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Dave Erickson fala sobre o episódio 4 – “Not Fade Away”

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ATENÇÃO: Esta matéria contém spoilers do quarto episódio da primeira temporada de Fear the Walking Dead, S01E04 – “Not Fade Away” (Não Desapareça). Leia por sua conta e risco. Você foi avisado.

Ocupação! Madison, Travis e companhia trocaram um problema por outro no último episódio de Fear the Walking Dead. Ao invés de vizinhos zumbis vagando pelas ruas, agora eles precisam lidar com a presença da Guarda Nacional, que os cercou para sua própria segurança. Mas pelo que vimos no episódio, nem todo membro da família é bem vindo ali. E o que exatamente está acontecendo do lado de fora das cercas? O Entertainment Weekly conversou com o showrunner Dave Erickson sobre o episódio “Not Fade Away” para conseguir respostas às questões ardentes.

Você fez um episódio sem um único ataque de zumbi. Isso deixou vocês nervosos?

Dave Erickson: Não, não ficamos nervosos. Na verdade, nós conversamos um bocado sobre isso porque tínhamos oportunidades, especialmente na sequência em que Madison vai além da cerca. Mas na verdade esse episódio é sobre perceber que a Guarda Nacional chegou e que isso não é necessariamente uma coisa boa. E é sobre tentar criar essa tensão e ansiedade em torno da ocupação de uma vizinhança, e o que aquilo vai significar para Madison e o restante de sua família. Então não, era uma questão de focar mais naquele elemento da historia e menos em ataques de zumbis necessariamente. Isso não nos deixou nervosos. Esperamos que não tenha deixado a audiência nervosa.

Você mencionou quando Madison passou pela cerca, e foi nesse momento que eu estava esperando que acontecesse, porque eu estava pesando que sempre precisa ter pelo menos um ataque de zumbi por episódio, então achei surpreendente de uma forma positiva, porque eu achei que sabia o que estava por vir, e na verdade não sabia.

Dave Erickson: Isso também fez parte. Robert Kirkman falou sobre isso em relação aos quadrinhos e à outra série. Em última análise, o perigo real vem de outros humanos. Esse episódio foi uma oportunidade de tentar dramatizar esse elemento e realmente trazer a pergunta: qual é a motivação da Guarda Nacional? O que está acontecendo daquele lado da cerca? E essencialmente naquela área pela qual ela está andando tem um grupo de resistentes e pessoas que não quiseram necessariamente ser transferidas e não quiseram sair de suas casas. E você está lidando com essa tensão, e com a Guarda, que estão um pouco mais informados em comparação com outros naquela área, e para todos os efeitos estão mais assustados do que os civis que eles deveriam proteger, porque eles viram mais do apocalipse a essa altura. É sobre a descoberta que Madison e Travis farão neste episódio e nos próximos dois.

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Então agora estamos vendo os militares assumindo o controle com força total. Eles montaram zonas de segurança atrás de cercas. Eles estão estabelecendo regras e ordem. Mas alguns deles parecem relativamente tranquilos com a situação, não compreendendo a magnitude do que está acontecendo, e ao invés disso jogando golfe. O que você pode dizer sobre a forma como você queria lidar com a presença da Guarda Nacional lá?

Dave Erickson: Existem dois lados disso. Uma das coisas que Robert e eu conversamos sobre voltar tanto foi a oportunidade de uma justaposição surreal. Então a ideia de Moyers, interpretado por Jamie McShane, jogando golfe é algo que parece inconsistente e incoerente com o que está acontecendo, e isso fala muito sobre o personagem e sua atitude. Moyers é alguém diferente de muitos dos guardas, ele já viu batalhas. Ele passou pelo Afeganistão. Na verdade, ele vê isso como mais uma campanha, e ele gosta de estar na guerra. Eu acho que isso é específico de seu personagem.

Os outros, muitos deles, e nós vemos isso em alguns dos soldados jovens como Adams – ele é alguém que tem uma família por perto, e todos os guardas são pessoas da Califórnia, então eles estão muito conscientes e muito preocupados com o que está acontecendo com suas próprias famílias e o que está acontecendo fora de Los Angeles. Isso cria uma dinâmica interessante e algo que veremos abordado no quinto episódio. Porque existe um grupo principal de guardas com o qual passamos um tempo e, em contraposição a Moyers, eles têm um ponto de vista específico. E à medida que as coisas continuam a se desenrolar, veremos alguns desses relacionamentos e alguns desses personagens começarem a se desgastar.

