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Análise do trailer da segunda parte da 4ª temporada de Fear the Walking Dead

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Com uma mudança drástica nos oito primeiros episódios da atual temporada, Fear the Walking Dead se reinventou e tornou a trama dos demais episódios vindouros totalmente imprevisível e incalculável. O que diferencia Fear da sua série mãe é justamente o fato de não possuir um material base para que possamos desenvolver teorias.

Mas, como o nosso trabalho é justamente o de gerar expectativas nos fãs que acompanham a série e nosso site, fizemos uma análise detalhada do trailer lançado na San Diego Comic-Con. Veja o que encontramos nas entrelinhas do pequeno vídeo introdutório dos oito episódios finais da quarta temporada:

1 – O grupo entenderá que precisam trabalhar juntos

Certamente em algum momento da sua vida você deve ter ouvido a parábola do jovem que recolhe gravetos e que percebe que quando em pouco número são facilmente quebradiços, mas que quando o feixe é numeroso dificilmente se consegue romper os gravetos ao meio.

A parábola é trazida à tona por John nos primeiros segundos do trailer. Ele parece estar fazendo uma espécie de jangada próximo a um lago ou rio. Por conseguinte, é fácil de notar que a desunião e união do grupo de pessoas totalmente alheias será um dos temas mais visitados nesses últimos episódios do quarto ano. Ver o antigo policial unindo diversos pedaços de troncos em um grande feixe é totalmente condizente com a temática e o curioso é: são sete os personagens centrais e são sete pedaços de madeira que John manipula.

2 – June usa o que aprendeu com John em sua sobrevivência diária

Sabemos pouco sobre a personagem que foi Laura e Naomi, mas hoje em dia é June. Tudo o que podemos reunir sobre ela é que tem o péssimo hábito de fugir de tudo o que pode lhe proporcionar laços interpessoais, perdeu sua filha no apocalipse e antes de tudo era uma enfermeira.

O aclamado episódio “Laura” nos mostrou como a personagem conheceu John e como os dois iniciaram um relacionamento conturbado. Nesse mesmo frame vemos John ensinando June – eu realmente nunca sei como nomeá-la – a pescar e limpar os peixes. E tudo indica que ela realmente aprendeu muito bem com o seu professor.

Mais uma vez vemos June sobre um rio em uma ponte limpando peixes. O local no qual ela e John estiveram em Laura é ligeiramente semelhante a esse. Trazer marcos do inicio do relacionamento dos dois pode significar que ambos terão que reiniciar tudo para conseguirem se compreender e viver juntos. June tem muito a falar para Dorie e há muita coisa obscura entre os dois sobre esse tempo que passaram afastados.

3 – O fim das famílias

Quando Fear the Walking Dead foi anunciada em 2014 e iniciada em 2015, a promessa sobre a série era de que ela retrataria o drama familiar, ou seja, a forma como famílias completas se portariam no apocalipse zumbi. Tínhamos então os Clark, os Manawa e os Salazar. Pouco a pouco fomos vendo o desvencilhar dessa história e presenciando o número familiar ser reduzido.

No final do oitavo episódio da atual temporada nos despedimos completamente do tema família ao dizer adeus ao último elo genético presente na série, quando Madison se sacrifica e mais tarde (na linha cronológica) Nick acaba sendo assassinado, deixando Alicia como última representante Clark viva.

Fear agora é uma nova série, longe de qualquer sentimentalismo entre mãe e filhos ou filhos e pai. Isso fica explícito quando em um breve frame vemos quatro membros de uma família mortos ao chão contrastando com um retrato dos mesmos quando ainda eram vivos. Ou seja, Fear se despede de seu núcleo nas três primeiras temporadas. As famílias estão mortas.

4 – Você está pronto para reinserir a luz a esse mundo?

Você já ouviu falar em Achille-Etna Michallon? Bom, se ainda não havia se deparado com esse nome, Michallon foi um pintor nascido em Paris que ganhou nome tão rapidamente quanto sua vida foi breve. Ele faleceu aos 25 anos, deixando uma diversidade de obras que posteriormente se tornaram conhecidas mundo a fora.

O universo The Walking Dead gosta de brincar com pinturas e obras de arte, já vimos na série mãe Carol e Daryl formalizar uma discussão sobre elas, inclusive. Elas podem ou não influir na história e na temática da série.

Enfim, a segunda cena demonstrada no trailer é justamente Morgan analisando “Paisagem inspirada pela vista de Frascati”, obra do já supracitado Achille-Etna Michallon. O que ainda não foi retratado sobre o artista é que ele foi fortemente apaixonado pela luminosidade e sempre buscou inserir a luz à paisagens em que ela não estava naturalmente presente. Ainda, Michallon se ausentou da França por dois anos, indo a Itália, local o qual é centro de praticamente todas as suas pinturas e que o tornou mundialmente famoso. Ao final desses dois anos ele retornou para sua terra natal e lá morreu de pneumonia.

Nessa altura você deve estar farto da aula de Artes e História, mas calma, tudo pode ter uma ligação: Morgan sempre foi um personagem que transitou entre a extrema paz e a extrema violência. Parece que agora em Fear ele está tentando buscar seu ponto de equilíbrio e a relação entre a história da pintura pode ter muito a ver com isso. Talvez Jones tenha papel fundamental na estabilidade emocional do grupo e se torne uma espécie de tutor, fazendo com que a luz esteja onde ela não esteve antes no grupo ou trazendo sua sabedoria para uma jovem liderança (Alicia). Ainda, a história de Michallon, que teve que sair de sua terra natal para se encontrar como artista para posteriormente retornar para casa pode estar intimamente ligada com Morgan. E se Morgan precisou se afastar de Alexandria para encontrar o equilíbrio e mais a frente voltará – talvez carregando os remanescentes de Fear consigo para inseri-los na série mãe?

