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Entrevistas

Dave Erickson fala sobre o passado de Daniel e o que esperar do final da 1ª temporada de Fear the Walking Dead

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ATENÇÃO: Esta matéria contém spoilers do quinto episódio da primeira temporada de Fear the Walking Dead, S01E05 – “Cobalt” (Operação Cobalt). Leia por sua conta e risco. Você foi avisado.

No penúltimo episódio dessa temporada aconteceram algumas coisas graves para os sobreviventes do apocalipse nesse final de temporada. A obra de Daniel Salazar levou a uma informação crucial, sem a qual ele e o resto dos moradores da casa de Madison Clark seriam certamente condenados sem qualquer aviso.

Mas essa pista será suficiente para Daniel, Madison e Travis planejarem algo antes da iminente evacuação? Será que Liza e Nick se reunirão com suas famílias antes de “Cobalt” acontecer? Quem é Strand, aquele cara que fala rápido que está na cela do governo e salvou a vida de Nick, e qual seu plano? E quão fantástica foi a narrativa – e performance de Rubén Blades – que finalmente desvendou o passado de Daniel?

O showrunner de Fear the Walking Dead, Dave Erickson, discutiu sobre isso e muito mais, incluindo várias dicas sobre o episódio final e sobre a segunda temporada.

Vamos começar pelo final, com algo atrás das portas batendo aonde Daniel chegou. É a mesma instalação onde a unidade médica se encontra, onde Nick está preso?

Dave Erickson: A geografia de tudo ficará bem mais clara no episódio final. Na última cena com Adams, antes de Travis e Madison chegarem, ele fala sobre uma arena onde ele foi guarda e as pessoas começaram a se transformar. Ele diz que tinham 2 mil pessoas, e “não dava pra saber quem estava doente e quem não estava… Nós corremos, e depois trancamos as portas. Foi isso que eu fiz.” Ele está descrevendo um evento que participou, algo que teria acontecido há uns bons 7 dias (antes). Acho que Daniel foi checar se esse lugar realmente existia. Nós descobriremos exatamente o que acontecerá entre os militares e a vizinhança no próximo episódio.

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Então não é o mesmo lugar onde Liza…

Dave Erickson: Exatamente, não é o mesmo lugar. Teremos um entendimento sobre isso logo.

A propósito, Daniel é muito durão; esse episódio foi muito incrível para ele. Nós esperando para saber mais sobre o porquê ele sabe tanto sobre como o governo vai operar.

Dave Erickson: David Wiener mandou muito bem escrevendo esse episódio. É sempre complicado quando você lida com tortura. Acho que ele escreveu aquela sequencia com muita sutileza, achei que ficou verdadeira e com grande sutileza e tristeza. Daniel definitivamente não estava gostando do que tem que fazer. Ele simpatiza de uma maneira estranha com a pessoa que está vitimando. É um estranho tipo de dança.

O que temos agora é uma filha, Ofelia, percebendo que apesar de todas as histórias que seus pais a contaram sobre a guerra e a violência serem verdade, eles não a contaram de qual lado o Daniel estava. Isso é algo que será instrumental no decorrer da relação deles. Você tem uma situação onde a filha terá que depender de seu pai, e um pai que terá que reconquistar sua confiança. Isso é a única coisa pura em sua vida, como ele descreve para Adams. Ele é durão, com certeza. Muita coisa ainda está para acontecer.

Psicologicamente, isso é bem poderoso também. Quando Daniel está contando a Adams sobre como Ofelia o atraiu até lá, que ela pensou que ele deixaria Adams sair eventualmente… “Isso não acontecerá”, ele diz. Essa é uma fala bem pesada, mas como você disse, Daniel não está gostando disso. Ele só está sendo honesto, isso que ele precisa fazer para obter informações que precisa para sobreviver, e ele aceita isso.

Dave Erickson: Ele também descreve o que está fazendo. Ele descreve onde os nervos são mais sensíveis. Está tudo exposto, literalmente, porque ele coloca as lâminas na sua frente. Depois ele meio que descreve porque isso dói tanto.

