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Entrevistas

Elizabeth Rodriguez fala sobre a escolha de Liza em deixar seu filho e o que está por vir em “OITNB”

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Em Orange Is The New Black ela interpreta a manipuladora Aleida Diza, que tenta vender o filho ainda não nascido de sua filha (e colega de prisão) Daya. Em Fear the Walking Dead ela interpreta a mãe devota Liza Ortiz, que tomou a decisão de última hora de deixar seu filho para trás para usar de suas habilidades médicas e ajudar amigos e vizinhos no apocalipse zumbi.

A atriz indicada ao Tony Elizabeth Rodriguez conversou com o Yahoo TV sobre a alegria de interpretar duas personagens completamente diferentes, o “abismo” que Liza entrou no episódio 04 de Fear the Walking Dead, e “algo meio que grande” que acontecerá com Aleida na vindoura quarta temporada de OITNB.

Tem sido divertido vê-la interpretar essa personagem que é completamente diferente de Aleida de Orange Is The New Black.

Elizabeth Rodriguez: Estou super empolgada em interpretar essa personagem. Acho que Liza é muito mais esperta que eu… ela realiza mais coisas que eu em um dia qualquer. Estou bem empolgada e acompanho na televisão, como todos os outros espectadores. Nós filmamos coisas fora de sequência e sempre de dois em dois. Nunca tive um sentido de começo e fim, ou de saber o quanto eu aparecia num episódio. Por isso ir acompanhando tudo me deixou surpresa. Eu ficava falando “Oh, uau”. Minhas cenas são as únicas que conseguem tirar minha atenção da série. Fora isso, eu fico totalmente fascinada, intrigada e desesperada com tudo que está acontecendo.

Como você conseguiu o papel e o que te atraiu à Liza?

Elizabeth Rodriguez: O showrunner, Dave Erickson, me ofereceu o papel depois que o piloto foi filmado. Ficou faltando uma parte no piloto… e eles decidiram que dariam conta depois, o que foi um presente para mim. Eu tinha feito o teste para o papel de Madison, mas sem achar que eu conseguiria de forma alguma. Mas fui para a audição, especificamente porque eu sou fã do Erickson e do diretor, Adam Davidson. Eu pensei, “Bem, pode sair algo com essa série no futuro, ou mesmo a própria série, porque eles vão continuar o trabalho”. Eu queria entrar naquela sala e fazer meu teste, mostrar a ele o que eu poderia adicionar ao personagem. Então, de alguma forma, meses depois, as coisas deram certo a meu favor.

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O episódio 04 foi o maior para Liza até agora. Ela estava tratando as pessoas da vizinhança da melhor maneira possível. Então a Dra. Exner apareceu e começou a fazer todas aquelas perguntas a ela. Liza achou que estava correndo perigo de início?

Elizabeth Rodriguez: Absolutamente. Ela com certeza achou que estava em perigo. Acho que qualquer um de nós encontra consolo, em meio caos, ajudando da maneira que der para sentir que temos um pouco de poder. Ser capaz de ajudar os outros, um vizinho, algo do tipo. Sei que quanto a mim, sempre que estou em uma situação onde há morte ou doença, minha personalidade é agir e fazer o que quer que eu possa para aliviar o outro, em termos de oferecer cuidado e atenção. Cozinhando, organizando, coisas desse tipo. Nessa situação, Liza é uma estudante de enfermagem e encontra um sentido nela, um senso de fazer tudo o possível com o que ela aprendeu. Aí aparece essa pessoa que representa o governo e meio que a repreende. Não tenho certeza como isso vai se desenrolar, mas com certeza acho que estarei em apuros em um determinado momento.

Liza provou que é mais do que capaz até o momento. Ela tem bons instintos e conhecimento suficiente para improvisar tratamentos mesmo com poucos recursos como fez com a morfina de Hector.

