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REVIEW FEAR THE WALKING DEAD S03E02 – The New Frontier: Um novo recomeço

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do segundo episódio, S03E02 – “The New Frontier”, da terceira temporada de Fear the Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Como no final da segunda temporada de Fear the Walking Dead, o AMC nos presenteou com um episódio duplo nesse último domingo dia 04 de junho, e mesmo com o trágico, porém heroico, fim de nosso amado Travis, que preferiu a morte ao se atirar do helicóptero em pleno voo, para não causar nenhum mal aos demais, e não comprometer ainda mais a já abalada segurança do grupo, que acabará de ser alvejado por desconhecidos.

Voltamos, no segundo episodio, ao já conhecido hotel em que Strand se encontra. Ao notar a agitação crescente que se forma nos portões do hotel com a chegada de mais e mais pessoas em busca de segurança, ele se sensibiliza com a situação das pessoas e, como forma de apaziguar os ânimos exaltados, Strand mente se dizendo médico e permite que as pessoas entrem, evitando uma revolta, que tinha tudo para acabar de forma trágica. Mesmo após realizar alguns atendimentos básicos e fazer o parto de uma das novas hóspedes do hotel, ainda ganha passe livre de Elena, para ir embora do hotel, sem direito a descanso ou carro.

Mas antes de ir embora, e ameaçado por uma arma, Strand tem uma última tarefa a realizar, alimentar uma velha conhecida nossa, a Sra Steel, que agradecida com sua visita carisma e generosidade, por ter possibilitado que ela cumpra seu plano de morte, ao abrir a porta de acesso à sacada de seu quarto, oferta a Strand um presente inusitado e muito bem vindo, um lindo Porshe, para que possa ir embora.

Embora seja um personagem que não tenha o merecido destaque, Strand sempre aparece pronto para agir de varias maneiras e graças a sua perspicácia sempre alcança seus objetivos, como vimos acontecer com Nick, enquanto estavam presos, ou mesmo durante o seqüestro de seu barco Abigail, ou durante a morte de seu companheiro Thomas. Por toda a sua vontade e persistência, acho que Strand merece crescer um pouco mais na serie e assumir um destaque maior do que o apresentado até aqui.

Após um pouso forçado, o grupo de sobreviventes do helicóptero se vê obrigado a acampar na floresta, pois com Luciana debilitada não conseguiriam continuar a jornada. Aqui vemos uma Alicia sem as características iniciais de sua personagem, em nada ela lembra a princesa bonequinha dos primeiros episódios. Suja e exausta por ver de perto Travis se jogar, Alicia se mostra muito mais dura e mais madura, enquanto conversa com Jake sobre o rumo que aconteceram as coisas. Acabamos por sentir um certo pesar e rudez em sua voz.

Durante a noite, a prima de Jake faz a primeira ronda no acampamento e é atacada por alguns infectados que estavam na floresta. Jake sai em seu socorro e por descuido e pressa acaba escorregando e se vê sem arma e com zumbis ao seu redor prestes a ser atacado. Neste momento, vemos Alicia aparecer como uma mulher madura e consciente e que sem pestanejar, atira contra os infectados e salva a vida Jake de uma possível mordida. Aturdido com o ocorrido e por ter sido salvo por Alicia e, ao mesmo tempo, não conseguir salvar sua prima, Jake se mostra um pouco frio e distante, tomando a decisão de sair logo do acampamento carregando Luciana – que ainda permanece desacordada. Alicia concorda com a decisão mas informa que o ajudará a carregar Luciana.

Sem saber que o helicóptero foi alvejado e que sofreu um pouso forçado, o comboio de Troy chega ao seu destino, o Rancho Mandíbula Quebrada, uma espécie de acampamento de trailers e casinhas, plantações e alguns animais, envolto a cercas de arame farpado.