É interessante… a sequência clássica de tortura, eu acho, é Marathon Man, de Dustin Hoffman e Laurence Olivier. Aquilo é frieza. Há uma coisa estranha sobre essas cenas, e como elas são escritas… é uma estranha intimidade. Você pode dizer que a cena de Marathon Man é bem fria, horrível. É uma vibe bem estranha, surreal, quase um calor, que funciona muito, muito bem nessas cenas.

Uma das coisas mais importantes desse episódio é os dois caminhos diferentes que Madison e Travis vêm seguindo e continuarão seguindo. Quando a Guarda Nacional levou Nick e Griselda e Liza foi com eles, eles queriam suas famílias de volta. Temos Travis, que está tentando fazer isso por meio de canais, essencialmente. Ele não confia mais em Moyers porque viu os flashes na noite anterior. Ele sabe que a informação que ele deu talvez tenha causado a morte de alguém. Ele definitivamente se aproxima de Moyers com uma grande dose de desconfiança e apreensão. Mas, para ele, esse é o único jeito. É o único caminho que precisa tentar e descobrir o que aconteceu com seu povo. Ele se aproxima cuidadosamente, mas pela primeira vez ameaça Moyers. Ele sugere que se Moyers não lidar com isso apropriadamente, muitas pessoas ficarão tristes ali.

Por outro lado, temos Madison percebendo que Daniel vai torturar esse jovem homem da Guarda Nacional. Ela está bem com esse fato. Bem, ela não está bem com isso, mas está disposta a fazer vista grossa. Quando Travis volta depois de seu dia terrível e Ofelia diz a ele o que está acontecendo, sua principal preocupação naquele momento é “Madison sabe disso? É isso que você é? Você realmente deixou isso acontecer?” O que é uma dúvida válida para o mundo pré-apocaliptico, e agora é claro que ela deixa isso acontecer porque é o único jeito de tentar pegar seu filho de volta.

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E Travis ainda não precisou fazer o que ela fez em “So Close, Yet So Far”, quando teve que matar seu amigo e colega de trabalho Art.

Dave Erickson: Exatamente. Emocionalmente, há inúmeras coisas, para Madison em específico, nós referimos a um passado meio sombrio para ela no piloto. Quando ela fala sobre a angústia de Nick, quando anda pela galeria e fala que é um lugar violento… na minha mente, ela está falando sobre o espaço que se encontra, mas também imaginando ou revivendo algum lugar que já esteve antes, ela tem muita bagagem.

Acho que ela está traumatizada com o que teve que fazer com Arty, e ela não falou sobre isso. Quando ela saiu para matar a Sra. Tran e Travis a confrontou dizendo “Nós não sabemos” isso a destrói. O que isso a faz tornar se de repente uma cura se manifestar e todos podem ficar bem? Essa foi a mesma pergunta que caiu para Travis nesse episódio, quando eles pararam e viram aquela garçonete. Moyers diz que não é uma pessoa. Tenho certeza que houve alguns chutes e gritos na escolha de Travis.

Acho que seu personagem em particular é essa pessoa que desesperadamente se agarra em sua humanidade. É importante colocar na cabeça que ninguém nesse programa já viu The Walking Dead. Nós estamos no 12º dia do apocalipse, e tirando a exposição inicial que nossa família teve nos primeiros episódios, ficamos atrás de grades, supostamente com alguém nos cuidando, enquanto a Guarda Nacional ganha essa guerra contra o surto. Travis claramente não está no ponto onde é capaz de apertar o gatilho. Isso é algo que ele tem que lutar, e algo que teremos que lidar no episódio final e na segunda temporada até certo ponto. Há uma virada chegando.

No centro médico, quando Liza finalmente encontra Griselda, ela está quase morrendo. A quem Griselda se referia no seu raivoso discurso final? Era para Daniel, ou para alguma situação ou pessoa de sua vida?

Dave Erickson: Acho que é sobre sua relação não só com Daniel, mas com Deus. Eu realmente gosto da ideia de pessoas tentando interpretar isso como quiserem. Não, ela não está falando sobre Daniel; ela fala sobre algo bem maior que isso.

Quando Daniel e Ofelia descobrirem sobre Griselda, isso vai alterar seus esforços para continuar vivendo?