5 – O perdão é necessário

Alicia com toda a certeza é a personagem que mais terá que lidar com as mágoas do passado entre todos os personagens. Ela ainda está lidando com o duplo luto familiar, mas está disposta a entender o caminho que Madison estava tentando trilhar e correr para ele, para honrar a memória da mãe e do irmão.

Com isso e com as declarações dadas por Alycia Debnam-Carey sobre a temática dos oito últimos episódios, fica explícito que teremos um caminho grandioso que retratará o perdão e o esquecimento das antigas mágoas. Em uma das cenas do trailer é possível ver que a jovem Clark está tutelando Charlie, a algoz de seu irmão e influente na morte de sua mãe. O estabelecimento de paz entre as duas talvez seja amplamente deliberado nos episódios finais e talvez vejamos uma relação inesperada nascer.

É implícito, mas tudo leva a crer que o grupo acabará se desvencilhando com a tempestade prometida e pouco a pouco irá se reunindo novamente.

6 – Novos personagens

O trailer insere personagens novos que chegam portando um caminhão. Aparentemente são pessoas boas, já que mais tarde os vemos junto a Morgan, June e Luciana em uma missão em busca de algo ou alguém.

O caminhão trazido por eles já é inserido no pôster lançado da atual temporada e provavelmente abrigará histórias curiosas. Como vimos, provavelmente o queridinho carro da SWAT de Althea acabará sendo destruído pelos eventos naturais aos quais vai estar exposto e o transporte trazido por esses novos integrantes talvez se torne útil para as missões do grupo.

É interessante notar que aparentemente os dois personagens do caminhão nada tem a ver com um outro homem que aparece em pequenas cenas brigando com (aparentemente) Morgan e posteriormente junto ao grupo (Luciana, os dois personagens do caminhão, June e Morgan).

Se tratando do universo de Kirkman, sabemos que pessoas aparentemente amigáveis podem ser grandes inimigos e aqueles que possuem aparência de vilões acabam por ser grandes companhias para nossos heróis.

7 – A inclusão e representatividade

Recentemente fora divulgado que na série mãe teríamos a inclusão de uma personagem com deficiência auditiva (inclusive, a atriz é afligida pela mesma necessidade especial) e parece que o mar de representatividade atingiu também Fear.

Em um mundo que cada vez mais busca a inclusão e que a representatividade racial, sexual, de gênero e religiosa é amplamente centro de discussões, é importante que uma série de sobrevivência demonstre para aqueles que possuem algum tipo de deficiência que eles são tão capazes de sobreviver quanto pessoas ditas normais – mas afinal, o que é normal se todos temos nossas diferenças? É interessante poder haver a experiência de vermos como pessoas com algum tipo de dificuldade se adaptam para sobreviver.

Um dos personagens novos mencionados no item anterior aparece em todas as suas cenas presente no trailer sobre uma cadeira de rodas (e em um momento é puxado sobre um assento improvisado). Esperamos que ele seja bem explorado e tenha uma vida longa na série, demonstrando as amplas formas de adaptação do ser humano.

8 – Alicia está em busca dos Abutres?

Em certa altura do trailer vemos Alicia encontrando um walk talk e logo após um caminhão que aparentemente explodiu, seguido pela frase “Encontrar eles vivos, ou encontrar eles mortos; ou morrer tentando encontrar.”. Como vimos nos primeiros oito episódios da quarta temporada, Ennis – irmão de Melvin, líder dos Abutres – utilizava um walk talk semelhante ao que Alicia encontra para se comunicar com Charlie, no interior do Diamond. O caminhão se assemelha muito com o utilizado pelos Abutres para “estocar” mortos-vivos.

Então, em uma rápida análise, tudo indica que Alicia estará em uma missão própria em busca daqueles que foram responsáveis pela morte de sua mãe. Ian Goldberg, co-showrunner da série, já disse que os inimigos desses oito episódios serão pessoas que já conhecem os heróis. Ou seja, tudo indica que seja totalmente possível o retorno do grupo que acabou com o sonho de Madison.

9 – Charlie está tentando fugir do grupo?

O que dá mais força ao retorno dos Abutres é o fato que Charlie parece estar tentando fugir do abrigo provisório na ponte – local que June aparece mais cedo limpando o peixe – de forma silenciosa. A pequena sempre possuiu uma ligação forte com Ennis e sempre se demonstrou fiel aos Abutres.

Se Alicia descobrir que eles estão em algum lugar – ou se a garota tiver informações de que caso algo desse errado para o grupo eles se reuniriam em um ponto estratégico, ela pode estar indo em busca deles para avisá-los do risco iminente que correm.

A cena em que Alicia aparece guiando o carro com Charlie no caroneiro pode demonstrar que após a fuga da garota, a remanescente dos Clark foi atrás dela e a resgatou. Ou seja, Charlie continuará a causar problemas para os sobreviventes se aliando ao inimigo ou sendo o próprio inimigo.

10 – “Eu perco pessoas, eu me perco”

 

Como já dito, Morgan sempre esteve em extremos totalmente opostos. Nunca conseguimos ver o personagem totalmente equilibrado. Sua saída sem rumo de Alexandria após a Guerra Total com Negan pode ser vista como uma desistência do personagem de estar em sociedade, já que ele compreendeu que enquanto estiver laços com pessoas terá que matar – Carol o ensinou sobre isso.  Mas, o encontro com John acabou reaproximando Morgan do ser social e ele parece estar compreendendo que viver longe de outros humanos não é uma opção e que se quer sobreviver, hora ou outra terá que lutar com seu desiquilíbrio.