Ao entrar no rancho, Troy descobre que seu irmão ainda não chegou e faz com que Madison e Nick desçam do carro e aguardem na porteira. Neste momento, Madison se mostra ainda mais determinada e pronta a sobreviver a qualquer custo nesse novo mundo em que se encontram. Ela revela a Nick que roubou uma ama do caminhão e que mesmo que sua família ainda não tenha chegado, como era o esperado, devem permanecer no local mesmo que de forma desconfiada e por pouco tempo, para ao menos saber o que aconteceu e evitar possíveis desencontros, já que o paradeiro do helicóptero é desconhecido.

Vemos aqui um Nick contrariado e impaciente, já que por ele, eles deveriam sair do rancho para procurar sua amada moribunda e o restante da sua família. Podemos quase que saber que ao invés de usar drogas, como fazia antigamente, Nick substituiu seu vicio por Luciana, aparentando que ele só será capaz de sobreviver se ela estiver ao seu lado, faltando a ele, aparentemente, um pouco mais de amor próprio.

Ainda nesse episódio nos é apresentado o carismático Jeremiah, interpretado pelo super competente Dalton Callie, o responsável pelo Rancho e pai dos irmãos Otto. Ele se mostra comovido com a Madison enquanto aguarda o retorno dos seus. O personagem lembrou um pouco o velho Hershel Greene, pai de Maggie e Beth em The Walking Dead.

Quando finalmente o grupo de sobreviventes do helicóptero retorna ao acampamento, Madison se vê entre o luto por Travis e a incapacidade de Luciana, que obriga Nick a tomar medidas extremas para garantir os cuidados necessários a sobrevivência da amada. Então entre armas e acusações Jeremiah decide deixar Luciana entrar no rancho, desde que permaneça amarrada, até não ser mais um risco para os demais.

Quando os Clark se vêem juntos dentro de seu novo dormitório, conversam sobre que rumo tomar e Madison, a matriarca dos Clark, decide que fará dali seu novo refugio, quer seja de forma amigável, ou por meio da força.

E é nesse contexto que esperamos, avidamente pelo próximo episodio, será que Madison vai enlouquecer e se tornar à versão feminina de Rick barbudo? E Alicia, vai conseguir se impor ainda mais, e aparecer como a mulher forte e não mais como a bonequinha da mamãe? E a pergunta que ainda não tem resposta, cadê a Ofelia?

Abaixo, temos um espaço para você opinar e comentar livremente – dentro da moral da boa vizinhança – sobre a série, os episódios e todas as suas teorias. Diga-nos o que você achou do segundo episódio da terceira temporada!

Fiquem ligados no FEAR the Walking Dead Br e em nossas redes sociais @FearWalkingDead (twitter) e FEAR the Walking Dead Brasil (facebook) para ficar por dentro de tudo que rola no universo de Fear the Walking Dead.

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Review Fear the Walking Dead S05E14 – Today and Tomorrow: Quando criticar se torna redundante

“Today and Tomorrow” foi o 14º episódio da 5ª temporada de Fear the Walking Dead. Venha conferir a nossa crítica ao episódio e comente conosco.

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do décimo quarto episódio, S05E14 – “Today and Tomorrow”, da quinta temporada de Fear the Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Em anos escrevendo críticas aos episódios de The Walking Dead e de Fear the Walking Dead acabei descobrindo macetes para não soar repetitivo, até quando as tramas exibiam duas ou três semanas ruins. Entretanto, provavelmente nem o mais experiente crítico profissional conseguiria não se tornar redundante e repetitivo no que concerne a avaliação dessa quinta temporada de Fear.

Today and Tomorrow traz Morgan de volta ao foco depois de duas semanas sem dar as caras. Se isso não fosse suficiente, vemos que algumas incoerências continuam a ser repetidas na trama filosófica do personagem. Isso porque ele a todo o momento reforça que ajudar as pessoas agora é o centro de sua existência. Inclusive, um dos momentos mais incômodos dessa semana foi o momento em que Althea tentava buscar uma solução para que pudessem ajudar os amigos dos poços de petróleo e Morgan afirmou que deixar as caixas também era importante.