Dave Erickson: Daniel é muito fatalista. Acho que o fato de que ele estava disposto a deixar Griselda ir ao complexo militar mostra como ele estava desesperado, e como ele sabia que ela estava relativamente perto da morte. Quando eles descobrirem o que aconteceu, acho que vai quebrar ele profundamente. Mas não sei se ele ficará surpreso. Ele disse: “Quando as pessoas são levadas em caminhonetes, basicamente não termina bem.” Acho que sua esperança nesse ponto é mais sobre preservar qualquer esperança que Ofelia tenha.

Acabei de perceber algo: ele está usando seu kit de barbear no Adams?

Dave Erickson: Sim.

Isso foi uma das coisas que ele pegou quando abandonaram sua barbearia no centro da cidade.

Dave Erickson: Ele levou isso. Em nossas mentes, esse velho kit de barbearia pertencia ao seu pai. Não acho que era algo que ele usou em El Salvador para torturar pessoas, mas que seu pai era um barbeiro, e isso que ele faria se estivesse na guerra de El Salvador, era onde ele faria seu dinheiro. Então sim, ele levou o kit com ele.

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Há algum significado para o plano de evacuação se chamar “Cobalt”?

Dave Erickson: É chamado assim porque por um período, o codinome de Fear the Walking Dead era “Cobalt”. Quando cheguei pela primeira vez no programa, a AMC se referia a Fear como “Cobalt” para manter segredo, então foi mais uma piada para nós.

O cara na grade atormentando o coitado do Doug sobre a “Sra. Doug”: Quem é ele? Um vigarista? Ele fala muito rápido. Tem coisas muito boas, está bem vestido, e menciona Las Vegas.

Dave Erickson: Colman Domingo interpreta Victor Strand, e ele fala bem rápido e é autossuficiente. Vamos perceber de alguma maneira que grandes capitães da indústria tendem a ser um pouco sociopatas. Acho que o que ele faz com Doug é controlar o ambiente e as situações que ele se encontra. Doug, como já estabelecemos, não é equilibrado, é emocionalmente perturbado. Acho que Strand vê Doug como alguém que vai chamar atenção para essa área em particular, e ele não quer fazer isso, acho que ele só o acha irritante.

Sua habilidade para quebrar ele… é quase como se ele quisesse manter suas habilidades. Isso é um exercício para ele para que possa manter sua execução e sua habilidade. Veremos mais de seu interesse em Nick no decorrer da próxima temporada. Ele é legítimo pelo menos. Veremos que ele é um indivíduo próspero e possui recursos que podem ou não ser úteis. Ele desenvolverá uma relação com Nick, ele vê algo em Nick que acha que vale a pena. É provavelmente a primeira vez que qualquer um viu algo em Nick assim. Acho que é bem surpreendente que essa pessoa está disposta a protegê-lo por razões ainda desconhecidas.

Também, em termos do mundo socioeconômico de The Walking Dead, não é sempre que vemos pessoas ricas, há algo atraente para nós sobre a introdução de um personagem que tinha muito antes de sofrer a queda. Vamos perceber que ele foi preso porque estava no lugar errado na hora errada, provavelmente porque estava de olho no mercado financeiro e imobiliário, eles vão quebrar e há uma oportunidade de fazer negócios quando tudo ficar limpo. Ele é um cara bem pragmático, muito esperto, e se tornará uma nova adição para nossa grande família misturada.

Então ele definitivamente vai ficar por perto por um tempo?

Dave Erickson: Sim.

Esse é provavelmente um dos últimos pontos onde itens de luxo, como relógios caros e abotoaduras de diamante, ainda valem algo. Vimos Chris e Alicia saqueando a casa de “pessoas ricas”. Eles já reconhecem que lustres e vestidos chiques não significam muito. Em The Walking Dead, uma lata de feijão e um abridor de lata são bem mais valiosos que abotoaduras de diamante.

Dave Erickson: Isso, para mim, é o interessante. Strand é um especialista quando se trata de transporte de moeda – descobrindo o que tem valor e o que não tem. Ele sabe que pode dar seu Rolex porque seu relógio não vai fazer diferença. O guarda provavelmente ainda acha que tudo vai ficar bem em última instância. Ele é distraído por coisas brilhantes. O que aconteceu com Chris e Alicia é também um ato de rebeldia contra o que está acontecendo em volta deles. É bem “Nenhuma dessas coisas importa mais.” A vida que aquela família construiu não é mais importante que a vida que eles construíram em sua casa mais modesta. Tudo está sendo destruído, e acho que eles meio que se juntaram à parada.