Em certo momento vemos Morgan com a escrita na testa “Eu perco pessoa, eu me perco”. Provavelmente isso reflete a luta interna do personagem e o momento em que ele reconhece que seu ponto fraco é justamente perder as pessoas. Isso pode levar ele a duas decisões divergentes: se afastar novamente, ou se aproximar e amadurecer no ponto da perda.

11 – Althea irá abrir mão do passado

 

Althea sempre foi uma personagem que despertou curiosidade no público. Uma jornalista que se importa apenas em registrar como as pessoas sobreviveram até o ponto em que a encontraram. Ela sempre pareceu fugir do aprofundamento das relações humanas e fez questão de demonstrar que não possuía interesse em fazer amizades.

Ocorre que após presenciar tudo o que ocorreu com Alicia, Strand e Luciana e ver que suas histórias filmadas finalmente possuíram uma utilidade – mostrar para Alicia que Madison queria que ela se preservasse humana – ela decidiu se permitir sentir pelo grupo e pareceu disposta a firmar laços com todos os sobreviventes.

Althea, em um momento de conversa com – aparentemente – June fala “O passado já foi e o presente é hoje.”. Isso pode significar muito para uma personagem que possui uma ligação íntima com o passado e até então havia se mostrado disposta apenas a remexer no que já havia transcorrido. Será que isso será dito depois que, por causa do furacão, o carro da SWAT junto com as fitas dela sejam totalmente destruídos? Será que a personagem amadurecerá para alguém disposta a sobreviver e ser útil para um grupo de pessoas? Tudo indica que sim.

12 – Os sobreviventes acharão uma comunidade?

 

Quase na finalização do trailer vemos uma mulher, no lado oposto a uma grade, olhar para Morgan e falar “Está difícil aqui fora, tenha cuidado.”. Ora, se ela está do lado de fora, podemos supor que Morgan está do lado de dentro. Mas o que é esse lado de dentro? Porque o lado de dentro é cercado?

Com tudo que aprendeu com Rick, Morgan pode trazer uma ideia de comunidade para os sobreviventes de Fear e mostrar para eles como é possível erguer uma pequena sociedade atrás de grades ou muros.

Outro ponto a ressaltar é, se Morgan está em um local seguro, por qual motivo ele pretende sair? Será que as frases da sua testa o levaram a decidir que o melhor a ser feito é se afastar totalmente do grupo e viver solitário pelas ruas? Veremos Morgan partindo mais uma vez?

13 – A amizade de Alicia e Strand

Strand sempre possuiu uma intimidade grande com Madison. Um dos programas favorito dos dois era estar juntos para beber algo e conversar sobre coisas aleatórias e que os fizessem esquecer do estado atual das coisas.

Com a morte de Madison, o trailer passa a sugerir que Strand e Alicia se envolverão em uma amizade tão ou mais profunda que a que ele tinha com a matriarca Clark. Com um Victor bem mais orgânico e disposto a cooperar com os demais, provavelmente veremos cenas emocionantes envolvendo os dois personagens.

É óbvio que a cena deixa extremamente claro que Alicia pode vir a assumir a liderança de Madison e ver uma adolescente liderando um grupo com pessoas mais velhas é totalmente inovador e curioso. Se no pré-apocalipse adolescentes são apenas pessoas ignoradas pelos adultos, parece que o pós-mundo readequou o aspecto e transformou adolescentes em grandes sobreviventes.

E você? Viu algum ponto extra nesse trailer que não foi citado aqui? Tem alguma teoria envolvendo esses pontos? Quais suas expectativas para os últimos episódios da temporada? Deixe um comentário abaixo, será um prazer respondê-lo.

Fear the Walking Dead retorna em 13 de Agosto, às 22h30 sendo distribuído no país pela AMC Brasil.

Fiquem ligados aqui no Fear TWD Brasil e em nossas redes sociais @FearWalkingDead (twitter) e Fear the Walking Dead Brasil (facebook) para ficar por dentro de tudo que rola no universo de Fear the Walking Dead.

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Análise do trailer da 5ª Temporada de Fear the Walking Dead

Confira uma análise completa do trailer da quinta temporada de Fear the Walking Dead recheada de teorias para o novo ano do spinoff zumbi.

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O quinto ano do spinoff com mais apelo em audiência está prestes a ter seu pontapé inicial. Com data de lançamento nos Estados Unidos agendada para 02 de Junho de 2019, Fear the Walking Dead já teve seus primeiros materiais liberados. Dentre esses, o trailer do novo ano repleto de momentos significantes e que abrem oportunidade para teorias.

O quarto ano foi repleto de reviravoltas, com a morte prévia de dois personagens centrais, Nick e Madison. A morte da, até então, líder do grupo teve uma montagem métrica bastante diferente do que somos acostumados. Os oito primeiros episódios foram exibidos em linhas temporais diversas e só no último antes do hiato é que descobrimos que a matriarca Clark se sacrificou para a sobrevivência dos filhos.

A segunda parte da temporada foi um pouco mais calma e com uma trama bem mais pobre, mas não deixou de ser surpreendente, com Morgan assumindo o rumo dos demais. Ao fim, vimos que eles se unirão para formar uma espécie de centro de ajuda para pessoas nas estradas e assim cumprir com os planos do caminhoneiro Urso Polar.