Elizabeth Rodriguez: É espetacular o tanto de instintos incríveis que ela tem e o quão habilidosa ela realmente é. Mais do que ela acredita. Mas uma coisa é você fazer o que pode por conta própria… outra é ficar de frente com profissionais, ver o que está acontecendo de verdade, encarar a realidade do apocalipse, o quão grande tudo é e o quanto que já afetou as pessoas… é aí que a segurança aparece. Mas Liza com certeza não está segura.

Voltando para a conversa de Liza com Travis em “The Dog”, ele fala que ele sempre acreditou nela, mas ela parece não tão confiante em suas habilidades. Existe algo no passado deles que levou a isso?

Elizabeth Rodriguez: Acho que pela história que contamos, Liza queria ser médica quando eles eram mais jovens, e então ela engravidou. Ela então priorizou a família e colocou a medicina em segundo plano. Quando ela fala sobre seis anos – se ela tivesse mais seis anos ela se tornaria uma médica – é em relação a isso. É por isso que ela não se tornou uma médica como planejava. Acho que seja, talvez, uma declaração com um pouco de arrependimento, e também sabendo que ela nunca vai alcançar aquilo. Por isso acho que não tenha sido insegurança, embora aparecerão situações em que ela terá que colocar sua auto confiança em prova… ela terá que aprender a confiar em seus instintos. Terá que aprender coisas que ela não terá o luxo de pensar duas vezes.

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Liza é também uma pessoa que age. Ela não é alguém que senta e fica discutindo as coisas. Ela vai encontrar uma maneira de fazer as coisas.

Elizabeth Rodriguez: Com certeza acho isso. Particularmente porque todos estão naquela casa, e não é a casa dela… o que ela vai fazer naquela casa, a casa da Madison? Acho que Liza consegue consolo nas atividades. Ela com certeza é uma pessoa que age, e eu a amo por isso.

Outra grande cena de Liza foi em “The Dog”, quando Madison pede a ela para matá-la se ela algum dia se transformar, porque isso destruiria Travis se ele tivesse que fazê-lo. Você acha que Liza poderia fazer isso?

Elizabeth Rodriguez: Não sei. O que eu tiro daquela cena são duas mulheres encontrando respeito mútuo. Naquela cena ela ver o que acontece com Susan e percebe que Madison não quer que aquilo aconteça com ela. Liza obviamente não quer se transformar naquilo também. Ambas conhecem Travis o suficiente para saber que ter que matar uma versão infectada de qualquer uma delas acabaria com ele, porque ele é esse homem bem otimista, sensível e de certo modo ingênuo. Mas não sei se ela conseguiria fazê-lo. Não sei se ela ao menos acredita que ela poderá na hora. Acho que ela concorda como um gesto de respeito: “Certo, não vou deixar você se transformar nisso.”

Voltando ao episódio 04: Liza entra no caminhão para a junta médica com tempo para nada além de gesticular com os lábios para Chris que ela o ama e que voltará. Como ela foi capaz de deixar seu filho para trás?

Elizabeth Rodriguez: Tem muita coisa acontecendo ali… quando li isso fiquei bem ansiosa e preocupada com a cena, porque até ali você a tem como uma mãe protetora. Você também vê vizinhos que não deixam seus filhos saírem de vista. Acho que isso teve muito a ver com o que Exner disse, veio do “Onde posso ajudar?” E também Liza está com a responsabilidade de não deixar que Nick seja levado dali. Ela achou que ele iria ter ajuda de verdade. Então acho que foi um rápido momento de puro instinto o fato dela ter entrada no caminhão.

Acho também que ela sabia que Chris estaria protegido. Seu pai está ali com ele. Madison está também ali, é um ambiente que Liza achou que estava sob controle. Ela conhece os fatores daquele ambiente. A melhor coisa que ela acha que pode fazer naquele momento é ir para o hospital e cuidar de Griselda e Nick. Ela é a única pessoa que pode fazer isso. Exner disse, “Nós precisamos de você, você pode ajudar… venha conosco”, e as coisas foram acontecendo muito rápido. Ela também tinha poucas informações. Ela acha que tudo vai ficar bem. Eles todos vão ficar bem. “Eu falarei com alguém, posso trazê-los de volta. Vai ficar tudo bem. Sou a única que pode conectar isso”, ela acredita. E então vai ser um pouco diferente.