Há um pequeno momento deles na casa, onde Alicia está experimentando coisas e Chris a vê e não desvia o olhar imediatamente. Ela não fala pra ele fazer isso. É uma dica de um potencial romance?

Dave Erickson: Nós falamos sobre isso, não vou dizer sim ou não. Acho que há uma coisa meio bizarra entre meia-irmã e meio-irmão, o que provavelmente vamos evitar. Acho que foi um momento inocente, e houve um certo flerte nisso. Mas eles só têm um ou dois anos de diferença de idade, acho que ela é bem mais mundana, muito mais avançada de pensamento que ele. Ele é um irmão muito leal nesse ponto, que quer fazer o certo para ela, e veremos mais disso no episódio final da temporada. Quem sabe? Nunca diga nunca.

De volta a Moyers. Ele teve a intenção de levar Travis a Exner, ou foi só um artifício para levar Travis para fora da zona de segurança e dar a ele o gosto de o que está acontecendo de verdade?

Dave Erickson: Acho que ele teve alguma intenção com isso. A realidade foi quando eles pararam porque viram Kimberly na loja de donnuts, acho que Moyers viu isso como uma oportunidade de aprendizado. Travis é um desafio como personagem para alguns espectadores, porque ele não chegou no ponto onde precisa pegar a arma imediatamente para matar zumbis. Isso é, em larga escala, o que a morte de Kimberly foi. Para um personagem que se prende em sua humanidade desesperadamente, agora tem uma situação onde a arma está lá, o zumbi está lá, tem dois soldados o dizendo basicamente que a garçonete não é uma pessoa, e se você acha que é uma pessoa, significa que são assassinos. O fato do problema é que quando ele recusa a apertar o gatilho, ele está basicamente dizendo “Sim, acho que talvez sejamos assassinos.”

Como eu disse antes, Travis nunca assistiu The Walking Dead. Nós estamos há 12 dias no apocalipse. Não acho que é razoável se estamos tentando tornar esse processo o mais realista possível. Não é razoável especialmente quando você foi exposto a isso por somente dois dias e depois ficou atrás de grades por nove dias… Travis se agarrou constantemente no que o faz humano e isso vai custar, já custou até agora e provavelmente vai continuar custando.

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Moyers estava fazendo um favor a Travis, com seu jeito agressivo, expondo ele a algumas realidades do mundo fora da zona de segurança?

Dave Erickson: Acho que até certo ponto Moyers vê isso como o que é: uma guerra. Ele tem sua companhia que não tem experiência, ele diz: “Eles são crianças”. Muitos soldados e muitos dos guardas e mulheres não estão acostumados a isso. Ele está tentando manter alguma coesão e manter todos encurralados da melhor forma possível, mas também é incrivelmente difícil com seus homens como um líder. Provavelmente até demais, porque como vimos, há um tipo de rebelião contra ele. Para ele, acho que é importante que pelo menos tente fazer Travis entender o que isso realmente é.

Você disse algo sobre rebelião entre seus homens. Não foi um acidente que Moyers não saiu daquele prédio, mas seus homens saíram?

Dave Erickson: Vou deixar isso pra audiência decidir. Posso dizer que amo trabalhar com Jamie McShane, que interpreta Moyers. Trabalhei com ele em Sons of Anarchy, e ele está agora em Bloodline. Ele veio me falando “Nunca verão o corpo de Moyers. Então quem sabe? Talvez eu não esteja morto.” Claramente, ele estava comandando esses caras bem duramente, e está bem desconectado com o que seus homens estão passando emocionalmente – ou ele entende isso e não se importa. Ele pode entender isso, mas eles são soldados e não podem desobedecer a ordens, ou jogar a arma e ir embora.

Uma pequena prévia da final: É difícil imaginar que seja um episódio com mais ação que esse. O que você pode dizer sobre isso?