Agora, está chegando o momento de descobrirmos o destino desse planejamento iniciado ao final da temporada anterior. E assim, é dada a necessidade de analisarmos o trailer liberado na WonderCon em Março para promover o quinto ano da derivada de The Walking Dead.

1. O plano de Morgan parece prosperar

Como dito anteriormente, a quarta temporada se encerrou com Morgan convencendo todo o grupo a se engajar num novo modo de vida apocalíptico: o altruísmo. E, para quem duvidava que esse plano iria dar certo, o trailer já esclarece muito bem que haverá um lapso temporal entre o fim e o inicio das temporadas e que iremos ver que, ao menos por um período, as ideais de Jones funcionaram. Isso é provado pela fala “Temos feito isso por um tempo, ajudando pessoas.”.

Mas, é claro, sabemos que nos dramas zumbis inspirados na obra de Robert Kirkman, nada é totalmente um sucesso. Os sobreviventes sempre são surpreendidos e expostos a novos riscos. Então, obviamente, não vamos esperar muito tempo para presenciarmos a liderança de Morgan indo por água abaixo.

2. Morgan estará instável novamente

Na continuação da fala transcrita no ponto anterior, vemos a afirmativa final “[…] E não tivemos muita sorte.”. Isso é acompanhado de algumas cenas focadas em Morgan. Quando o deixamos ao final da quarta temporada ele tinha uma motivação grandiosa e isso o trouxe a uma estabilidade mental, o que a muito tempo os fãs do personagem não viam. Mas, aparentemente, pelas sequências de cenas, ao ver suas boas intenções se dissiparem o personagem enfrentará momentos de insanidade novamente.

Uma pena que o personagem retornará ao mesmo tema, já que desde a terceira temporada de The Walking Dead essa trama é imputada a ele e desde lá até sua passagem para o spinoff, Morgan não tenha tido um desenvolvimento no arco. Agora é torcer para que os showrunners da série saibam o que estão fazendo e acertem finalmente no equilíbrio dele, já que agora é o protagonista.

3. Uma ameaça radioativa

Em alguns momentos podemos ver que os mortos podem se tornar ainda mais perigosos do que já são. Isso porque vemos que Morgan e Alicia encontram uma zona cercada por carros com a frase “Perigo, mantenha-se fora” pichada em suas latarias e placas de alerta de radioatividade.

Mais tarde no trailer, vemos alguém com uma roupa característica de usinas nucleares. Isso pode indicar que os personagens acabarão se expondo a um perigo grandioso para darem seguimento em suas missões. Será que teremos walkers radioativos brilhando no escuro?

4. Um novo inimigo

Algumas das tomadas do trailer mostram walkers acorrentados em meio as ruas impedindo a passagem, enquanto uma voz diz que os personagens não precisam se preocupar pois estão seguros com eles. Logo depois ouvimos “Isso é o que as pessoas sempre dizem quando há algo a temer.”. Ou seja, provavelmente nossos heróis irão se deparar com sobreviventes de caráter duvidoso. Ou, eles serão as pessoas que alguém irá temer? Seria uma grande reviravolta se no inicio da trama eles estiverem lutando para fazer o bem e ao final da temporada eles se perceberem como vilões da história.

Há também uma segunda oportunidade para os mortos acorrentados nas ruas: no último episódio da sexta temporada de The Walking Dead, um pouco antes dos momentos finais de Glenn e Abraham na série, os personagens tentam passar pelas ruas para levar Maggie até Hilltop, mas em cada uma das vias que dá acesso à comunidade há walkers acorrentados impedindo a passagem deles. Mais tarde fica evidente que foram os Salvadores que fizeram aquilo para conduzi-los a clareira onde Negan se mostraria a primeira vez. Como sabemos, Dwight está chegando na série secundária e os zumbis acorrentados podem ser apenas o antigo Salvador colocando em prática suas táticas de sobrevivência.

5. Althea será sequestrada?

Em um curto momento, vemos Althea coberta de sangue – não sabemos se é seu próprio fluído, de outra pessoa ou de mortos – sendo arrastada desacordada. Mas o que isso significa exatamente?

Já ficamos sabendo que teremos momentos bastante importantes do passado da personagem explorados. Algumas de suas fitas gravadas retornarão à tela e entenderemos um pouco melhor as motivações da personagem e por qual motivo ela era alguém tão reservada e independente.

Isso é, a cena de Althea sendo arrastada pode ser tanto no presente da quinta temporada, como pode representar um flashback de algum momento fundamental para que ela chegasse até onde chegou. Mas, pelas experiências anteriores, flashbacks nem sempre são saudáveis para os personagens, já que quando os roteiristas se empenham em explicar muito o passado de alguém, é um forte indício de que estão apenas trabalhando em uma significância para uma morte próxima.

6. Novos personagens

A nova temporada pelo jeito irá inserir uma gama de novos personagens. Entretanto, o curioso é que praticamente todos os sobreviventes novatos na trama apresentados no trailer são crianças ou pré adolescentes. Até agora, nós tínhamos apenas Charlie – que foi promovida a personagem regular nesse novo ano – nessa faixa etária. A pergunta que fica é: os personagens serão inseridos apenas para encorparem o enredo da antiga membro dos Abutres ou para a tornar descartável, já que teremos mais adolescentes para assumir seu papel na série?

O grande número de crianças é preocupante. Em tramas apocalípticas são poucos os personagens menores de idade que conseguem ser atraentes para a audiência, sem serem irritantes. Judith em The Walking Dead tem sido um exemplo de sucesso nesse quesito, mas será que o spinoff conseguirá lidar bem com tantas crianças em cena?

