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1ª Temporada

Talking Dead Brasil #0 – Dave Erickson, Cliff Curtis e Kim Dickens

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Aparentemente nossos sobreviventes estão entrando em mar aberto em um barco, mas não um barco qualquer. Algum iate super equipado, o que é muito radical. Quem diria que o apocalipse poderia ser tão luxuoso? Mas será isso bom demais pra ser verdade?

Os convidados da noite foram Dave Erickson, showrunner e produtor executivo, Cliff Curtis, mais conhecido como Travis, e Madison em pessoa, Kim Dickens.

Chris Hardwick: Kim, acho que a primeira vez que te conheci, eu te disse que eu era um super fã de Deadwood, é uma honra conhecê-la. Eu queria poder ter feito um Talking Deadwood quando a série estava sendo exibida. Mas parabéns pela temporada, e sejam bem vindos à família The Walking Dead. Como tem sido a reação dos fãs até agora? Você já passou por algo assim antes?

Kim Dickens: Não, nunca passei. Essa foi minha primeira Comic Con, por exemplo, e eu acho que todos nós estávamos lá pela primeira vez juntos, e vimos nosso trailer pela primeira vez, com o público. Então isso foi bastante excitante.

CH: É, porque enquanto vocês estão gravando vocês basicamente têm que manter segredo e estão em seclusão e de repente vocês aparecem na Comic Con e isso é um parâmetro bastante real do que é o fandom e o quão excitante isso é. Como foi para você, Cliff?

Cliff Curtis: Foi ótimo! Acho que eu realmente gostei de ver o quão generosa a audiência foi. Eu estava preocupado, achando que eles apareceriam com foices e espadas e bestas… Mas eles foram todos muito, muito amigáveis. Famílias inteiras de pessoas sorridentes.

CH: É. Aliás, você não apenas está usando o visual perdidão do episódio de hoje, eu também quero que as pessoas vejam as meias de Cliff. Ele está usando meias dos Misfits.

CC: A história… Eu tenho caveiras nelas. Tem uma história. Quando lemos o piloto, Kim me deu essas meias de presente.

CH: Oh! Que bonito! E agora você as está vestindo por ela, porque a ex mulher está fora do jogo, vamos lá, pessoal… Não fiquem esquisitos sobre isso. Mas eu quero que vocês dêem mais um crédito a Cliff, que viajou lá da Nova Zelândia só para estar aqui neste programa esta noite. Obrigado por vir. Seu sotaque americano é perfeito, o que você acha do sotaque americano, e no que você pensa quando o está fazendo?

CC: Eu tenho treinadores de voz que monitoram cada sílaba do que eu digo e eles me dão dicas entre as cenas e é muito difícil para mim. É um verdadeiro desafio. Mas, sabe… Também temos Kim aqui e… o outro desafio é não imitar o sotaque sulista bacana dela.

CH: Certo. Porque você não quer ficar muito Rick de repente, essa coisa é…

CC: Não, esta vaga já foi preenchida.

CH: É, já foi preenchida. Dave, em que momento você soube que terminariam a temporada com Abigail?

Dave Erickson: Acho que sempre soubemos que terminaríamos na costa. Era importante para Robert e eu que chegássemos ao Pacífico. Foi bem tarde que os escritores decidiram que haveria um barco. E eu acho que abre algumas opções interessantes para nós e a ideia… Nós percebemos que provavelmente não somos os únicos com a ideia brilhante de pegar um barco para fugir dos zumbis em terra… Mas eu acho que vai haver todo um mundo interessante no oceano.

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CH: Eu quero falar um pouco sobre o ritmo da série. Porque ela começa… Quero dizer, obviamente esse é o início do fim da civilização. Então, no primeiro episódio, as pessoas estão tipo “Onde está todo… O que é… O que estão…” e eles parecem estar bravos com os personagens as vezes por não saberem que isso era um apocalipse zumbi. Tipo, você sabe mais do que esses personagens sabem! Eles ainda não sabem que não podem ir em direção às pessoas com os olhos opacos. Tipo, ninguém ainda sabe disso.

DE: Isso incomodou as pessoas? Eu não percebi.

CH: Nas mídias sociais? Não, imagina, ninguém diria nada. Nos diga um pouco sobre… Eu sempre falo com as pessoas e digo “é, a civilização ainda tem que desmoronar para conhecermos os personagens primeiro, daí tudo pode acontecer.”

DE: Nós temos uma janela de tempo… E o que é interessante é que nas primeiras semanas da série ainda não estamos no ponto onde Rick acordou do seu coma. Ainda temos um pouco mais para explorar durante a segunda temporada. Mas a ideia que eu e Robert tivemos foi olhar para o apocalipse através do filtro de um drama familiar, no início, e depois explodir com o que tivemos no final da primeira temporada.

CH: É, porque eu espero que as pessoas não estejam tão paranóicas com um apocalipse zumbi no momento que alguém aparece doente em público e de repente as pessoas começam a atirar nas cabeças de todo mundo. Quero dizer, se isso realmente acontecesse, sua primeira reação humana seria pensar “ah, talvez aquele cara tenha comido sais de banho, ou talvez outra coisa esteja acontecendo…”

DE: Sim, exatamente. O instinto foi de que se você vir alguém que conhece, um amigo, colega, sabe, alguém que tomou café com você ontem, seu primeiro pensamento não seria pegar algo pesado e enfiar na cabeça dele.

CC: Eu não sei, um dos caras estava comendo um cachorro.

DE: Você ainda se apegaria à sua humanidade.

CH: Sim. Você demorou um pouco para começar a socar as pessoas por ai, na verdade. Mas finalmente no último episódio você acabou fazendo. Kim, uma coisa que eu adoro sobre os personagens que você interpreta é que eles têm complexidade. Eu sempre sinto que há mais acontecendo do que o que vemos. E parecem haver pistas de que Madison tem um passado meio obscuro. Você concordaria com isso?

KD: Eu concordaria. Parece mesmo que ela tem, ela é muito complicada…

CH: Mas ela é bem durona, tipo, logo de cara.

KD: Sim, ela é durona. Quero dizer, ela toma decisões difíceis rapidamente. E isso é muito divertido de interpretar, eu adoro isso sobre ela. Não que ela quebre as próprias morais nem nada, mas ela fará uma decisão difícil.

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CH: É, porque ela nem pisca quando Salazar está com aquela pessoa na cadeira, ela nem… Ela só tipo “okay, você está fazendo isso. Certo, já volto.”

KD: “Desse jeito você consegue respostas? Certo, estarei lá em cima.”

CH: Sim! E o que você acha que tem nela que a torna uma boa sobrevivente?

KD: Bom, eu acho que ela provavelmente teve uma criação bastante dura. Eu acho que ela passou por coisas muito difíceis mesmo como adulta. Ela perdeu seu marido, ela tem sido uma mãe solteira criando dois adolescentes, e trabalhando numa longa jornada, tem um adolescente que é viciado em drogas… Eu só acho que ela é adaptável.

CH: Sim, porque o relacionamento dela com Nick parece… Com o que ele está passando… Parece que é familiar a ela, de certa forma. Então talvez isso seja uma coisa que será melhor explorada conforme o desenrolar da série.

DE: Sim, provavelmente iremos.

KD: Mesmo?

CH: Cliff, por que é importante para Travis ser o prefeito da zona segura?

