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REVIEW FEAR THE WALKING DEAD S01E01 – Pilot: Um poderoso e enriquecedor drama familiar

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Um novo show. Uma nova pegada. O mesmo apocalipse.

Nós tivemos a oportunidade de assistir ao piloto de Fear the Walking Dead e participar de uma coletiva de imprensa que aconteceu em Los Angeles no último sábado (01 de Agosto), onde estavam presentes membros do elenco e alguns produtores executivos da série e foi uma experiência incrível. Estaremos disponibilizando todo esse material exclusivo durante os próximos dias. Agora, vamos focar no que realmente interessa: o fantástico trabalho dos roteiristas (Dave Erickson e Robert Kirkman) e dos atores no primeiro episódio do novo sucesso da AMC.

O episódio – intitulado de “Pilot” e que possui 1h de duração sem comerciais – apresenta brilhantemente o seu grupo principal de personagens: Travis (Cliff Curtis), Madison (Kim Dickens), Alicia (Alycia Debnam-Carey) e Nick (Frank Dillane). São pessoas normais, no qual você vai se identicamente tranquilamente e aprender a gostar deles por conta das grandes semelhanças que podemos ter com eles. É sobre ser um pai, um marido, uma mãe, uma esposa, um professor, um adolescente… A série é completamente sobre o drama familiar que essas pessoas estão vivendo, onde os zumbis serão apenas o background da história. Pelo menos nessa primeira parte, onde a sobrevivência não será o foco principal. É sobre relacionamentos.

Alycia Debnam Carey como Alicia - Fear the Walking Dead 1 Temporada - Episódio 1: Pilot

Alycia Debnam Carey como Alicia – Fear the Walking Dead 1 Temporada – Episódio 1: Pilot

Enquanto que a série não pretender revelar exatamente como que o surto começou, nós veremos como ele se espalhou de pessoa para pessoa – e é realmente triste de testemunhar. As pessoas que nós conhecemos a vida inteira de repente estão se devorando, e é o tipo de coisa bizarra que eles nunca viram antes. É de partir o coração e fundamentada na realidade.

O grande destaque do episódio é de Nick, o filho problemático de Madison. O personagem apresenta uma carga emocional e dramática gigantesca, devido ao seu constante problema com as drogas. Ele é também o primeiro a encarar um infectado (que é como serão conhecidos os zumbis na série). O grande ponto é que ele já tem o seu próprio apocalipse interno, e talvez ter que vivenciar isso, ter que buscar por sobrevivência e quem sabe defender seus familiares e, claro, antes de mais nada tentar entender o que realmente está acontecendo no mundo, acabe sendo um meio de redenção. Vai ser bastante interessante e eu mal posso esperar para ver a evolução do personagem e como sua família fará para manter o seu vício sobre controle.

Ao contrário de Rick Grimes, Travis não é um policial e não está preparado para o que ele está prestes a enfrentar. Outra diferenca e que em Fear the Walking Dead, desde o começo as mulheres assumem um papel forte de liderança, especialmente Madison. Ela não é só a namorada de Travis, uma mãe de família viúva com um filho viciado e uma filha prodígio, mas uma mulher muito forte, o que fica claro desde o piloto. Já sua filha Alicia é o oposto do irmão, inteligente, responsável, a garota certinha, mas por mais que ela discorde e se abale com o vício do Nick, numa cena do episódio já percebemos o profundo amor entre os dois, a nova realidade caótica provavelmente vai uni-los para enfrentar os problemas que vem pela frente e são maiores do que eles já vivem hoje. Vai ser muito interessante ver como os personagens são capazes de se adaptar e sobreviver durante o início do surto.

Cliff Curtis como Travis e Kim Dickens como Madison - Fear the Walking Dead 1 Temporada - Episódio 1: Pilot

Cliff Curtis como Travis e Kim Dickens como Madison – Fear the Walking Dead 1 Temporada – Episódio 1: Pilot

A introdução de um novo elenco e a criação de um universo que os fãs já estão familiarizados é o grande foco da primeira temporada de Fear the Walking Dead, explorando toda a dificuldade dos problemas apresentados em uma cidade grande. Notamos também que uma das grandes diferenças com a série original é que esses personagens já se conhecem e/ou mantinham uma relação saudável pré-apocalipse. Será complicado aceitar e distinguir que aquele seu vizinho, amigo ou familiar possa ter se transformado em monstro sedento por carne humana.