Dave Erickson: É um episódio com mais ação que esse. Estamos num lugar onde no final do episódio, nossos personagens não foram capazes de salvar suas famílias. Nick ainda está fora, Liza também… eles ainda não sabem que Griselda morreu. Também termina com Madison e Travis em diferentes lugares emocionalmente. Madison permitiu a tortura de outro ser humano, e Travis… a coisa mais triste para ele é que mesmo estando chocado e traumatizado pelo fato de que sua amada deixou isso acontecer, funcionou. Daniel foi capaz de conseguir a informação que eles precisavam para potencialmente dar os próximos passos indo para o episódio final. Há um pouco de fratura entre nosso casal na final que precisa ser resolvida. Veremos um esforço para juntar suas famílias novamente.

A final da primeira temporada de Fear the Walking Dead vai ao ar hoje, 4 de outubro, às 22h na AMC.

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Fonte: Yahoo
Tradução: @LaisYes / Staff Fear the Walking Dead Brasil

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Entrevistas

Jenna Elfman fala sobre peixes fedidos e zumbis voadores no episódio de retorno de Fear the Walking Dead

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A quarta temporada de Fear the Walking Dead encontrou nossos sobreviventes ainda lutando para seguir em frente após as mortes de Madison (Kim Dickens) e Nick Clark (Frank Dillane) e lidar com uma nova ameaça na forma de um furacão que chegou nos momentos finais do episódio.

June (Jenna Elfman) – anteriormente conhecida como “Laura” e “Naomi” – está morando em um ônibus escolar com John Dorie (Garret Dillahunt) e Charlie (AlexaNisenson) em uma espécie de unidade familiar. É legal, mas nem tudo está bem. Charlie ficou tão traumatizada com as coisas que ela fez e viu que ela mal fala e quase se permitiu ser comida por um andador, enquanto June está lutando com quem ela é. John quer voltar para sua cabana onde ele e “Laura” viveram antes dela fugir, e June se preocupa que ela pode não ser capaz de se estabilizar e então John descobre que ela realmente é uma desistente.

“Eu não sou Laura”, ela diz a Al (Maggie Grace). “Eu sou a mulher que ficou com medo e fugiu. Não só de John, de todos.” Mas Al diz a ela que a pessoa que ela é com John é a pessoa que ela é agora. Seu passado não precisa mais ditar seu futuro. E esta nova e melhorada June será testada enquanto ela e Al resistem à tempestade que barrou o caminhão da SWAT de Al. A tempestade está forçando June a ficar parada e se confrontar consigo mesmo, o que veremos no episódio 12 desta temporada.

Aquele era um peixe real que você estripou?

Jenna Elfman: Sim, foi! Repetidamente! Tomada após tomada! E sinto como se a tomada que eles usaram foi a que eu disse “Tem algo de errado. Esse peixe não está bem.” O mais repugnante e fedorento – todos os outros estavam normais e cheiravam frescos, mas aquele tinha algo errado. Suas entranhas eram tão nojentas e fedorentas. Foi terrível.

Você teve alguma experiência anterior com evisceração de peixe?

Jenna Elfman: Eu aprendi como estripar um peixe no episódio 4×05, “Laura”, com Garret Dillahunt, que foi onde eu tive um pescador que me deu uma lição oficial sobre como estripar um peixe. Então isso foi um bom retorno para esse episódio.

Você pode me contar mais sobre o relacionamento de June com Charlie? Elas desenvolveram um relacionamento mais próximo que nós realmente não vimos quando elas estavam com os Abutres, e é por isso que June a adotou?

Jenna Elfman: Eu acho que por padrão, June é mãe. Ela tinha uma garotinha. E eu acho que quando você é pai, você é pai ou mãe, é isso aí. Você é sempre um pai. E June também é enfermeira, e acho que cuidar faz parte de seu DNA. E acho que também é cura. E há um pouco de unidade lá com ela e John, em seus pequenos estágios exploratórios. Eu acho que provavelmente é só por padrão, por instinto. Meio que faz sentido ela cuidar de Charlie.

O que está acontecendo com ela?

Jenna Elfman: Bem, vejamos, ela tem 11 anos e perdeu os dois pais e assassinou uma pessoa. Eu acho que isso pode deixar uma garotinha traumatizada, não é?