CC: Eu não sei, na verdade. Mas minha opinião é que ele é um cara da comunidade, então ele realmente ama a estrutura, os luxos de se viver em uma sociedade civilizada e organizada. Ele sabe o seu lugar. Então ele está se agarrando àquela ideia de que podemos simplesmente continuar e nos manter civilizados na situação e conseguiremos passar por isso. Mas ele é muito consciente da possibilidade de as pessoas perderem a cabeça e se juntarem em um motim e simplesmente enlouquecerem. Nós vemos isso no segundo episódio, eles estão se revoltando nas ruas, e ele não quer isso.

CH: É, isso é uma coisa sobre o universo The Walking Dead… Definitivamente, todos que têm fé na sociedade e nos homens eles acabam sendo cagados, tipo… É difícil ser… Sabe…

CC: Sim, quero dizer, nesse universo, é a pior coisa a se ser. Se torna uma fraqueza. Mas o que gosto sobre Travis é que sua fraqueza está vindo de um lugar forte. Ele tem um código moral, ele tem uma ideia clara de onde ele se encontra.

CH: É, ele não sai simplesmente correndo e batendo nas pessoas por aí, demorou uns 6 episódios para fazer isso…

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• Tradicionalmente, no final do segundo bloco do programa, o quadro In Memorian homenageia os mortos durante o episódio. (nesse caso foram os mortos da temporada)

– Zumbi do Vídeo Viral
– Calvin
– Calvin Zumbi
– Zumbi “Cadê minha cara?”
– Diretor Art
– Babá Susan
– Kimberly da Delux Donuts
– Zumbis da Invasão de Daniel
– Zumbis do Corredor do Terror
– Soldado do Motor na Cara
– Griselda
– Liza
“Vamos navegar… E rezar… Para que zumbis não saibam nadar.”

“Los Angeles é uma cidade muito interessante, e assistir a civilização desmoronar num lugar tão interessante faz tudo ser muito mais legal. Tem tanto sobre essa região, sobre essa área, sobre Los Angeles, que muda as coisas, sabe. Na outra série eles estão vivendo em um clima bastante úmido, aqui estarão vivendo em um clima bem seco. Então conforme a série progride, você vai ver uma diferença substancial em como esses corpos se decompõem e como essas coisas operam e qual é sua aparência.”Robert Kirkman.

CH: Bom, não é como se eu estivesse traindo o outro Walking Dead, é mais como se tivéssemos um relacionamento aberto e eu estou namorando sua irmã mais nova. Um cara no Twitter disse “Travis não é mais um pacifista, mas ele irá pacificar um soco na sua cara se você mexer com esse pessoal.” Muito boa. Temos uma tonelada de perguntas, porque estamos juntando isso durante toda a temporada. Essa é especificamente sobre LA, Johnny F quer saber “Porque escolher LA? Vamos ver zumbis celebridades e paisagens?” Tipo, Bradley Cooper zumbi andando por ai…

DE: Havia uma versão mais antiga do script onde tínhamos um personagem que era meio que um… um ator do ramo cinematográfico e então decidimos não fazer isso.

CH: Não?!

DE: É, é verdade… Bem, pareceu fácil demais, de certa forma, sabe. Eu acho que toda a construção de LA é meio que sobre se reinventar. As pessoas vão até lá para se reinventarem. Nós falamos sobre Madison antes, uma pessoa que tem um passado e uma história na qual começaremos a entrar conforme prosseguirmos na segunda temporada e além. Mas sentimos que havia um drama muito interessante ao se criar essa sobreposição entre nossos personagens e a cidade.

CH: Eu só acho que seria muito legal se vocês tivessem, tipo, um personagem que fosse um daqueles caras vestidos de Homem-Aranha na frente de um cinema. Só um cara que pensava ser o Homem-Aranha.

DE: Sempre acontece…

CH: Mas eles nunca chegam a Hollywood. Kim, como você descreveria o relacionamento de Madison com Nick?

KD: Bem, é bastante complicado. Eu realmente amo esse relacionamento porque eu acho que é tão honesta a maneira como foi escrita. É bastante obscura, sabe, uma mãe e um filho que tem problemas com drogas e a casa é… Há tanto amor lá, tanta dor e tanta perda diariamente… Eu realmente amo a complexidade e a escuridão dessa relação.

CH: E quando ela o encontra na outra casa e simplesmente se descontrola…

KD: É, ela perde o controle. Ela perde o controle e… Eu também achei que aquele momento foi muito honesto. Não houve hesitação nem julgamento como atores, sabe. Depois de tudo que Madison viu e todas as chances que ela deu a ele… E ele fez algo desprezível.

CH: Dave, por que é tão importante ter um personagem como Nick na série?

DE: Bem, a coisa legal sobre Nick é que ele é alguém que tem vivido às margens por um bom tempo… E ele tem essa epifania no fim da temporada que é “todos estão ficando no meu nível agora”. Então eu acho que o que era intrigante para nós era explorar um personagem que estava vivendo seu próprio apocalipse muitos anos. E veremos como essa pessoa vai se sair conforme seguimos para a segunda temporada e além.

CH: É, porque essencialmente, essa é uma série na qual você tem a oportunidade de ver no que as pessoas se transformam quando as circunstâncias são extremas. E é quase como se Nick tivesse essa intervenção esquisita e apocalíptica. E ser capaz de sair disso… Esse trabalho de personagem vai ser bem interessante. Mas uma tonelada de pessoas estava realmente preocupada com as roupas dele. Tantas pessoas. Alguém escreveu no twitter “Por que Nick não tirou aquelas roupas de velho? Alguém vai acabar o confundindo com um zumbi.” Havia algo em específico sobre o guarda roupas de Nick que você achou importante?

DE: Aquela jaqueta barracuda era algo que queríamos manter o máximo possível e eu… Eu acho que Frank Dillane se apegou muito a ela, ele se apegou ao figurino. Ele também provavelmente é um cara que tem vestido a mesma coisa por um certo tempo, já que ele estava nas ruas. Então… a gente manteve a eletricidade enquanto estávamos confinados… Então poderíamos ter lavado aquilo.

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CH: Sim. Agora queremos saber o que vocês pensam. Eu adoro o Strand. Temos uma abotoadura aqui em sua homenagem. Cliff, o que Travis pensa logo de cara sobre Strand?

CC: Não é bom. Eu não gosto do cara, não gosto do cara. Ele é ótimo para a série, mas ele é a antítese de Travis. Ele não tem moral, ele é um daqueles caras que prega a força, é meio arrogante, ele… Eu não gosto do cara. Eu escolho Salazar em qualquer situação ao invés desse cara.

CH: É, é claro que você ia querer um soldado que pode torturar as pessoas para conseguir informações delas.

CC: Mas não o cara vendendo abotoaduras. Eu gosto do terno, no entanto.

CH: O terno é incrível.

CH: Dave, você pode nos dizer alguma coisa sobre Strand?

DE: Vamos aprender muito mais sobre Strand na segunda temporada. Foi interessante para nós ter um personagem que não vemos muito frequentemente em The Walking Dead, alguém de importância, alguém que tem dinheiro, uma pessoa influente. E vemos que aquela é sua casa, aquele é seu barco. Ele definitivamente é um cara esperto, mas ele não é alguém com seus próprios planos e ideias.

CH: Eu sei, mas eu meio que o vejo como o Han Solo do grupo. Ele acaba sendo meio que o adorável solitário, e esperamos que no fim ele talvez faça a coisa certa.

DE: E Abigail é a Millenium Falcon.

CH: Exatamente! Corretíssimo! Quem é o Chewie? Eu acho que pode ser Nick.