Tivemos um salto no tempo aqui quando Chris diz enquanto narra seu vídeo que é o nono dia desde que a cerca foi erguida e as luzes apagaram. Fale sobre a decisão de pular esses nove dias para avançar a história.

Dave Erickson: Foram duas coisas. Primeiro, até o final da temporada não estaremos necessariamente no momento em que Rick acorda do coma, o que é importante porque você terá um pouco mais de latitude, e mais para experimentar e explorar quando chegarmos na segunda temporada. Mas também queremos avançar o apocalipse para um lugar onde até o final da temporada ele claramente assumiu o controle – pelo menos em Los Angeles e na região. Então eu acho que nós precisávamos nos dar uma janela para realizar isso.

A outra coisa é que, mantendo a fidelidade ao piloto e aos episódios 2 e 3, estamos tentando montar essa dinâmica onde nossos personagens estão genuinamente aprendendo sobre o apocalipse e lentamente recuperando o atraso. Eles estiveram em uma rota de colisão nos três primeiros episódios, mas ao erguer a cerca e criar esse espaço entre o terceiro e o quarto episódio, e entre nossa família e o apocalipse além da cerca, isso nos permite continuar esse processo e deixar que eles – Madison e Travis e Alicia e toda a família – vivenciem isso de uma maneira consistente com a proximidade com o apocalipse zumbi.

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Nós vemos alguma tensão entre Travis e Madison, esse episódio focou em tudo em torno da questão: em uma crise, quanto você foca na sua família imediata e em cuidar deles, e quanto você estende seu foco para a comunidade? Madison está ficando com sua família enquanto Travis se tornou o prefeito não oficial da zona de segurança. Quem está certo? Ou os dois estão certos em pressionar um ao outro para prestar mais atenção ao outro aspecto?

Dave Erickson: Eu acho que os dois estão certos. O problema é que as placas estão se movendo. A inclinação de Travis – e isso é desde o piloto – ele tem fé e confia nas instituições. Ele acredita que as coisas vão melhorar. E Madison tem um lado mais sombrio e ela confia menos. E você está falando do começo de um conflito que vai continuar ao longo da temporada e nas temporadas seguintes, porque Travis, em um esforço para manter sua humanidade e o que ele acredita ser certo, a questão sempre é: neste mundo, se você está tentando ser bom e tentando ser nobre, você acaba comprometendo sua família ou ajudando eles? Esta é a transição que estamos começando a ver entre Madison e Travis. E para Madison, ser a pessoa que confia menos e realmente vê o vídeo que Chris mostra e toma para si mesma a missão de sair para DZ e tentar entender o que está acontecendo – o que estamos vendo é uma mulher muito corajosa e com visão do futuro que quer encontrar a verdade. E a pergunta é: quando ela encontrar a verdade, como isso será para Travis e como isso vai impactar o relacionamento deles?

Bem, se eles continuarem brigando, pelo menos eles podem continuar fazendo as pazes com sexo no carro, então está tudo bem, certo?

Dave Erickson: [Risos] Sempre tem isso.

Tem essa interação entre Madison e Alicia onde a mãe diz que precisam repintar o quarto e Alicia responde “Qual é o sentido?”. É onde estamos, presos nesse ponto onde talvez as coisas voltem ao normal, ou a quem estamos enganando? E as pessoas estão gravitando para um desses dois pontos de vista?

Dave Erickson: Alicia é interessante porque ela divide algo com Nick, porque os dois perderam o pai quando eram novos, então ela tem uma veia fatalista. Ela sabe que o mundo está acabando, mas tem uma dicotomia ali porque ao mesmo tempo tem muito no mundo antigo que ela não conseguiu resolver. Ela não teve um encerramento com a perda de Matt. Ela tem um momento nesse episódio onde ela pega aquele alfinete e tenta fazer com que a tatuagem temporária seja permanente. É realmente um ato de desafio para ela, ela tem muita raiva. A ideia de que sua mãe e seu futuro padrasto estão brigando por coisas que parecem muito domésticas, isso é uma afronta para ela à luz do apocalipse que está em torno deles.