Bem, quando você coloca dessa forma…

Jenna Elfman: Eu acho que, às vezes, quando as pessoas estão vendo, estão tão acostumadas com o apocalipse, que esquecem quais são os efeitos reais de estar em torno de tanta violência e de pessoas tão malvadas umas para as outras. A personagem, e Alexa, quando ela estava filmando, tinha 11 anos.

É uma coisa pesada até para um ator tão jovem lidar.

Jenna Elfman: Ela é incrível, no entanto. Ela é uma alma muito saudável. É uma moça sensacional.

Naquela última cena, como eles fizeram os zumbis voadores? Tinham dublês em estilingues ao lado do caminhão? Como foi isso?

Jenna Elfman: Aquilo foi uma loucura! Eu estava sentada dentro da van da SWAT com Maggie (Al) observando esses zumbis passando e batendo na van bem na frente dos nossos rostos, essas dublês passando por isso. Eles trabalharam nisso por um bom tempo imaginando como tudo seria. Eu realmente tenho um pequeno vídeo que vou postar na hora certa, que foi meu ponto de vista de dentro da van com esses dublês batendo na janela contra o carro. Literalmente voando pela janela. Foi tão real e tão assustador de uma forma divertida.

Então, eles estavam pulando de trampolins? Como isso estava acontecendo?

Jenna Elfman: Eu acho que eles tinham arreios e estavam sendo puxados.

Fear the Walking Dead vai ao ar as segundas-feiras, às 22h30, no AMC Brasil. Consulte sua operadora de TV para mais informações.

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Fonte: TV Guide

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Destaque

Facebook Live de Fear the Walking Dead com Alycia Debnam-Carey e Colman Domingo no Brasil (LEGENDADO)

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Como já mencionado aqui no Fear the Walking Dead Brasil, os atores da série e intérpretes de Alicia Clark e Victor Strand estiveram no Brasil. A vinda de ambos era motivada pela anunciação da estreia da segunda parte da 4ª temporada de Fear.

Um dos compromissos mais aguardados pelos fãs era a live no Facebook do canal AMC Brasil. Nesse momento ambos responderam perguntas prévias enviadas pelos fãs brasileiros sobre seus personagens, o quarto ano da série, despedidas de elenco e curiosidades afins. Uma interatividade totalmente despojada e confortável. Ambos se mostraram ligados um ao outro e dispostos a atender os fãs da melhor forma possível.

Entretanto, houve muita reclamação nos comentários devido ao fato de não haver tradução simultânea (já que os astros têm como língua nativa o inglês). Mas, como nosso trabalho é dar acessibilidade aos fãs da série ao material produzido por eles, aqui está a live com legenda para você poder ver as respostas dadas pelos atores:

E então, o que você achou das respostas dadas por eles? O que você perguntaria para eles caso pudesse? Deixe um comentário abaixo.

Fear the Walking Dead vai ao ar as segundas-feiras, às 22h30, no AMC Brasil. Consulte sua operadora de TV para mais informações.

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Entrevistas

Morgan vai voltar para The Walking Dead? Os showrunners Andrew Chambliss e Ian Goldberg falam sobre o assunto!

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do nono episódio, S04E09 – “People Like Us”, da quarta temporada de Fear the Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

O personagem de Lennie James, Morgan, finalmente conectou os dois universos de The Walking Dead quando ele passou da nave mãe de The Walking Dead para Fear the Walking Dead. Mas ele poderia cruzar de volta?

No começo do episódio de retorno de Fear, Morgan anunciou sua intenção de voltar para Virginia e para seu amigo Rick Grimes. Ele até providenciou transporte para o norte, cortesia de Althea e seu S.W.A.T. móvel. “Eu nunca deveria ter ido embora”, explicou Morgan a John Dorie. “Meu amigo, acho que ele estava certo. É onde eu pertenço. É onde eu deveria estar.”

Mas será que ele vai chegar lá? Uma tempestade gigantesca já estava começando a causar estragos, e Alicia tinha algumas palavras sábias para Morgan sobre o pessoal que ele estaria deixando para trás aqui se ele fugisse novamente. Então Morgan vai voltar para Alexandria? (Ou para o Lixão? Ou para o Reino? Ou onde quer que ele esteja planejando chamar de lar?)