“A resposta dos fãs a Tobias tem sido realmente maravilhosa para mim, e eu acho que ela tem a ver com o fato de que nós, como fãs, sabemos tudo sobre o mundo de The Walking Dead e agora estamos tendo a oportunidade de ver o início desse mundo e como a civilização desmoronou. E Tobias é o único que está atualizado com o que sabemos, então acho que isso contribui para o amor que os fãs têm por ele. Acho que Tobias foi em parte responsável pela rápida adaptação de Madison a esse novo mundo, à civilização desmoronando. Tudo o que Tobias disse a ela apenas a ajudou a se ajustar melhor a este novo ambiente. Sobre para onde Tobias está indo, desde a última vez em que o vimos quando se separou de Madison, seu palpite é tão bom quanto o meu. Eu espero que onde quer que ele esteja, esteja a salvo. E com uma faca maior.”Lincoln Castellanos.

CH: Eu espero que… Dave, o traga de volta, vamos lá, cara. Os fãs querem isso.

DE: Aqui vai uma coisa boa que direi sobre Tobias. Eu amo Tobias. Ele não morreu. E há um bom número de personagens da primeira temporada que desapareceu e… Se você não o viu morrer, então ele ainda está vivo. Eu gosto de pensar que ele provavelmente encontrou sua mãe. Nunca se sabe.

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CH: Você sabe, porque é sua série. Kim, onde você gostaria de ver Tobias chegar? Onde você acha que ele pode estar?

KD: Eu não sei, posso imaginá-lo chegando num barco a motor de alguma forma, até o barco. Eu não sei, ele é um ótimo medium. Mas aquela faquinha… É… Eu pensei “O que você vai fazer? Assassinar um vegetal com isso?”

CH: Ele poderia, sim! Cliff, por que Travis não conseguia matar o zumbi da loja de donuts?

CC: Kimberly?

CH: Sim, sim, esse é seu nome.

CC: O nome dela era Kimberly. Não é apenas por isso, mas também… Eu achei interessante haver essa força escondida em Travis. Eu sei que ele parece um pacifista e um doce, mas no fim ele não vai fazer essa escolha porque alguém está o dizendo para fazer, ele vai fazê-la em seus próprios termos. Sabe, é uma das situações mais difíceis de se estar, você tem os militares te cercando e te dizendo para fazer alguma coisa. E isso é muita pressão e ele diz “não”.

CH: Para aqueles personagens parece ser muito rápida a transição para “está tudo bem atirar na cabeça das pessoas agora”.

CC: Os primeiros três episódios, na verdade, acontecem num período de 48 horas, então são dois dias. E depois passamos mais uns 9 dias para frente, eu acho, ou uma semana, algo assim. Então Travis não está pronto para reformular sua moral e quem ele pensa ser. E eu, na verdade, acho que isso é bom para a série, porque há outras pessoas duronas. Tem a Kim, Salazar e Nick.

CH: Eu devo dizer… Eu trabalho para The Walking Dead há 5 anos agora e… Você não quer ser o cara cheio de moral nessa série. Toda vez que há alguém de moral, Dale, Hershel… É, mas eu não sei. Agora um fã da platéia pode subir aqui e fazer sua pegunta. Venha! Olá! Qual o seu nome?

Victoria: Sou a Victoria!

CH: Qual a sua pergunta, Victoria?

Victoria: Bom, é para todos vocês. Qual vocês acham ser a maior ameaça aos sobreviventes? Os militares, os zumbis…?

KD: Ah, eu acho que os militares, no fim.

CC: Os zumbis.

CH: Dave?

DE: No fim, são os militares. Mas isso vai evoluir conforme continuamos a temporada.

CC: O que?

CH: E você não pode dizer, eu sei. Eu posso ver o sorriso no seu rosto, você sabe o que vai acontecer! Você sabe! Diga só uma coisa, Dave.

DE: Os zumbis vão se tornar muito mais perigosos conforme… Veja, nós chegamos a um ponto nesse último episódio em que tivemos nossa primeira horda, tivemos nosso primeiro… Quero dizer, esse episódio foi bem grande em matéria de primeiras coisas.

CH: Esse episódio teve de tudo: uma horda, a morte de um personagem…

DE: Eu acho que isso sugere para onde estamos indo.

CC: É um jogo de números, sabe. Eu não sei quantos militares há no país, mas há 360 milhões de zumbis em potencial apenas na América do Norte.

CH: Sim.

CC: Então realmente é um jogo de números.

CH: Victoria, sabe… Eu tenho isto para você que… Eu acho que vai combinar muito com você… E se você quiser ir colocar e voltar, ou você pode ir montar uma banda cover do Weezer, não sei. Mas se você quiser, é mais que bem vinda para voltar no final como cosplay de Nick. Muito obrigado!

• Durante o quadro Inside the Dead ficamos conhecendo algumas curiosidades sobre o episódio:
– Esta cena mostra uma das coisas mais aterrorizantes de Los Angeles. Trânsito. A produção fechou completamente uma seção da rodovia 710 para capturar essa cena.
– O produtor executivo Dave Erickson descreve Ruben Blades, que interpreta Daniel Salazar, como um homem da Renascença. Além de ser um músico de salsa ganhador de múltiplos Grammy Award, Blades possui diploma de Direito de Harvard e já participou de eleições para o cargo de presidente do Panamá.
– Alguns fãs podem reconhecer Frank Dillane do seu papel como Tom Riddle em “Harry Potter e o Enigma do Príncipe”. Ele é filho de Stephen Dillane, mais conhecido como Stannis Baratheon em “Game of Thrones”.

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“Não há dúvidas na mente de Daniel de que a mudança ocorreu. E isso significa que não há mais regras. Jogar pelas regras é diminuir as expectativas de sobrevivência, o que ele não quer fazer. Ele vai sobreviver e espera que sua família também sobreviva. Para sobreviver será preciso vontade. Não vai ser dado de mão beijada. O que sinto ao ver Daniel é que seus piores medos se materializaram. Ele nunca nunca, jamais esteve tranquilo. Ele sempre esteve um passo atrás da esperança. Ele tem essa ideia de que nada vai ser como costumava ser.”Ruben Blades.

CH: Kim, por que Daniel e Madison parecem se entender tão bem?

KD: Bom, ambos possuem seus segredos obscuros, não?

CH: Sim, eles têm mesmo.

KD: Bom, eu não acho que ela tenta logo de cara, mas daí ele fica cutucando e perguntando coisas difíceis e eles meio que se abrem um pro outro. Eu sinto que eles têm confiança um no outro, sabe?

CH: Ela parece muito pragmática na maneira como ela meio que diz “quer saber, faça o que for preciso pra isso funcionar.” E nós vimos isso quando ela estava na escola e depois mais pra frente. Cliff, quando o soldado finalmente atira em Ofelia e você surta, você acha que aquilo foi a última gota? Você acha que Travis mudou de vez agora ou você acha que aquilo foi só um lapso temporário?

CC: Essa é uma boa pergunta, eu não sei. Talvez você precise perguntar para ele ali. Mas o que foi interessante é que havia rascunhos em que isso acontecia antes, na cena da tortura. Em uma versão ele vai pra cima de Salazar e bate nele. Essa era uma versão, mas seguramos mais um pouco. E quando ele devia ter matado Kimberly, e também seguramos isso. Estava na verdade só acumulando a um ponto no qual esse personagem simplesmente não podia mais se conter. Além disso, esse soldado prometeu algo a ele, e é ali que ele chega no seu limite. Ele quebrou um código moral. Ele tinha um acordo com esse cara e agora nós vemos o que acontece com Travis se você coloca sua família em perigo de certa forma, e você faz um acordo com ele. É tipo, não erre.