Para alguns deles, e Daniel Salazar especialmente, estamos chegando a um ponto onde eles veem o fim chegando, e o veem chegando desde muito cedo. Algumas pessoas percebem que estamos chegando a um ponto sem volta e o mundo mudará permanentemente. E tem alguns que estão tentando manter algum senso de rotina e algum senso de normalidade. Travis é o extremo deles, e Madison está se entendendo com o fato de que as coisas ficaram muito, muito sombrias e não vão melhorar. E o episódio é muito sobre isso para os dois. Porque no fim, ela viu esse massacre que aconteceu fora da cerca, e Travis viu a Guarda Nacional entrar em uma casa e ostensivamente abater uma família que não tinha se transformado, e isso é destruidor para ambos.

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Também tem uma cena bem pesada entre Madison e Nick em que ela o flagra procurando por drogas e o enche de tapas enquanto grita “Você não tem ideia!”. Ter que lidar com o apocalipse zumbi não é o suficiente, Dave? Ela ter que lidar também com o filho viciado parece uma punição cruel e incomum. É algo horrível em cima de algo terrível.

Dave Erickson: Com certeza é, mas eu acho que o importante é que o relacionamento Madison-Nick – e vai continuar sendo importante ao longo da série – fundamentalmente é um drama familiar. E se você olhar pra trás no piloto e todas as questões e conflitos que estabelecemos lá, é importante pra mim que não percamos isso. É importante pra mim que você não pode introduzir um filho viciado e então não continuar essa história. E a questão com Nick é que ele precisa de uma dose. Ele não está limpo.

E quando Madison o ataca, é frustração com as coisas que ela teve que fazer para conseguir drogas para ele. É frustração com o fato de que lá no fundo ela provavelmente permitiu isso por um longo período. E é frustração com as paredes que foram colocadas ao redor deles. Tem muita coisa naquele momento. E é também a traição. Mesmo naquela cena no começo em que ele alega que não precisa mais do remédio, ela quer acreditar desesperadamente, mas depois quando ela o encontra na casa dos Ramirez e percebe que ele está roubando remédios daquele homem doente, eu não acho que ela se surpreende completamente. E isso é parte da tristeza do momento.

Então o grande momento no fim acontece quando eles levam Griselda para o hospital, mas também pegam Nick contra sua vontade porque a Dra. Exner percebeu que ele era um viciado. Liza então decide se juntar à médica, deixando sua família para ajudar a comunidade como mencionamos antes. O que está por trás da decisão dela? Porque ela abandona o filho, e quando ela faz isso, precisa saber que provavelmente nunca mais o verá de novo.

Dave Erickson: Eu não acho que ela sabe que nunca mais o verá de novo. Você precisa ter em mente que todos estão presos dentro da cerca há nove dias, e as autoridades disseram e garantiram – Moyers disse que estamos vencendo. E Exner quando chega é bastante calma e muito profissional, e percebe que Liza não é uma enfermeira registrada, mas tem habilidades e poderia ajuda-la. Então naquele momento quando levam Griselda para o caminhão para leva-la ao médico no complexo militar, eu acho que para todos os propósitos Liza acredita que as coisas estão melhorando fora da cerca. E também é uma oportunidade para que ela cuide de Griselda.

E também quando ela percebe que Nick está sendo levado, é uma oportunidade para ela garantir que Nick está bem. E veremos nos próximos episódios que ela realmente espera ver Chris novamente. Ela se despede dele de longe e tenta dizer a ele que vai ficar tudo bem. É um momento tenso porque Chris está assistindo sua mãe entrar em uma caminhonete e partir, e isso é muito perturbador para ele. Mas para Liza, ela vê isso como uma responsabilidade. “Eu estive cuidando de Griselda e sou a razão pela qual Nick foi pego, e preciso cuidar dessas pessoas”, porque eles se tornaram essencialmente pacientes dela, o que é importante pra ela. A outra coisa que ela não percebe é que isso é basicamente a limpeza do campo, porque qualquer um que possa potencialmente morrer e potencialmente se transformar precisa ser removido. Griselda obviamente não está bem, e Doug Thompson, o cavalheiro que eles pegam no começo do episódio – ele é alguém que está claramente deprimido e eles se preocupam com o que ele pode fazer – e Nick, eles sabem que é um viciado e Liza inadvertidamente o delatou, e quando Exner está examinando ele consegue perceber que ele está sob efeito. E se você é viciado você pode ter uma overdose, e se você tem uma overdose pode se transformar, e isso não pode acontecer. Então tem muita coisa acontecendo naquele momento. É carregado.