Conclusão: A série – pelo menos por agora – tem uma pegada lenta, podendo ser comparada inclusive com a “calmaria” que tivemos durante a segunda temporada de The Walking Dead. Não espere por muitos zumbis e/ou maquiagens extremamente épicas. É outro cenário, outra vibe. É enriquecimento de personagens, drama familiar.

Agradecimento especial: Cláudia Ciuffo, nossa representante internacional e parceira da no Hollywood é Aqui.

Fear the Walking Dead estreia mundialmente em 23 de agosto pela AMC. Confira o trailer oficial da temporada e fique por dentro de todas as notícias.

Fiquem ligados aqui no FEAR the Walking Dead Br e em nossas redes sociais @FearWalkingDead (twitter) e FEAR the Walking Dead Brasil (facebook) para ficar por dentro de tudo que rola no universo de Fear the Walking Dead.

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Review Fear the Walking Dead S05E14 – Today and Tomorrow: Quando criticar se torna redundante

“Today and Tomorrow” foi o 14º episódio da 5ª temporada de Fear the Walking Dead. Venha conferir a nossa crítica ao episódio e comente conosco.

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do décimo quarto episódio, S05E14 – “Today and Tomorrow”, da quinta temporada de Fear the Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Em anos escrevendo críticas aos episódios de The Walking Dead e de Fear the Walking Dead acabei descobrindo macetes para não soar repetitivo, até quando as tramas exibiam duas ou três semanas ruins. Entretanto, provavelmente nem o mais experiente crítico profissional conseguiria não se tornar redundante e repetitivo no que concerne a avaliação dessa quinta temporada de Fear.

Today and Tomorrow traz Morgan de volta ao foco depois de duas semanas sem dar as caras. Se isso não fosse suficiente, vemos que algumas incoerências continuam a ser repetidas na trama filosófica do personagem. Isso porque ele a todo o momento reforça que ajudar as pessoas agora é o centro de sua existência. Inclusive, um dos momentos mais incômodos dessa semana foi o momento em que Althea tentava buscar uma solução para que pudessem ajudar os amigos dos poços de petróleo e Morgan afirmou que deixar as caixas também era importante.

Mas é engraçado que a filosofia dele se embasa tão somente no entorno das caixas de suprimentos, pois, quando viram Tom desesperado por gasolina, afirmando necessitar fugir, Morgan e Althea foram irredutíveis em exigir que ele devolvesse o combustível. Ou seja, uma pessoa que aparentemente necessitava de ajuda e que necessitava de algo que eles tinham, foi colocada em escanteio em prol das caixas. Isso significa somente uma coisa: a verdade é que a filosofia de Morgan é falha. Ele constrói um ideal de ajuda ao próximo, mas o ideal para ele é tão superior aos sobreviventes que nada pode minimizá-lo. A ajuda só é válida quando vem das caixas.

De repente, voltamos a ver o grupo de Virginia e descobrimos a ligação de Tom com a comunidade dela. Althea então liga a história de que Virginia quer construir um futuro com a de Isabelle e mascara uma tentativa de reencontrá-la dizendo que irá entrar no local para encontrar a irmã de Tom. Esse, que até então era um desconhecido, é deixado com o carro, os suprimentos e a gasolina para que Althea e Morgan invadam a comunidade. Sim, eles quase agrediram o homem pela gasolina e agora deixam tudo nas mãos dele, sem saber se de fato ele fala a verdade.

Morgan continua a prender a trama em um péssimo desenvolvimento.

Seguindo em frente, a dupla consegue adentrar os portões do local e pouca coisa relevante acontece, além de Althea e Morgan resolverem tomar banho de piscina com um zumbi e acabarem sendo pegos pelos guardas da – aparentemente – nova antagonista.

Nesse momento eu pensei que teríamos mais explicações sobre os planos maléficos de Virginia e no tudo o que ela é capaz de fazer com os sobreviventes. Entretanto, continuamos a ter mais do mesmo, mesmo havendo apenas mais dois episódios depois desse para encerrarmos o quinto ano.

Aliás, vejo uma tentativa de criar uma vilã carismática, a altura de Negan em The Walking Dead, que beira a loucura, usando de ironia para se expressar. Entretanto, o roteiro é tão forçoso nessa tentativa que acaba ficando até mesmo desconfortável a diferença de tons entre a personagem e o restante da história. É como uma carta fora do baralho.