7. Aviões

Não, nós não nos livramos dos objetos voadores. The Walking Dead aguçou nossa curiosidade diversas vezes com helicópteros aparecendo em momentos aleatórios, até que um deles levou o protagonista da série embora. Agora, em Fear, parece que aviões serão itens presentes na trama.

A grande questão é: qual será a importância deles para a história? Será que há alguma ligação com Althea, já que ela era ligada às Forças dos Estados Unidos? E será que o incêndio que vemos se alastrando pela floresta tem a ver com os aviões?

8. O retorno de Salazar

Desaparecido desde o final da terceira temporada, um dos personagens mais amados pelo público retornará para a série. Daniel que é, junto com Alicia Strand, um sobrevivente presente na trama desde o primeiro ano, retorna após ter sido dado como morto pelos demais na explosão da represa.

Aqui a trama é interessante pois ele possui diferenças a serem acertadas com Strand. Em seus últimos encontros, o antigo golpista quase matou Daniel ao disparar com um revólver contra ele. Na verdade, o clima nada ameno entre eles se estende desde o segundo ano e sempre foram inconstantes. Será que finalmente irão se resolver, ou esse encontro culminará na morte de um deles. Daniel não é um homem conhecido por ter muito equilíbrio, ou é oito ou oitenta.

É curioso ver que Strand e Salazar conversam nas portas de uma comunidade murada bem semelhante à Alexandria. Será que será um lugar para Morgan se sentir em casa novamente, ou a comunidade cairá tão rápido quanto sua inserção na trama? Daniel permitirá que seus antigos conhecidos e novos integrantes se juntem a comunidade onde ele está, ou ele deporá contra eles negando-lhes moradia?

9. Animais de estimação

Se Daryl levou mais de nove anos para conseguir o Cão, em Fear a coisa é bem mais adiantada. Com o passar de apenas dois anos e meio desde o começo do apocalipse zumbi, um gato irá se tornar o animal de estimação do grupo – e seria surpreendente e irônico se ele se chamasse Gato. O bichano é visto em duas cenas, em uma delas ele é acariciado por Strand sobre uma mesa e depois o vemos encarando uma janela.

A única coisa que isso significa é: já temos um novo personagem para temer a morte. Matem Morgan, Alicia, Strand. Matem qualquer personagem. A única coisa que peço aos showrunners é que esse gato saia vivo no final da trama.

10. Luciana atrasará o grupo?

Em uma das cenas do trailer podemos ver o grupo compenetrado em salvar a vida de Luciana, que parece estar com uma barra de ferro cravada em seu peito. Mais tarde, vemos a personagem falando para June que quer se recuperar logo para poder tocar acordeon.

Luciana também fala que eles não podem ficar muito tempo no local onde estão. Então, aparentemente, o grupo terá que fazer uma parada de emergência até a recuperação da antiga moradora de Tijuana. Será que isso tem a ver com a exposição a radioatividade?

11. Encontros e desencontros

Vemos que John irá ter momentos solitários em um grande clima de faroeste, mas tudo não parece acabar totalmente bem para ele, já que alguém aparece e aponta uma arma para ele. Logo após, vemos June desolada e em um novo corte de cena, ela parece feliz em ver alguém novamente. Finalizando a cena, ela aparece correndo para os braços de John e lhe dando um beijo fervoroso.

Ou seja, provavelmente, em algum momento, os personagens acabarão se perdendo uns dos outros novamente. Quem sabe, inclusive, não teremos uma rachadura no grupo entre quem quer e quem não quer cumprir os planos de Morgan, já que eles podem ser bastante arriscados.

12. Madison

Em uma conversa com Morgan, Alicia cita o tanto que Madison trabalhou para garantir que todos sobreviveriam. Isso reforça ainda mais a ideia que talvez teremos pessoas se opondo as ideias inalcançáveis de Morgan dentro de um mundo selvagem. Pode ser que em dada altura da história, Alicia e alguns outros percebam que estarão se expondo a um risco desnecessário para poder ajudar as pessoas que Morgan quer ajudar. E isso, como dito no ponto anterior, pode causar uma ruptura no grupo, os desunindo e os distanciando.

É curioso ver que Alicia continua encarando a necessidade de honrar e assumir a memória de Madison, que morreu para que ela e os demais sobrevivessem. Ela quer dar sentido ao ato final de sua mãe e parece contrastar a liderança dela com a de Morgan em todo o momento para entender o que fazer e o que não fazer.

13. Dwight está de volta

Como já dito anteriormente, Dwight irá dar as caras em Fear a partir de Junho. Ele, aparentemente, está anexado à uma comunidade quando Morgan e os demais se encontram com o ex Salvador. Será que ele está junto de Daniel?

Ademais, como será a relação dele e Morgan? Os dois já estiveram em lados opostos e depois se aliaram na luta contra Negan. Mas como será que Dwight está desde lá? Será que o banimento de Daryl o fez mudar? Qual a consideração que ele tem por Morgan?

Além disso, precisamos saber se Sherry foi encontrada por ele, ou se ele desistiu de buscar por ela. Qual será a história de Dwight nessa trama?

14. As aberturas

Algo que marcou bastante a quarta temporada eram as aberturas dos episódios que se adaptavam à trama de cada uma das dezesseis partições. Isso é, a arte sempre trazia referências e ligações com o episódio que ela estava atrelada.

Aparentemente, nesse quinto ano continuaremos tendo a mesma forma de introduzir os episódios, já que o trailer termina com a logo da série se sobrepondo ao cenário. Ou seja, mais uma vez vamos ficar vidrados na abertura para tentar nos preparar para o que vem a seguir no episódio.