Dê algumas pistas sobre o próximo episódio. Só faltam dois episódios dessa temporada, então o que você pode nos dizer sobre o próximo?

Dave Erickson: Muitas das questões sobre a Guarda Nacional serão respondidas. E o que veremos é Travis e Madison – consistente com essas duas trajetórias em que eles parecem estar – eles vão abordar Nick, Griselda e Liza terem sido levados de maneiras bem diferentes e específicas.

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Fonte: Entertainment Weekly

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Jenna Elfman fala sobre peixes fedidos e zumbis voadores no episódio de retorno de Fear the Walking Dead

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A quarta temporada de Fear the Walking Dead encontrou nossos sobreviventes ainda lutando para seguir em frente após as mortes de Madison (Kim Dickens) e Nick Clark (Frank Dillane) e lidar com uma nova ameaça na forma de um furacão que chegou nos momentos finais do episódio.

June (Jenna Elfman) – anteriormente conhecida como “Laura” e “Naomi” – está morando em um ônibus escolar com John Dorie (Garret Dillahunt) e Charlie (AlexaNisenson) em uma espécie de unidade familiar. É legal, mas nem tudo está bem. Charlie ficou tão traumatizada com as coisas que ela fez e viu que ela mal fala e quase se permitiu ser comida por um andador, enquanto June está lutando com quem ela é. John quer voltar para sua cabana onde ele e “Laura” viveram antes dela fugir, e June se preocupa que ela pode não ser capaz de se estabilizar e então John descobre que ela realmente é uma desistente.

“Eu não sou Laura”, ela diz a Al (Maggie Grace). “Eu sou a mulher que ficou com medo e fugiu. Não só de John, de todos.” Mas Al diz a ela que a pessoa que ela é com John é a pessoa que ela é agora. Seu passado não precisa mais ditar seu futuro. E esta nova e melhorada June será testada enquanto ela e Al resistem à tempestade que barrou o caminhão da SWAT de Al. A tempestade está forçando June a ficar parada e se confrontar consigo mesmo, o que veremos no episódio 12 desta temporada.

Aquele era um peixe real que você estripou?

Jenna Elfman: Sim, foi! Repetidamente! Tomada após tomada! E sinto como se a tomada que eles usaram foi a que eu disse “Tem algo de errado. Esse peixe não está bem.” O mais repugnante e fedorento – todos os outros estavam normais e cheiravam frescos, mas aquele tinha algo errado. Suas entranhas eram tão nojentas e fedorentas. Foi terrível.

Você teve alguma experiência anterior com evisceração de peixe?

Jenna Elfman: Eu aprendi como estripar um peixe no episódio 4×05, “Laura”, com Garret Dillahunt, que foi onde eu tive um pescador que me deu uma lição oficial sobre como estripar um peixe. Então isso foi um bom retorno para esse episódio.

Você pode me contar mais sobre o relacionamento de June com Charlie? Elas desenvolveram um relacionamento mais próximo que nós realmente não vimos quando elas estavam com os Abutres, e é por isso que June a adotou?

Jenna Elfman: Eu acho que por padrão, June é mãe. Ela tinha uma garotinha. E eu acho que quando você é pai, você é pai ou mãe, é isso aí. Você é sempre um pai. E June também é enfermeira, e acho que cuidar faz parte de seu DNA. E acho que também é cura. E há um pouco de unidade lá com ela e John, em seus pequenos estágios exploratórios. Eu acho que provavelmente é só por padrão, por instinto. Meio que faz sentido ela cuidar de Charlie.

O que está acontecendo com ela?

Jenna Elfman: Bem, vejamos, ela tem 11 anos e perdeu os dois pais e assassinou uma pessoa. Eu acho que isso pode deixar uma garotinha traumatizada, não é?

