniel deveria estar olhando a política de seguro e tentando entender o que vai acontecer se seu negócio for danificado. Ela está em busca de uma cura legal e ela está buscando a religião.

Indo em direção ao terceiro episódio, a eletricidade está começando a oscilar e o serviço de celular está caindo e voltando. Existe um incêndio na casa ao lado e eles estão sendo forçados a lidar com essa insanidade. A partir de onde o próximo episódio começa?

Dave Erickson: Quando terminamos o segundo episódio, Travis encontrou Chris e Liza e está abrigado com os Salazar. Atravessando a cidade, Madison está em casa e conseguiu os remédios para Nick. Alicia está preocupada com Matt, não faz ideia do que está acontecendo e não conseguiu falar com os pais dele. No terceiro episódio, temos a questão: será que Madison e Travis podem se reencontrar e reunir suas famílias? Uma das ironias da série é que há duas pessoas tentando formar essa família misturada e o único motivo que leva isso a acontecer é que o mundo esteja desmoronando. Nós continuaremos a vê-lo se desfazendo, como Tobias diz, quando a civilização acaba, acaba rapidamente. Veremos mais elementos disso. Veremos mais elementos dessa queda e, com sorte, veremos Madison e Travis se reencontrarem. As circunstâncias serão horríveis, se não forem apocalípticas.

O que você achou do segundo episódio? Comente abaixo!

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Fonte: The Hollywood Reporter
Tradução: Lalah / Staff Fear the Walking Dead Brasil

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Entrevistas

Jenna Elfman fala sobre peixes fedidos e zumbis voadores no episódio de retorno de Fear the Walking Dead

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A quarta temporada de Fear the Walking Dead encontrou nossos sobreviventes ainda lutando para seguir em frente após as mortes de Madison (Kim Dickens) e Nick Clark (Frank Dillane) e lidar com uma nova ameaça na forma de um furacão que chegou nos momentos finais do episódio.

June (Jenna Elfman) – anteriormente conhecida como “Laura” e “Naomi” – está morando em um ônibus escolar com John Dorie (Garret Dillahunt) e Charlie (AlexaNisenson) em uma espécie de unidade familiar. É legal, mas nem tudo está bem. Charlie ficou tão traumatizada com as coisas que ela fez e viu que ela mal fala e quase se permitiu ser comida por um andador, enquanto June está lutando com quem ela é. John quer voltar para sua cabana onde ele e “Laura” viveram antes dela fugir, e June se preocupa que ela pode não ser capaz de se estabilizar e então John descobre que ela realmente é uma desistente.

“Eu não sou Laura”, ela diz a Al (Maggie Grace). “Eu sou a mulher que ficou com medo e fugiu. Não só de John, de todos.” Mas Al diz a ela que a pessoa que ela é com John é a pessoa que ela é agora. Seu passado não precisa mais ditar seu futuro. E esta nova e melhorada June será testada enquanto ela e Al resistem à tempestade que barrou o caminhão da SWAT de Al. A tempestade está forçando June a ficar parada e se confrontar consigo mesmo, o que veremos no episódio 12 desta temporada.

Aquele era um peixe real que você estripou?

Jenna Elfman: Sim, foi! Repetidamente! Tomada após tomada! E sinto como se a tomada que eles usaram foi a que eu disse “Tem algo de errado. Esse peixe não está bem.” O mais repugnante e fedorento – todos os outros estavam normais e cheiravam frescos, mas aquele tinha algo errado. Suas entranhas eram tão nojentas e fedorentas. Foi terrível.

Você teve alguma experiência anterior com evisceração de peixe?

Jenna Elfman: Eu aprendi como estripar um peixe no episódio 4×05, “Laura”, com Garret Dillahunt, que foi onde eu tive um pescador que me deu uma lição oficial sobre como estripar um peixe. Então isso foi um bom retorno para esse episódio.

Você pode me contar mais sobre o relacionamento de June com Charlie? Elas desenvolveram um relacionamento mais próximo que nós realmente não vimos quando elas estavam com os Abutres, e é por isso que June a adotou?

Jenna Elfman: Eu acho que por padrão, June é mãe. Ela tinha uma garotinha. E eu acho que quando você é pai, você é pai ou mãe, é isso aí. Você é sempre um pai. E June também é enfermeira, e acho que cuidar faz parte de seu DNA. E acho que também é cura. E há um pouco de unidade lá com ela e John, em seus pequenos estágios exploratórios. Eu acho que provavelmente é só por padrão, por instinto. Meio que faz sentido ela cuidar de Charlie.