CH: Eu acho que muitos personagens, particularmente na outra série, começaram sendo pessoas comuns e apenas de estarem nesse mundo eles, lentamente, são mudadas e acho que há esse ponto.

CC: Eu não acho que ele está completamente mudado ainda.

CH: Então ainda há muita coisa a ser mudada.

CC: Eu acho que sim.

CH: Quem é o novo Rick? Travis? Eu acho que Travis passou um pouco pela transformação de Rick ali no final, as coisas não vão se desenrolar até mais tarde. Madison? Questiona o exército, não pensa duas vezes para matar zumbis. Daniel? Vamos ser sinceros, ele já está no modo Ricktator. O que vocês pensam? Eu sei que são séries diferentes, mas se forem comparar, quem vocês acham que se parece mais com Rick?

KD: Eu. Desculpe, Madison.

CC: Eu acho que Daniel seria uma resposta muito tentadora, mas… Ela tem o sotaque sulista.

CH: Ela já está no ponto.

DE: É um elemento interessante de seu personagem. O pior.

CC: Eu suspeito… Quando eu li o enredo pela primeira vez…

DE: Quero dizer, não dissemos ainda de onde Madison é.

CH: Isso é verdade! O que isso significa?

DE: Eu não sei.

CH: Como você ousa fazer isso?

DE: Eu estou surpreso de ninguém ter comentado sobre isso. Isso é o que me choca. Porque você não escuta esse sotaque sulista o tempo todo e…

CH: Então você acha que vai chegar uma hora que ela vai dizer “Devíamos ir para Atlanta ver meu irmão, Rick Grimes!” Isso seria demais! No entanto, 41% das pessoas disse que Travis é, por pouco, mais Rick que Madison, com 39%. Eu não acho que Madison seja Rick, acho que Madison é Shane. Porque… É! Ah, apenas aceitem isso! Aceitem! Porque… ela transou com a Lori. Brincadeira. Não, porque você… Shane já começou num ponto em que ele sabia que as coisas deviam ser feitas e você sabia que… Bom, Rick começou bastante “vamos todos nos acalmar aqui”, quero dizer, ele realmente declinou. Mas Shane e Madison meio que começaram no mesmo lugar, onde eles estão dispostos a fazer o que precisa ser feito nesse mundo. E por isso eu acho que os personagens são mais… Você já é uma líder, você já está lá.

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ENTREVISTA COM A PRODUÇÃO E O ELENCO:

Dave Erickson: Hoje estamos gravando o que será o fim de um dos nossos personagens, uma das nossas primeiras mortes significativas.
 
Stefan Schwartz: Liza, na verdade, foi mordida antes por um infectado, como os chamamos. E agora é o trabalho de Cliff dar um fim nela. É uma cena emocional.
 
Elizabeth Rodriguez: Eu estava brincando sobre quando eu morrer de verdade não vai ser épico assim, a não ser que alguém me jogue de um helicóptero e grave. É complicado com um helicóptero, não porque eu estava deitada numa piscina do meu próprio sangue, mas porque você escuta aquele barulho e não consegue dizer se está muito perto ou muito longe. Mas pareceu algo saído de Apocalipse Now.
 
Dave Alpert: Tudo o que Travis queria fazer era manter sua família junta. Ele queria misturar suas duas famílias separadas para formar essa família grande e única. Ele tem essa ideia de que era possível. Quando Liza é mordida, basicamente ele percebe que não é possível, que acabou. Que a sua maior esperança, desde antes de isso começar, foi destruída. Esse é um momento devastador para ele, seu coração está partido. Isso meio que vai ressoar por muitos anos.

CH: A última cena de Liza foi incrível e tão devastadora. E ainda assim há um momento em que você diz “vou fazer” e Madison diz “não, eu tô de boa”. Você acha que ela queria protegê-lo disso ou havia alguma outra coisa, sabe… Ela estava meio de mal de Liza naquele ponto?

KD: Não, eu acho que seria mais sobre salvar meu parceiro disso. Se eu tivesse que fazer, eu teria feito. Mas eu não acho que ela estivesse brigada com Liza. Liza fez o homem com quem estou, sabe, formou este caráter. Não acho que era sobre Liza, era sobre fazer o que precisava ser feito.

CH: Como você acha que vai ser o relacionamento entre Travis e Chris agora?

CC: Uma bagunça, cara. Eu não consigo nem pensar em como se cava para fora desse buraco. Mas só queria frisar a todos sobre Elizabeth, a atriz… Quão bonito foi trabalhar com ela e como o trabalho que ela fez naquela cena foi maravilhoso.

CH: Foi bastante… Eu realmente fiquei surpreso. Mesmo conhecendo esse universo eu me surpreendi de ver um personagem principal morrer daquele jeito. Ela era muito querida pelos fãs e… Bom, obviamente ela sabe que está assinando um contrato para 6 episódios, mas acho que não faz as coisas serem mais fáceis na hora.

DE: Não, na verdade… Quero dizer, Elizabeth foi fantástica, ela é uma atriz maravilhosa e ela é uma pessoa incrível. Foi triste. Houve momentos durante a temporada nos quais eu comecei a pensar se devia adiar isso um pouco mais…

KD: Ah, nós vamos sentir falta dela. Nós ficamos surpresos, os outros atores nem sabiam.

CH: E é algo que é realmente um saco, mas a coisa importante sobre mortes nessa série, e como eu me tornei o terapeuta de The Walking Dead, é que são importantes na história. Porque afeta os outros personagens de maneira tão dramática, deixa todos sem chão.

CC: Eu achei que seria o Travis. Tipo, se ela é Rick James…

CH: Ela é Rick James? Rick James, vadias!

CC: Rick Grimes!

CH: Ela não é Rick James.

CC: Achei que ela fosse.

KD: Eu quero ser Rick James.

CH: Você pode ser Rick James. Você pode muito ser Rick James. Temos uma ligação. Qual seu nome e de onde você fala?

James: Sou James, do Tennessee, e minha pergunta é: Ofelia realmente sentia algo por Adam ou ela estava apenas o usando?

DE: Ela… Era um pouco de ambos. Eu acho que Ofelia é alguém que está se ajustando ao apocalipse. Para mim, a prioridade era achar Madison pela sua mãe. Então ela entrou nesse relacionamento sabendo que ia usá-lo para conseguir acesso a isso, para ajudar Griselda. Mas ela ainda é uma pessoa muito boa e pura, então acho que ela tinha sentimentos misturados. Mas eu acho que ela gostava de Adam e se não fosse pelo apocalipse, eles poderiam ter namorado.

CH: Bom, você me perguntou “Quem você acha que é o Governador?” e no grupo atual eu acho que pode ser Ofelia. Porque ela o manipulou completamente, você pode ver que ela o estava manipulando. Ela tem o poder de manipular. Eu acho que na situação certa você pode vê-la entrando completamente no seu lado negro. Dave, você sabe como vai chamar os mortos vivos? Porque parte da coisa é não se usar a palavra zumbi. E você sabe, o Governador os chamava de Mordedores, o pessoal do Rick os chama de Errantes.

DE: Haverá uma nova palavra quando chegarmos à segunda temporada. Na verdade eu estou curioso para saber o que os fãs pensam, pra ser sincero. Eu acho que… Nós os chamamos de Infectados por causa da perspectiva dos nossos personagens, que pensam que é um vírus.