Mas é engraçado que a filosofia dele se embasa tão somente no entorno das caixas de suprimentos, pois, quando viram Tom desesperado por gasolina, afirmando necessitar fugir, Morgan e Althea foram irredutíveis em exigir que ele devolvesse o combustível. Ou seja, uma pessoa que aparentemente necessitava de ajuda e que necessitava de algo que eles tinham, foi colocada em escanteio em prol das caixas. Isso significa somente uma coisa: a verdade é que a filosofia de Morgan é falha. Ele constrói um ideal de ajuda ao próximo, mas o ideal para ele é tão superior aos sobreviventes que nada pode minimizá-lo. A ajuda só é válida quando vem das caixas.

De repente, voltamos a ver o grupo de Virginia e descobrimos a ligação de Tom com a comunidade dela. Althea então liga a história de que Virginia quer construir um futuro com a de Isabelle e mascara uma tentativa de reencontrá-la dizendo que irá entrar no local para encontrar a irmã de Tom. Esse, que até então era um desconhecido, é deixado com o carro, os suprimentos e a gasolina para que Althea e Morgan invadam a comunidade. Sim, eles quase agrediram o homem pela gasolina e agora deixam tudo nas mãos dele, sem saber se de fato ele fala a verdade.

Morgan continua a prender a trama em um péssimo desenvolvimento.

Seguindo em frente, a dupla consegue adentrar os portões do local e pouca coisa relevante acontece, além de Althea e Morgan resolverem tomar banho de piscina com um zumbi e acabarem sendo pegos pelos guardas da – aparentemente – nova antagonista.

Nesse momento eu pensei que teríamos mais explicações sobre os planos maléficos de Virginia e no tudo o que ela é capaz de fazer com os sobreviventes. Entretanto, continuamos a ter mais do mesmo, mesmo havendo apenas mais dois episódios depois desse para encerrarmos o quinto ano.

Aliás, vejo uma tentativa de criar uma vilã carismática, a altura de Negan em The Walking Dead, que beira a loucura, usando de ironia para se expressar. Entretanto, o roteiro é tão forçoso nessa tentativa que acaba ficando até mesmo desconfortável a diferença de tons entre a personagem e o restante da história. É como uma carta fora do baralho.

Sem muitas ameças, Virginia solta os dois heróis e os deixa ir embora. Óbvio que essa não é a última vez que a veremos, mas fica claro que para uma tentativa de salvar a quinta temporada ao menos em sua reta final, o melhor a ter sido feito aqui era Virginia liberar Luciana e deixar que todos fossem embora em paz, nunca mais tornando a aparecer na trama e nem sendo citada. Me dá medo pensar que estão planejando levar essa trama fraca, solúvel e amargada para a sexta temporada. Bom seria que se encerrasse e fosse esquecida.

Noutro lado da história, tivemos até uma boa métrica com Daniel Grace. Grace é uma personagem que – infelizmente – não parece que terá muita oportunidade de crescer, tendo como propósito único o desenvolvimento de Morgan. Mas, ela é carismática e tem força para dar muito mais do que está entregando. A forma como ela funciona com Daniel aqui é impressionante, leve e degustável.

Grace e Daniel foram a melhor parte do episódio, muito embora com um péssimo desfecho.

O único porém aqui é aquilo que já tínhamos previsto no episódio do shopping center, em que Grace está prestes a usar máquinas de raio-x para descobrir se está ou não com câncer derivado da radioatividade que se expôs. Lá, eu critiquei o fato da desistência da personagem em descobrir a doença, pois essa seria a primeira vez que teríamos contato e poderíamos acompanhar um enredo desses: um personagem que além do apocalipse zumbi precisa lidar com o avanço de uma doença incurável e decidir se vale a pena continuar a lutar ou não. Mas o que os roteiristas escolheram fazer? O caminho mais curto e fácil, deixando a personagem na história e de repente, em certa altura, provavelmente decidirão fazê-la ter um desmaio e morrer, sem aprofundamento, sem dramaticidade e sem muito impacto.