Bem, quando você coloca dessa forma…

Jenna Elfman: Eu acho que, às vezes, quando as pessoas estão vendo, estão tão acostumadas com o apocalipse, que esquecem quais são os efeitos reais de estar em torno de tanta violência e de pessoas tão malvadas umas para as outras. A personagem, e Alexa, quando ela estava filmando, tinha 11 anos.

É uma coisa pesada até para um ator tão jovem lidar.

Jenna Elfman: Ela é incrível, no entanto. Ela é uma alma muito saudável. É uma moça sensacional.

Naquela última cena, como eles fizeram os zumbis voadores? Tinham dublês em estilingues ao lado do caminhão? Como foi isso?

Jenna Elfman: Aquilo foi uma loucura! Eu estava sentada dentro da van da SWAT com Maggie (Al) observando esses zumbis passando e batendo na van bem na frente dos nossos rostos, essas dublês passando por isso. Eles trabalharam nisso por um bom tempo imaginando como tudo seria. Eu realmente tenho um pequeno vídeo que vou postar na hora certa, que foi meu ponto de vista de dentro da van com esses dublês batendo na janela contra o carro. Literalmente voando pela janela. Foi tão real e tão assustador de uma forma divertida.

Então, eles estavam pulando de trampolins? Como isso estava acontecendo?

Jenna Elfman: Eu acho que eles tinham arreios e estavam sendo puxados.

Fear the Walking Dead vai ao ar as segundas-feiras, às 22h30, no AMC Brasil. Consulte sua operadora de TV para mais informações.

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Fonte: TV Guide

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Facebook Live de Fear the Walking Dead com Alycia Debnam-Carey e Colman Domingo no Brasil (LEGENDADO)

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Como já mencionado aqui no Fear the Walking Dead Brasil, os atores da série e intérpretes de Alicia Clark e Victor Strand estiveram no Brasil. A vinda de ambos era motivada pela anunciação da estreia da segunda parte da 4ª temporada de Fear.

Um dos compromissos mais aguardados pelos fãs era a live no Facebook do canal AMC Brasil. Nesse momento ambos responderam perguntas prévias enviadas pelos fãs brasileiros sobre seus personagens, o quarto ano da série, despedidas de elenco e curiosidades afins. Uma interatividade totalmente despojada e confortável. Ambos se mostraram ligados um ao outro e dispostos a atender os fãs da melhor forma possível.

Entretanto, houve muita reclamação nos comentários devido ao fato de não haver tradução simultânea (já que os astros têm como língua nativa o inglês). Mas, como nosso trabalho é dar acessibilidade aos fãs da série ao material produzido por eles, aqui está a live com legenda para você poder ver as respostas dadas pelos atores:

E então, o que você achou das respostas dadas por eles? O que você perguntaria para eles caso pudesse? Deixe um comentário abaixo.

Fear the Walking Dead vai ao ar as segundas-feiras, às 22h30, no AMC Brasil. Consulte sua operadora de TV para mais informações.

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Entrevistas

Morgan vai voltar para The Walking Dead? Os showrunners Andrew Chambliss e Ian Goldberg falam sobre o assunto!

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do nono episódio, S04E09 – “People Like Us”, da quarta temporada de Fear the Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

O personagem de Lennie James, Morgan, finalmente conectou os dois universos de The Walking Dead quando ele passou da nave mãe de The Walking Dead para Fear the Walking Dead. Mas ele poderia cruzar de volta?

No começo do episódio de retorno de Fear, Morgan anunciou sua intenção de voltar para Virginia e para seu amigo Rick Grimes. Ele até providenciou transporte para o norte, cortesia de Althea e seu S.W.A.T. móvel. “Eu nunca deveria ter ido embora”, explicou Morgan a John Dorie. “Meu amigo, acho que ele estava certo. É onde eu pertenço. É onde eu deveria estar.”

Mas será que ele vai chegar lá? Uma tempestade gigantesca já estava começando a causar estragos, e Alicia tinha algumas palavras sábias para Morgan sobre o pessoal que ele estaria deixando para trás aqui se ele fugisse novamente. Então Morgan vai voltar para Alexandria? (Ou para o Lixão? Ou para o Reino? Ou onde quer que ele esteja planejando chamar de lar?)