O trailer

Com quase cinco minutos, o trailer pode ser conferido aqui e caso você deseje mais informações sobre sua liberação e divulgação, clique aqui.

E você? Percebeu mais alguma coisa no trailer que não foi citada? O que você espera para esse quinto ano? Deixe um comentário nos contando.

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O destino de Madison: Fear the Walking Dead acertou em matar sua protagonista?

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Atenção! Se você não está com as temporadas de Fear the Walking Dead em dia, saiba que o artigo a seguir contém potenciais SPOILERS sobre o último ano da série. Continuar a leitura é de total responsabilidade sua!

Faz algum tempo desde que a quarta temporada de Fear the Walking Dead se encerrou. O quarto ano foi um marco de reviravoltas e mudanças substanciais para a trama que, para muitos críticos, encerrou como a melhor temporada do spinoff. Entretanto, há de se chamar a atenção do público sobre vários aspectos que criaram uma grande dissonância entre o show de TV e sua audiência (e dessa vez, não os críticos).

Com toda a certeza, a maior das mudanças veio no enredo dos oito primeiros episódios, quando em meio a uma linha temporal desordenada descobrimos que Madison Clark, a protagonista dos três anos anteriores, estava morta. A partir daí, vimos um desenrolar de história considerado por muitos como confuso e totalmente oposto ao que estávamos acostumados a ver. Fear the Walking Dead foi caminhando em poucos episódios para uma cópia barata da série mãe, com mesmas temáticas e formas de exploração.

Para quem assistia a série justamente por sua jogada diferenciada, onde o tema central era o relacionamento familiar  e o quão longe pais de família iriam em um apocalipse para manter sua prole bem, a série secundária perdeu totalmente sua razão, já que não temos mais nenhuma das famílias originais em tela (entre os Clark, Manawa e Salazar, apenas Alicia sobreviveu). 

A tentativa de reboot da série inicialmente pareceu inovadora, entretanto, principalmente nos oito episódios finais, se tornou em algo totalmente dissonante com o que era esperado. Personagens novos ganharam destaque, Alicia, Strand e Luciana que eram os últimos sobreviventes e representantes dos três primeiros anos acabaram sendo escanteados e minimizados a meros coadjuvantes, tendo-se então um exorbitante enfoque dado as narrativas de Morgan, Althea, John e June. Alguns desses são realmente interessantes em sua essência, mas não poderiam ser suficientes para que os produtores achassem válido descartar os três anos anteriores os apagando como se nunca tivessem transcorrido. Fazer com que a audiência aceite ter perdido tempo com as primeiras temporadas é totalmente desrespeitoso e desanimador. 

Morgan é o novo líder e protagonista da série derivada de The Walking Dead.

Ao passo que Althea, John e June chegaram na história como novos personagens jamais vistos e que, contaram seu passado a medida em que iam se desenvolvendo, tínhamos a construção de Morgan como o novo protagonista e líder do grupo. Entretanto é válido fazer constar a ideia de que Morgan nunca foi um personagem bem aceito pela audiência de The Walking Dead e, quando o crossover fora anunciado, os fãs não esperavam que ele seria o eleito pelos produtores para protagonizar tal ato. Mas, a ida para Fear poderia ser uma nova chance de Morgan se estabelecer entre os personagens mais amados do universo de Kirkman, já que seria uma carta em branco para que ele construísse uma nova história. 

Entretanto, não foi o que aconteceu. Morgan contou a mesma história confusa e inconstante que vinha apresentando na série mãe, trazendo para Fear o mesmo enredo que o fez ser um incômodo para os fãs de The Walking Dead. Sua narrativa não foi nada inovadora e tampouco adicionou um prosseguimento diferenciado na trama. Fear, que outrora carregava uma síntese afastada da série que a derivou, agora se tornou uma cópia ligeiramente inferior àquela. 

Exemplo disso foi a vexatória trajetória de Martha como antagonista, num mar de incoerência e ausência de simetria, a personagem foi propulsora de Morgan e o levou exatamente ao ponto anteriormente suscitado: aos limites da loucura, que já eram exploradas quando ainda ao lado de Rick. A vilã, se não é faltar com respeito aos demais antagonistas chamá-la assim, construiu uma trilha totalmente desnecessária, confusa e incoerente com a história contada nos primeiros oito episódios. A grandeza com que as linhas temporais cruzadas, junto as diversas incógnitas de quem era mocinho e vilão, culminando no fim de Madison no inicio da temporada é totalmente desproporcional a precária desenvoltura dos oito episódios finais. 

Além do mais, a morte de Madison se tornou irrelevante. Além de ter um desfecho em aberto, o que não deveria ser aceitável e respeitoso para quem era o carro chefe da série, a personagem se sacrificou por nada. Ela poderia ter corrido no sentido oposto e se salvado, mas escolheu morrer porque achou coerente e acreditou que aquela era a única forma de manter seus filhos vivos. Entretanto, como a linha temporal havia nos revelado, Nick morreu logo em seguida. 

Madison morreu para possibilitar uma nova história que acabou não sendo apresentada.

A chegada de Morgan e a morte de Madison em um combo só poderia ser útil para uma coisa: a união definitiva de ambas as séries. Madison seria a única que impediria Morgan de tomar o controle do grupo e levá-los para o outro lado do país com uma proposta tentadora. Ela bateria o pé, negaria, duvidaria e por fim, se engalfinharia com ele e afastaria qualquer possibilidade de irem para Alexandria. Por sua vez, Morgan é o elo que liga todos à série mãe. Então, quando tudo parecia fazer um sentido, e a morte de Madison se explicava para que Morgan levasse todos os demais para The Walking Dead, extinguindo em definitivo Fear, Jones muda de ideia e resolve permanecer junto ao grupo no local onde irão dar inicio a uma nova comunidade. 