Depois de anos tendo diversas oportunidades de repensar sua vida e de aprender a aceitar a morte da sua esposa e filho, Morgan decide se livrar do passado num clique único. Veja, ele poderia ter tido esse clique em todo aquele episódio em que Grace o fez feliz novamente e trouxe a ele leveza e libertação. Mas, os roteiristas sem motivo aparente resolveram fazer com que as fitas de Althea resolvessem todos os seus problemas.

O cômico é que depois de todo esse tempo, quando ele resolve dar um passo adiante, ele descobre que aparentemente é tarde demais. Grace está morrendo. Os roteiristas terão que ter muita força de vontade e capacidade explanativa para explicar o como a decisão tomada após assistir a fita de Althea fará de Morgan um homem firme e decidido em continuar avançando mesmo que Grace morra. Ou, infelizmente, veremos o personagem voltando a estaca zero pela milésima vez. Acompanharemos ele surtando, perdendo o juízo, tentando reconquistá-lo e se entupindo de filosofias morais para tentar se estabilizar enquanto não se desagarra do passado.

Outro ponto repetitivo, mas que precisarei citar é o problema de termos três comunidades gigantescas com os mesmos ideais no universo compartilhado que o AMC quer desenvolver para a marca The Walking Dead. Temos na série principal Georgie que levou Maggie a aplicar o livro “A Chave” – que é o objeto símbolo de Virginia – e que diz ter uma grande comunidade que desenvolve outras para o futuro da humanidade. Além disso, temos os helicópteros que ligam as duas séries e que, conforme Isabelle, também derivam de um local que prega a construção de um novo mundo para a próxima geração de humanos. E, agora, Virginia com uma conversa basicamente copiada das outras duas. Não é arriscado demais desenvolver três tramas idênticas e paralelas num universo compartilhado que flui pro mesmo ponto central? Não é complicado lidar com histórias idênticas sem se tornar repetitivas? Ou é uma mentira de Virginia e no fim descobriremos que ela, Isabelle e Georgie estão unidas, muito embora o modus operandi de cada uma delas seja completamente diferente uma das outras.

Grace teria chances de crescer, mas escolheram usá-la como personagem de apoio para Morgan.

Indo mais além, o canal AMC não está arriscando demais em começar a partilhar a ligação do universo a partir de Fear the Walking Dead justamente em um ano que a história da série não é concisa, convincente e orgânica? Entendo pouco do assunto, mas ao meu ver para se criar um universo compartilhado o principal investimento precisa ser no seu ponto de partida, o local que começa a expressar as ligações, o fundamento. Se a fundamentação não é coerente e forte o suficiente, a “casa” que é construída sobre ela corre o risco de desabar.

Enfim, como disse, não há muito mais do que se falar de Fear the Walking Dead. Ainda temos dois episódios para essa temporada, onde os leitores provavelmente voltarão aqui e lerão uma crítica semelhante a essa para cada um deles. Não porque eu queira criticar, mas porque é impossível enxergar algo bom no meio de toda a sujeira que fizeram nessa temporada.

E você? Qual a sua opinião? Vote na nossa enquete e comente abaixo.

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Destaque

Review Fear the Walking Dead S05E13 – Leave What You Don’t: Uma história de desrespeito aos fãs

“Leave What You Don’t” foi o 13º episódio da 5ª temporada de Fear the Walking Dead. Venha conferir a nossa crítica ao episódio e comente conosco.

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do décimo terceiro episódio, S05E13 – “Leave What You Don’t”, da quinta temporada de Fear the Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Sim, isoladamente Leave What You Don’t é um bom episódio, seguindo uma boa métrica e mixando cenas de ação com diálogos aprofundados. Entretanto, é um episódio que afunda toda a história construída nos doze anteriores, tornando tudo o que acompanhamos até agora em pó.

O ponto chave para que eu considere o décimo terceiro episódio da temporada um desrespeito aos fãs é o seu personagem central, Logan. Para que os leitores compreendam minha indignação, precisamos voltar no tempo, na estreia do quinto ano para retomarmos quem o parceiro de Clayton vinha sendo até então.