O que está acontecendo com ela?

Jenna Elfman: Bem, vejamos, ela tem 11 anos e perdeu os dois pais e assassinou uma pessoa. Eu acho que isso pode deixar uma garotinha traumatizada, não é?

Bem, quando você coloca dessa forma…

Jenna Elfman: Eu acho que, às vezes, quando as pessoas estão vendo, estão tão acostumadas com o apocalipse, que esquecem quais são os efeitos reais de estar em torno de tanta violência e de pessoas tão malvadas umas para as outras. A personagem, e Alexa, quando ela estava filmando, tinha 11 anos.

É uma coisa pesada até para um ator tão jovem lidar.

Jenna Elfman: Ela é incrível, no entanto. Ela é uma alma muito saudável. É uma moça sensacional.

Naquela última cena, como eles fizeram os zumbis voadores? Tinham dublês em estilingues ao lado do caminhão? Como foi isso?

Jenna Elfman: Aquilo foi uma loucura! Eu estava sentada dentro da van da SWAT com Maggie (Al) observando esses zumbis passando e batendo na van bem na frente dos nossos rostos, essas dublês passando por isso. Eles trabalharam nisso por um bom tempo imaginando como tudo seria. Eu realmente tenho um pequeno vídeo que vou postar na hora certa, que foi meu ponto de vista de dentro da van com esses dublês batendo na janela contra o carro. Literalmente voando pela janela. Foi tão real e tão assustador de uma forma divertida.

Então, eles estavam pulando de trampolins? Como isso estava acontecendo?

Jenna Elfman: Eu acho que eles tinham arreios e estavam sendo puxados.

Fear the Walking Dead vai ao ar as segundas-feiras, às 22h30, no AMC Brasil. Consulte sua operadora de TV para mais informações.

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Fonte: TV Guide

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Destaque

Facebook Live de Fear the Walking Dead com Alycia Debnam-Carey e Colman Domingo no Brasil (LEGENDADO)

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Como já mencionado aqui no Fear the Walking Dead Brasil, os atores da série e intérpretes de Alicia Clark e Victor Strand estiveram no Brasil. A vinda de ambos era motivada pela anunciação da estreia da segunda parte da 4ª temporada de Fear.

Um dos compromissos mais aguardados pelos fãs era a live no Facebook do canal AMC Brasil. Nesse momento ambos responderam perguntas prévias enviadas pelos fãs brasileiros sobre seus personagens, o quarto ano da série, despedidas de elenco e curiosidades afins. Uma interatividade totalmente despojada e confortável. Ambos se mostraram ligados um ao outro e dispostos a atender os fãs da melhor forma possível.

Entretanto, houve muita reclamação nos comentários devido ao fato de não haver tradução simultânea (já que os astros têm como língua nativa o inglês). Mas, como nosso trabalho é dar acessibilidade aos fãs da série ao material produzido por eles, aqui está a live com legenda para você poder ver as respostas dadas pelos atores:

E então, o que você achou das respostas dadas por eles? O que você perguntaria para eles caso pudesse? Deixe um comentário abaixo.

Fear the Walking Dead vai ao ar as segundas-feiras, às 22h30, no AMC Brasil. Consulte sua operadora de TV para mais informações.

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Entrevistas

Morgan vai voltar para The Walking Dead? Os showrunners Andrew Chambliss e Ian Goldberg falam sobre o assunto!

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do nono episódio, S04E09 – “People Like Us”, da quarta temporada de Fear the Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

O personagem de Lennie James, Morgan, finalmente conectou os dois universos de The Walking Dead quando ele passou da nave mãe de The Walking Dead para Fear the Walking Dead. Mas ele poderia cruzar de volta?

No começo do episódio de retorno de Fear, Morgan anunciou sua intenção de voltar para Virginia e para seu amigo Rick Grimes. Ele até providenciou transporte para o norte, cortesia de Althea e seu S.W.A.T. móvel. “Eu nunca deveria ter ido embora”, explicou Morgan a John Dorie. “Meu amigo, acho que ele estava certo. É onde eu pertenço. É onde eu deveria estar.”