CH: E isso implica que são humanos. São humanos infectados.

DE: Estão infectados por algo para o qual pode haver uma cura, e sabemos definitivamente no fim da temporada que não há cura. Então iremos seguir com algo diferente.

CH: Então as pessoas podem mandar sugestões, como Doentinhos ou Eca-Ecas.

DE: Qualquer coisa que não seja “zumbi”.

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CH: Qualquer coisa que não seja “zumbi”. Cliff e Klim… Ah, Klim… Rick James! Madison Super Freaky. Kim e Cliff, sobre Travis e Madison, o que vocês acham que vai acontecer com o relacionamento deles agora? Quero dizer, agora que eles tiveram que passar pelo que houve com Liza e entrar no barco e Chris e tudo o mais… Vocês sentem que que o relacionamento deles vai ficar mais forte?

CC: Eu acho.

KD: Eu acho, acho que eles têm uma base bastante sólida e… ainda estão transando e…

CH: Você tem uma caneca de “melhor mãe do mundo” no carro, ou algo do tipo?

KD: Era do Yosemite, né?

DE: Sim, Yosemite.

CH: Ah, o Parque Nacional de Yosemite. Dave, o que podemos esperar para a segunda temporada?

DE: Eu acho que a pergunta, pra mim, é: ambas, Liza e Madison, disseram que se Travis tivessem que fazer o que fez, isso o arrasaria. Então eu estou ansioso para ver se ele fica arrasado ou não. Eu não acho que irá. Eu acho que… Isso acaba com um barco, um grande e luxuoso super iate. Acho que acabaremos naquele barco, acho que chegar nele será um desafio maior do que suspeitamos. E acho que quando chegarmos, se chegarmos, a pergunta será quem mais está na água agora? E quando se tem um barco como esse, quem mais pode querê-lo? Então veremos uma situação em que teremos os zumbis como um problema, mas também teremos o mesmo problema com as pessoas.

CH: Sim, claro. E eu sinto como se estivessemos falando de Madrugada dos Mortos. “Hey, estamos num barco, vamos para… opa, esse é um problema.” Qualquer lugar é um problema.

DE: E então a pergunta será pra que lado eles vão. Eles irão para o norte, ou para o sul? Ou para…

CC: O Havai!

DE: Nova Zelândia.

CC: Havai depois Nova Zelândia.

DE: Teremos zumbis no paraíso.

CH: Antes de irmos, queria ver nossa moça da plateia voltar com as roupas de Nick. Ah, tão bom! Tão bom! Você está fantástica!

Victoria: Obrigada! Oi mãe!

CH: Está tão parecido. Não há drogas pra você aqui, okay?! Eu sei, sinto muito. Você pode ficar com elas, então você já tem uma fantasia pro Halloween. Você vai ser o primeiro cosplay de Nick. Muito obrigado por estar aqui, Victoria. Lenny quer saber: “Quem você acha que vai se tornar mais forte no grupo e quem vai ceder à pressão?”

KD: Você é o chefe.

DE: Eu acho que vamos ver Madison e Travis continuarem fortes. Será um desafio. E, sobre quem vai ceder… Isso é interessante. As pessoas que parecem menos preparadas para a vida real, como Nick por exemplo, acho que são as pessoas mais adaptáveis e mais preparadas para o apocalipse. Então as pessoas que realmente estavam bem resolvidas e tinham um plano bastante específico de onde queriam ir, essas são as que vão ceder primeiro.

CH: Eu quero te parabenizar. Eu acho que o final da temporada foi um choque e eu espero que a próxima também comece com um choque.

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1ª Temporada

Revisitando a 1ª Temporada de Fear the Walking Dead

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Atenção! O seguinte artigo tem caráter recapitulativo da 1ª temporada de Fear the Walking Dead. Dessa forma, há uma forte carga de SPOILER do ano inicial da série. Se você ainda não assistiu ou está assistindo, tenha ciência que dar continuidade a leitura é assumir o risco de informações não desejadas.

Diz o velho ditado que relembrar é viver. Relembrar é totalmente sadio para que nós saibamos exatamente quem e porque somos no presente e isso não se estende somente a nós como seres humanos, mas também as obras cinematográficas e televisivas.

Estamos embarcando em 2019 num ano que será responsável por trazer a 5ª temporada (que já está sendo filmada) de Fear the Walking Dead, agora totalmente reformulada e distante do que foi em sua proposta inicial lá em 2015. Então, em vista do que dito no preambulo, necessitamos relembrar tudo o que se passou até a atual fase da história, para talvez entendermos o que está por vir. Esse artigo faz parte de uma série mensal que relembrará cada uma das temporadas da série secundária do Universo de Robert Kirkman.

O porquê de uma série secundária

Robert Kirkman esteve envolvido no spinoff desde sua concepção.

Desde o ano de 2013 havia uma movimentação interna na AMC, canal que distribui The Walking Dead nos Estados Unidos, para que Robert Kirkman desse o aval necessário para o desenvolvimento de um spinoff de sua obra principal. A ideia era muito mais econômica do que de fato parecia, visto que a série mãe acabou tendo seus direitos de distribuição transpassados para a Fox fora dos Estados Unidos. Ou seja, a AMC internacional estava perdendo grande lucratividade tendo seu direito restringido ao país norte americano. Ter uma série secundária de uma já aclamada obra televisiva, com lucratividade milionária parecia ser uma ótima ideia e capacitaria a AMC a ter uma nova chance na distribuição internacional, o que de fato ocorreu.

Além do mais, a margem econômica era embuída de um apelo dos fãs em entenderem um pouco mais do apocalipse zumbi e o como ele afetava outras regiões distantes da Georgia. Então, não havia motivos que contrariassem a tentativa do canal a investir em um spinoff.

Aí se dá a justificação de no Brasil a obra ser apresentada em canal divergente de The Walking Dead, uma vez que internacionalmente a série mãe é produto legal da Fox e Fear da AMC.

O núcleo central da trama

A série contaria como o surto zumbi se iniciou.

Inicialmente a ideia oferecida para Kirkman é que a série spinoff deveria contar o marco zero do apocalipse zumbi e como ele se deu. Mas como o criador da trama sempre foi muito claro sobre o desinteresse em tratar do assunto e querer deixar tal ponto em aberto, logo o rumo da série secundária foi modificado.

Assim, a proposta passou a ser de uma série de drama familiar (guarde bem essa palavra, precisaremos dela quando o artigo da 4ª temporada for liberado) em meio ao caótico despencar da sociedade para uma ameaça zumbi. Com três famílias dividindo a trama, pelo que foi divulgado, teríamos uma demonstração de como os problemas internos da estrutura familiar seriam divagados em meio a um plano de fundo devastador.

Assim, a série deu seu pontapé inicial no dia 23 de agosto de 2015, prometendo – como a série mãe – seis episódios para sua primeira temporada.

Os personagens

Três famílias interligadas pelo apocalipse.

Como dito, a trama se dedicava a um drama familiar e por isso não é surpreendente dizer que os personagens mantinham vínculos sanguíneos. As famílias eram os Clark, Manawa e Salazar.

Encabeçando a primeira família estava Madison conselheira escolar, mãe do jovem dependente químico Nick e da adolescente exemplar Alicia. Alguns anos antes a família passou por um evento traumático que levou o patriarca alcoólatra ao óbito, deixando Madison viúva.  E é a partir daí que ela desenvolve um relacionamento amoroso com o professor de literatura da escola onde trabalha, Travis Manawa.