Na estreia da temporada, Logan invade a fábrica de jeans que antes era a casa dos heróis, enquanto os despista com um falso pedido de ajuda. Isso os leva a sofrer a queda de avião e a todos os eventos que envolvem radioatividade, zumbis estripados e uma ameaça desconhecida com um helicóptero. Até aí a certeza que a audiência passa a ter é que ele é o vilão central da temporada.

Entretanto, pelas tantas ocupações que os heróis arranjam no caminho, a trama pecou em aprofundá-lo, deixando seu reaparecimento apenas para o oitavo episódio, quando ele propõe uma união com o grupo para que juntos consigam combustível. Sem muitas explicações, a nona fração da temporada nos insere em um momento em que já houve desacertos no acordo feito e vemos Logan perseguindo Morgan e seus amigos, já que subsidiariamente os sobreviventes benevolentes já haviam encontrado os campos de petróleo e se negavam a entregar isso para o “vilão”.

Logan é a pior proposta de vilão que o Universo The Walking Dead já tentou oferecer.

Daí o público começa a ver que Logan está disposto a acabar com qualquer tentativa de bons atos que Morgan se propõe a fazer, dizendo-lhes que só os deixaria em paz se eles lhe passassem a localização dos campos de petróleo. Ou seja, mais uma característica de vilão desvendada, porque em muitas dessas vezes as pessoas que necessitam de ajuda quase morrem porque Logan está atrasando o socorro que os heróis poderiam prestar.

Após tanto insistir pela localização dos campos de petróleo, vemos Logan invadindo os portões do que ele chama de Terra Prometida. O local invadido é, para minha surpresa, a refinaria de produção de gasolina. Sem qualquer explicação, mais uma vez, Logan consegue encontrar sozinho o que buscava. E então, novamente fica evidente o erro de roteiro que criou uma história na qual o antagonista importunava os mocinhos por uma informação que, ou ele já tinha ou era fácil demais para achar sozinho. Se lhe faltava gasolina, porque ele gastou tanta atrás do comboio de Morgan se podia ter se empenhado em encontrar os poços petrolíferos sozinho, como ao final fez?

As cenas de ação empolgaram e foi bom ver a união do grupo na tentativa de impedir Logan de tomar o local para si. Entretanto, até essa altura da história nada era explicado sobre a motivação dele. Em todos os episódios que sua trama foi inserida, Logan se mostrava o antagonista, mas sem nenhum aprofundamento de quais as causas que lhe faziam um grande necessitado pela gasolina. Finalmente alguém do grupo de principais resolveu perguntar em Leave What You Don’t os motivos que levavam ele a querer o combustível. A demora pelo questionamento é ilógico. Se a proposta do comboio de Morgan é ajudar as pessoas, porque tanto desprezo por Logan quando ele dizia que precisava do petróleo para fazer um bem maior? Não é lógico que se eles perguntassem, e a necessidade dele fizesse o mínimo de sentido, eles poderiam ajudá-lo antes de todo esse embate?

Logan então resolve abrir seu coração e revelar que a ideia de Clayton de ajudar pessoas era sua filosofia de vida também, mas quando foi decepcionado por ela, acabou se rendendo a uma nova metodologia apresentada por um outro grupo de pessoas. E então, quando parece que o vilão está se reestruturando e se reerguendo para apresentar uma grande motivação, ele abaixa a guarda e concorda em ser um cooperador dos heróis. Se isso não fosse suficientemente frustrante, alguns poucos segundos depois, Logan é morto com um tiro na cabeça. Morre o pior protótipo de vilão.

Cheio de incoerências o episódio enterrou os doze antecessores.

O tiro vem de um grupo à cavalo que é ordenado por uma moça, que vem até o centro do campo de petróleo e se apresenta como a dona de uma comunidade que está expandido e que precisa da gasolina para dar continuidade aos seus planos. Sim, a quinta temporada demorou treze episódios para desenvolver um antagonista para no fim descobrirmos que ele não era o vilão. E sim, nós temos três episódios para que essa nova personagem conte uma história convincente no como ela forçou Logan a se prostrar aos seus ideais e no como sua metodologia de vida lhe fez liderar uma reestruturação de mundo.