Sem muitas ameças, Virginia solta os dois heróis e os deixa ir embora. Óbvio que essa não é a última vez que a veremos, mas fica claro que para uma tentativa de salvar a quinta temporada ao menos em sua reta final, o melhor a ter sido feito aqui era Virginia liberar Luciana e deixar que todos fossem embora em paz, nunca mais tornando a aparecer na trama e nem sendo citada. Me dá medo pensar que estão planejando levar essa trama fraca, solúvel e amargada para a sexta temporada. Bom seria que se encerrasse e fosse esquecida.

Noutro lado da história, tivemos até uma boa métrica com Daniel Grace. Grace é uma personagem que – infelizmente – não parece que terá muita oportunidade de crescer, tendo como propósito único o desenvolvimento de Morgan. Mas, ela é carismática e tem força para dar muito mais do que está entregando. A forma como ela funciona com Daniel aqui é impressionante, leve e degustável.

Grace e Daniel foram a melhor parte do episódio, muito embora com um péssimo desfecho.

O único porém aqui é aquilo que já tínhamos previsto no episódio do shopping center, em que Grace está prestes a usar máquinas de raio-x para descobrir se está ou não com câncer derivado da radioatividade que se expôs. Lá, eu critiquei o fato da desistência da personagem em descobrir a doença, pois essa seria a primeira vez que teríamos contato e poderíamos acompanhar um enredo desses: um personagem que além do apocalipse zumbi precisa lidar com o avanço de uma doença incurável e decidir se vale a pena continuar a lutar ou não. Mas o que os roteiristas escolheram fazer? O caminho mais curto e fácil, deixando a personagem na história e de repente, em certa altura, provavelmente decidirão fazê-la ter um desmaio e morrer, sem aprofundamento, sem dramaticidade e sem muito impacto.

Depois de anos tendo diversas oportunidades de repensar sua vida e de aprender a aceitar a morte da sua esposa e filho, Morgan decide se livrar do passado num clique único. Veja, ele poderia ter tido esse clique em todo aquele episódio em que Grace o fez feliz novamente e trouxe a ele leveza e libertação. Mas, os roteiristas sem motivo aparente resolveram fazer com que as fitas de Althea resolvessem todos os seus problemas.

O cômico é que depois de todo esse tempo, quando ele resolve dar um passo adiante, ele descobre que aparentemente é tarde demais. Grace está morrendo. Os roteiristas terão que ter muita força de vontade e capacidade explanativa para explicar o como a decisão tomada após assistir a fita de Althea fará de Morgan um homem firme e decidido em continuar avançando mesmo que Grace morra. Ou, infelizmente, veremos o personagem voltando a estaca zero pela milésima vez. Acompanharemos ele surtando, perdendo o juízo, tentando reconquistá-lo e se entupindo de filosofias morais para tentar se estabilizar enquanto não se desagarra do passado.

Outro ponto repetitivo, mas que precisarei citar é o problema de termos três comunidades gigantescas com os mesmos ideais no universo compartilhado que o AMC quer desenvolver para a marca The Walking Dead. Temos na série principal Georgie que levou Maggie a aplicar o livro “A Chave” – que é o objeto símbolo de Virginia – e que diz ter uma grande comunidade que desenvolve outras para o futuro da humanidade. Além disso, temos os helicópteros que ligam as duas séries e que, conforme Isabelle, também derivam de um local que prega a construção de um novo mundo para a próxima geração de humanos. E, agora, Virginia com uma conversa basicamente copiada das outras duas. Não é arriscado demais desenvolver três tramas idênticas e paralelas num universo compartilhado que flui pro mesmo ponto central? Não é complicado lidar com histórias idênticas sem se tornar repetitivas? Ou é uma mentira de Virginia e no fim descobriremos que ela, Isabelle e Georgie estão unidas, muito embora o modus operandi de cada uma delas seja completamente diferente uma das outras.

Grace teria chances de crescer, mas escolheram usá-la como personagem de apoio para Morgan.

Indo mais além, o canal AMC não está arriscando demais em começar a partilhar a ligação do universo a partir de Fear the Walking Dead justamente em um ano que a história da série não é concisa, convincente e orgânica? Entendo pouco do assunto, mas ao meu ver para se criar um universo compartilhado o principal investimento precisa ser no seu ponto de partida, o local que começa a expressar as ligações, o fundamento. Se a fundamentação não é coerente e forte o suficiente, a “casa” que é construída sobre ela corre o risco de desabar.