Como já dito, Travis é professor e antes de engatar um relacionamento com Madison foi casado com a agora Liza Ortiz. O relacionamento com ela gerou Chris, um garoto bastante rebelde, mas que mantém um respeito grandioso pela figura de seu pai.

E por fim, a família Salazar que tem como patriarca o dono de um salão, Daniel, sua esposa Griselda e a doce filha Ofelia. Daniel é latino e era envolvido na guerrilha, tendo um passado repleto de traumas. Mudaram-se para os Estados Unidos antes da filha nascer e encobrem as mortes que Daniel carrega nas mãos para que a moça continue a respeitá-lo como homem íntegro.

A primeira temporada é repleta de personagens secundários recorrentes como o inesquecível Tobias, aluno da escola na qual Madison e Travis trabalhavam e que antes mesmo do surto zumbi se espalhar, previu os acontecimentos e alertou a matriarca Clark. E, no desfecho da temporada, temos a adição de um homem misterioso e cercado de prepotência e arrogância: Victor Strand.

O episódio Piloto

O episódio inicial gerou confusão por apresentar um mundo pré-apocalíptico

O Piloto de uma série diz muito sobre ela. Escrito por Robert Kirkman e Dave Erickson e com direção por Adam Davidson conseguiu alcançar audiência de 10,13 milhões de espectadores, o que para um spinoff era um marco interessantíssimo.

Há uma imersão em uma Los Angeles pré-apocalíptica, onde pessoas seguem sua vida normalmente em meio a trânsitos caóticos e homens e mulheres tentam alcançar seu espaço social. Assim, somos apresentados a Nick, que acorda sob efeito de heroína em uma igreja aparentemente abandonada e utilizada por uma gama de andarilhos e viciados como abrigo. Nick segue gritos que ouve no local e se depara com sua namorada Gloria devorando o corpo de uma pessoa. Apavorado, ele corre em direção a rua, local no qual acaba sendo atropelado e posteriormente hospitalizado devido algumas contusões. Madison e Travis se encaminham ao hospital onde são informados pelo médico responsável pelo jovem que ele relata o caso de ter visto sua namorada devorando outra pessoa, mas que isso é efeito comum da heroína.

Travis não parece muito satisfeito com a conclusão do caso e, possivelmente por ansiar manter bom relacionamento com os filhos de sua namorada, resolve se comprometer em investigar o local indicado por Nick. O cenário encontrado pelo patriarca Manawa é assustador e ele passa a questionar a si mesmo se os relatos dados pelo enteado possam vir a ser parte de uma história verídica.

Nick foge do hospital para encontrar seu traficante, Calvin. Os dois se encaminham para a beira de um esgoto onde conversam sobre as drogas que estão sendo negociadas. Nick relata os fatos acontecidos e questiona Calvin sobre a possibilidade de seus alucinógenos estarem alterados. O traficante, irritado, entra em uma briga com o jovem Clark colocando sua vida em risco, portando uma arma, ele tenta dar fim à existência de Nick. No entrelaçar de socos e pontapés, o viciado consegue alcançar o revólver e disparar contra Calvin.

É nesse cenário de morte que Madison e Travis encontram Nick desolado por ter se tornado um assassino. Enquanto tentam contornar a situação e decidir o que fazer com o fato, Calvin ataca o trio de maneira monstruosa tentando mordê-los. Nick, apavorado entra na picape de Travis e o atropela diversas vezes. Madison fica assombrada ao perceber que mesmo estando com o corpo e órgãos totalmente destroçados, o traficante segue tentando mordê-los.

Leia aqui a nossa crítica do episódio “Pilot”.

Tão perto e ainda assim, tão longe

O segundo episódio começa a inserir os personagens em um mundo mais próximo do fim.

O segundo episódio da série secundária foi escrito por Marco Ramirez e continuou sendo dirigido por Adam Davidson. Tal episódio teve uma baixa considerável no número de espectadores, atingido 8,18 milhões.

Alicia está preocupada com o namorado, Matt, com quem tinha um relacionamento bastante profundo e que não estava mais atendendo suas ligações. Por cautela, ela resolve ir até a sua casa para descobrir o que estava acontecendo. Ao chegar ao local, percebe que ele está completamente febril. Assustada, ela contata a mãe e pede auxilio a ela para ajudar o garoto. Ao chegarem na casa de Matt, Travis e Madison percebem que o namorado de Alicia possui uma marca de mordida. Com a promessa de que se comprometerá em ajudá-lo, Madison convence a filha a sair dali.

Visto que vários casos isolados de agressividade começaram acontecer, Los Angeles fecha as portas de vários estabelecimentos. Assim, sem ter uma farmácia disponível, Madison dirige até a escola onde trabalha (que também está com as portas trancadas) para procurar medicamentos que ajudarão Matt a se recuperar da febre. No local, ela acaba encontrando um dos alunos da instituição que noutro dia havia sido levado à diretoria por portar uma faca. Tobias descreve a ameaça zumbi para a conselheira e é totalmente ignorado por ela. Nos corredores eles acabam encontrando o diretor Artie transformado que se direcionada a eles. Tentando salvar a própria vida e a do garoto, vendo que não há outra solução, Madison usa um extintor de incêndios para ferir a cabeça do colega de trabalho. Ela então leva o aluno para casa e antes de se despedirem, Tobias pede para que ela se prepare para o que virá em frente.

Após um homem inocente e possivelmente infectado ser alvejado pela polícia, uma manifestação popular se inicia. Os populares cobram melhores tratamento das autoridades. Chris acaba se envolvendo em meio ao clamor social o que obriga Travis e Liza a resgatá-lo, já que a situação perde o controle e carros e lojas começam a ser saqueados e incendiados. Sem saída, os três acabam conseguindo refúgio junto a barbearia de propriedade de Daniel Salazar.

Na casa dos Clark, os três integrantes da família tentam normalizar os acontecimentos dos últimos dias, mas percebem uma mulher da vizinhança sendo atacada por um infectado. Alicia está propensa a correr até ela para ajudá-la, mas Madison a proíbe.

Leia aqui a nossa crítica do episódio “So Close, Yet So Far”.

O Cachorro

A situação está cada vez pior. O Governo precisou intervir.

Nas ruas, os populares estão cada vez mais revoltados com o descaso das autoridades. Quando os Manawa e os Salazar pensam estar seguros na barbearia, um incêndio se inicia na loja ao lado. Obrigados a sair do local, eles correm em direção a picape de Travis que estava estacionada em uma esquina próxima dali. No caminho, um andaime em queda acaba atingindo o pé de Griselda, que precisa ser carregada pelos familiares. Travis sugere irem ao hospital próximo dali, mas ao chegarem ao local encontram as portas fechadas.

Na casa Clark, um barulho no jardim assusta a todos, mas de repente um cachorro totalmente ensanguentado aparece. Com medo de que algo possa afetar a família, Nick resolve invadir uma das casas da vizinhança em busca de uma arma de fogo. Nesse momento Travis vê no jardim um infectado devorando um cachorro. Em choque, ele não consegue se mover e o monstruoso ser se direciona a ele. Daniel retira da mão de Nick a arma e dispara contra o morto. As famílias discutem o que é o certo a se fazer, e entram no consenso de que precisam partir de Los Angeles antes que tudo fique pior. Liza, que é enfermeira, faz um curativo no pé de Griselda, mas alerta Ofelia de que a mãe poderá morrer se um médico não tratar dos ferimentos.