A probabilidade de que isso estenda a trama de ajuda ao próximo para a já confirmada sexta temporada é imensa e isso era tudo o que o público de Fear the Walking Dead menos queria.

E se não pudesse ser menos frustrante, o episódio termina com o grupo aceitando deixar Luciana para trás, já que Virginia exige que alguém deles fique para produzir a gasolina necessária. Luciana se expõe ao risco mesmo após ver o que aconteceu com Logan e no como a nova conhecida opera: se a pessoa se tornar inútil no meio do caminho, é descartada. Quando Luciana volta a ter um pouco de destaque, parece que tudo se encaminha para a sua morte. É sério mesmo, Fear?

Outro ponto incômodo para mim é também o que mais fez o episódio valer a pena: a chuva de zumbis. Sim, eu aplaudi satisfeito que eles resolveram cortar a trama monótona que Fear vinha tendo para retornar aos momentos de ação e adrenalina. Mas, parando para refletir: como sobreviventes experientes não pensaram que uma horda poderia acabar ali – dado o barulho dos maquinários – e sucessivamente, despencar para dentro do local? A primeira coisa que uma pessoa que sobreviveu aos primeiros três anos de apocalipse pensaria ao ver uma pedreira desprotegida que conduzia diretamente ao local em que você pretende montar acampamento é em, no mínimo, criar uma barreira com tapumes, carros, cercas e etc.

Poderia ser bom, mas não foi.

Fora disso, não consegui compreender muito a inserção de Alicia Strand nesse episódio. Poderiam ter utilizado qualquer outro personagem que já estava tendo participação em Leave What You Don’t para ligar a mulher presa na parada de caminhões com o grupo.

Falando nela, achei de uma irresponsabilidade tamanha que Fear the Walking Dead tenha deixado exatamente para a semana internacional de combate ao suicídio a exibição de uma cena em que Logan incentiva uma pessoa a tirar a própria vida em frente a dificuldade. Sei que o momento foi amplamente necessário para que se chegasse no estopim que fez ele perceber que a filosofia de Clayton ainda funcionava, mas é sério que isso ficou programado para a semana de combate ao suicídio?

Enfim, nós encerramos essa temporada com mais uma ideia de comunidade grandiosa se mostrando. Se há uma ligação entre Virginia, Isabelle e o helicóptero, muita coisa vai ter que ser explicada. Por qual motivo a comunidade que tem transporte aéreo permite que sua líder ande por aí à cavalo?

E você, o que achou do episódio? Comente abaixo e vote na enquete.

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Destaque

Review Fear the Walking Dead S05E12 – Ner Tamid: Uma boa surpresa

“Ner Tamid” foi o décimo segundo episódio da 5ª temporada de Fear the Walking Dead. Venha conferir a nossa crítica ao episódio e comente conosco.

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do décimo segundo episódio, S05E12 – “Ner Tamid”, da quinta temporada de Fear the Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Não é uma novidade por aqui desde que a quinta temporada iniciou que o redator está infeliz com o desenvolvimento da história. Entretanto, o décimo segundo episódio foi absolutamente surpreendente, já que quebrou a sucessão de fracassos dos onze anteriores. Não que Ner Tamid tenha sido uma grande obra de arte. Entretanto, dentro de uma onda ruim de roteiro, conseguiu se sobressair.

Claro, há uma profunda preguiça de trama quando vemos Fear the Walking Dead praticamente copiar a série mãe e inserir um personagem líder religioso em história de vida praticamente igual a do Padre Gabriel que abandona sua congregação a própria sorte. Entretanto, o personagem conseguiu tecer um carisma e apresentar uma versatilidade bem maior na sua estreia do que o Padre teve na série mãe na quinta temporada. Aliás, curioso que ambos os personagens com enredo próximo tenham sido inseridos no mesmo ano das suas respectivas temporadas: o quinto.