O momento era certeiro, Fear e The Walking Dead tinham alinhado sua temporaneidade, se a história contasse uma ida dos personagens do Texas até a Virginia, iria colidir com o salto de nove meses dado no inicio da nona temporada da derivadora. Entretanto, a permanência de Morgan no Texas e a segunda projeção temporal de cerca de seis anos na série mãe acabaram extinguindo qualquer oportunidade de ambas se unirem. Ou seja, o único motivo real para que Madison estivesse morta foi totalmente descartado. 

Agora temos Alicia, Strand e Luciana, que se tornaram meros coadjuvantes, Althea que tem muito da sua história como uma incógnita para o público,  June e John que talvez sejam os melhores personagens, Charlie que é a criança do grupo e provavelmente será utilizada apenas como atratora de problemas e membro em risco, Sarah e Wendell que até então não nos mostraram muita coisa e o frustrante protagonismo de Morgan, que até agora não temos nenhuma certeza se se firmará em uma personalidade agradável para a audiência. Além disso, um plano de fundo totalmente questionável, já que a comunidade que eles pensam em levantar terá como núcleo central a ajuda ao próximo, dando continuidade aos projetos do caminhoneiro Urso Polar que deixava caixas de mantimento pelo caminho para auxiliar na sobrevivência dos andarilhos. 

Alicia era uma das grandes apostas como a líder após a morte de Madison, por mais que fosse uma jovem saindo da adolescência, entretanto, sucumbiu aos devaneios de Jones e se rendeu a sua frustrada liderança. Quem ela será agora? Uma jovem cooperadora dos bons planos de Morgan para praticar atos benevolentes e que não mata ninguém pois cada vida é preciosa? E toda aquela ferocidade e desenvoltura que eram características centrais de Alicia e que a faziam uma das personagens preferidas do público? Serão apagadas simplesmente porque os produtores querem fazer emplacar um personagem que a muito tempo não tem encaixe no mundo de The Walking Dead? 

Alicia foi totalmente descaracterizada para dar voz a Morgan.

A morte de Madison, por mais que confirmada diversas vezes por produtores, bem como pela não participação de Kim nos eventos que promoveram o final da quarta temporada e seu comprometimento com outros trabalhos, ainda soa estranha. Ela era a protagonista, carregou a história durante três anos e sua personalidade era totalmente a alma da série. Um personagem com tais características – respeitando-se seu protagonismo – jamais pode ter um final em aberto como foi a morte de Madison. Por mais que a cena ousou ser emocionante e heroica, inibir o momento exato em que Madison morreu e deixar a entender que ela tenha sido devorada por walkers e se tornado uma morta viva pairando pelo deserto do Texas é totalmente incongruente e desrespeitoso, tanto com a personagem como com o trabalho da atriz que lhe deu rosto. 

Dificilmente teremos uma reviravolta na história (por mais que tenha sido confirmado o retorno de Troy e Daniel, que também tinham seus desfechos em aberto), mas Madison não deveria estar morta e, tampouco, a história de Fear merecia ser descartada como foi. Já opinei sobre tais questões diversas vezes e mantenho minha posição: se a ideia era exatamente essa, a de encerrar o ciclo de Fear e tocar uma nova história, que tivessem findado por completo a série e dado abertura a uma nova, com novo nome e que acompanhasse Morgan e futuramente, fazê-lo se encontrar com os sobreviventes da trama final de Fear the Walking Dead. 

O estranho de tudo isso é que Fear, para uma série classificada como spinoff, não ia mal de audiência. Sustentava a base de três milhões (bons números, se comparados aos cinco milhões da série mãe). A mudança repentina de enredo só seria plausível se explicada pelo ponto anteriormente suscitado de junção de ambas as histórias. Mas, como também já dito, tal possibilidade foi totalmente exaurida. E, a mudança substancial acabou causando uma leve queda nos números de Fear, dando um efeito contrário ao desejado pelo canal e produtores da série. Isso provavelmente se deve ao fato de que a audiência que acompanhava Fear não necessariamente queria ver uma extensão de The Walking Dead, mas sim, o uso do mesmo plano de fundo (o apocalipse zumbi) para uma nova história que vertesse para pontos não explorados pela série mãe. 

Assim, concluo que Fear errou grandemente em dar cabo a sua protagonista em tais circunstancias e, mais ainda, falhou no que diz respeito ao crossover das séries. Com um personagem desinteressante, jogando fora qualquer possibilidade de lhe acrescer uma nova trajetória distante daquela que o fez ser desagradável para a audiência em The Walking Dead e com a minoração de personagens que eram amados pelo público do spinoff. Fear the Walking Dead parece ter sido enterrada e ter seu nome usurpada para uma série decadente sobre as múltiplas personalidades de Morgan sendo seguido por um grupo de despreparados mentalmente. 

Com a morte de Madison, Fear foi totalmente enterrada.

E você? Concorda que a morte de Madison perdeu o sentido após Morgan desistir do caminho para Alexandria? Acredita que a história perdeu seu rumo e deveria ter sido encerrada? Deixe nos comentários sua opinião.

A quinta temporada de Fear the Walking Dead iniciou suas gravações no inicio do mês passado e deve estrear em Junho de 2019.