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Ok, só mais umas coisinhas sobre OITNB. O que você pode falar sobre a quarta temporada? Porque há muito suspense em relação à sua família.

Elizabeth Rodriguez: O que eu posso dizer é que algo meio que grande vai acontecer onde… acho que vocês verão mais de Aleida um pouco incerta sobre si. Acontecerão algumas mudanças para ela. Coisas boas, ruins e diferentes, está escrito então vai acontecer. Estou empolgada com o que estar por vir. Estamos gravando por volta do episódio 8 e sim, tem um pouco de suspense. Algumas coisas serão justificadas, outras não. Algumas, eu acho, lá pelo final da temporada. É engraçado porque não sei a quem perguntar. Quando que os roteiristas aparecem nos set? Sinto como se já tivesse tudo escrito, por isso nunca sei a quem perguntar. Ou isso é colocá-los naquela situação de eles decidirem se vão me dizer ou não o que vai acontecer? Eu sempre quero saber, mas aí sempre paro e penso “É, não seja esse tipo de ator.”

Ela é um daqueles personagens que relativamente ainda sabemos pouco sobre, mas que fica mais complexa e compreensiva a cada pedaço de história do passado.

Elizabeth Rodriguez: Sim, acho que isso é verdade para algumas pessoas. Aleida é bem… divisiva como um personagem. Acho que as pessoas mais maduras conseguem ver isso nela. Existem muitas coisas ali que só significam alguma coisa para qualquer pessoa através da experiência pessoal… acho que muitas pessoas, muitos jovens, pensaram “Eu odeio você, você é uma péssima mãe”. Tive que não julgá-la enquanto eu a interpretava no começo. Meu papel como atriz é trazê-la a vida sem ressentimentos, e acho que consegui isso, independente se ela seria agradável ou não.

Por sorte, nas temporadas em que ela esteve, os roteiristas com certeza trouxeram mais camadas em sua personalidade. Nós todos somos complicados como seres humanos. Eu fiquei muito, muito feliz com o episódio “Don’t Male Me Come Back There”, na terceira temporada, que mostrou mais disso com ela. Ela ainda era, voltando para a época, uma desgraçada e então eu pensei “Oh não, ela não vai fazer isso!” Ou mesmo quando ela manipulou sua filha, mas você ver que ela queria mais, mas ela não está preparada. Tudo passa a ser sobre medos e sobre não conseguir seguir em frente. Aleida é com certeza um produto de seu ambiente.

As histórias passadas: Nós espectadores vivemos por elas em Orange. Vão aparecer mais histórias de Aleida e Daya na quarta temporada?

Elizabeth Rodriguez: Ainda não filmei nenhuma. Mas quem sabe? Talvez. Vou perguntar. Mas concordo, isso é o que é espetacular nessa série. Sabe, nós todos temos que julgar; fazemos isso instintivamente. As coisas mais incríveis que essas histórias mostram são as multicamadas e as complexidades de cada uma daquelas mulheres. Nós todos as temos, aquelas partes de nós que são boas e são ruins. Às vezes nós enfrentamos algumas circunstâncias em que más decisões são tomadas. As coisas acontecem e as pessoas acabam na prisão, mas encontrar a humanidade dessas personagens, eu acho, é a coisa mais incrível que se pode tirar dessa série, além de ficar rodeada de mulheres excelentes.

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Fonte: Yahoo
Tradução: @OAvilaSouza / Staff Fear the Walking Dead Brasil

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Jenna Elfman fala sobre peixes fedidos e zumbis voadores no episódio de retorno de Fear the Walking Dead

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A quarta temporada de Fear the Walking Dead encontrou nossos sobreviventes ainda lutando para seguir em frente após as mortes de Madison (Kim Dickens) e Nick Clark (Frank Dillane) e lidar com uma nova ameaça na forma de um furacão que chegou nos momentos finais do episódio.