A Entertainment Weekly conversou com Andrew Chambliss e Ian Goldberg, os showrunners de Fear the Walking Dead, para obter informações sobre este último desenvolvimento, bem como todos os outros acontecimentos na estreia da midseason. Confira:

ENTERTAINMENT WEEKLY: Vamos começar com a tempestade, porque você começa este episódio com zumbis voando, essencialmente. Como vocês colocaram isso juntos? Foi tudo CGI, foram atores dublês em fios? Como você faz zumbis no ar?

ANDREW CHAMBLISS: É um pouco de cada coisa. Eu diria tudo acima. Aquela cena com a qual abrimos o episódio é uma combinação muito cuidadosa de várias cenas. Fizemos muito da tempestade praticamente com barras de chuva, ventiladores gigantes e artistas em catracas que os puxaram para fora do quadro, e então fizemos muitos aprimoramentos, elementos digitais e combinamos algumas placas diferentes e camadas de chuva digital para realmente parecer como se fosse um furacão. A ideia começou com o desejo de ver um wallker entrar em cena e depois ser jogado, e conseguimos isso mais de uma vez. Ficamos super animados com os resultados no final do dia.

A maior manchete para mim saindo desse episódio acontece no início, quando Morgan diz que quer voltar para a Virgínia. O que neste momento o levou a essa decisão, de que ele deveria estar voltando?

IAN GOLDBERG: Como vimos na primeira metade da temporada, o Morgan está em uma grande jornada. Ele começou como alguém que fugiu de Alexandria, de todos que ele era próximo, porque ele acreditava que a melhor maneira para ele viver neste mundo era estar por conta própria. Ele não queria estar perto de pessoas. Isso mudou na primeira metade da temporada, e no final da metade da quarta temporada, ele está sentado em volta de uma fogueira com pessoas – algumas das quais eram amigas, algumas eram inimigas que se tornaram amigas. Foi uma reviravolta inesperada de eventos para Morgan.

Mas ainda há uma grande parte do Morgan que está ligado às pessoas que ele deixou para trás. Vamos ver que ele também está lutando com alguns outros demônios emocionais que vamos revelar quando a segunda metade dessa temporada continuar. E ele pode dizer que está voltando para Alexandria, mas a jornada para chegar lá será preenchida de muitas reviravoltas inesperadas. Estamos ansiosos para saber como as pessoas reagem a essa jornada.

Vamos falar sobre onde todo mundo está emocionalmente aqui enquanto retomamos as coisas, começando com John e June. Ele quer se aposentar para a cabana, ela está preocupada que ela não é a mulher que ele se apaixonou, o que, em relação ao seu nome, pelo menos, é certamente verdade. Isso é algum tipo de acordo em que June não tem certeza se pode simplesmente se permitir ser feliz com tudo o que aconteceu?

CHAMBLISS: Eu acho que é um pouco disso, mas acho que alternativamente no final do dia, é quase como se June talvez nem saiba qual versão do personagem que vimos até agora ela realmente é. Nós a vimos como uma mãe muito reservada que está apenas tentando se proteger. Nós a vimos como a pessoa que se apaixonou, e então a vimos como uma Abutre. Eu acho que seu mal em estar com Dorie é que ela tem que se perguntar quem ela é, e isso não é necessariamente uma pergunta fácil, especialmente quando você fez coisas que você se arrependa. Ela tem muita procura de alma para fazer por si mesma, antes que consiga se abrir totalmente para estar com John.

Vamos entrar na situação de Charlie. Ela aparentemente ficou muda. Achei que no início isso tenha acabado com a perda da família Abutre, mas quando ela retorna o livro O Pequeno Príncipe para Luciana, isso parece indicar que ela está lutando com o assassinato de Nick.

GOLDBERG: Sim, como você disse. Charlie passou por muita coisa por muita gente, mas particularmente por uma criança tão jovem. Sim, ela perdeu sua família Abutre, mas também está lutando com a culpa de ser a primeira Abutre que estava dentro dos portões do estádio e alertou os Abutres sobre a presença no estádio. E matando Nick. Ela carrega muita culpa e bagagem emocional. Existe muita coisa não resolvida em Charlie que ela não sabe como conciliar.