Ao final do episódio, Ofelia tenta convencer Daniel de que precisam seguir o caminho junto com os Clark e Manawa, mas o patriarca da família Salazar insiste que eles ficarão melhores sozinhos. Quando estão todos dispostos a partir, descobrem que a Guarda Nacional cercou todo o bairro, sendo assim, ninguém entra e nem sai da localidade.

Leia aqui a nossa crítica do episódio “The Dog”.

Não desapareça

O quarto episódio traz o desenrolar da ação da Guarda Nacional em meio ao caos zumbi.

Com direção geral de Kari Skogland e roteiro desenvolvido por Meaghan Oppenheimer, “Não desapareça” (Not Fade Away) foi o quarto episódio da primeira temporada que foi assistido por 6,62 milhões de americanos em sua exibição original.

Com um breve salto temporal de nove dias, as três famílias seguem reclusas na casa Clark. O tratamento recebido pelos guardas começa a causar pequenos desentendimentos entre os residentes, que não suportam a ideia de respeitarem o toque de recolher e a falta de energia e suprimentos. Chris tem utilizado o telhado da casa como refúgio durante a noite para observar as estrelas e o horizonte e é nesse ínterim que o jovem visualiza o piscar de uma luz além das barreiras levantadas pela Guarda Nacional. O rapaz decide gravar a cena com sua câmera para mostrar para os demais.

Liza assume uma função importante em meio aos moradores, utilizando seu conhecimento profissional para tratar de ferimentos. Enquanto isso, Ofelia se dispõe a viver um relacionamento com o soldado Adams para conseguir medicamentos com mais facilidade para a sua mãe. Nick está em abstinência e resolve furtar morfina da casa ao lado da sua para alimentar o vicio.

Chris mostra o vídeo feito para Madison que fica incomodada com o fato de haverem pessoas vivas precisando de ajuda além das barreiras. Temendo a represália dos demais moradores de sua casa, a matriarca decide agir sozinha e ultrapassa os limites permitidos pela Guarda. Do lado externo ela acaba descobrindo que não são somente os infectados que estão sendo exterminados pelos soldados, mas também pessoas saudáveis.

Ela retorna para casa e compartilha os fatos com Daniel, que lhe conta que quando estava em El Salvador, no passado, presenciou o mesmo. Pessoas doentes e sadias eram mortas, sem que os soldados pensassem duas vezes antes de agir.

Na noite posterior, os soldados chegam a casa Clark dizendo que levarão Griselda além das barreiras para um hospital, pois ela precisaria ser tratada antes que se torne um risco para todos os demais. Ao verem Nick aparentemente doente – sob o efeito de tóxicos – os soldados o arrastam junto. Madison e Travis se veem impedidos de fazer qualquer coisa para evitar que ele seja levado. Como forma de manter alguém de confiança no hospital e por se sentir no dever de fazer algo, Liza se voluntaria para seguir viagem junto a Griselda e Nick.

A ida de Liza acaba deixando Travis devastado, pois Chris não consegue se estabilizar emocionalmente após a partida da mãe. Ele resolve subir ao telhado para refletir e vê a mesma luz que o filho relatou ter visto, entretanto, a luz é seguida de disparos.

Leia aqui a nossa crítica do episódio “Not Fade Away”.

Cobalto

Madison descobre que as coisas estão piores do que poderiam estar.

Kari Skogland segue na direção no quinto episódio da primeira temporada, tendo o roteiro de David Wiener. “Cobalto” (Cobalt) foi assistindo por 6,66 milhões de espectadores.

Doug – vizinho de Madison que estava doente – e Nick estão presos em uma cela juntamente com outro homem chamado Victor Strand. O estranho atormenta Doug incessantemente e revela para Nick que tem um plano para que eles fujam do local. Enquanto Ofelia protesta nos portões das barreiras para ter informações da situação de Griselda, Madison descobre no porão de sua casa que ela e o pai estão mantendo Adams (o soldado) em cativeiro.

Travis entra em um acordo com os guardas que concordam em levá-lo para o hospital afim de que ele possa ver que todos estão sendo bem tratados. No caminho, eles encontram um infectado e os soldados pedem que Travis mate-o, mas o homem se nega a fazê-lo por achar que há recuperação para os doentes. Os soldados matam o moribundo e seguem viajem, mas recebem um chamado para uma área infestada que precisa de amparo. Lá, Travis vê um mar de infectados atacando soldados. Poucos são os sobreviventes, os soldados decidem retornar a zona de segurança e cancelar a ida ao hospital.

Já em casa, Travis e Madison conversam sobre Adams e confrontam Daniel, que lhes explica que descobriu que os soldados possuem um código secreto sendo usado, Cobalto, e que ele quer saber do que se trata, estando desconfiado da boa intenção da Guarda Nacional. O soldado acaba confessando que o código é na verdade o plano que o exercito tem para a manhã seguinte, onde as pessoas da zona segura serão todas mortas.

No hospital, Liza ajuda a Dra. Exner a cuidar dos doentes. A infecção do pé de Griselda acaba se espalhando por sua corrente sanguínea e posteriormente a matando. Liza, para evitar a transformação da matriarca Salazar, dispara em sua cabeça.

Daniel anda pelo bairro durante a noite e descobre um estádio de futebol trancafiado. No interior do local ele se depara com um mar de infectados que provavelmente estavam sendo estocados ali para na manhã seguinte serem liberados e matarem todos os sobreviventes da zona segura.

Leia aqui a nossa crítica do episódio “Cobalt”.

O homem bom

Os sobreviventes precisam agir para saírem vivos da zona segura.

O último episódio da primeira temporada, “O homem bom” (The good man), foi dirigido por Stefan Schwartz e marcando a volta do roteiro para as mãos de Robert Kirkman e Dave Erickson. A temporada fechou seu primeiro ano com 6,86 milhões de espectadores.

Faltam poucas horas para o código cobalto ser iniciado e os sobreviventes da casa Clark precisam agir para conseguirem ir até o hospital resgatar Liza, Nick e Griselda (que acreditam estar viva). Daniel institui Adams como guia do grupo até o hospital, mas o soldado confessa para Travis que sabe que quando sua utilidade se encerrar, Daniel irá matá-lo. Por compaixão, Travis decide permitir a fuga do soldado.

O grupo se desloca para a base da Guarda Nacional enquanto Madison olha com tristeza as pessoas do seu bairro que ela deixará para trás para morrer. Na base, Daniel utiliza uma pequena horda retirada do estádio para chamar atenção dos soldados e abrir caminho para que todos partam em segurança.

Strand e Nick conseguem se livrar de suas celas dentro da base. Nick tenta ajudar outros presos a fugir, mas Strand sinaliza que eles morrerão se fizerem isso. Os dois partem dali. No mesmo momento, os infectados trazidos por Daniel começam a invadir o local. Madison, Travis e Daniel se infiltram na base e deixam Chris e Alicia esperando dentro do carro.

Travis liberta todos os presos deixados para trás e posteriormente todos se reúnem. Liza diz que talvez consigam fugir pela enfermaria, mas encontram a Dra. Exner prestes a se suicidar após ter matado todos os pacientes, para que eles não fossem infectados. A Dra, como ato de misericórdia, antes de se matar indica o melhor caminho para que o grupo parta dali. Quando estão quase saindo do hospital, o soldado Adams reaparece e dispara contra o braço de Ofelia. Travis se enfurece com a atitude e ataca o homem, deixando-o agonizante no chão.