June (Jenna Elfman) – anteriormente conhecida como “Laura” e “Naomi” – está morando em um ônibus escolar com John Dorie (Garret Dillahunt) e Charlie (AlexaNisenson) em uma espécie de unidade familiar. É legal, mas nem tudo está bem. Charlie ficou tão traumatizada com as coisas que ela fez e viu que ela mal fala e quase se permitiu ser comida por um andador, enquanto June está lutando com quem ela é. John quer voltar para sua cabana onde ele e “Laura” viveram antes dela fugir, e June se preocupa que ela pode não ser capaz de se estabilizar e então John descobre que ela realmente é uma desistente.

“Eu não sou Laura”, ela diz a Al (Maggie Grace). “Eu sou a mulher que ficou com medo e fugiu. Não só de John, de todos.” Mas Al diz a ela que a pessoa que ela é com John é a pessoa que ela é agora. Seu passado não precisa mais ditar seu futuro. E esta nova e melhorada June será testada enquanto ela e Al resistem à tempestade que barrou o caminhão da SWAT de Al. A tempestade está forçando June a ficar parada e se confrontar consigo mesmo, o que veremos no episódio 12 desta temporada.

Aquele era um peixe real que você estripou?

Jenna Elfman: Sim, foi! Repetidamente! Tomada após tomada! E sinto como se a tomada que eles usaram foi a que eu disse “Tem algo de errado. Esse peixe não está bem.” O mais repugnante e fedorento – todos os outros estavam normais e cheiravam frescos, mas aquele tinha algo errado. Suas entranhas eram tão nojentas e fedorentas. Foi terrível.

Você teve alguma experiência anterior com evisceração de peixe?

Jenna Elfman: Eu aprendi como estripar um peixe no episódio 4×05, “Laura”, com Garret Dillahunt, que foi onde eu tive um pescador que me deu uma lição oficial sobre como estripar um peixe. Então isso foi um bom retorno para esse episódio.

Você pode me contar mais sobre o relacionamento de June com Charlie? Elas desenvolveram um relacionamento mais próximo que nós realmente não vimos quando elas estavam com os Abutres, e é por isso que June a adotou?

Jenna Elfman: Eu acho que por padrão, June é mãe. Ela tinha uma garotinha. E eu acho que quando você é pai, você é pai ou mãe, é isso aí. Você é sempre um pai. E June também é enfermeira, e acho que cuidar faz parte de seu DNA. E acho que também é cura. E há um pouco de unidade lá com ela e John, em seus pequenos estágios exploratórios. Eu acho que provavelmente é só por padrão, por instinto. Meio que faz sentido ela cuidar de Charlie.

O que está acontecendo com ela?

Jenna Elfman: Bem, vejamos, ela tem 11 anos e perdeu os dois pais e assassinou uma pessoa. Eu acho que isso pode deixar uma garotinha traumatizada, não é?

Bem, quando você coloca dessa forma…

Jenna Elfman: Eu acho que, às vezes, quando as pessoas estão vendo, estão tão acostumadas com o apocalipse, que esquecem quais são os efeitos reais de estar em torno de tanta violência e de pessoas tão malvadas umas para as outras. A personagem, e Alexa, quando ela estava filmando, tinha 11 anos.

É uma coisa pesada até para um ator tão jovem lidar.

Jenna Elfman: Ela é incrível, no entanto. Ela é uma alma muito saudável. É uma moça sensacional.

Naquela última cena, como eles fizeram os zumbis voadores? Tinham dublês em estilingues ao lado do caminhão? Como foi isso?