Uma das nossas cenas favoritas no episódio é Dorie tentando se conectar com Charlie como alguém que se isolou em um ponto, como vimos no episódio 4×05. Ele se escondeu em uma cabana porque sentiu muita culpa sobre o que tinha feito e não podia se perdoar por isso e tentou apelar para Charlie para se abrir da melhor maneira que Dorie sabe, através do Scrabble. Mas Dorie pode se identificar com isso e ele sabe que não foi fácil para ele voltar ao mundo, e foi preciso o amor de June, e depois Laura, para fazê-lo se reconectar com as pessoas e perdoar a si mesmo. Charlie ainda não descobriu isso. E vai ser difícil para ela se perdoar.

Enquanto conversamos sobre pessoas que estão claramente confusas, vamos conversar sobre Alicia. Por um lado, ela se isolou de seus melhores amigos. Por outro lado, ela tem o desejo ardente de ajudar um completo estranho que está em perigo. O que está acontecendo com ela e como isso tudo está relacionado à perda da mãe dela?

GOLDBERG: Alicia quer muito continuar como Madison, ela quer levar adiante esse propósito. E seu fracasso em fazer isso é esmagador para ela. Alicia ainda está realmente processando sua dor pela perda de sua mãe e sentindo, como todo mundo, um pouco à deriva e sem propósito. A coisa mais nobre que ela acha que pode fazer é continuar com a força de Madison, e a parte mais trágica do episódio é que, apesar de seus esforços, ela não consegue fazer isso. E isso a deixa questionando: o que eu faço agora se não posso levar isso adiante? O que eu vou fazer? Quem eu vou ser? Essa será sua luta pela segunda metade da temporada.

E ela tem aquela fala depois de tudo que Morgan falou para ela, “Você pode estar lá para eles,” e então ela diz, “Você poderia estar aqui para nós também”. Então você tem essa enorme tempestade agora, e você tem Alicia dizendo para Morgan, “Você seria útil para nós”. Como tudo isso pode potencialmente mudar os planos de Morgan e sua mentalidade sobre voltar para Virgínia?

CHAMBLISS: É uma ótima pergunta que Alicia faz para Morgan e não acho que é algo com o que ele esteja necessariamente lutando de forma consciente. Como ele disse para Alicia no início do episódio, ele deixou muitas pessoas com as quais se importava em Virgínia sem se despedir. E é como se Morgan sequer estivesse processando o fato de que ele agora está fazendo a mesma coisa novamente com esse grupo de pessoas, das quais ele se tornou tão próximo. Quando Alicia joga o conselho que ele deu de volta e diz, “Você está me dizendo que eu deveria ajudar as pessoas a minha volta, bom, você devia fazer a mesma coisa” – essa é realmente a primeira vez que Morgan está percebendo que, de certa forma, ele pode voltar para as pessoas que ele deixou em Virgínia e fazer com essas pessoas a mesma coisa que ele fez no início da temporada. Ele está fugindo de pessoas.

Acho que muito disso deriva do fato de que ele não sabe como ajudar essas pessoas. Exatamente pela mesma razão que Alicia não está vivendo na casa com Luciana e Strand – eles a lembram de todas essas coisas sombrias que ela fez, mas eu não acho que ela tem uma resposta pronta para nenhum deles sobre como prosseguir. É mais fácil abaixar a cabeça e focar em uma missão como seguir esses pedidos de ajuda. Prosseguir, tanto Alicia quanto Morgan terão que encarar essas questões sobre como eles podem ajudar as pessoas a sua volta. Obviamente não vai ser fácil, porque lá pelo final do episódio, Alicia e Morgan seguem caminhos separados enquanto a tempestade se aproxima e aumenta de intensidade.

Okay, o que mais você pode nos contar em termos do que está por vir em Fear the Walking Dead?

GOLDBERG: Podemos dizer que viemos falando da Alicia, e vimos Alicia ser testada muitas vezes antes, de formas muito diferentes. Mas não acho que já tenhamos visto ela ser testada desse jeito, como veremos no próximo episódio. Isso é um nível emocional completamente novo para Alicia.

CHAMBLISS: E vai ter água. Vai ter muita água.

Fear the Walking Dead vai ao ar as segundas-feiras, às 22h30, no AMC Brasil. Consulte sua operadora de TV para mais informações.

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Fonte: Entertainment Weekly

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