A Entertainment Weekly conversou com Andrew Chambliss e Ian Goldberg, os showrunners de Fear the Walking Dead, para obter informações sobre este último desenvolvimento, bem como todos os outros acontecimentos na estreia da midseason. Confira:

ENTERTAINMENT WEEKLY: Vamos começar com a tempestade, porque você começa este episódio com zumbis voando, essencialmente. Como vocês colocaram isso juntos? Foi tudo CGI, foram atores dublês em fios? Como você faz zumbis no ar?

ANDREW CHAMBLISS: É um pouco de cada coisa. Eu diria tudo acima. Aquela cena com a qual abrimos o episódio é uma combinação muito cuidadosa de várias cenas. Fizemos muito da tempestade praticamente com barras de chuva, ventiladores gigantes e artistas em catracas que os puxaram para fora do quadro, e então fizemos muitos aprimoramentos, elementos digitais e combinamos algumas placas diferentes e camadas de chuva digital para realmente parecer como se fosse um furacão. A ideia começou com o desejo de ver um wallker entrar em cena e depois ser jogado, e conseguimos isso mais de uma vez. Ficamos super animados com os resultados no final do dia.

A maior manchete para mim saindo desse episódio acontece no início, quando Morgan diz que quer voltar para a Virgínia. O que neste momento o levou a essa decisão, de que ele deveria estar voltando?

IAN GOLDBERG: Como vimos na primeira metade da temporada, o Morgan está em uma grande jornada. Ele começou como alguém que fugiu de Alexandria, de todos que ele era próximo, porque ele acreditava que a melhor maneira para ele viver neste mundo era estar por conta própria. Ele não queria estar perto de pessoas. Isso mudou na primeira metade da temporada, e no final da metade da quarta temporada, ele está sentado em volta de uma fogueira com pessoas – algumas das quais eram amigas, algumas eram inimigas que se tornaram amigas. Foi uma reviravolta inesperada de eventos para Morgan.

Mas ainda há uma grande parte do Morgan que está ligado às pessoas que ele deixou para trás. Vamos ver que ele também está lutando com alguns outros demônios emocionais que vamos revelar quando a segunda metade dessa temporada continuar. E ele pode dizer que está voltando para Alexandria, mas a jornada para chegar lá será preenchida de muitas reviravoltas inesperadas. Estamos ansiosos para saber como as pessoas reagem a essa jornada.

Vamos falar sobre onde todo mundo está emocionalmente aqui enquanto retomamos as coisas, começando com John e June. Ele quer se aposentar para a cabana, ela está preocupada que ela não é a mulher que ele se apaixonou, o que, em relação ao seu nome, pelo menos, é certamente verdade. Isso é algum tipo de acordo em que June não tem certeza se pode simplesmente se permitir ser feliz com tudo o que aconteceu?

CHAMBLISS: Eu acho que é um pouco disso, mas acho que alternativamente no final do dia, é quase como se June talvez nem saiba qual versão do personagem que vimos até agora ela realmente é. Nós a vimos como uma mãe muito reservada que está apenas tentando se proteger. Nós a vimos como a pessoa que se apaixonou, e então a vimos como uma Abutre. Eu acho que seu mal em estar com Dorie é que ela tem que se perguntar quem ela é, e isso não é necessariamente uma pergunta fácil, especialmente quando você fez coisas que você se arrependa. Ela tem muita procura de alma para fazer por si mesma, antes que consiga se abrir totalmente para estar com John.

Vamos entrar na situação de Charlie. Ela aparentemente ficou muda. Achei que no início isso tenha acabado com a perda da família Abutre, mas quando ela retorna o livro O Pequeno Príncipe para Luciana, isso parece indicar que ela está lutando com o assassinato de Nick.

GOLDBERG: Sim, como você disse. Charlie passou por muita coisa por muita gente, mas particularmente por uma criança tão jovem. Sim, ela perdeu sua família Abutre, mas também está lutando com a culpa de ser a primeira Abutre que estava dentro dos portões do estádio e alertou os Abutres sobre a presença no estádio. E matando Nick. Ela carrega muita culpa e bagagem emocional. Existe muita coisa não resolvida em Charlie que ela não sabe como conciliar.