Enfim, como disse, não há muito mais do que se falar de Fear the Walking Dead. Ainda temos dois episódios para essa temporada, onde os leitores provavelmente voltarão aqui e lerão uma crítica semelhante a essa para cada um deles. Não porque eu queira criticar, mas porque é impossível enxergar algo bom no meio de toda a sujeira que fizeram nessa temporada.

E você? Qual a sua opinião? Vote na nossa enquete e comente abaixo.

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Review Fear the Walking Dead S05E13 – Leave What You Don’t: Uma história de desrespeito aos fãs

“Leave What You Don’t” foi o 13º episódio da 5ª temporada de Fear the Walking Dead. Venha conferir a nossa crítica ao episódio e comente conosco.

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do décimo terceiro episódio, S05E13 – “Leave What You Don’t”, da quinta temporada de Fear the Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Sim, isoladamente Leave What You Don’t é um bom episódio, seguindo uma boa métrica e mixando cenas de ação com diálogos aprofundados. Entretanto, é um episódio que afunda toda a história construída nos doze anteriores, tornando tudo o que acompanhamos até agora em pó.

O ponto chave para que eu considere o décimo terceiro episódio da temporada um desrespeito aos fãs é o seu personagem central, Logan. Para que os leitores compreendam minha indignação, precisamos voltar no tempo, na estreia do quinto ano para retomarmos quem o parceiro de Clayton vinha sendo até então.

Na estreia da temporada, Logan invade a fábrica de jeans que antes era a casa dos heróis, enquanto os despista com um falso pedido de ajuda. Isso os leva a sofrer a queda de avião e a todos os eventos que envolvem radioatividade, zumbis estripados e uma ameaça desconhecida com um helicóptero. Até aí a certeza que a audiência passa a ter é que ele é o vilão central da temporada.

Entretanto, pelas tantas ocupações que os heróis arranjam no caminho, a trama pecou em aprofundá-lo, deixando seu reaparecimento apenas para o oitavo episódio, quando ele propõe uma união com o grupo para que juntos consigam combustível. Sem muitas explicações, a nona fração da temporada nos insere em um momento em que já houve desacertos no acordo feito e vemos Logan perseguindo Morgan e seus amigos, já que subsidiariamente os sobreviventes benevolentes já haviam encontrado os campos de petróleo e se negavam a entregar isso para o “vilão”.

Logan é a pior proposta de vilão que o Universo The Walking Dead já tentou oferecer.

Daí o público começa a ver que Logan está disposto a acabar com qualquer tentativa de bons atos que Morgan se propõe a fazer, dizendo-lhes que só os deixaria em paz se eles lhe passassem a localização dos campos de petróleo. Ou seja, mais uma característica de vilão desvendada, porque em muitas dessas vezes as pessoas que necessitam de ajuda quase morrem porque Logan está atrasando o socorro que os heróis poderiam prestar.

Após tanto insistir pela localização dos campos de petróleo, vemos Logan invadindo os portões do que ele chama de Terra Prometida. O local invadido é, para minha surpresa, a refinaria de produção de gasolina. Sem qualquer explicação, mais uma vez, Logan consegue encontrar sozinho o que buscava. E então, novamente fica evidente o erro de roteiro que criou uma história na qual o antagonista importunava os mocinhos por uma informação que, ou ele já tinha ou era fácil demais para achar sozinho. Se lhe faltava gasolina, porque ele gastou tanta atrás do comboio de Morgan se podia ter se empenhado em encontrar os poços petrolíferos sozinho, como ao final fez?

As cenas de ação empolgaram e foi bom ver a união do grupo na tentativa de impedir Logan de tomar o local para si. Entretanto, até essa altura da história nada era explicado sobre a motivação dele. Em todos os episódios que sua trama foi inserida, Logan se mostrava o antagonista, mas sem nenhum aprofundamento de quais as causas que lhe faziam um grande necessitado pela gasolina. Finalmente alguém do grupo de principais resolveu perguntar em Leave What You Don’t os motivos que levavam ele a querer o combustível. A demora pelo questionamento é ilógico. Se a proposta do comboio de Morgan é ajudar as pessoas, porque tanto desprezo por Logan quando ele dizia que precisava do petróleo para fazer um bem maior? Não é lógico que se eles perguntassem, e a necessidade dele fizesse o mínimo de sentido, eles poderiam ajudá-lo antes de todo esse embate?