Mas será que ele vai chegar lá? Uma tempestade gigantesca já estava começando a causar estragos, e Alicia tinha algumas palavras sábias para Morgan sobre o pessoal que ele estaria deixando para trás aqui se ele fugisse novamente. Então Morgan vai voltar para Alexandria? (Ou para o Lixão? Ou para o Reino? Ou onde quer que ele esteja planejando chamar de lar?)

A Entertainment Weekly conversou com Andrew Chambliss e Ian Goldberg, os showrunners de Fear the Walking Dead, para obter informações sobre este último desenvolvimento, bem como todos os outros acontecimentos na estreia da midseason. Confira:

ENTERTAINMENT WEEKLY: Vamos começar com a tempestade, porque você começa este episódio com zumbis voando, essencialmente. Como vocês colocaram isso juntos? Foi tudo CGI, foram atores dublês em fios? Como você faz zumbis no ar?

ANDREW CHAMBLISS: É um pouco de cada coisa. Eu diria tudo acima. Aquela cena com a qual abrimos o episódio é uma combinação muito cuidadosa de várias cenas. Fizemos muito da tempestade praticamente com barras de chuva, ventiladores gigantes e artistas em catracas que os puxaram para fora do quadro, e então fizemos muitos aprimoramentos, elementos digitais e combinamos algumas placas diferentes e camadas de chuva digital para realmente parecer como se fosse um furacão. A ideia começou com o desejo de ver um wallker entrar em cena e depois ser jogado, e conseguimos isso mais de uma vez. Ficamos super animados com os resultados no final do dia.

A maior manchete para mim saindo desse episódio acontece no início, quando Morgan diz que quer voltar para a Virgínia. O que neste momento o levou a essa decisão, de que ele deveria estar voltando?

IAN GOLDBERG: Como vimos na primeira metade da temporada, o Morgan está em uma grande jornada. Ele começou como alguém que fugiu de Alexandria, de todos que ele era próximo, porque ele acreditava que a melhor maneira para ele viver neste mundo era estar por conta própria. Ele não queria estar perto de pessoas. Isso mudou na primeira metade da temporada, e no final da metade da quarta temporada, ele está sentado em volta de uma fogueira com pessoas – algumas das quais eram amigas, algumas eram inimigas que se tornaram amigas. Foi uma reviravolta inesperada de eventos para Morgan.

Mas ainda há uma grande parte do Morgan que está ligado às pessoas que ele deixou para trás. Vamos ver que ele também está lutando com alguns outros demônios emocionais que vamos revelar quando a segunda metade dessa temporada continuar. E ele pode dizer que está voltando para Alexandria, mas a jornada para chegar lá será preenchida de muitas reviravoltas inesperadas. Estamos ansiosos para saber como as pessoas reagem a essa jornada.

Vamos falar sobre onde todo mundo está emocionalmente aqui enquanto retomamos as coisas, começando com John e June. Ele quer se aposentar para a cabana, ela está preocupada que ela não é a mulher que ele se apaixonou, o que, em relação ao seu nome, pelo menos, é certamente verdade. Isso é algum tipo de acordo em que June não tem certeza se pode simplesmente se permitir ser feliz com tudo o que aconteceu?

CHAMBLISS: Eu acho que é um pouco disso, mas acho que alternativamente no final do dia, é quase como se June talvez nem saiba qual versão do personagem que vimos até agora ela realmente é. Nós a vimos como uma mãe muito reservada que está apenas tentando se proteger. Nós a vimos como a pessoa que se apaixonou, e então a vimos como uma Abutre. Eu acho que seu mal em estar com Dorie é que ela tem que se perguntar quem ela é, e isso não é necessariamente uma pergunta fácil, especialmente quando você fez coisas que você se arrependa. Ela tem muita procura de alma para fazer por si mesma, antes que consiga se abrir totalmente para estar com John.

Vamos entrar na situação de Charlie. Ela aparentemente ficou muda. Achei que no início isso tenha acabado com a perda da família Abutre, mas quando ela retorna o livro O Pequeno Príncipe para Luciana, isso parece indicar que ela está lutando com o assassinato de Nick.

GOLDBERG: Sim, como você disse. Charlie passou por muita coisa por muita gente, mas particularmente por uma criança tão jovem. Sim, ela perdeu sua família Abutre, mas também está lutando com a culpa de ser a primeira Abutre que estava dentro dos portões do estádio e alertou os Abutres sobre a presença no estádio. E matando Nick. Ela carrega muita culpa e bagagem emocional. Existe muita coisa não resolvida em Charlie que ela não sabe como conciliar.