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Análises

Vídeo promocional do 9º episódio da 4ª temporada de Fear the Walking Dead sugere novo crossover

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Para aqueles que acreditavam que o crossover entre Fear the Walking Dead e sua série mãe seria dado apenas pela presença de Morgan na obra secundária, um novo teaser da quarta temporada pode revelar o contrário.  Tudo indica que o verdadeiro motivo de Morgan estar envolvido na trama de Fear é para estabelecer uma conexão entre ambas as séries e facilitar o trânsito entre personagens.

Aqui você pode ver o novo teaser do episódio 9 – “People Like Us” divulgado pela AMC no qual vemos Alicia empenhada em uma missão de fazer algo honrável que retome a memória de Madison enquanto Morgan tenta convencê-la de que ela precisa seguir em frente. Na mesma conversa, Morgan propõe que ela siga com ele para Alexandria, local de onde ele veio e para aonde está voltando. Veja o teaser e acompanhe abaixo o que pode acontecer a partir dessa informação:

Considerando que Alicia perdeu tudo que possuía antes do apocalipse e que é a personagem mais bem trabalhada da história no atual estágio, não seria surpreendente que hora ou outra ela acabasse cruzando o mapa dos Estados Unidos para colidir com as comunidades encabeçadas atualmente por Rick Grimes.

Após a divulgação dos títulos e sinopses dos últimos oito episódios da quarta temporada de Fear, podemos notar que os dois capítulos finais do atual ano será focado em Morgan. O episódio derradeiro traz na descrição que Jones irá encontrar amigos em apuros e terá que ajudá-los. Claro que isso pode sugerir que ele encontrará John, June, Althea, Strand e os demais e os socorrerá com algo, mas partindo do pressuposto que ele está disposto a cruzar os Estados Unidos novamente, é estranho acreditar que ele ainda esteja enredado ao grupo no episódio final. Isso pode sugerir que teremos a quarta temporada terminando onde iniciou: Morgan chegando a Alexandria e encontrando o local destruído no pós-guerra e ajudando Rick a reconstruí-la.

E em que momento temos a inclusão de Alicia em The Walking Dead? A personagem não parece disposta a seguir Morgan no teaser, mas seria totalmente do feitio dele ao partir em direção ao leste (costa leste) deixar à disposição do grupo (que muito provavelmente será liderado pela jovem Clark) um mapa para que eles encontrem o local caso algum dia necessitem.

Isso abrira precedentes para que, caso um dia a série secundária seja encerrada, os personagens remanescentes possam ser alocados ao enredo das temporadas finais de The Walking Dead. Ou seja, não só Alicia, mas todo e qualquer personagem de Fear pode vir a fazer parte da história da série mãe.

Inclusive, June é um forte nome para ter um desenvolvimento na trama da série primogênita do universo de Robert Kirkman. Isso porque recentemente nos quadrinhos Michonne encontra sua filha Elodie – que acreditava ter morrido – viva no Império (comunidade com mais de 50 mil sobreviventes) e justamente por isso deixa as cidadelas de Rick para trás e vai morar com ela na nova descoberta. Lá ela passa a exercer sua profissão do pré-apocalipse, advogada.

June era enfermeira antes do surto, uma profissão totalmente útil num cenário apocalíptico e necessária em qualquer comunidade que busca reerguer a sociedade. Sabemos que ela tinha uma filha, e que ao sair do local no qual estavam com um grupo para buscar medicamentos para a garota que estava com pneumonia, acabou se deparando com sua queda na volta. June considera que a filha tenha morrido e tendo sido a causadora da infestação interna do local, mas e se ela não morreu (já que a enfermeira não viu seu corpo) e acabou sendo levada até o Império?

É importante ressaltar que a Michonne da série mãe é totalmente distante de sua contraparte nos quadinhos e conforme a própria narrou, seu filho André foi devorado pelo pai e o amigo zumbificados, sendo que ela viu o cadáver da criança. Fora que André era um bebê e não conseguiria ter qualquer memória da mãe, se tornando injustificável que acrecessem essa história a espadachim. Além de Michonne, nenhuma personagem de The Walking Dead possui filhos vivos ou que possam ter escapado da morte (Sophia foi vista zumbificada, por exemplo). Então, se June migrasse para a pioneira do universo de Kirkman, poderia ser adequada nesse enredo.

Com as recentes saídas de elenco da obra principal, personagens complexos e profundos como Alicia, Strand e John (personagem que é muito semelhante ao Rick do passado, já que assume um manto de cowboy e é ex-policial) acabariam por trazer um sobrepeso a história e como heróis independentes e livres de amarras à HQ, poderiam assumir tramas de diversos personagens já desligados da trama de The Walking Dead.

Se isso tudo significa um fim para Fear the Walking Dead ou se haverá um remanejo próprio para a série, trazendo novos personagens, apenas o tempo poderá dizer. Até porquê, por mais que o teaser sugira a união das histórias, podemos presenciar apenas uma citação ignorada por Alicia e cada qual seguindo seu rumo sem jamais voltarem a se cruzar novamente. Inclusive, com a confirmação de uma quinta temporada, fica difícil precisar se Fear seguirá sua própria trama ou veremos o grupo seguindo o mapa deixado por Morgan após o fim do quinto ano.

E você, acredita que as séries possam se cruzar definitivamente ou tudo se manterá como está? Gostaria de ver algum personagem de Fear em The Walking Dead? Qual e por quê? Deixe um comentário abaixo sobre o assunto, será um prazer lhe responder.

Fear the Walking Dead vai ao ar no Brasil a partir da segunda-feira, 13, às 22h30 no AMC.

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