O grupo é guiado por Victor Strand para uma mansão na beira mar. O homem se revela dono da casa e diz também ser proprietário de um iate chamado Abigail, que ele utilizará como fuga da Califórnia. Antes de partirem, Liza chama Travis para a praia juntamente a Madison e revela que durante a fuga acabou sendo mordida no abdômen. Ela pede para que Travis a mate. O homem promete a ela que cuidará de Chris e então lhe dá um tiro de misericórdia.

Leia aqui a nossa crítica do episódio “The Good Man”.

A audiência

Para um spinoff, Fear the Walking Dead teve um grande sucesso em sua primeira temporada.

Em média aritmética, Fear the Walking Dead obteve 7,6 milhões de espectadores em sua primeira temporada. Já em média simplificada, 8,37 milhões.

Levando-se em consideração que se trata de um spinoff, que historicamente sempre obtém números muito abaixo das séries derivadoras, Fear the Walking Dead se tornou um sucesso nos Estados Unidos. E, quanto a estratégia da AMC atingir o público da Fox internacionalmente, pode-se dizer que a meta foi expansivamente alcançada.

O tamanho sucesso da série acabou trazendo a inevitável confirmação para um segundo ano, que contaria como o grupo de sobreviventes conseguiria sair de Los Angeles.

Crítica à temporada

Um bom ponto de partida.

Enfim, Fear the Walking Dead no seu primeiro ano demonstrou ser uma grande oportunidade para que o público presenciasse uma história diferente sob o mesmo plano de fundo de sua série mãe. E, mesmo possuindo semelhanças com a derivadora, Fear conseguiu inovar e apresentar um enredo próprio e distante daquilo que o público já havia se acostumado a ver em The Walking Dead.

Obviamente, as promessas de que descobriríamos como a doença se espalhou não foram cumpridas integralmente. Ao invés de relatar o motivo exato da infestação zumbi, Fear se resguardou a demonstrar como uma sociedade bem estabelecida lidou com os seus primeiros casos e o quão rápido foi sua queda. Diferentemente de The Walking Dead, onde acompanhamos o apocalipse sob a óptica de um homem que desperta após meses em coma e já encontra o mundo às avessas, Fear tentou esclarecer a sua audiência questões necessárias, como a posição do Governo ao despertar da ameaça zumbi.

Em seis episódios a história focou em seu tema e trabalhou as relações familiares. Discussões sociais importantes como as drogas e a tensão emocional pós traumática foram amplamente exploradas e incrementaram o enredo. Entretanto, pôde ser criticada pela facilidade com que personagens secundários foram descartados.

Com o inicio de Fear as portas estavam abertas para situações inusitadas em um apocalipse zumbi e o público mal podia esperar pelo que as demais temporadas trariam como núcleo central.

Esteja atento, pois em fevereiro divulgaremos a recapitulação da 2ª temporada da série. Esses artigos tem o intuito de  refrescar a memória daqueles que acompanharam o inicio da história e também, narrar os fatos para aqueles que resolveram assistir a série apenas a partir de seu reboot na 4ª temporada.

E você, tem algo a falar da 1ª temporada da série? Lembra quais eram suas expectativas antes da série ter seu pontapé inicial? Acha que tivemos mudanças significativas até o quarto ano? Deixe um comentário abaixo.

A quinta temporada de Fear the Walking Dead iniciou suas gravações no inicio do mês passado e deve estrear em Junho de 2019.

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1ª Temporada

Fear the Walking Dead 1ª Temporada: Pré-venda e lançamento do DVD e do Blu-ray

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Conforme anunciamos no mês passado, a PlayArte, distribuidora independente de filmes e pioneira no ramo de cinemas, e também responsável por The Walking Dead no Brasil, lançará a primeira temporada de Fear the Walking Dead em DVD e Blu-ray neste mês. E, para promover o lançamento, eles criaram um hotsite exclusivo (confira clicando na imagem abaixo) onde podemos encontrar todas as informações dos produtos – conteúdo de cada um dos itens, lojas onde comprar e muito mais.

O DVD está sendo vendido por R$ 89,99 e o Blu-ray por R$ 109,99 na pré-venda, e ambos estarão disponíveis nas lojas de todo o Brasil a partir de quarta-feira (27 de Julho).

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Sinopse: Criada no mesmo universo de The Walking Dead, a série Fear the Walking Dead é um drama que explora o início do apocalipse zumbi através de uma família em crise. Situada em uma cidade aonde as pessoas vão para esconder seus segredos e enterrar seus passados, a trama mostra que um súbito surto ameaça perturbar a pouca estabilidade que resta à supervisora de Ensino Médio Madison Clark e ao professor de inglês Travis Manawa.

A pressão cotidiana de unir as duas famílias, lidando com crianças que cresceram cheias de ressentimento, precisa ficar em segundo plano quando a sociedade começa a ruir. Com a necessidade de evoluir, em um cenário em que somente os mais fortes sobrevivem, a família disfuncional deve se reinventar ou se entregar às suas histórias mais obscuras.

No elenco principal da primeira temporada de Fear the Walking Dead temos Cliff Curtis como Travis, Kim Dickens como Madison, Frank Dillane como Nick, Alycia Debnam-Carey como Alicia, Ruben Blades como Daniel, Elizabeth Rodriguez como Liza, Lorenzo James Henrie como Chris e Mercedes Mason como Ofelia.

Nos Estados Unidos, o lançamento do material aconteceu em Dezembro do ano passado.

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1ª Temporada

Fear the Walking Dead 1ª Temporada: Informações sobre as edições brasileiras do DVD e do Blu-ray

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A PlayArte, distribuidora independente de filmes e pioneira no ramo de cinemas, e também responsável por The Walking Dead, adquiriu os direitos de distribuição de Fear the Walking Dead pelo Brasil. Eles entraram em contato conosco e nos informaram que a primeira temporada da série será lançada em Julho deste ano, mas ainda não tem uma data exata. A pré-venda está programada para começar em Junho.

Mais detalhes sobre o box e valores serão divulgados em breve. A produção criada por Dave Erickson e Robert Kirkman é descrita como um drama familiar ambientado em Los Angeles, e conta a história dos primeiros dias do apocalipse zumbi, através dos olhares de uma família.

Sinopse: Criada no mesmo universo de The Walking Dead, a série Fear the Walking Dead é um drama que explora o início do apocalipse zumbi através de uma família em crise. Situada em uma cidade aonde as pessoas vão para esconder seus segredos e enterrar seus passados, a trama mostra que um súbito surto ameaça perturbar a pouca estabilidade que resta à supervisora de Ensino Médio Madison Clark e ao professor de inglês Travis Manawa.

A pressão cotidiana de unir as duas famílias, lidando com crianças que cresceram cheias de ressentimento, precisa ficar em segundo plano quando a sociedade começa a ruir. Com a necessidade de evoluir, em um cenário em que somente os mais fortes sobrevivem, a família disfuncional deve se reinventar ou se entregar às suas histórias mais obscuras.

No elenco principal da primeira temporada de Fear the Walking Dead temos Cliff Curtis como Travis, Kim Dickens como Madison, Frank Dillane como Nick, Alycia Debnam-Carey como Alicia, Ruben Blades como Daniel, Elizabeth Rodriguez como Liza,  Lorenzo James Henrie como Chris e Mercedes Mason como Ofelia.

Nos Estados Unidos, o lançamento do material aconteceu em Dezembro do ano passado.

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