Jenna Elfman: Aquilo foi uma loucura! Eu estava sentada dentro da van da SWAT com Maggie (Al) observando esses zumbis passando e batendo na van bem na frente dos nossos rostos, essas dublês passando por isso. Eles trabalharam nisso por um bom tempo imaginando como tudo seria. Eu realmente tenho um pequeno vídeo que vou postar na hora certa, que foi meu ponto de vista de dentro da van com esses dublês batendo na janela contra o carro. Literalmente voando pela janela. Foi tão real e tão assustador de uma forma divertida.

Então, eles estavam pulando de trampolins? Como isso estava acontecendo?

Jenna Elfman: Eu acho que eles tinham arreios e estavam sendo puxados.

Fear the Walking Dead vai ao ar as segundas-feiras, às 22h30, no AMC Brasil. Consulte sua operadora de TV para mais informações.

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Fonte: TV Guide

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Destaque

Facebook Live de Fear the Walking Dead com Alycia Debnam-Carey e Colman Domingo no Brasil (LEGENDADO)

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Como já mencionado aqui no Fear the Walking Dead Brasil, os atores da série e intérpretes de Alicia Clark e Victor Strand estiveram no Brasil. A vinda de ambos era motivada pela anunciação da estreia da segunda parte da 4ª temporada de Fear.

Um dos compromissos mais aguardados pelos fãs era a live no Facebook do canal AMC Brasil. Nesse momento ambos responderam perguntas prévias enviadas pelos fãs brasileiros sobre seus personagens, o quarto ano da série, despedidas de elenco e curiosidades afins. Uma interatividade totalmente despojada e confortável. Ambos se mostraram ligados um ao outro e dispostos a atender os fãs da melhor forma possível.

Entretanto, houve muita reclamação nos comentários devido ao fato de não haver tradução simultânea (já que os astros têm como língua nativa o inglês). Mas, como nosso trabalho é dar acessibilidade aos fãs da série ao material produzido por eles, aqui está a live com legenda para você poder ver as respostas dadas pelos atores:

E então, o que você achou das respostas dadas por eles? O que você perguntaria para eles caso pudesse? Deixe um comentário abaixo.

Fear the Walking Dead vai ao ar as segundas-feiras, às 22h30, no AMC Brasil. Consulte sua operadora de TV para mais informações.

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Entrevistas

Morgan vai voltar para The Walking Dead? Os showrunners Andrew Chambliss e Ian Goldberg falam sobre o assunto!

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do nono episódio, S04E09 – “People Like Us”, da quarta temporada de Fear the Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

O personagem de Lennie James, Morgan, finalmente conectou os dois universos de The Walking Dead quando ele passou da nave mãe de The Walking Dead para Fear the Walking Dead. Mas ele poderia cruzar de volta?

No começo do episódio de retorno de Fear, Morgan anunciou sua intenção de voltar para Virginia e para seu amigo Rick Grimes. Ele até providenciou transporte para o norte, cortesia de Althea e seu S.W.A.T. móvel. “Eu nunca deveria ter ido embora”, explicou Morgan a John Dorie. “Meu amigo, acho que ele estava certo. É onde eu pertenço. É onde eu deveria estar.”

Mas será que ele vai chegar lá? Uma tempestade gigantesca já estava começando a causar estragos, e Alicia tinha algumas palavras sábias para Morgan sobre o pessoal que ele estaria deixando para trás aqui se ele fugisse novamente. Então Morgan vai voltar para Alexandria? (Ou para o Lixão? Ou para o Reino? Ou onde quer que ele esteja planejando chamar de lar?)

A Entertainment Weekly conversou com Andrew Chambliss e Ian Goldberg, os showrunners de Fear the Walking Dead, para obter informações sobre este último desenvolvimento, bem como todos os outros acontecimentos na estreia da midseason. Confira:

ENTERTAINMENT WEEKLY: Vamos começar com a tempestade, porque você começa este episódio com zumbis voando, essencialmente. Como vocês colocaram isso juntos? Foi tudo CGI, foram atores dublês em fios? Como você faz zumbis no ar?