Uma das nossas cenas favoritas no episódio é Dorie tentando se conectar com Charlie como alguém que se isolou em um ponto, como vimos no episódio 4×05. Ele se escondeu em uma cabana porque sentiu muita culpa sobre o que tinha feito e não podia se perdoar por isso e tentou apelar para Charlie para se abrir da melhor maneira que Dorie sabe, através do Scrabble. Mas Dorie pode se identificar com isso e ele sabe que não foi fácil para ele voltar ao mundo, e foi preciso o amor de June, e depois Laura, para fazê-lo se reconectar com as pessoas e perdoar a si mesmo. Charlie ainda não descobriu isso. E vai ser difícil para ela se perdoar.

Enquanto conversamos sobre pessoas que estão claramente confusas, vamos conversar sobre Alicia. Por um lado, ela se isolou de seus melhores amigos. Por outro lado, ela tem o desejo ardente de ajudar um completo estranho que está em perigo. O que está acontecendo com ela e como isso tudo está relacionado à perda da mãe dela?

GOLDBERG: Alicia quer muito continuar como Madison, ela quer levar adiante esse propósito. E seu fracasso em fazer isso é esmagador para ela. Alicia ainda está realmente processando sua dor pela perda de sua mãe e sentindo, como todo mundo, um pouco à deriva e sem propósito. A coisa mais nobre que ela acha que pode fazer é continuar com a força de Madison, e a parte mais trágica do episódio é que, apesar de seus esforços, ela não consegue fazer isso. E isso a deixa questionando: o que eu faço agora se não posso levar isso adiante? O que eu vou fazer? Quem eu vou ser? Essa será sua luta pela segunda metade da temporada.

E ela tem aquela fala depois de tudo que Morgan falou para ela, “Você pode estar lá para eles,” e então ela diz, “Você poderia estar aqui para nós também”. Então você tem essa enorme tempestade agora, e você tem Alicia dizendo para Morgan, “Você seria útil para nós”. Como tudo isso pode potencialmente mudar os planos de Morgan e sua mentalidade sobre voltar para Virgínia?

CHAMBLISS: É uma ótima pergunta que Alicia faz para Morgan e não acho que é algo com o que ele esteja necessariamente lutando de forma consciente. Como ele disse para Alicia no início do episódio, ele deixou muitas pessoas com as quais se importava em Virgínia sem se despedir. E é como se Morgan sequer estivesse processando o fato de que ele agora está fazendo a mesma coisa novamente com esse grupo de pessoas, das quais ele se tornou tão próximo. Quando Alicia joga o conselho que ele deu de volta e diz, “Você está me dizendo que eu deveria ajudar as pessoas a minha volta, bom, você devia fazer a mesma coisa” – essa é realmente a primeira vez que Morgan está percebendo que, de certa forma, ele pode voltar para as pessoas que ele deixou em Virgínia e fazer com essas pessoas a mesma coisa que ele fez no início da temporada. Ele está fugindo de pessoas.

Acho que muito disso deriva do fato de que ele não sabe como ajudar essas pessoas. Exatamente pela mesma razão que Alicia não está vivendo na casa com Luciana e Strand – eles a lembram de todas essas coisas sombrias que ela fez, mas eu não acho que ela tem uma resposta pronta para nenhum deles sobre como prosseguir. É mais fácil abaixar a cabeça e focar em uma missão como seguir esses pedidos de ajuda. Prosseguir, tanto Alicia quanto Morgan terão que encarar essas questões sobre como eles podem ajudar as pessoas a sua volta. Obviamente não vai ser fácil, porque lá pelo final do episódio, Alicia e Morgan seguem caminhos separados enquanto a tempestade se aproxima e aumenta de intensidade.

Okay, o que mais você pode nos contar em termos do que está por vir em Fear the Walking Dead?

GOLDBERG: Podemos dizer que viemos falando da Alicia, e vimos Alicia ser testada muitas vezes antes, de formas muito diferentes. Mas não acho que já tenhamos visto ela ser testada desse jeito, como veremos no próximo episódio. Isso é um nível emocional completamente novo para Alicia.

CHAMBLISS: E vai ter água. Vai ter muita água.

Fear the Walking Dead vai ao ar as segundas-feiras, às 22h30, no AMC Brasil. Consulte sua operadora de TV para mais informações.

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Fonte: Entertainment Weekly

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