Charlie que por muito tempo teve minha antipatia, conseguiu demonstrar camadas. A forma como ela se preocupa em não retornar a ser quem era com os Abutres e a busca incessante por um lar, misturados com os diálogos que pela primeira vez nessa quinta temporada apresentaram profundidade, trouxeram um bom desempenho para a garota. Sua dinâmica religiosa e de princípios foi bem explorada e a relação com Jacob funcionou de forma atraente.

Jacob é quase uma réplica de Gabriel, mas com mais carisma que ele.

June John retornaram aos tempos de ouro e voltaram a funcionar como um casal, sem apelar para a dramaticidade. Viram as necessidades e os dois juntos trabalharam para vencê-las, sem grandes momentos de despedidas infrutíferas. Aliás, novamente nós vemos uma forma diversificada de fugir dos mortos vivos, que vem sendo marca frequente nesse quinto ano (de hélice de avião ao carrinho de controle remoto), o que é uma das poucas coisas de mérito nessa temporada. Toda a sequência da escada adicionou uma leve tensão no ar, embora incomodasse as vezes que qualquer um dos mortos não precisaria muito esforço para alcançar os dois em cima dos carros.

Dwight e Sarah também foram uma boa combinação no décimo segundo episódio. Não sei se irão aproximá-los mais ainda, mas é a típica amizade que daria certo. Sobre esse arco, a única coisa que eu me perguntava era: cadê o Wendell? A última vez que o vimos foi na magnífica cena do episódio oitavo, onde ele faz todo o esforço possível para religar as luzes para sinalizar ao avião que Althea pilota. Sarah até chegou a citar que ele e as crianças estão cuidando dos poços de petróleo, mas a fala foi tão rápida que quase é imperceptível. É estranho que o vínculo tão forte deles tenha sido colocado de escanteio. A dupla é quase um Tom e Jerry, Chewbacca e Han Solo, Marty McFly e Doc Brown ou Woody e Buzz Lightyear, não dá para ver Sarah e não pensar imediatamente no seu irmão Wendell. Então, a desconexão que estão trazendo para eles parece caminhar para uma tentativa de fazê-los aparecer mais na trama e isso significa basicamente uma coisa: um dos dois irá se despedir da história logo.

Mesmo com uma boa química de personagens e uma trama mais palatável, ainda temos alguns pequenos desleixos e erros de roteiro. Até agora não nos foi explicado o motivo do comboio estar buscando um local para chamar de lar se Logan já definitivamente abandonou a fábrica de jeans.

Outra ilógica da trama é o fato de Logan passar todo o momento afirmando que suas reservas de gasolina estão escassas e mesmo assim seguir cruzando o estado do Texas atrás do comboio. Quem tem escassez de recurso, poupa, pela lógica.

Dois personagens que funcionaram muito bem juntos.

Já na trama de Charlie, temos dois momentos incômodos: o primeiro deles se dá no fato de que, John e June são praticamente como pais da garota desde o final da quarta temporada. De repente, temos uma cena vexatória em que Dwight diz estar faltando alguém no grupo de 38 pessoas e ninguém se dá conta que Charlie está ausente. É sério mesmo que uma pessoa – ainda mais sendo uma adolescente, de quem os adultos responsáveis dificilmente tiram os olhos – que faz parte do núcleo do grupo é simplesmente esquecida, como se fosse uma nova conhecida? E em segundo plano, quando June e ela conversam pelo rádio a conversa é rápida e sucinta, com a garota os chamando para conhecer o local onde está. Logo depois ela desliga e vai ajudar o rabino com os walkers. Surpreendentemente, na sequência, o casal já está no local. Charlie nem mesmo deu pistas de onde o templo ficava. Como eles chegaram lá?

Eu não consigo definir se o êxito desse episódio é pelos seus antecessores serem péssimos, se pela ausência de personagens que carregam uma trama maçante (Morgan Alicia por exemplo), se pela combinação das duas coisas, ou se de fato ele seria um bom episódio mesmo numa boa temporada.

E você, o que achou do episódio? Animado para o desfecho da história? Comente abaixo e vote na enquete.

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