ANDREW CHAMBLISS: É um pouco de cada coisa. Eu diria tudo acima. Aquela cena com a qual abrimos o episódio é uma combinação muito cuidadosa de várias cenas. Fizemos muito da tempestade praticamente com barras de chuva, ventiladores gigantes e artistas em catracas que os puxaram para fora do quadro, e então fizemos muitos aprimoramentos, elementos digitais e combinamos algumas placas diferentes e camadas de chuva digital para realmente parecer como se fosse um furacão. A ideia começou com o desejo de ver um wallker entrar em cena e depois ser jogado, e conseguimos isso mais de uma vez. Ficamos super animados com os resultados no final do dia.

A maior manchete para mim saindo desse episódio acontece no início, quando Morgan diz que quer voltar para a Virgínia. O que neste momento o levou a essa decisão, de que ele deveria estar voltando?

IAN GOLDBERG: Como vimos na primeira metade da temporada, o Morgan está em uma grande jornada. Ele começou como alguém que fugiu de Alexandria, de todos que ele era próximo, porque ele acreditava que a melhor maneira para ele viver neste mundo era estar por conta própria. Ele não queria estar perto de pessoas. Isso mudou na primeira metade da temporada, e no final da metade da quarta temporada, ele está sentado em volta de uma fogueira com pessoas – algumas das quais eram amigas, algumas eram inimigas que se tornaram amigas. Foi uma reviravolta inesperada de eventos para Morgan.

Mas ainda há uma grande parte do Morgan que está ligado às pessoas que ele deixou para trás. Vamos ver que ele também está lutando com alguns outros demônios emocionais que vamos revelar quando a segunda metade dessa temporada continuar. E ele pode dizer que está voltando para Alexandria, mas a jornada para chegar lá será preenchida de muitas reviravoltas inesperadas. Estamos ansiosos para saber como as pessoas reagem a essa jornada.

Vamos falar sobre onde todo mundo está emocionalmente aqui enquanto retomamos as coisas, começando com John e June. Ele quer se aposentar para a cabana, ela está preocupada que ela não é a mulher que ele se apaixonou, o que, em relação ao seu nome, pelo menos, é certamente verdade. Isso é algum tipo de acordo em que June não tem certeza se pode simplesmente se permitir ser feliz com tudo o que aconteceu?

CHAMBLISS: Eu acho que é um pouco disso, mas acho que alternativamente no final do dia, é quase como se June talvez nem saiba qual versão do personagem que vimos até agora ela realmente é. Nós a vimos como uma mãe muito reservada que está apenas tentando se proteger. Nós a vimos como a pessoa que se apaixonou, e então a vimos como uma Abutre. Eu acho que seu mal em estar com Dorie é que ela tem que se perguntar quem ela é, e isso não é necessariamente uma pergunta fácil, especialmente quando você fez coisas que você se arrependa. Ela tem muita procura de alma para fazer por si mesma, antes que consiga se abrir totalmente para estar com John.

Vamos entrar na situação de Charlie. Ela aparentemente ficou muda. Achei que no início isso tenha acabado com a perda da família Abutre, mas quando ela retorna o livro O Pequeno Príncipe para Luciana, isso parece indicar que ela está lutando com o assassinato de Nick.

GOLDBERG: Sim, como você disse. Charlie passou por muita coisa por muita gente, mas particularmente por uma criança tão jovem. Sim, ela perdeu sua família Abutre, mas também está lutando com a culpa de ser a primeira Abutre que estava dentro dos portões do estádio e alertou os Abutres sobre a presença no estádio. E matando Nick. Ela carrega muita culpa e bagagem emocional. Existe muita coisa não resolvida em Charlie que ela não sabe como conciliar.

Uma das nossas cenas favoritas no episódio é Dorie tentando se conectar com Charlie como alguém que se isolou em um ponto, como vimos no episódio 4×05. Ele se escondeu em uma cabana porque sentiu muita culpa sobre o que tinha feito e não podia se perdoar por isso e tentou apelar para Charlie para se abrir da melhor maneira que Dorie sabe, através do Scrabble. Mas Dorie pode se identificar com isso e ele sabe que não foi fácil para ele voltar ao mundo, e foi preciso o amor de June, e depois Laura, para fazê-lo se reconectar com as pessoas e perdoar a si mesmo. Charlie ainda não descobriu isso. E vai ser difícil para ela se perdoar.