Logan então resolve abrir seu coração e revelar que a ideia de Clayton de ajudar pessoas era sua filosofia de vida também, mas quando foi decepcionado por ela, acabou se rendendo a uma nova metodologia apresentada por um outro grupo de pessoas. E então, quando parece que o vilão está se reestruturando e se reerguendo para apresentar uma grande motivação, ele abaixa a guarda e concorda em ser um cooperador dos heróis. Se isso não fosse suficientemente frustrante, alguns poucos segundos depois, Logan é morto com um tiro na cabeça. Morre o pior protótipo de vilão.

Cheio de incoerências o episódio enterrou os doze antecessores.

O tiro vem de um grupo à cavalo que é ordenado por uma moça, que vem até o centro do campo de petróleo e se apresenta como a dona de uma comunidade que está expandido e que precisa da gasolina para dar continuidade aos seus planos. Sim, a quinta temporada demorou treze episódios para desenvolver um antagonista para no fim descobrirmos que ele não era o vilão. E sim, nós temos três episódios para que essa nova personagem conte uma história convincente no como ela forçou Logan a se prostrar aos seus ideais e no como sua metodologia de vida lhe fez liderar uma reestruturação de mundo.

A probabilidade de que isso estenda a trama de ajuda ao próximo para a já confirmada sexta temporada é imensa e isso era tudo o que o público de Fear the Walking Dead menos queria.

E se não pudesse ser menos frustrante, o episódio termina com o grupo aceitando deixar Luciana para trás, já que Virginia exige que alguém deles fique para produzir a gasolina necessária. Luciana se expõe ao risco mesmo após ver o que aconteceu com Logan e no como a nova conhecida opera: se a pessoa se tornar inútil no meio do caminho, é descartada. Quando Luciana volta a ter um pouco de destaque, parece que tudo se encaminha para a sua morte. É sério mesmo, Fear?

Outro ponto incômodo para mim é também o que mais fez o episódio valer a pena: a chuva de zumbis. Sim, eu aplaudi satisfeito que eles resolveram cortar a trama monótona que Fear vinha tendo para retornar aos momentos de ação e adrenalina. Mas, parando para refletir: como sobreviventes experientes não pensaram que uma horda poderia acabar ali – dado o barulho dos maquinários – e sucessivamente, despencar para dentro do local? A primeira coisa que uma pessoa que sobreviveu aos primeiros três anos de apocalipse pensaria ao ver uma pedreira desprotegida que conduzia diretamente ao local em que você pretende montar acampamento é em, no mínimo, criar uma barreira com tapumes, carros, cercas e etc.

Poderia ser bom, mas não foi.

Fora disso, não consegui compreender muito a inserção de Alicia Strand nesse episódio. Poderiam ter utilizado qualquer outro personagem que já estava tendo participação em Leave What You Don’t para ligar a mulher presa na parada de caminhões com o grupo.

Falando nela, achei de uma irresponsabilidade tamanha que Fear the Walking Dead tenha deixado exatamente para a semana internacional de combate ao suicídio a exibição de uma cena em que Logan incentiva uma pessoa a tirar a própria vida em frente a dificuldade. Sei que o momento foi amplamente necessário para que se chegasse no estopim que fez ele perceber que a filosofia de Clayton ainda funcionava, mas é sério que isso ficou programado para a semana de combate ao suicídio?

Enfim, nós encerramos essa temporada com mais uma ideia de comunidade grandiosa se mostrando. Se há uma ligação entre Virginia, Isabelle e o helicóptero, muita coisa vai ter que ser explicada. Por qual motivo a comunidade que tem transporte aéreo permite que sua líder ande por aí à cavalo?

E você, o que achou do episódio? Comente abaixo e vote na enquete.

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Destaque

Review Fear the Walking Dead S05E12 – Ner Tamid: Uma boa surpresa

“Ner Tamid” foi o décimo segundo episódio da 5ª temporada de Fear the Walking Dead. Venha conferir a nossa crítica ao episódio e comente conosco.

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Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do décimo segundo episódio, S05E12 – “Ner Tamid”, da quinta temporada de Fear the Walking Dead. Caso ainda não tenha assistido, não continue. Você foi avisado!

Não é uma novidade por aqui desde que a quinta temporada iniciou que o redator está infeliz com o desenvolvimento da história. Entretanto, o décimo segundo episódio foi absolutamente surpreendente, já que quebrou a sucessão de fracassos dos onze anteriores. Não que Ner Tamid tenha sido uma grande obra de arte. Entretanto, dentro de uma onda ruim de roteiro, conseguiu se sobressair.