Uma das nossas cenas favoritas no episódio é Dorie tentando se conectar com Charlie como alguém que se isolou em um ponto, como vimos no episódio 4×05. Ele se escondeu em uma cabana porque sentiu muita culpa sobre o que tinha feito e não podia se perdoar por isso e tentou apelar para Charlie para se abrir da melhor maneira que Dorie sabe, através do Scrabble. Mas Dorie pode se identificar com isso e ele sabe que não foi fácil para ele voltar ao mundo, e foi preciso o amor de June, e depois Laura, para fazê-lo se reconectar com as pessoas e perdoar a si mesmo. Charlie ainda não descobriu isso. E vai ser difícil para ela se perdoar.

Enquanto conversamos sobre pessoas que estão claramente confusas, vamos conversar sobre Alicia. Por um lado, ela se isolou de seus melhores amigos. Por outro lado, ela tem o desejo ardente de ajudar um completo estranho que está em perigo. O que está acontecendo com ela e como isso tudo está relacionado à perda da mãe dela?

GOLDBERG: Alicia quer muito continuar como Madison, ela quer levar adiante esse propósito. E seu fracasso em fazer isso é esmagador para ela. Alicia ainda está realmente processando sua dor pela perda de sua mãe e sentindo, como todo mundo, um pouco à deriva e sem propósito. A coisa mais nobre que ela acha que pode fazer é continuar com a força de Madison, e a parte mais trágica do episódio é que, apesar de seus esforços, ela não consegue fazer isso. E isso a deixa questionando: o que eu faço agora se não posso levar isso adiante? O que eu vou fazer? Quem eu vou ser? Essa será sua luta pela segunda metade da temporada.

E ela tem aquela fala depois de tudo que Morgan falou para ela, “Você pode estar lá para eles,” e então ela diz, “Você poderia estar aqui para nós também”. Então você tem essa enorme tempestade agora, e você tem Alicia dizendo para Morgan, “Você seria útil para nós”. Como tudo isso pode potencialmente mudar os planos de Morgan e sua mentalidade sobre voltar para Virgínia?

CHAMBLISS: É uma ótima pergunta que Alicia faz para Morgan e não acho que é algo com o que ele esteja necessariamente lutando de forma consciente. Como ele disse para Alicia no início do episódio, ele deixou muitas pessoas com as quais se importava em Virgínia sem se despedir. E é como se Morgan sequer estivesse processando o fato de que ele agora está fazendo a mesma coisa novamente com esse grupo de pessoas, das quais ele se tornou tão próximo. Quando Alicia joga o conselho que ele deu de volta e diz, “Você está me dizendo que eu deveria ajudar as pessoas a minha volta, bom, você devia fazer a mesma coisa” – essa é realmente a primeira vez que Morgan está percebendo que, de certa forma, ele pode voltar para as pessoas que ele deixou em Virgínia e fazer com essas pessoas a mesma coisa que ele fez no início da temporada. Ele está fugindo de pessoas.

Acho que muito disso deriva do fato de que ele não sabe como ajudar essas pessoas. Exatamente pela mesma razão que Alicia não está vivendo na casa com Luciana e Strand – eles a lembram de todas essas coisas sombrias que ela fez, mas eu não acho que ela tem uma resposta pronta para nenhum deles sobre como prosseguir. É mais fácil abaixar a cabeça e focar em uma missão como seguir esses pedidos de ajuda. Prosseguir, tanto Alicia quanto Morgan terão que encarar essas questões sobre como eles podem ajudar as pessoas a sua volta. Obviamente não vai ser fácil, porque lá pelo final do episódio, Alicia e Morgan seguem caminhos separados enquanto a tempestade se aproxima e aumenta de intensidade.

Okay, o que mais você pode nos contar em termos do que está por vir em Fear the Walking Dead?

GOLDBERG: Podemos dizer que viemos falando da Alicia, e vimos Alicia ser testada muitas vezes antes, de formas muito diferentes. Mas não acho que já tenhamos visto ela ser testada desse jeito, como veremos no próximo episódio. Isso é um nível emocional completamente novo para Alicia.

CHAMBLISS: E vai ter água. Vai ter muita água.

Fear the Walking Dead vai ao ar as segundas-feiras, às 22h30, no AMC Brasil. Consulte sua operadora de TV para mais informações.

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Fonte: Entertainment Weekly

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