Enquanto conversamos sobre pessoas que estão claramente confusas, vamos conversar sobre Alicia. Por um lado, ela se isolou de seus melhores amigos. Por outro lado, ela tem o desejo ardente de ajudar um completo estranho que está em perigo. O que está acontecendo com ela e como isso tudo está relacionado à perda da mãe dela?

GOLDBERG: Alicia quer muito continuar como Madison, ela quer levar adiante esse propósito. E seu fracasso em fazer isso é esmagador para ela. Alicia ainda está realmente processando sua dor pela perda de sua mãe e sentindo, como todo mundo, um pouco à deriva e sem propósito. A coisa mais nobre que ela acha que pode fazer é continuar com a força de Madison, e a parte mais trágica do episódio é que, apesar de seus esforços, ela não consegue fazer isso. E isso a deixa questionando: o que eu faço agora se não posso levar isso adiante? O que eu vou fazer? Quem eu vou ser? Essa será sua luta pela segunda metade da temporada.

E ela tem aquela fala depois de tudo que Morgan falou para ela, “Você pode estar lá para eles,” e então ela diz, “Você poderia estar aqui para nós também”. Então você tem essa enorme tempestade agora, e você tem Alicia dizendo para Morgan, “Você seria útil para nós”. Como tudo isso pode potencialmente mudar os planos de Morgan e sua mentalidade sobre voltar para Virgínia?

CHAMBLISS: É uma ótima pergunta que Alicia faz para Morgan e não acho que é algo com o que ele esteja necessariamente lutando de forma consciente. Como ele disse para Alicia no início do episódio, ele deixou muitas pessoas com as quais se importava em Virgínia sem se despedir. E é como se Morgan sequer estivesse processando o fato de que ele agora está fazendo a mesma coisa novamente com esse grupo de pessoas, das quais ele se tornou tão próximo. Quando Alicia joga o conselho que ele deu de volta e diz, “Você está me dizendo que eu deveria ajudar as pessoas a minha volta, bom, você devia fazer a mesma coisa” – essa é realmente a primeira vez que Morgan está percebendo que, de certa forma, ele pode voltar para as pessoas que ele deixou em Virgínia e fazer com essas pessoas a mesma coisa que ele fez no início da temporada. Ele está fugindo de pessoas.

Acho que muito disso deriva do fato de que ele não sabe como ajudar essas pessoas. Exatamente pela mesma razão que Alicia não está vivendo na casa com Luciana e Strand – eles a lembram de todas essas coisas sombrias que ela fez, mas eu não acho que ela tem uma resposta pronta para nenhum deles sobre como prosseguir. É mais fácil abaixar a cabeça e focar em uma missão como seguir esses pedidos de ajuda. Prosseguir, tanto Alicia quanto Morgan terão que encarar essas questões sobre como eles podem ajudar as pessoas a sua volta. Obviamente não vai ser fácil, porque lá pelo final do episódio, Alicia e Morgan seguem caminhos separados enquanto a tempestade se aproxima e aumenta de intensidade.

Okay, o que mais você pode nos contar em termos do que está por vir em Fear the Walking Dead?

GOLDBERG: Podemos dizer que viemos falando da Alicia, e vimos Alicia ser testada muitas vezes antes, de formas muito diferentes. Mas não acho que já tenhamos visto ela ser testada desse jeito, como veremos no próximo episódio. Isso é um nível emocional completamente novo para Alicia.

CHAMBLISS: E vai ter água. Vai ter muita água.

Fear the Walking Dead vai ao ar as segundas-feiras, às 22h30, no AMC Brasil. Consulte sua operadora de TV para mais informações.

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Fonte: Entertainment Weekly

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