Claro, há uma profunda preguiça de trama quando vemos Fear the Walking Dead praticamente copiar a série mãe e inserir um personagem líder religioso em história de vida praticamente igual a do Padre Gabriel que abandona sua congregação a própria sorte. Entretanto, o personagem conseguiu tecer um carisma e apresentar uma versatilidade bem maior na sua estreia do que o Padre teve na série mãe na quinta temporada. Aliás, curioso que ambos os personagens com enredo próximo tenham sido inseridos no mesmo ano das suas respectivas temporadas: o quinto.

Charlie que por muito tempo teve minha antipatia, conseguiu demonstrar camadas. A forma como ela se preocupa em não retornar a ser quem era com os Abutres e a busca incessante por um lar, misturados com os diálogos que pela primeira vez nessa quinta temporada apresentaram profundidade, trouxeram um bom desempenho para a garota. Sua dinâmica religiosa e de princípios foi bem explorada e a relação com Jacob funcionou de forma atraente.

Jacob é quase uma réplica de Gabriel, mas com mais carisma que ele.

June John retornaram aos tempos de ouro e voltaram a funcionar como um casal, sem apelar para a dramaticidade. Viram as necessidades e os dois juntos trabalharam para vencê-las, sem grandes momentos de despedidas infrutíferas. Aliás, novamente nós vemos uma forma diversificada de fugir dos mortos vivos, que vem sendo marca frequente nesse quinto ano (de hélice de avião ao carrinho de controle remoto), o que é uma das poucas coisas de mérito nessa temporada. Toda a sequência da escada adicionou uma leve tensão no ar, embora incomodasse as vezes que qualquer um dos mortos não precisaria muito esforço para alcançar os dois em cima dos carros.

Dwight e Sarah também foram uma boa combinação no décimo segundo episódio. Não sei se irão aproximá-los mais ainda, mas é a típica amizade que daria certo. Sobre esse arco, a única coisa que eu me perguntava era: cadê o Wendell? A última vez que o vimos foi na magnífica cena do episódio oitavo, onde ele faz todo o esforço possível para religar as luzes para sinalizar ao avião que Althea pilota. Sarah até chegou a citar que ele e as crianças estão cuidando dos poços de petróleo, mas a fala foi tão rápida que quase é imperceptível. É estranho que o vínculo tão forte deles tenha sido colocado de escanteio. A dupla é quase um Tom e Jerry, Chewbacca e Han Solo, Marty McFly e Doc Brown ou Woody e Buzz Lightyear, não dá para ver Sarah e não pensar imediatamente no seu irmão Wendell. Então, a desconexão que estão trazendo para eles parece caminhar para uma tentativa de fazê-los aparecer mais na trama e isso significa basicamente uma coisa: um dos dois irá se despedir da história logo.

Mesmo com uma boa química de personagens e uma trama mais palatável, ainda temos alguns pequenos desleixos e erros de roteiro. Até agora não nos foi explicado o motivo do comboio estar buscando um local para chamar de lar se Logan já definitivamente abandonou a fábrica de jeans.

Outra ilógica da trama é o fato de Logan passar todo o momento afirmando que suas reservas de gasolina estão escassas e mesmo assim seguir cruzando o estado do Texas atrás do comboio. Quem tem escassez de recurso, poupa, pela lógica.

Dois personagens que funcionaram muito bem juntos.

Já na trama de Charlie, temos dois momentos incômodos: o primeiro deles se dá no fato de que, John e June são praticamente como pais da garota desde o final da quarta temporada. De repente, temos uma cena vexatória em que Dwight diz estar faltando alguém no grupo de 38 pessoas e ninguém se dá conta que Charlie está ausente. É sério mesmo que uma pessoa – ainda mais sendo uma adolescente, de quem os adultos responsáveis dificilmente tiram os olhos – que faz parte do núcleo do grupo é simplesmente esquecida, como se fosse uma nova conhecida? E em segundo plano, quando June e ela conversam pelo rádio a conversa é rápida e sucinta, com a garota os chamando para conhecer o local onde está. Logo depois ela desliga e vai ajudar o rabino com os walkers. Surpreendentemente, na sequência, o casal já está no local. Charlie nem mesmo deu pistas de onde o templo ficava. Como eles chegaram lá?

Eu não consigo definir se o êxito desse episódio é pelos seus antecessores serem péssimos, se pela ausência de personagens que carregam uma trama maçante (Morgan Alicia por exemplo), se pela combinação das duas coisas, ou se de fato ele seria um bom episódio mesmo numa boa temporada.

E você, o que achou do episódio? Animado para o desfecho da história? Comente abaixo e vote na enquete.

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